Notas iniciais
Oie :3 Depois de quase duas semanas sem postar olha só que apareceu kkkkk. E ai como estão meus amores? Estão bravos comigo? Não precisam responder, sei que estão. Mais eu tive meus motivos: Revisões pra prova, viagem, livros pra ler, series pra assistir, irmão pra tortura... Sabem como é, né? Enfim... Desculpa a demora e muito obrigado pelos comentarios - que ainda vou responder -, favoritos etc. O capitulo não ficou grande coisa então... Espero que gostem. Obs: Capitulo baseado na saga de livro "A Maldição do Tigre". Boa Leitura!

Capitulo 18

Jantar

Sábado, 19:30.

— Sakura – Ouvi uma voz me chamar — Ei, Sakura.

Alguém me balançou, fazendo-me acordar.

— Nhmmm... — Resmunguei me remexendo – Porra, me deixa dormir! — Eu disse irritada.

Cobri minha cabeça com o edredom, mas a pessoa era insistente, voltou a me balançar. Abri meus olhos e afastei o edredom.

— Oi — Ino sorriu de canto.

Ver aquela cara branca só fez minha fúria aumentar, ergui meu corpo ficando sentada na cama, imediatamente peguei um travesseiro e ataquei na cara dela, que se esquivou rapidamente.

— O que está fazendo aqui? — Perguntei enquanto coçava meus olhos.

Ela sentou-se na beirada da cama, ergueu uma chave onde preso estava um chaveiro com um pequeno elefante rosa. Rapidamente tomei a chave da mão dela.

— Vaca! — Murmurei — Você pegou minha chave!

Ela deu de ombros.

— Se arrume rápido — Mandou levantando-se — Pijama brega — Fez cara de nojo.

Franzi o cenho.

— Me arrumar? — Indaguei confusa.

— Vamos sair pra jantar — Disse naturalmente.

Eu ri baixo, voltei a pegar o edredom e me cobrir, me deitando novamente.

— Sakura — Ino me chamou.

— Quero dormir — Eu disse me aconchegando na cama quente – Jante sozinha.

Bocejei, fechei meus olhos e me encolhi, aquilo era o meu paraíso particular. Mas para a minha infelicidade o meu diabo particular havia resolvido me atazanar, agarrou o edredom e o arremessou para o outro lado do quarto.

— Me deixa dormir Ino! — Gritei afundando meu rosto no travesseiro.

— Para de birra — Pegou em meu antebraço e me puxou — Não quero perder a vaga no Ichiraku.

Lancei meu olhar mortal para ela, mas ela nem se importou. Levantei da cama enfurecida.

Não importaria, mesmo que eu tentasse Ino não ia desistir então decidi ir.

Obvio que foi ela quem escolheu minha roupa, e não ficou tão ruim. Fiquei elegante.

***

Entramos no restaurante Ichiraku que estava á luz de velas com toalhas de mesa e guardanapos de linho branco. A recepcionista nos conduziu a uma área com janelas que iam do chão ao teto e cuja vista dava para as luzes da cidade abaixo. Somente uma das mesas dessa área do restaurante estava ocupada. Um homem jantava sozinho. Ele estava de costas para nós, apreciando as luzes.

Ino fez um reverência e disse:

— Srta. Haruno, vou deixá-la com sua companhia para o jantar. Boa refeição.

Em seguida deixou o restaurante.

— Ino, espere. Não estou entendendo. Que merda é essa?!

Companhia para o jantar? Do que ele está falando?

Nesse momento, uma voz grave e muito familiar disse atrás de mim:

— Oi, Sakura.

Fiquei imobilizada e meu coração despencou até o estômago, causando um alvoroço ali. Alguns segundos se passaram. Ou foram alguns minutos? Eu não saberia dizer.

Ouvi um suspiro de frustração.

— Você esta bem? Vire-se, por favor.

Uma mão quente segurou meu cotovelo, me forçando delicadamente a virar. Ergui os olhos e arquejei de leve. Ele estava maravilhoso! Tão lindo que dava vontade de desmaiar.

— Sasuke.

Ele sorriu.

— Quem mais?

Vestia um elegante terno preto e tinha cortado o cabelo. Os fios pretos e lustrosos estavam jogados na testa, todos desfiados. A camisa branca que ele usava estava desabotoada no colarinho, realçando a pele pálida e o brilhante sorriso branco, tornando-o letal para qualquer mulher que cruzasse o seu caminho. Gemi por dentro.

Ele parece... parece uma mistura de Colton Haynes, Jamie Campbell Bower e Shiloh Fernandez.

Decidi que a coisa mais segura a fazer era olhar para seus sapatos. Sapatos eram chatos, certo? Não tinham nenhum atrativo. Ah. Muito melhor. Seus sapatos eram bonitos, é claro — pretos e bem engraxados, exatamente como eu esperaria.

Sorri ironicamente quando percebi que essa era a primeira vez que reparei nos sapatos de alguém.

Ele segurou meu queixo e me fez olhar para o seu rosto. O idiota. Então foi sua vez de me avaliar. Ele me olhou de cima a baixo. E não foi um olhar rápido. Foi daqueles que envolvem tudo lentamente. O tipo de lentidão que faz o rosto de uma garota ficar quente. Fiquei com raiva de mim mesma por corar e olhei para ele, furiosa.

Nervosa e impaciente, perguntei:

— Já terminou?

— Quase.

Ele agora fitava meus saltos.

— Então se apresse!

Seus olhos voltaram vagarosamente ao meu rosto e ele sorriu para mim, com aprovação.

— Tenho que admitir, valeu a pena suborna Ino, pra te arrumar e trazer até aqui.

Ele passou minha mão pelo seu braço e conduziu-me até uma mesa lindamente iluminada. Então puxou a cadeira para que eu me sentasse.

Fiquei ali de pé me perguntando se podia ir correndo até a saída mais próxima. Saltos idiotas. Eu jamais conseguiria.

Ele se inclinou e sussurrou em meu ouvido:

— Eu sei o que você está pensando e não vou deixá-la. Você pode se sentar e jantar comigo como uma namorada normal — Ele sorriu diante da palavra utilizada — Ou — fez uma pausa, pensativo, e ameaçou: — Pode se sentar no meu colo enquanto eu a obrigo a comer.

— Você não ousaria — Sibilei. — Aproposito posso lhe processar, sabia?.

— Sabia, mas eu nego tudo até final. De um jeito ou de outro, vamos ter uma conversa civilizada. Estou torcendo para ter que lhe dar comida no meu colo, mas a escolha é sua.

Ele se endireitou e esperou. Desabei rudemente na cadeira e a arrastei até a mesa, fazendo barulho. Ele riu baixinho e se acomodou na cadeira diante da minha. Senti culpa por causa do vestido e arrumei a saia, para que não amarrotasse.

Olhei-o com raiva quando a garçonete se aproximou. Ela pousou meu cardápio rapidamente na mesa mas se demorou entregando o cardápio a Sasuke. Parou perto do ombro dele e apontou várias opções enquanto se inclinava sobre seu braço.

Depois que ela se foi, revirei os olhos, enojada. Sasuke examinou o cardápio devagar e com atenção, parecendo estar se divertindo muito. Eu nem peguei o meu cardápio na mesa. Ele me lançava olhares significativos enquanto eu me mantinha ali em silêncio, tentando evitar o contato visual.

Quando ela voltou, falou com ele brevemente e gesticulou em minha direção.

Sorri e, em uma voz melosa, disse:

— Quero o que me fizer sair daqui mais depressa. Como uma

salada.

Sasuke me devolveu um sorriso benevolente e recitou o que parecia um banquete, pedido que a garçonete ficou mais do que feliz em anotar. O tempo todo ela o tocava e ria com ele.

O que achei muito, muito irritante.

Quando ela se foi, ele se reclinou na cadeira e bebeu água.

Fui a primeira a romper o silêncio, sussurrando:

— Não sei o que está aprontando, portanto espero que você esteja ciente de que a qualquer momento posso te estrangular.

Ele riu, travesso.

— Tudo bem, Sakura.

— Hun.

Ele ficou me encarando como se não se importasse com nada.

— Er... Perdeu alguma coisa?

Sasuke sorriu.

— Não.

— Hun.

Ele sorriu mais uma vez. Nervosa, eu brincava com o guardanapo de tecido.

— Não posso acreditar que você tenha convencido a Ino a tomar parte nisso. É um absurdo. A proposito... Quanto você pagou pra ela?

Ele abriu o guardanapo e piscou para a garçonete quando ela veio nos trazer uma cesta de pães.

Depois que ela se afastou, reclamei:

— Você está piscando para ela? E inacreditável!

Ele riu baixinho e pegou um pãozinho fumegante, passou manteiga e o colocou no meu prato.

— Coma, Sakura — Ordenou ele, e então se debruçou sobre a mesa. — A menos que esteja reconsiderando apreciar a vista no meu colo.

Zangada, parti o pãozinho e engoli alguns pedaços antes de perceber como era delicioso — a massa leve e macia, com pedacinhos de casca de laranja. Eu teria comido outro, mas não daria a ele essa satisfação.

A garçonete retornou logo depois com dois ajudantes e eles foram colocando prato após prato em nossa mesa. De fato, ele havia pedido um banquete. Não havia um só centímetro vazio na mesa. Ele pegou o meu prato e o encheu com uma seleção aromática, de dar água na boca. Depois de colocá-lo diante de mim, começou a encher o próprio prato. Quando terminou, olhou para mim e arqueou uma sobrancelha.

Debrucei-me e sussurrei, furiosa:

— Eu não vou me sentar no seu colo, portanto não alimente esperanças.

Ele ficou esperando até eu dar algumas garfadas. Espetei um pedaço de peixe com crosta de macadâmia.

— Hnmn... O que você quer afinal? Me irritar... Além do normal?

Ele se limitou a dar uma garfada no carneiro ao estrogonofe e em seguida no arroz de açafrão, e ficou ali mastigando como se tivesse todo o tempo do mundo.

Eu o observei com atenção por dois minutos completos e então dobrei o guardanapo.

— O.k., eu desisto. Por que você está todo presunçoso e confiante? Quando vai me contar o que está acontecendo?

Ele limpou a boca com cuidado e bebeu um gole de água.

— O que está acontecendo, minha cara, é que a senhorita ira viajar comigo pra ver meus pais.

Fiquei boquiaberta.

— Eu vou o que?

Notas finais
Gostaram? Beijinhos de... Mel e até o proximo!