Imprevisível
2 Ultima Alternativa
Notas iniciais
Capitulo 2
Ultima Alternativa
Estávamos em outubro, época em que a chuva não dava trégua, isso não me incomodava, sempre gostei de tempo frio, o calor não combinava comigo. Ergui meus olhos, me distraindo um pouco do livro de medicina, suspirei, aquilo era extremamente desanimador, me deixava com preguiça e uma vontade enorme de ficar na cama. Apesar deu querer muito me formar, estudar era chato.
Apertei minhas mãos na caneca da Pucca onde tinha cappuccino, minha bebida favorita. Assoprei antes de beber um gole do líquido, que desceu queimando pela minha garganta, e voltei os meus olhos para o livro novamente, tentando entender como funciona a coluna vertebral.
Ouvi a porta da sala abrir. Não podia ser meus pais, pois estavam trabalhando. Talvez seja minha irmã. Levantei-me da cama e fui direto pra sala onde vi a cabeleira loira de Ino.
— Estava lendo? – Perguntou ela, sentando-se no sofá.
Dei um meio sorriso.
— Mais que droga — Falei em um sorriso torto.
Ino sorriu, revirando os olhos.
— Você esta com olheiras — Disse ela enquanto tocava a parte inferior de seu olho direito com o indicador. — A quanto tempo não descansa?
— Desde que comecei a faculdade — Respondi bebendo um gole do cappuccino.
A loira balançou a cabeça negativamente.
— Você tem que relaxar um pouco — Levantou do sofá, e cruzou os braços abaixo dos seios — Está com uma péssima aparência, não precisa exagerar você vai conseguir se formar você e inteligente — Balançou a cabeça positivamente, como se concordasse consigo mesma.
Fiz careta, mas logo ri baixo. Eu realmente estava exagerando, mas as provas começavam daqui três semanas. Mais falação de professor, mais estudo, mais dor de cabeça e sem essa de relaxar.
— Me diga que milagre é esse de vim aqui na minha casa sem me avisar antes? — Perguntei enrolando uma mexa de cabelo nos dedos.
Ino sorriu, e eu pude ver que naquele sorriso tinha algo por trás, provavelmente ela estava aprontando alguma.
— Ino... — Comecei, mas fui interrompida.
— Ele e lindo — Começou ela sem resitar. — Alto, universitário, charmoso, educado...
Levantei da poltrona querendo interrompe-la.
Ino além de minha melhor amiga lesada, era minha consciência inútil e meu cupido desastrado, vivia tentando arrumar um namorado para mim, claro que eu não aprovava isso, mas ela era tão insistente pra mim não mata-la asfixiada eu tinha que aceitar. E era sempre a mesma coisa, ela arrumava algum rapaz vindo de não sei aonde, saíamos eu, o meu pretendente, Ino e o Sai, namorado da loira e as vezes minha irmã e um de seus pequetes . E havia sempre várias coisas no cara que eu não aprovava. Um tal de Neji , por exemplo, ele era extremamente estranho, além de ter o cabelo comprido, o cara era professor de artes marciais. Ou seja, ele so sabe falar de como eu bom ver o sofrimento dos outros quando ele os derrota. Tudo pra ele era tediante. E isso não parecia o suficiente, ele precisava ser ex-namorado de uma das minhas amigas. E mesmo assim o cara até que era bonitão, nos tornamos amigos no final de tudo, Ino não gostou.
— Vai ser legal — Pediu minha querida cupido desastrada, juntando as mãos, como se implorasse para que eu aceitasse me casar com o cara.
Suspirei, bagunçando meus cabelos com ambas as mãos..
—Ele pelo menos sabe disso? — Perguntei.
Ela sorriu e eu já sabia a resposta.
— Ele vai te adorar — Disse animada, andando apressadamente até a porta — Ele te achou muito linda ontem à noite — Ela abriu a porta — Eu mais meu amor e o Sasuke vamos de pegar as sete, ok? — Disse antes de fechar a porta.
— Espera! Meu encontro e com o Sasuke?! — Falei tarde demais, ela já tinha ido.
Permaneci um tempo batendo a cabeça na porta do meu quarto.
— Eu vou matar aquela porquinha! — Exclamei.
Após um dia cansativo na faculdade, fui para minha casa, eu precisava realmente descansar, estava cansada, era o meu fim. Abri a porta do apartamento, nem sequer tirei os sapatos ou cumprimentei meus pais e minha irmã, cai de bruços na cama, fechei os olhos e não demorou muito, logo dormi e babei no travesseiro.
***
Um barulho irritante começou a soar em meu ouvido, abri meus olhos lentamente, vinda porta do meu quarto, e logo em seguida meu o meu celular começou a tocar. Por um momento pensei em não atender, com certeza na porta era minha mãe me mandando levar a louça, mas o celular... Obvio que era a Ino. Estiquei meu braço o máximo possível, tentando alcançar minha escrivaninha, peguei meu celular e o joguei na parede. Ele havia parado de tocar, sorri satisfeita, e me deitei novamente, mais a droga do celular mesmo estando em pedaços continuou tocando. Peguei o maldito no chão e o montei vendo a foto de Ino fazendo biquinho mais seu numero na tela do celular.
— O que você quer? — Perguntei.
— Será que dá pra você abrir a porta?! — Falou a loira do outro lado da linha.
Desliguei o celular. Levantei e nem me preocupei em como eu estava, fui assim mesmo até a porta. Era Tayuya que estava batendo na minha porta pra eu atender. E ao me ver foi pro nosso quarto, com cara de cu.
Caminhei lentamente até a porta e abri dando de cara com Ino, Sai e Sasuke escorado na parede do corredor. Ino estava com uma careta que podia fazer o diabo voltar pro céu. Olhei para Sai que mantinha aquele maldito sorriso irritante no rosto e em seguida para Sasuke o cara que ouvi falar e vi ontem na disputa de racha. O analisei por alguns segundos. Pele pálida, alto, estava com uma jaqueta preta de couro por cima de uma camiseta cinza com uma caveira sangrando, o cabelo tinha um corte esquisito, bem espetado, mas muito bonito. Senti minhas penas bambearem ao vê-lo me encarar, ele de um sorriso torno enquanto me olhou de cima a baixo e logo em seguida riu. Perfeito, em vez de rir da cara dele ele estava rindo da minha.
— Entra — Pedi baixo, abrindo a porta, dando passagem a eles.
Ino puxou Sai e entrou, fiquei esperando o Sasuke entrar, mas ele nem sequer se mexeu.
— Vai entrar? — Perguntei, percebendo que ele não era nada simpático, pois entrou sem ao menos me olhar.
Sentei na cadeira moderna de balanço que minha irmão, pois na sala sem a permissão de nossos pais. Ino e Sai sentaram no sofá que ficava de frente para a TV, e Sasuke sentou-se na poltrona do meu pai, pegando seu celular, ignorando completamente a existência de todos. Sinceramente ele estava de parabéns. Vou matar a Ino.
— Querem alguma coisa? — Perguntei.
Ino arqueou uma sobrancelha. — Vai logo se arrumar — Disse batendo o dedo no seu relógio de pulso — você tem 5 minutos pra estar impecável.
Levantei da cadeira, peguei na mão de Ino e a puxei.
— Vou roubar sua namorada um pouquinho, viu Sai?? — Perguntei a ele vendo aquela droga de sorriso.
—Tudo bem — Respondeu ele.
Voltei o meu olhar para Sasuke, que ainda estava a mexer no celular. Fiz uma careta pra Ino que logo entendeu.
— Sasuke essa e Sakura Haruno — Disse ela fazendo-o olhar para mim, com os mesmos olhos de desdém, o que me irritou lá no fundo da minha barriga — Sakura, esse e Sasuke... — Deu uma pausa — Uchiha.
— Eu sei — Falei sem perceber o que eu tinha falado. — Desculpa — Disse constrangida.
— Ele e da Família Uchiha a mais rica e famosa da cidade de Tóquio lá no Japão. — Disse Ino com um sorriso simpático.
— Ninguém precisa saber — Disse Sasuke totalmente desinteressado no assunto. — Você não vai desse jeito, vai? — Ele olhou pras minhas roupas. — Ou vai colocar o suéter ainda!?! — Falou dando um sorriso. Provavelmente lembrando-se de ter me visto ontem com meu suéter sujo de lama.
Olhei para Ino que olhou para mim, em seguida a puxei até meu quarto onde minha irmã devia estar mais não estava. Tranquei a porta, largando Sasuke e Sai lá na sala.
— Alto, forte, 19 anos, universitário, charmoso, educado — Repeti o que ele me disse hoje mais sedo — Educado? Onde? De onde você tirou a ideia de que eu poderia dar certo com esse cara estilo BadBoy? – Perguntei juntando as sobrancelhas.
Ino sorriu.
— Lembra-se dos livros que agente lia quando tínhamos 14 anos, que a nerd sempre fica o cara popular no final e... — A interrompi.
— Não acredito que você o trouxe aqui achando que íamos viver felizes pra sempre igual nos livro? Você e burra ou ta ensaiando? —Resmunguei. — E se meus pais chegarem do serviço mais cedo em virem ele sentado na poltrona do MEU pai?! — Falei irritada.
Ino foi até meu guarda-roupa e pegou algumas roupas.
— Se não der certo eu juro pela minha vida que paro de tentar bancar sua cupido — Ela fez um x no rumo do coração com o dedo.
— Você disse a mesma coisa no mês passado — Bufei.
— Sasuke e minha ultima alternativa — A loira falou parecendo ser a vitima da historia — Prometa que vai se esforçar. — Pediu enquanto esticava na cama minha blusa caída no ombro preta com varias crisezinhas brancas, em seguida pegando minha calça azul clara rasgada.
Revirei os olhos.
— Ta eu prometo — Prometi, cruzando meus dedos, atrás do meu corpo. Eu ia fazer desse encontro um inferno.
Ino sorriu satisfeita.
— Agora, vamos te arrumar testuda — Ino falou animada.
Lavamos nós de novo. Droga.
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