Imprevisível
6 Amigos
Notas iniciais
Capitulo 6
Amigos
— Esperai me deixa ver se entendi — Acho que pedir ajuda pra Hinata não foi uma grande ideia — Você quer a ficha do Sasuke pra vê se ele não vai partir seu coração?
Revirei os olhos.
— Claro que não.
— Então por que você...
— Eu estava sendo irônica, eu quero ver a ficha dele só pra saber se ele e um bom partido ou perca de tempo.
— Ah. Por que não disse antes?
Bufei frustrada.
— Agente se vê às 11h30min na secretaria, ok?
— Ok.
Sai do banheiro. Ela não me seguiu.
***
Já eram 11h30min e nada da Hinata. Fiquei tamborilando os dedos na mochila por um tampo até que senti um puxão no meu braço esquerdo.
Era Ino.
— O que ta fazendo aqui testuda?
— Esperando Hinata.
— Pra que?
— Sei lá. Coisa de amiga, você sabe né?
Ino arqueou uma sobrancelha.
— O que ta aprontando, hein senhorita Sakura? Todo mundo sabe que eu sou sua única amiga.
Pior que e verdade.
— Ela vai fazer uma coisa pra mim.
— Que coisa?
— Pegar a ficha do Sasuke pra mim.
— What? — Ela fez sua famosa cara de desentendida — Pra que você que a ficha dele? Isso e ilegal sabia?! Você pode ser suspensa se te pegarem.
— E por isso que pedi ajuda pra Hinata.
Ela deu uma risadinha sínica.
— Mais e serio pra diabos você que a ficha dele?
— Quero saber quem ele é. Como ele é.
— Aham sei.
Despois de um tempinho ela cansou de esperar junto comigo e se mandou. Fiquei mais uns cinco minutos esperando até que vi o cabelão preto/roxo de Hinata.
— Desculpa a demora, tive que resolver um problema particular com o meu primo.
— Tudo bem.
“Tudo bem nada!”.
Enquanto eu distraia a secretaria da diretora, Hinata foi pegar a ficha. Tive que inventar um monte de assuntos banais pra distrai Shizune. Que não era muito paciente com nenhum universitário, mais logo ela se empolgou e começou a falar de sua “vida particular”. Alguns minutinhos depois Hinata surgiu a trás de mim com um monte de envelopes em mãos.
— Vamos Sakura tenho que entregar isso pro professor Kakashi antes que ele vá embora. — Ela gesticulou a porta com a mão.
— Ok, tchau Shizune-chan agente continua nossa conversa depois — Sorri indo em direção à porta.
— Beleza, até mais meninas — Finalmente em séculos a vi sorrir.
Quando já estávamos bem perto do estacionamento Hinata se colocou na minha.
— Sobre o que vocês estavam falando? — Perguntou sorrindo.
— Bom eu não falei nada, já ela... — Não aguentei, comecei a rir — Você sabia que ela já teve oito namorados só esse ano?
— Serio? — Hinata tinha uma risada bem estranha.
— Pois e, você pegou a ficha?
— Sim.
Ela me entregou um envelope.
— Me devolva amanha bem sedo antes da primeira aula começar, ok?
Dei-lhe um abraço bem apertado.
— Valeu Hina-chan, te adoro.
***
Já eram oito horas da noite. Eu me sentei entre as cadeiras de uma mesa do restaurante italiano que ficava na esquina ao lado da casa de Ino. Era praticamente uma tradição nos duas jantarmos lá toda quarta-feira. Era sempre nesse mesmo lugar. Eu franzi a testa para o símbolo no copo da frente. Dizia: Regno Delle Masse. Era legal comer aqui, me lembrava do tempo que eu fazia o ensino médio.
Ino surgiu atrás de mim e caiu no assento oposto. Nosso garçom a seguia de perto.
— Uma pizza média, metade calabresa e metade portuguesa — Ino disse ao garçom sem consultar o cardápio.
— E duas batidas de morango sem álcool — Eu disse.
— Mais alguma coisa? — Perguntou o garçom.
— Não, obrigada — Falei.
Quando o garçom partiu dei um beliscão no braço de Ino.
— Ai! O que foi?
— Você chamou mais alguém?
— Não.
— Então por que pediu uma pizza media? — Franzi a testa — Você sabe que eu não como mais que um pedaço de pizza.
Ela deu um sorrisinho.
— Mais eu to com fome querida.
Revirei os olhos, em seguida dei uma risada abafada.
— Gorda — Brinquei.
— Gorda sua bunda.
— Minha bunda não e gorda, sua porca.
Ela arqueou uma sobrancelha.
— Testa de marquise! — Ino deu uma risadinha.
Mostrei língua.
“Que infantil.”
— Você pegou a ficha? — Ino quis saber.
— Aham.
— Cadê?
Abri minha bolsa e tirei o envelope de dentro, entreguei a Ino.
— Você já leu?
— Não — Respondi.
— Quer que eu leia primeiro?
— Pode ser.
Ino abriu o envelope, puxando uma folha de papel.
Seus olhos azuis percorriam de um lado pra o outro a folha. Hora ela arregalava os olhos, hora ria. Deixando-me cada vez mais curiosa. Merda.
Finalmente ela terminou.
— E então? — Perguntei.
— Nasceu dia 23 de julho no ano de 1995, sempre tirou notas exemplares. Faz academia, artes marciais e natação. Nunca levou advertência. Faz faculdade de engenharia mecânica há dois anos, vai terminar a faculdade daqui quatro anos. E... Já teve leucemia quando criança, mais esta curado. — Ino me encarou — Quer que eu leia mais alguma coisa?
Balancei a cabeça negativamente.
— E então? O que VOCÊ acha? — Perguntou Ino.
— Bom... Não da pra saber.
— Ou seja, você pegou a ficha dele atoa.
— Não foi atoa, pelo menos agora sei que ele pelo menos leva os estudos a serio.
— Como você.
— Hein?
— Hã?
— Que?
— O que?
— O que, o que?
— Vai se ferrar. — Ino começou a rir.
Comecei a rir.
— Agente ta parecendo duas bobas. — Falei.
— Pois é.
Ino se levantou da cadeira.
— Já volto — Ela disse.
— Aonde você vai?
— No banheiro, to naqueles dias.
Ino deslizou pelas outra mesas e foi ao banheiro.
Enquanto esperava por ela, eu me encontrei concentrada em uma mesa cheia de universitários, populares da minha faculdade. Fiquei prestando atenção em um rapaz de jaqueta preta que ria euforicamente com o braço em volta de uma garota. Ele parou de rir e virou se na minha direção, seus olhos fixos nos meus no exato momento em que eu descobri o que era tão familiar nele.
Sasuke.
Virei o rosto, agora eu fitava a mesa xadrez. Comecei a tamborilar meus dedos em cima de sua ficha olhando pra porta do banheiro. Rezando pra que Ino saísse de lá.
Olhei de novo na direção da mesa onde eu tinha avistado Sasuke, ele ainda me fitava com aqueles olhos ônix. Senti um arrepio na espinha quando o vi levantar e caminhar na minha direção. A garota que estava ao seu lado o seguiu, mais ele a mandou voltar.
Faltavam poucos passos pra ele chegar a minha mesa. Fiquei desviando o olhar, hora pra janela e hora pra porta do banheiro.
Vi a silhueta de sua sombra na mesa e levantei a cabeça, vendo seu rosto.
— Oi, Sakura.
— Oi.
Ele se sentou na cadeira de Ino, que fica de frente pra mim.
— O que você quer?
Ele riu.
— No momento te encarar, depois quem sabe eu te pergunte como você esta.
— Você e estranho.
— Esta sozinha?
— Não a Ino tá comigo.
Ele arqueou uma sobrancelha.
— Não to vendo ela.
— Ela esta no banheiro.
— Ok, vou fingir que acredito. — Sasuke direcionou seus olhos pro envelope de baixo das minhas mãos. — O que e isso?
Gelei.
— Nada.
Puxei o envelope pra mais perto de mim.
— Me deixa ver?!
— Não.
— Por quê?
— Por que não e seu.
“Mentira é sim!”
Ele revirou os olhos, em seguida pegando o envelope.
— Me devolve! — Esbravejei.
— Claro, mais só depois que eu ver. — Ele abriu o envelope.
Ele se espantou.
— Olha eu posso te explicar e que...
— Pra que diabos você ta com a minha ficha?!
“Fodeu!”
— E que eu...
— Não me diga que você e dessas que ficam xeretando a vida dos outros!
— Eu não sou xereta eu só queria saber quem você é.
— Então por que não me pergunta pessoalmente?
Respirei fundo.
— Por que ia parecer que eu estou interessada em você — Desabafei.
— E não esta?
— Não.
— Que bom.
— Porque, que bom?
— Sei lá — Ele deu de ombros. — O que achou da minha ficha?
Deu um sorriso.
— Nada mal. — Falei pegando a ficha de volta — Mais esperava algo de diferente.
— Tipo o que?
Percorri meus olhos pelo restaurante tentando pensar em algo.
— Não sei, acho que eu esperava que você fosse uma cara rebelde com notas ruins e um péssimo comportamento.
Ele riu.
— Serio? Achava que eu era assim?
— Aham.
Ele bagunça os cabelos com ambas as mãos.
— Você vem sempre aqui? — Perguntou.
Apoiou os cotovelos na mesa e fixei os olhos nos deles.
— Todas as quartas, por que?
— Só por perguntar.
Dei um sorrisinho e continuei com os olhos fixos no dele..
Ele riu.
— O que foi?
— Não consigo sacar qual é a sua. Você é a primeira garota que me trata por igual. Você não fica toda desorientada quando conversa comigo e não tenta chamar minha atenção.
Não disse nada.
Ele aproximou o seu rosto ao meu.
— No que esta pensando?
— Incrível mundo de Gumball.
Sasuke deu uma gargalhada afastando o rosto do meu.
— Você e muito esquisita, quer ser minha amiga?
— Não me incomodo em sermos amigos.
— Beleza. Somos amigos de agora em diante.
— Ok — Falei olhando pra vê se Ino voltava.
Ele riu travesso.
— Nada de se apaixonar por mim, ta?
Arqueei uma sobrancelha.
— Tudo bem, o mesmo fale pra você.
Ele estendeu a mão pra mim.
— Feito.
Apertamos nossas mãos.
— Sou Sasuke Uchiha seu novo amigo.
Sorri.
— Sou Sakura Haruno sua nova amiga.
Avistei Ino, soltei a mão de Sasuke.
— Ino está vindo e melhor você ir — Falei me ajeitando na cadeira.
— Ta — Ele se levantou e se virou na minha direção. — Vai fazer algo nesse sábado?
— Não por quê?
— Eu e Naruto vamos fazer uma festa na xacra dos pais deles, você sua irmã e Ino estão convidadas.
— Estarei lá.
Ele deu um sorriso de canto e voltou pra sua mesa, dando um aceno de cabeça pra Ino quando passou por ela.
— O que eu perdi?
— Ganhei um amigo e temos uma festa pra ir nesse sábado.
Ino arregalou os olhos, mais depois riu.
— Vou passar á deixar você sozinha mais vezes.
Alguns minutos depois nossa comida chegou.
Ino e eu ficamos conversando sobre assuntos banais até terminarmos de comer. Eu não via a hora de chegar sábado seria a primeira festa de faculdade organizada por alunos que eu iria e agora sou amiga de Sasuke, o mais popular da universidade Konohagakure.
Será que consigo manter a promessa de não me apaixonar?
Tomará que sim.
Fale com o autor