Imprevisível
17 Resumindo
Notas iniciais
Capitulo 17
Resumindo
Mico
Raiva.
Era o que eu sentia daquela loira oxigenada. Como era de se esperar eu não tinha outra sai e acabei vestindo o pedaço de pano que Ino tinha me mandado. Tive que aguentar o jantar inteiro Sasuke fazendo piadinhas sobre as minhas pernas. Isso foi o cumulo do absurdo, não é?
Quando cheguei em ainda tive que aturar minha irmã dizendo o quão eu tinha me rebaixado, e ai... E ai você pensa! Começamos a discutir, eu minha irmã, minha mãe, meu pai e até os vizinhos entraram no meio da discussão.
***
Baile
Como combinado fui ao baile de casais com Sasuke no fim de semana e fiz questão de fazer com que fosse o pior dia de sua vida. Fiquei emburrada o tempo todo, derramei vinho no terno dele, fui com um vestido cafona, pintei a cara do Sai de verde e... Acho que foi só.
***
Vingança
E por vingança Sasuke começou a me encher o saco todo santo dia as quatro da manha... Da manha! Me vazia passar vergonha o tempo todo, me mandando na faculdade couve-flor ao invés de flores, sempre dava um jeito de começar uma discussão comigo na rua pros outros parar e assistir, me obrigava a ficar no carro com ele enquanto disputava algum racha, ligava no emprego na minha mãe passando trote dizendo que era eu e... Bom já devem imaginar o resto.
***
Sentimentos
Após quatro meses de namoro forçado com Sasuke, minha ficha finalmente caiu. Eu realmente me sentia bem ao lado dele — apesar das brigas e tudo mais — , não havia outro lugar que eu queria estar se não fosse com ele e com Ino — e o Sai. Eu finalmente estava começando a gostar dele, mais só um pouquinho.
***
I can’t get no
Como de costume eu, Sasuke, Ino e Sai nos sentamos à mesa de almoço juntos, nos provocando com beliscões e cutucões. O humor de Sasuke estava ótimo, como na noite que eu perdi a aposta. Todo mundo na mesa notou, e, quando ele começou uma mini luta com Sai pela comida, chamou atenção daqueles sentados às outras mesas.
Me encolhi.
— Cara, que vergonha.
Sasuke ficou me observando por um instante, depois olhou para as pessoas que nos encaravam, e deu um cutucão em Naruto que tinha acabado de sentar ao seu lado.
Eles conversaram e riram por um instante, até que Naruto se levantou.
— I can’t! — Ele gritou.
Fiquei encarando-o, pasma, enquanto todo mundo que estava no salão se voltava para ele. Naurot balançou a cabeça algumas vezes ao som de um ritmo que só tocava em sua mente. Sasuke apenas ria.
Sai fechou os olhos.
— Ah, não.
Sasuke sorriu, e Naruto continuou.
— get no... sa- tis... fac-tion — O loiro cantou. — I can’t get no... sa-tis-fac-tion. Cuz I try... and I try... and I try — ele subiu na mesa e todo mundo ficou olhando. —I can’t get no!
Ele apontou para os jogadores de futebol na ponta da mesa, que sorriram e gritaram em uníssono:
—I can’t get no!
O salão inteiro começou a bater palmas no ritmo da música. Naruto cantava usando o punho cerrado como microfone.
— When I’m drivin’ in my car, and a man comes on the ra-di-o... he’s tellin’ me more and more about some useless in-for-ma-tion... supposed to fire my im -agin-a-tion. I can’t get no! Oh no, no, no!
Ele passou dançando por mim, cantando no microfone imaginário. Todos no salão cantaram juntos:
— Hey, hey hey!
— That’s what I say! — Naruto completou.
Ele mexeu os quadris, e algumas garotas assobiaram e gritaram entusiasmadas — Hinta coitada estava encolhida junto comigo e Ino. Ele passou por mim de novo, cantando o refrão para o outro lado do salão, com os jogadores de futebol americano fazendo segunda voz.
— Eu te ajudo! — Tenten gritou lá de trás.
—… cuz I try, and I try, and I try, and I try... — ele cantou.
— I can’t get no! I can’t get no! — os jogadores cantaram.
Naruto entregou o microfone imaginário pra Sasuke que se levantou e se curvou na minha direção e começou a cantar.
— When I’m watchin’ my TV... and a man comes on to tell me... how white my shirts can be. But he can’t be a man ‘cause he doesn’t smoke... the same cigarettes as me. I can’t get no! Oh no, no, no!
Todo mundo bateu palmas no ritmo da música, e os jogadores cantaram:
— Hey, hey, hey!
— That’s what I say! — Sasuke e Naruto completaram, apontando para o público. Algumas pessoas estavam em pé e dançavam com eles, mas a maioria só observava, espantadas e entretidas.
Eles subiram na mesa e Ino deu um gritinho, batendo palmas e me cutucando. Balancei a cabeça — eu tinha ido parar no High School Musical.
Os jogadores estavam cantarolando a base:
— Na, na, nanana! Na, na, na, na, na! Na, na, nanana!
Naruto ergueu a mão-micro fone bem alto.
— When I’m ridin’ ‘round the world... and l’m doin’ this and I’m signin’ that!
Sasuke pulou no chão e se inclinou sobre a mesa para ficar perto do meu rosto, e começou a cantar
— And I’m tryin’ to make some girl who tells me, uh baby better come back later next week, ‘cuz you see I’m. On. A losin’ streak! I can’t get no! Oh no, no, no!
As pessoas batiam palmas no ritmo da música, e o time de futebol americano gritou a parte deles:
—Hey, hey, hey!
—I can’tget no! I can’tget no! Satis-faction! — Sasuke e Naruto cantaram baixinho para mim, sorrindo e sem fôlego.
O refeitório inteiro explodiu em palmas. Alguns até assobiaram. Balancei a cabeça depois que Sasuke me beijou na testa e então se levantou para fazer uma reverência. Quando voltou para o seu lugar, na minha frente, ele riu.
— Agora quem tem que ficar com vergonha não é você, né? — perguntou, arfando.
— Obrigada. Você realmente não devia ter feito isso — falei.
Sasuke me lançou uma piscadela.
— De nada.
***
Apaixonada
Seria possível se apaixonar por uma pessoa completamente o seu oposto, e que ainda te irrita o tempo todo? Na primeira vez em que o vi estava em um racha, depois daquele dia, Ino me armou um encontro com ele, graças a Deus não deu certo, mas... Ahhh sempre tem o “mas”, né? Mais dessa fez não é “sempre” e sim... Cara quê que eu to falando? Ignorem meus foras. Recomeçando...
Seria possível que estivesse se apaixonado pelo garoto de cabelo preto e corte esquisito e que sempre foi o tipo de cara que eu tentei evitar? Sim, é possível.
***
Esquisitices
Eu estava de boa lá em casa pronta pra lavar as vasilhas e ai... Bom, morri.
Mentira.
Fui virada de costas pra pia e recebi um beijo de Sasuke — que não estava aqui em casa.
Mesmo tendo sido pega de surpresa pelo beijo, não recuei de imediato.
Ele manteve os lábios nos meus, mas não foi além disso.
Por fim, eu me afastei e dei um sorriso.
— Seja lá de onde você saiu tenho que te avisar que meu pai esta em casa. Vou arrumar a cozinha e depois vou pra cama.
— Eu sei, quer que eu te ajudo? — Perguntou.
— Quero.
Lavamos a louça em silêncio. Sasuke secou e guardou o último prato, depois me levou pelo corredor, segurando minha mão com um pouquinho de força demais. A distância entre a entrada do corredor e o meu quarto parecia duas vezes mais longa. Sinistro.
Seguimos em silencio e olhamos pro dois lados pra vê se meu pai não nos seguia com uma arma.
— Sasuke? Você está bem? — eu quis saber, entrando e fechando a porta do meu quarto.
Seguiu-se uma longa pausa antes que ele finalmente respondesse.
— Temos um grande problema.
— E qual seria?
Ele apontou pro guarda-roupa e sussurrou:
— Seu pai está ali.
Olhei na direção de seu dedo e vi pela porta meia aberta, meu pai achando que estava super-camuflado nas roupas — fui irônica, ok? Ok.
Arregalei os olhos e Sasuke começou a rir.
— O que você ta fazendo ai pai?
Ele saiu de dentro do guarda-roupa.
— Posso saber? — Perguntei outra vez.
Ele sorriu sem graça.
— Caçando minha gravata.
Arquei a sobrancelha.
— E porque sua gravata estaria no meu guarda roupa?
Ele coçou a cabeça.
— Sei lá e... Por que vocês estão aqui dentro, sozinhos?
— Não mude de assunto, estava me vigiando de novo?
Ele desviou os olhos dos meus.
— Preciso ir no banheiro — Disse ele saindo do meu quarto.
— Não esqueça o papel higiênico — Brincou Sasuke, entre as gargalhadas.
Fechei a porta de novo.
— Tem como meu pai ser mais esquisito?
— Tem, ele poderia pintar o cabelo de verde e depilar as pernas.
— Isso foi uma pergunta retorica.
Sasuke deu de ombros.
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