Imprevisível
11 Encurralada
Notas iniciais
Capitulo 11
Encurralada
Depois de ajudar Ino a enterrar o tucano que batizamos de Pepe Le Gamba, fui acordar minha irmã. Alguns minutos depois Ino ligou pro seu irmão e fomos embora. Deixando todos e principalmente Sasuke na xacra.
Chegando em casa como esperado levei bronca dos meus pais e Tayuya estava proibida de beber até segunda ordem. Fiquei a manhã inteira no meu quarto estudando enquanto Tayuya dormia.
***
Olhei para a pequena TV na cozinha, pendurada em um suporte na parede ao lado do armário. Lá estava eu como todo domingo ajudando minha mãe na cozinha, sempre gostei de cozinhar. Hoje era dia de fazer torta de frango. Mais nem eu nem minha mãe sabia fazer, ou seja, ligamos até TV e pusemos no canal de culinária. O da Palmirinha.
— “Olá meus amiguinhos é minhas amiguinhas, hoje aprenderemos fazer torta de frango” — Disse a apresentadora — “Vamos começar preparando a massa?”
Minha mãe encarava a Tv atenta.
— “Pra faze a massa vamos precisar de 250 ml de leite...”
Fui até a geladeira e peguei o leite.
— “¾ de xícara de chá de óleo...”
Minha mãe foi pegar o óleo e a xicara.
— “Dois ovos...”
Peguei os ovos.
— “Uma xicara e meia de farinha de trigo...”
Mamãe foi pegar o trigo e mais xicaras.
— “O sal é a gosto...”
Franzi as s testa confusa.
— Mãe o que é sal a gosto?
Minha mãe riu.
— O sal que agente quiser.
— Ahhh.
Voltei minha atenção a Tv depois de pegar o sal.
— “Uma colher de sopa de fermento em pó e queijo ralado a gosto, é tudo que vamos precisar pra fazer a massa”.
Peguei o fermento, a colher é um queijo fedido que tinha dentro da geladeira.
— Ta tudo certo? — Perguntou minha mãe.
— Acho que tá.
— Também acho, vou começar a fazer a massa você faz o recheio, ta?
— Aham.
Sentei-me em frente a mini TV com papel e caneta em mãos.
— “Pro recheio vamos precisar de 500g de peito de frango sem pele, 1/2 litro de caldo de galinha, quatro colheres sopa de óleo, um dente de alho amassado, uma cebola picada, três tomates sem pele e sem sementes picados, uma xícara de chá de ervilhas, sal e pimenta do reino a gosto.”
Depois de anotar tudo comecei a preparar o recheio.
I knew you were
You were gonna come to me
And here you are
But you better choose carefully
'Cause I, I'm capable of anything
Of anything and everything
Fui interrompida pelo meu celular que começou a tocara música Dark Horse.
Na tela do meu celular apareceu a foto de um alien e o nome... Sasuke. Minha respiração falhou. Com toda certeza Sasuke tinha acordado e ficou uma fera por eu não estar lá.
Em um impulso joguei meu celular longe, o mesmo se espatifou no chão. Minha mãe de um pulo de susto.
— Que isso? — Ela encarou o celular no chão.
— Foi mal, sem querer deixei cair — Falei catando os cacos no chão.
Adeus Iphone de mil e tantos dólares.
***
Como de costume depois que eu e minha mãe tínhamos terminado de cozinhar sentamos nós quatro a mesa pra comer. A torta não ficou ruim. Começamos uma conversa sobre a faculdade de musica que Tayuya estava fazendo.
— Já compôs alguma musica filha? — Perguntou meu pai á ela.
— Não exatamente, ainda estou tentando compor uma — Respondeu ela enfiando uma garfada de torta na boca.
— Depois quero ver.
— Sem problemas.
Meu pai direcionou o olhar pra mim.
— E você Sakura? Como esta indo na faculdade?
— Ta indo.
— Ta indo o que? — Ele me olhou confuso.
— Ta tudo ótimo, sou a melhor.
Ele sorriu.
— Essa é minha pequena.
Mamãe me deu um beijo na bochecha.
— Quando você... — Meu pai foi interrompido pela campainha.
— Quem será? — Minha mãe quis saber. — Vai ver quem é Kizashi.
Meu pai se levantou e foi até o interfone. Ele fez careta e depois olhou pra mim.
— Quem é? — Perguntou. — Vou ver com ela, espere um pouco.
— Quem é pai? — Perguntei.
— Um tal de Sasuke que falar com você.
Engasguei.
— Diga que eu não estou — Falei rápido.
Meu pai arqueou uma sobrancelha.
— Tudo bem.
Depois que meu pai dispensou Sasuke, terminei de comer e fui dormir.
Fiquei um tempo virando de um lado pro outro na cama, pensando em como seria encontrar Sasuke amanha.
***
Eu estava pronta. Amarrei meu cabelo em um curto rabo de cavalo, coloquei uma calça jeans preta e uma blusa cavada branca com o desenho do Pateta. Junto com Tayuya andei até o estacionamento do prédio e fomos juntas até a faculdade.
Ao chegarmos como de costume Tayuya se juntou as suas amigas e eu fui caçar Ino. Mais não tive sucesso nenhum. Decidi ir sozinha pra sala.
Caminhei tranquilamente pelos corredores parando de frente ao meu armário. Peguei alguns livros de medicina e uma caneta preta. Andei por mais alguns metros até minha sala de aula. Fiquei parada de frene pra porta. Olhei pros dois lados pra ver se Ino não vinha. Fiquei um tempo parada a esperando ela e acabei escutando a conversa de umas garotas.
— Vocês ficaram sabem da festa que teve esse fim de semana? — Comentou uma das garotas.
— Fiquei, parece que o Sasuke Uchiha pegou uma das geeks da turma de medicina. — Disse outra garota.
A fuzilei com o olhar.
Obviamente não ia sair nada que preste dessa conversa então as ignorei. Sai daquele local e fui andando até o bebedouro. Antes que eu pudesse beber agua fui puxada bruscamente pra dentro da sala de testes ao lado. Virei-me mais que depressa e acabei me deparando com Sasuke. Ele fez um gesto de cabeça indicando a porta pra pessoas que estavam na sala. Saíram uma por uma. Com um arranco soltei meu braço das mãos de Sasuke. Mais ele me prensou contra a porta e agarrou meus pulsos.
— M-me s-solta — Tentei me soltar, mais não funcionou.
Ele ficou me encarando com seus olhos ônix por um tempo, que pra mim pareceu uma eternidade.
— S-Sasuke... — Tentei falar, mas fui interrompida pela sua voz.
— Você não sabe o quanto me deixou preocupado — Respirou fundo — Eu achei que tinha te matado — Aproximou o rosto ao meu colando nossas testas.
Virei meu rosto, logo senti a respiração quente de Sasuke contra minha orelha, me causando leves arrepios. Ergui minhas mãos, agarrando os ombros do rapaz, e com toda a força que eu possuía o empurrei, fazendo-o cambalear, se afastando um pouco. Foi uma brecha que encontrei para fugir. Tratei de correr, pulando as cadeiras e saltando em direção a porta, mas antes que eu pudesse chegar, Sasuke impediu minha passagem, colocando-se na frente.
— Não vai conseguir fugir de mim, Sakura — Fechou a porta.
Trancou a porta e retirou a chave.
— Sai da minha frente — Eu disse fechando os olhos, tentando ter paciência — Eu tenho aula.
Sasuke deu um riso nervoso.
— Antes você vai me ouvir — Ele se aproximou de mim. — Tenho três coisas pra lhe dizer.
Recuei.
— Não estou afim de escutar nada que você tem a me dizer — Recuei me encostando na parede.
Ele se aproximou mais. Agora ele mantia suas mãos espalmadas na parede de cada lado da minha cabeça. Virei meu rosto pra não ter que olha-lo. Provavelmente ele iria me lembrar de que tenho que paga-lo.
— Primeira... Desculpa.
— Hã?
— Fui um idiota...
Fiquei em choque. Ele acabou de pedir desculpa?
— Segunda... Quero que você me pague.
“Tava demorando!”
Meu corpo de enrijeceu. A vontade que eu tinha de espanca-lo era imensa.
— Sai da minha frente! — O empurrei, mais ele nem se mexeu.
— Quero começar de novo, quero ser seu amigo — Sua expressão era sincera — Quero provar que não sou um canalha.
Não aguentei tive que soltar uma gargalhada.
— Ah, então quer ser meu amigo? Na festa não foi o que você me disse — Sorri travessa — O que foi que você disse, mesmo?! — Bati meu dedo indicador no queixo — Você disse que seria muito louco de ser só meu amigo, lembra? C-A-N-A-L-H-A.
Ele revirou os olhos.
— Eu sei, mais eu tava bêbado — Ele em soltou — Minha tolerância a álcool e baixa.
— Você fez eu vomitar e roubou o vestido de uma pobre coitada e pôs em mim.
Sasuke riu.
— Aquilo não era uma mulher, é sim um travesti.
— Hein?
— Terceira...
Passei minha mão em meu rosto impaciente, minha vontade era de dar uma voadora em Sasuke. Suspirei pesadamente e o encarei sem me intimidar.
— Pois bem, vou gritar até alguém vim me tirar daqui — Comecei a caminhar em direção a porta.
Empurrei Sasuke de frente da porta, logo comecei a esmurrá-la, dando socos tão fortes, que faziam um barulho enorme.
— SOCORRO! — Berrei enquanto transferia socos — Alguém me ajuda! Socor-
Sasuke me pegou por trás e tampou minha boca.
— Terceira e ultima coisa — Ele sussurrava na minha orelha. —Quero que finja ser minha namorada.
“Que?!”
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