Imprevisível
21 Mikoto Uchiha
Notas iniciais
Capitulo 21
Mikoto Uchiha
Durante a trajetória até lá fora eu e Sasuke fomos de mãos dadas, o que era muito, muito estranho mesmo.
— Qual a necessidade de segurar minha mão? — Perguntei com sarcasmo.
Sasuke revirou os olhos.
— Hein? — Insisti.
Ele bufou.
— Acredite, se não fosse mesmo necessário não estaria fazendo isso — Respondeu.
Sorri.
— Oh! Será que pode me dizer por que é mesmo necessário? — Com dificuldade segurei o riso.
— Não.
— Por quê?
— Por que não.
— Por que não?
— Por qu... Sem chance não vou cair nessa palhaçada.
Gargalhei.
— Sem graça.
Chegando a sala de estar ouvi o barulho da maçaneta girar, Sasuke agarrou minha mão com mais força, isso me fez gelar. Voltei os olhos para a porta que dava pra frente da casa, onde uma cabeleira preta surgia. Uma mulher alta e magra, muito pálida com longos cabelos negros, trajada com um vestido de alcinhas azul naval, sorriu pra nós.
— Ai está vocês! — Disse ela, em meio aos risos.
Sasuke relaxou o corpo e sorriu.
— Oi mãe.
— Oi bebê!
Ela literalmente voou pra cima dele o abraçando com uma força absurda.
— Parabéns, mãe. — Ele retribui o abraço forte da mãe.
— Ai, que saudade eu senti de você meu amor — Ela o abraçou mais forte ainda.
— Também.
“Oh! Que lindo!”
Fingi uma tosse na tentativa de chamar a atenção.
Sasuke entendeu e soltou a mãe.
— Mãe, está aqui é Sakura, minha...
— Ahhhhhhhhhh! Minha norinha!
—...namorada.
Ela voou pra cima de mim.
“Socorro! Estou sem ar!”
Ela me abraçou tão forte que achei que ia morrer asfixiada. Mas por fim ela me soltou.
— Prazer em conhece-la Sakura — Disse sorrindo.
— O prazer é meu dona...
— Mikoto — Sasuke sussurrou pra mim.
— ...Dona Mikoto.
Ela riu.
— Por favor, sem formalidades, pode me chamar de Mik.
— Tudo bem... Mik.
Mikoto sorriu, e depois bateu na minha cabeça de leve.
— Você é mais baixinha do que eu pensei.
“ Oh, o bullying!”
Corei.
— Mais isso não tem importância, aliais, sua testa e enoooorrme.
Sasuke não conseguiu conter o riso.
Sorri meia sem jeito.
— Vocês esta bem? Esta igualzinho a um pimentão, e eu tenho alergia a pimenta.
Antes que eu pudesse abrir a boca pra falar Sasuke respondeu.
— Você esta a deixando com vergonha, mãe.
Mikoto corou.
— Desculpa, às vezes não consigo me controlar.
— Não tem importância. — Falei.
Ela se alegrou.
— Então quer dizer que posso continuar suando com a sua cara?
— Não! — Eu e Sasuke respondemos juntos.
— Okay.
Sem vergonha a envolvi em um abraço muito forte.
— Feliz Aniversário!
— Obrigada — Ela retribuiu o abraço.
Soltei-a.
— Esqueci seu presente lá no quarto, se impor deu ir lá pegar?
— Não.
Nunca vi alguém sorrir tanto.
Sai correndo. Chegando no quarto revirei tudo caçando o presente, por fim o achei. Desci as escadas que nem um foguete, tendo que ser para por Sasuke.
Ofegante entreguei o par de brincos pra minha... pra Mik.
Ela abriu, e soltou um gritinho.
— Ai que lindos! Não precisava, realmente não precisava.
“Então devolve que troco e compro algo pra mim” — pensei.
Eu ri baixo.
— Está bom, não acham? — Sasuke perguntou.
Arqueei a sobrancelha.
— Está bom o que?
Sasuke riu e apontou pra mãe.
Vi ela cheirando os brincos que nem uma doida.
— Que cheirinho, bommmmm.
Eu e Sasuke caímos na gargalhada.
— Ela é viciada em joias — Explicou Sasuke em meio aos risos. — Essa é a droga dela.
— Percebi.
— Já chega mãe, por que não mostra o lugar pra Sakura?
Mik parou de cheirar os brincos imediatamente.
— Ta bom. — Ela colou os brincos de volta nos embrulho. — Os guarda pra mim.
Sasuke pegou os brincos e foi pra dentro. Mik me catou pelo braço e saiu me puxando pra fora.
***
Não muito longe dali, pude ver várias pessoas bebendo e dançando, algumas aproveitavam o sol escaldante. Havia uma tenda de estrutura metálica onde o DJ ficava; ao lado estava um quiosque e algumas mesas e cadeiras estavam espalhadas pelo local para quem quisesse ficar sentado e sossegado, que era o meu caso.
Após nossa chegada, Mik foi me apresentar ao seu marido, Fugaku, meu sogro.
Ele estava sentado em uma junto com Itachi e Tayuya, que estava quase cochilando. Pela sua cara o assunto devia ser politica.
— Benzinho, olha a nossa norinha, ela é muito baixinha é tem uma testa enorme.
Ele não precisava saber disso. Tá bem obvio.
Fugaku se levantou e me encarou. Instantaneamente pensei em varias formas de cumprimenta-lo.
“Oi, bom dia”, não, muito simpático.
“Oi.”, frio demais.
“Ai meu Kami, eu não que você é meu sogro!”, dramático demais.
“Sua esposa é loca”, obvio de mais.
“Estou com fome, cadê a comida?”, grosseiro.
“E ai tio?”, legal.
— E ai... Tio? — Tentei parecer natural.
— Oi.
Seco.
— Você é o senhor Fugaku, né?
— Não ele é o papa-léguas! — Mik me interrompeu com um comentário irônico.
“Vou dá um tiro nessa muie!”
***
Depois de me apresentar ao meu sogro que era bem simpático e normal, ao contrario da esposa, me sentei ao lado de Tayuya e ficamos batendo papo. Advinha o assunto? Exatamente. Mikoto Uchiha. Mais só começamos a falar quando ela saiu pulando feito um canguru.
— Ela não é nada normal. — Comentou Tayuya.
— Ava! Diga uma coisa que eu não sei. — Brinquei.
— Sakura!
Virei pra trás e vi Sasuke me chamando.
— Que foi?
— Você viu minha mãe?
— Não.
— Me ajuda procurar?!
“Não, zé ruela!”
— Ta bom.
Levantei da cadeira e fui até Sasuke.
— Ela sumiu?
— Mais ou menos. Ela tava perseguindo uma esquilo e ai... Sumiu.
— Esquilo?
— Ta surda é?!
— Não. Mais isso não faz sentido.
— Desde que minha mãe sofreu aquele acidente mais nada faz sentido pra ela.
— Sua mãe sofreu um acidente?
— Na adolescência. Ela bebeu demais, ai bateu com o carro e teve uma fratura na cabeça.
— Ahhh, isso explica muita coisa.
— Procura desse lado que eu vou no outro, ta?
— Ta.
Eu e Sasuke fomos a direções o postas. E acabei entrando no meio do mato. Depois de 10 ou mais minutos a achei. E o esquilo também.
Me escondi atrás da moita pra vê o que estava acontecendo.
— Como assim você não sabe cantar? Isso é ridículo... que tipo de esquilo é você? O Alvim devia te demitir, Simon. Aproposito cadê seu óculos?
“Mais, hein?”
— Squic squic squic
— Dá pra me responder direito? Sem esse raio de 'squic squic' ai?
“Coitado do bichinho”.
— Grrr squic squic squic squic.
“Acho que ficou com mais raiva ainda... olhem, a boca dele ta espumando e os olhos quase saltando para fora da cara”.
— COMO ASSIM VOCÊ TAMBÉM NÃO FALA?... Vamos lá repita comigo: M-i-k-o-t-o.
— MIKOTOOOO.
“Nossa que raiva... Perá! O esquilo falou?”
— Ta, foi ótimo... aprendeu meu nome viu? Mas da próxima vez, tenta falar com um pouco menos de raiva, eu sei que é uma doença e...
— SENHORA UCHIHA.
“Nossa, aprendeu o sobrenome também? Esse esquilo é super inteligente minha... será que ele ganhou um super cérebro depois de cair em um tanque de química radioativa?.... Quê que eu to pensando?”
— Nossa, você é esperto... Sabe ler mentes? Porque eu não me lembro de ter te falado meu sobrenome...
De repente Mikoto parou de falar e veio na minha direção.
“Legal, fui descoberta!”
— O que tá fazendo aqui? — Perguntou.
— Te procurando.
— Pra que? Não esta vendo que eu estava conversando?
— Com o que? — Fingi que não sabia.
— Não ta vendo o Simon aqui não?
— Que Simon?
— Aquele ali ó — Ela apontou pra onde o esquilo lhe aguardando para terminar aquela amável conversa. Só que ela não estava lá. — Ih, cadê?
“Já foi tarde, Simon”.
Quando abri a boca pra falar Mik me puxou pelo braço e saiu correndo em dispara.
— O que foi? — Perguntei enquanto tentava acompnah-la.
— FUJAM PARA AS COLINAS UM BIZERRO LOUCO GIGANTE — Ela começou a gritar.
— BIZERRO!?!?!?!?!?!?!
“Era só o que me faltava!”
— CALMA SAKURA, AGENTE DISPISTA ELE.
— Como pode mandar eu ter com calma com esse pânico todo na sua voz?
— NÃO É SÓ MINHA FOZ! É PANICO GERAAALLL!!!!!!!!!!!!!!
“ Kami me acode!!!!”
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