Imprevisível
22 Imprevisível
Notas iniciais
Capitulo 22
Imprevisível
— BIZERRO!?!?!?!?!?!?!
“Era só o que me faltava!”
— CALMA SAKURA, AGENTE DISPISTA ELE.
— Como pode mandar eu ter com calma com esse pânico todo na sua voz?
— NÃO É SÓ MINHA FOZ! É PANICO GERAAALLL!!!!!!!!!!!!!!
“ Kami me acode!!!!”
***
Horas mais tarde...
Depois de fugir feito uma louca mais a Mik fui direto ao encontro de Sasuke, que logo em seguida me mandou pro quarto pra me arrumar, pra festa de aniversário da sua mãe. Achei que ele viria junto mais foi pro quarto do seu irmão.
Entrei no box e liguei o chuveiro, sentindo os jatos de água quente em minha pele, fazendo meu corpo relaxar, eu poderia ficar ali para sempre. Lavei meu cabelo, massageando os fios róseos calmamente, em seguida enxaguando-os. Demorei-me no banho, várias coisas passava pela minha cabeça, eu estava ansiosa, seria a primeira de muitas festas que eu provavelmente iria à casa dos Uchihas.
Desliguei o chuveiro, enrolei meu corpo em uma toalha e o meu cabelo em outra, calcei meus chinelos e sai do banheiro, caminhando em direção ao quarto. Olhei no despertador digital em cima do criado mudo ao lado da cama de casal, já passavam das 19h30. Enxuguei meu corpo e vesti um shortinho de malha e uma blusa de alças, na cor branca. Retirei a toalha do meu cabelo, e peguei o secador em cima da penteadeira, ligando-o e começando a secar as mechas rosa rapidamente.
Ao terminar de secar o meu cabelo, deixei as mechas lisas caírem sobre meus ombros. Em seguida comecei a me maquiar, sentei na poltrona no canto esquerdo do quarto e prendi meu cabelo em um coque mal feito.
Após alguns minutos, já havia me maquiado. Olhei para o espelho e sorri satisfeita, eu fizera um bom trabalho, apesar de a maquiagem ser suave, eu estava muito bonita. Meus olhos pareciam maiores, os cantos eram marcados com o lápis de olho preto, os cílios estavam longos me dando um olhar mais inocente e sensual ao mesmo tempo. A boca marcada com um batom rosa suave, minhas bochechas estavam coradas, efeito do blush.
Abri minha mochila e peguei meu vestido rosa claro de uma única alça. Calcei meus saltos altos cheios de lantejoulas douradas. Pus uma pulseira e uma par de brincos dourados. Estava pronta.
***
Já passavam das 21h30.
Eu estava sentada em uma mesa no jardim da casa junto com a minha irmã e Itachi. Já estava ficando aflita com a demora de Sasuke.
Direcionei meus olhos para a porta, Sasuke acabava de entrar, finalmente. Ele estava como sempre, absurdamente lindo, atraindo a atenção de todos, principalmente das mulheres, que quase babavam pelo moreno, e não era por menos, Sasuke tinha uma beleza incomum. Trajava uma calça jeans preta, uma camisa social branca com a gravata pendurada envolta do pescoço que Mikoto insistia em arrumar, dizendo algo para o filho, que apenas bufava e revirava os olhos.
Ela pegou o filho pela mão e o trouxe em nossa direção. Sorrindo pra nós principalmente pra mim ela pegou uma taça e bateu com uma colher nela, fazendo um barulho irritante soar, chamando a atenção de todos.
— É uma felicidade enorme poder compartilhar essa noite maravilhosa com todos vocês – Disse ela, fazendo sua voz suave ecoar pelo salão — Agradeço a cada um de vocês por terem comparecido a esse jantar, que tem por objetivo principal comemorar meu aniversario de 39 anos e a chegada das minhas norinhas — Ela apontou para a nossa mesa, na direção da minha irmã e depois na minha. — Tayuya e Sakura Haruno.
Tayuya se levantou me puxou junto e começaram os aplausos. Mikoto pós se no meio de nós duas e deu um beijo na minha bochecha e na de Tayuya.
— Graças a Kami meus filhos arrumaram alguém que os aguente — Prosseguiu ela rindo — E finalmente posso descnsar a cabeça e saber que está em boas mãos.
Sorri satisfeita. Apesar da Mik ser muito loca, era legal e sincera, bem, eu acho.
— Mas também tenho alguns convidados muito especiais — Mikoto voltou os olhos negros para uma mesa cheia de pessoas que nunca vi — Elas foram os anjos na minha vida, elas e mais tantos outros foram essências para que essa noite tão feliz pudesse se realizar — Sorriu docemente — Por favor, mãe, pai, tia May e meu irmão, venham até aqui, meus amores!
E então aplausos invadiram o salão, senti meu rosto esquentar, eu devia estar roxa. Tayuya encarava a multidão, sorriando adorando aquilo tudo, mais assim que os parentes da Mikoto chegam ela correu pra perto de Itachi, fiz o mesmo só que fui pra perto de Sasuke passou o braço pela minha cintura, me aproximando mais dele.
— Sakura que dá o fora daqui? — Ele sussurrou no meu ouvido.
Mexi minha cabeça afirmando.
Ele riu e tentou nós tirar de lá mais falou, Mikoto nós puxou de volta.
— Ainda tem as fotos.
Bufando ele me puxou pra perto dele e da sua mãe.
Tayuya e Itachi vieram pra perto de nós.
Tayuya pegou em minha mão, apertando completamente trêmula, e eu não ficava para trás, sentia minhas pernas bambearem, já me imaginava indo ao chão. Puxei Tayuya para perto de Mikoto, a Uchiha nos abraçou, sussurrando palavras esquisitas.
Mikoto me colocou entre ela e Sasuke, homens com câmeras fotográficas se posicionaram em nossa frente, e então eu só via flash. Um braço envolveu meus ombros, Sasuke encostou a cabeça na minha e sorriu.
— Sorria isso vai acabar logo — Murmurou ele.
Abri um pequeno sorriso, estava nervosa e muito envergonhada, queria afastar-me dali, mas não ousava me mover nenhum centímetro. E permaneci sorrindo por alguns minutos, sentindo meu rosto ficar até dolorido.
Alguns minutos depois finalmente podemos voltar para a mesa, à tortura havia acabado.
Uma música clássica começou a tocar, alguns casais mais ousados começaram a dançar e o jantar começou a ser servido, porém eu não estava com nem um pouco de fome, minha vontade era até de ir pro quarto e dormir. Mas eu não podia, precisava ficar.
Após horas fazendo cara de paisagem pros parentes de Sasuke, finalmente decidi fazer algo pra me divertir, cutuquei Tayuya e a chamei pra dançar, por incrível que parecesse ela aceitou.
Ficamos dançando que nem duas bobinhas em um canto isolado, ficamos assim por um longo tempo, até...
Senti alguém envolver minha cintura, virei minha cabeça pra trás e dei de cara com Sasuke.
— Vamos lá pra cima. Cansei de ficar aqui embaixo — Disse em um sussurro.
— Só nós dois?
As mãos de Sasuke caíram nos meus quadris, me puxando para perto.
— É. Precisa de te levar a força, ou vai vim por bem? — Ele me beijou uma vez. Então novamente, fazendo alguns movimentos criativos com sua língua. — Qual sua resposta?
— Por bem.
Ele tirou meus cabelos em volta do meu rosto.
— Esta obediente. O que tá acontecendo? Com medo, Sakura?
Suas palavras me deixaram com raiva, mais ignorei. Eu me inclinei e o beijei.
— Não tenho medo de você.
—Ok. Saída tradicional ou fuga?
Eu, internamente, queria dizer tradicional.
— Fuga.
Sasuke me pegou em seus braços, e eu gritei de alegria quando ele me carregou para a para dentro da casa. Nós subimos as escadas aos tropeços e gargalhadas.
Dentro do quarto de Sasuke acolhedor e privado, eu alcancei e puxei sua gravata de seda, desfazendo o nó.
—Você se veste para impressionar — Eu disse com aprovação, encarando sua roupa.
— Não, Sakura. — Ele se inclinou, seus dentes suavemente passando pela minha orelha. —Eu tiro a roupa para impressionar.
Cai na gargalhada.
— Sabia que eu te amo? — Disse ainda rindo, sem pensar.
Sasuke arqueou a sobrancelha.
— O que disse?
Corei.
— Er... Nada.
Ele riu.
— Mais eu ouvi. Repita.
— Não.
— Por favor, gostei do que ouvi.
Instantaneamente fiquei da cor de um pimentão.
— Não disse nada demais, disse que gosto de você.
— Não foram essas palavras que eu ouvi.
Dei de ombros.
— Não importa.
— Repita.
— Não.
— Repita.
— Não. Senão lhe jogo pela janela.
— Esta me ameaçando? — Perguntei rindo.
— Repita.
Bufei.
— Eu te amo, porra, feliz?!
— Uau!
— Que foi?
— Essa foi imprevisível.
— O que, eu me declarar?
— Não.
— Então o que?
— Eu sentir a mesma coisa.
A minha felicidade era tanta que o joguei contra a cama contadas as minhas foças.
— Se prepare, senhor Uchiha, vai ter que me aturar pra todo sempre.
— Era o que eu queria — Disse esboçando um sorrio com covinhas.
Nunca me cansaria daquele sorriso.
Eu não queria e nem esperava que isso fosse acontecer, me apaixonar por ele? Jamais imaginei tal coisa, ele era o meu oposto, não tínhamos nada haver um com o outro. Mais eu tinha que vacilar, né; tinha que me meter em encrenca e cair no papo furado dele. Mais fazer o que, foi... Imprevisível. Não tive controle.
Mais eu estava feliz, e era o que realmente importava.

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