Imprevisível
8 Erro Fatal
Notas iniciais
Capitulo 8
Erro Fatal
Kiba foi me guiando pra fora da festa até um carro que se encontrava estacionado perto de uma arvore enorme.
— Por que você me trouxe aqui? — Perguntei.
Kiba se virou pra mim.
— Esta com medo, bonequinha?
— Não.
Dei alguns passos pra trás quando Kiba se aproximou.
— Tem certeza? — Ele arqueou uma sobrancelha.
— Tenho. — Menti.
Ele abriu um sorriso.
— Que bom, então.
— Como assim que bom?
— Sei lá.
Kiba sentou em cima do capo do carro e ficou me encarando.
Soltei um longo suspiro e me juntei a ele. Ficamos falando um pouco da nossa vida medíocre um para o outro durante um bom tempo. Ele até que parecia ser um cara legal, tinha mais alto estima do que eu.
— Então?
— O que?
— Por que me trouxe aqui? — Perguntei mais uma vez.
Ele riu.
— Não faço a mínima ideia, por quê? — Sua expressão era travessa e um tanto curiosa — Acha que vou te fazer alguma coisa?
Levantei-me do capo do carro e andei até a arvore.
— Não sei — Respondi.
Ele veio em minha direção.
— Você me intriga, sabia?
Dei uma risada.
— Por quê?
— Por que você e incrivelmente esquisita — Ele sorriu.
Retribui o sorriso.
— Obrigada.
Kiba coçou os cabelos.
— Acho que acabei de descobrir uma coisa. — Ele corou instantaneamente.
— O que? — Perguntei.
— Preciso ir ao banheiro — Ele soltou um suspiro —, se importa de ficar sozinha por alguns estantes?
— Não.
Kiba se levantou e foi em direção a casa pra usar o banheiro. Comecei a rir sozinha de como ele tinha ficado vermelho. Mais sessei os risos quando ouvi um barulho vindo do meio do mato. Apertei meus olhos firmando minha visão. Eram três homens, vindo na minha direção.
Meu coração foi a mil, pensei em me afastar mais se eu mexe-se eles perceberiam minha presença. Andei de vagar até o carro de Kiba e tentei abri-lo, mais não abriu. Pensei em sair correndo. E foi o que eu fiz, mas... Senti uma mão forte agarrar o meu braço. Era um dos caras, ele tinha uma expressão maliciosa em sua face.
— Aonde pensa que vai... — Ele sobrou a fuma do cigarro na minha cara —... Bonequinha?
Tossi por causa da fumaça.
— Vejo que o Kiba escolheu bem — O homem que me segurava riu, mostrando seus dentes tortos e amarelos.
— Como assim o Kiba escolheu bem? Quem são vocês? De onde o conhecem? — Perguntei tentando soltar meu braço.
O homem que me segurava deu uma tragada no seu cigarro e deu uma gargalhada.
— Ele e meu garoto.
— Hã?
— Ele e meu filho — O homem abriu um largo sorriso. — Meu orgulho.
Com o braço livre ele fez um gesto pra que um dos dois caras que estava atrás dele se aproximar. Era Kiba.
— Oi Sakura — Agora sua expressão era fria.
Olhei com ódio pra ele.
— Vamos nós divertir bastante com ela — Disse o terceiro homem que se encontrava atrás de Kiba.
— Você me enganou! — Esbravejei tentando mais uma vez me soltar.
Kiba a garrou meu outro braço livre, fazendo com que seu pai soltasse o outro.
— Eu vou primeiro — Falou Kiba me empurrando de encontro a arvore.
Kiba me prensou com o corpo, senti minha respiração falhar, meu coração batia tão rápido que eu tinha medo que ele pudesse ouvir.
— Não precisa ter medo, bonequinha!
Chutei sua canela.
— Vai pro inferno!
Ele gemeu de dor, e me segurou com mais força.
— Você vai pagar por isso... — Ele sorriu malicioso —... Mais tarde.
Ele beijou minha orelha, desceu até o pescoço passeando com as mãos no meu corpo.
— Me larga! — Futilmente tentei me soltar.
Ele aproximou sua boca da minha orelha.
— Relaxa.
O empurrei com todas as minhas forças o jogando longe. Corri em direção a festa mais logo o terceiro rapaz me agarrou pelo braço me puxando de volta.
— Você não vai conseguir fugir — Ele sussurrou em meu ouvido.
— Socorro! — Comecei a gritar com esperança de que alguém me escutasse — SOCORRO!!!
— CALA A BOCA!
Senti lagrimas quentes escorrerem pelo meu rosto. Eu estava chorando.
— SOCORRO!
— Eu já disse pra calar a boca! — O homem me arrastou de volta pro carro.
Rebati-me com o corpo tentando me soltar, mais não consegui e antes que eu pudesse gritar mais uma vez, o homem que me segurava foi ao chão. Eu estava livre.
Olhei pra trás e vi Sasuke o socando repetidas vezes na cara, o largando inconsciente no chão e lhe chutando as costelas, garantindo de que ele não fosse se mexer.
— Espera aqui.
Sasuke saiu correndo em direção a Kiba e seu pai.
O pai de Kiba foi para cima de Sasuke, e levei as mãos à boca. O homem era forte, mas desajeitado e lento. Antes que ele pudesse dar um golpe ou tentasse fazer qualquer coisa, Sasuke o incapacitou, empurrando o rosto dele para baixo e dando-lhe uma joelhada certeira. Quando Sasuke deu um soco, não perdeu tempo. Dois socos e uma cotovelada depois, o homem estava no chão, caído em uma poça de sangue.
Kiba abordou Sasuke com mais cautela, com o foco e a. Seu punho cerrado voou em direção ao rosto de Sasuke com uma velocidade incrível, mas Sasuke conseguiu desviar, golpeando-o com o ombro com toda a força. Os dois caíram de encontro ao carro, e então Kiba agarrou Sasuke com os dois braços, jogando-o no chão. Eles se engalfinharam no chão por um instante, depois Kiba conseguiu se levantar, se preparando para socar Sasuke, que estava preso debaixo dele. Cobri o rosto, incapaz de assistir.
Ouvi um grito de dor, então ergui o olhar e vi Sasuke segurando Kiba pelos cabelos volumosos e desgrenhados, acertando um soco atrás do outro na lateral da cabeça. O rosto de Kiba batia com força no capuz do carro a cada golpe que ele levava. Quando Sasuke o soltou, ele mal conseguia ficar em pé, desorientado e sangrando.
Sasuke o observou por um instante e depois o atacou novamente, rosnando a cada ataque, mais uma vez usando toda sua força. Kiba se esquivou e acertou o maxilar de Sasuke com os nós dos dedos.
Sasuke sorriu.
— Essa foi a sua vez.
Eu não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Sasuke tinha deixado Kiba acertá-lo. Ele estava se divertindo. Eu nunca visto alguém desse jeito. Era um pouco assustador vê-lo liberar tudo que tinha em si naqueles caras. Até aquele momento, eu minha medo que ele perdesse, mas agora...
Sasuke terminou de derrubar Kiba, acertando o cotovelo bem no meio da cara dele e nocauteando-o antes que ele chegasse ao chão. Fui acompanhando o movimento até ele cair na terra.
— Babacas.
Fiquei paralisada com aquela cena. Os três caras jogados no chão sangrando e Sasuke rindo da cara deles. Comecei a ficar tonta quase caio mais Sasuke me segura.
— Você esta bem?
Comecei a chorar limpando o sangue que estava em seu rosto.
Sasuke riu.
— Não precisa chorar o sangue não e meu.
Apoiei minha cabeça e seu peito e desabei em choro, engasgando umas três vezes ou mais. Sasuke me afastou segurando meu rosto com as duas mãos me fazendo encara-lo.
— O-br-bri-g-gada — Agradeci entre soluços.
— Isso não foi nada, mais você ta me devendo — Meu queixo caiu — Não fiz isso dê graça.
Eu não estava acreditando no que eu estava ouvindo. Ele queria que eu pagasse?
Apertei meus olhos com força e sequei meu rosto. Sasuke segurou meu braço e foi me arrastando de volta pra festa.
Voltando a festa, Sasuke me puxou até a cozinha.
— Vem cá, Sakura! — Ele disse, indo até o balcão. Então alinhou diversos copinhos no balcão e pegou o Wiske na geladeira. — Como sou seu amigo, não quero que você se lembre do que viu — Ele sorriu, enchendo cada copo até a borda com Wiske. — Se você conseguir beber os dez copos você não precisa me pagar pelo que fiz por você, e nem se lembrara de nada — Disse ele, terminando de encher os copos.
— O que? — Gritei.
Ele só podia estar de brincadeira.
— Você tem algum problema? — Perguntei.
— Não, só quero te ajudar.
— Eu quase fui estuprada! — Esbravejei.
Ele de uma risada.
— Isso não e motivo pra rir.
— Eu sei.
— Então para de rir — Dei um tapa na sua cara.
Sasuke achou graça e começou a rir histericamente.
— Não doeu — Ele ainda ria.
— Seu idiota!
Ele me deu um cutucão no ombro.
— Fica quieta, você vai aceitar a proposta ou não?
Fiquei puta da vida. Apertei meus punhos com força, com uma vontade imensa de socar a cara dele. Mais soltei um longo suspiro e dei risada.
— Você não devia estar rindo, você quase foi morta por aqueles caras — Sasuke se sentou na pia.
Parei de rir.
— Mais você não deixou — Tentei corrigir meu erro.
— É, mas se eu não tivesse aparecido?
Abaixei a cabeça e comecei a fitar o chão.
— Você tem razão.
— Não.
— Como não?
Ele riu.
— Por que eu não sirvo pra ter razão nas coisas e sim você — Ele me lançou uma piscadela.
— Hã? Não entendi.
— Esquece.
Fiquei olhando pra ele por um tempo e sorri.
— O que acontece se eu não aceitar sua proposta ou não der conta de beber tudo? — Fiz com que ele erguesse o olhar pra mim.
— Você vai ter que me apaga, mais mesmo assim você não vai se lembrar de nada.
Sorri.
— Ok, eu topo.
— Mesmo?
— Aham, me passa o primeiro copo — Estiquei a mão tentando pegar um copo.
Sasuke começou a rir e me entregou o copo.
— Agora eu sei por que quero você como minha amiga. — Ele me entregou um copo.
Bebi topo o liquido. O wiske desceu queimando minha garganta. Eu nunca tinha bebido na vida.
— Um copo já foi — Falei batendo o copo de cabeça pra baixo na pia.
Virei-me pra encarar Sasuke, ele me olhava de um jeito diferente. Curioso.
— Que foi?
— Obrigado por ter vindo, Sakura.
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