Impossible To Resist
1 Um novo começo.
Notas iniciais
Vic's POV:
- VICTORIA!! VAMOS!!! — Elizabeth gritava do andar de baixo.
- CALMA, MÃE!!! JÁ TO INDO!!! — Gritei de volta. — DANILO, MULEQUE, ME AJUDA COM A MALA!!!!
Bom, a Elizabeth não era bem minha mãe, era minha madrasta na verdade. Mas meu pai se casou com ela quando tinha cinco anos, então ela era uma mãe pra mim. E meu pai? Bom, infelizmente, ele morreu. É, minha familia era minha madrasta e meu meio-irmão, mas eu tratava eles como se fossem de sangue, e eles o mesmo.
- A madame quer mais alguma coisa? — Meu irmão perguntou.
Fiz uma careta e ele entrou no meu quarto.
Meu nome é Victoria, mas conhecida como Vic. Uma menina de 15 anos. Cabelos castanhos escuros, lisos, olhos azuis e pele clara. (http://static.tumblr.com/uqaltyf/bUulvym0y/tumblr_lfg86lzlve1qchsa4o1_400_large.jpg)
Eu sou lotada de problemas, como você pode ver. Sou irritante, chata,teimosa e muito muito feia.
Esse meu meio-irmão. O Danilo, apelidado de Dani. Um garoto de 17 anos. Cabelos castanhos claros, olhos castanhos e pele clara. (http://i29.servimg.com/u/f29/16/59/23/76/matheu10.jpg) Chato, bonito, chato, convencido, idiota, bobão, mas o melhor irmão do mundo.
E tinha minha madrasta, a Elizabeth, ou melhor, a minha mãe. Cabelos loiro escuros, pele morena clara, e olhos verdes. A mulher mais maravilhosa desse mundo.
- Meu, o que tu coloco nessa mala, Victoria? — Danilo perguntou.
- Meu, to vendo que a mamãe paga academia a toa. — Faleu fazendo uma voz forçada no "meu".
- Cala a boca e ajuda pirralha.
- E se eu não quiser? — Falei com um tom de voz tentando desafia-lo.
- Eu te jogo pra fora do avião. — Ele falou colocando as malas no chão e cruzando os braços.
- Com essa sua força, duvido que consiga. — Cutuquei a barriga dele e peguei uma mala.
Em menos de quinze minutos, todas as malas estavam no carro.
- Não acredito, que depois de tantas histórias... — Minha mãe falou com lagrimas se acumulando nos olhos.
- Nossa, mãe. Quer ficar é? — Perguntei.
- É, porque se quiser, pode. Ai, eu com a Vic fazemos a festa em Londres. Party todo dia. — Dani falou.
- Nem pensem nisso!! Vocês vão estudar isso sim! — Minha mãe falou.
- Então para de drama, Dona Elizabeth, e vamos antes que o avião saia sem a gente. — Falei dando leve tapinhas nas costas dela.
- Vamos, então. — Ela disse se virando e saindo pela porta.
Logo depois meu irmão saiu, e eu fiquei de fechar a porta.
É, tantas histórias, tantas recordações. Me lembro como se fosse hoje, meu pai sentado no sofá, vendo o jogo. Ou minha mãe, descendo as escadas gritando pelo meu nome, ou mesmo o dia que meu pai disse que iria se casar. Eu era pequena, mas lembrava de tudo. Minha memória era ocupada por coisas do passado, coisas do presente que é bom, nada.
- VAMO VICTORIA!!! — Meu irmão gritou e buzinou.
- ENGOLE A BUZINA, IDIOTA!!! — Gritei de volta.
Dei mais um olhada, sorri e fechei a porta.
O caminho até o aeroporto, foi minha mãe explicando sobre a nova escola. Não entendi o nome que ela falou, mas era uma das melhores escolas de Londres.
Nós três falavamos inglês, meu pai me colocou no inglês quando tinha nove anos, ele dizia que você não é ninguém sem o inglês. O Danilo também foi para a mesma escola de inglês que a minha, mas ele já falava algo antes. E minha madrasta era britânica, ela nasceu em uma pequena cidade perto de Londres, e depois veio ao Brasil com sua familia. Ela não tinha sotaque, falava perfeitamente o inglês e o português,
Estava perdida em meus pensamentos, até alguém me chamar.
- E ai, vai ficar amigas de muitos britânicos, Formiga? — Danilo falou com uma cara maliciosa. Ele me chamava de formiga, porque era mais baixa que ele, bem mais baixa.
Minha mãe estava dirijindo, ele estava do lado, e eu no banco de trás.
- Claro, né idiota. Igual você com suas amigas indescentes. — Falei irônica, olhando para a paisagem lá fora.
- Pelo menos tenho amigas, e você que nem tem amizade com meninas da sua idade.
- Não tenho culpa se naquela escola só tem piriguete nojentinha. E, os meninos são amigos bem melhores.
- CRIANÇAS! — Minha mãe disse. Serio? Crianças? — Parem de brigar. Na suas nova escola, as meninas são diferentes, e os meninos também!
Lógico, né. Brasil e Londres nem compara. Brasil, bando de funkeiros, um terço da população só que é descente. E Londres, país perfeito, cultura perfeita. Sem contar os meninos, em!
Fiquei pensando tanto, que nem vi o tempo passar. Chegamos no aeroporto, fizemos o check-in e esperamos para embarcar. Nós fomos ao Free-Shop, compramos algumas coisas, mas logo enjuamos e voltamos a sentar.
- Voo 77283. Destino a Londres, passageiros, embarquem. - A moça falou.
Eu podia reclamar do Brasil, mas seria tão facil deixa-lo?
Nem queria saber do mundo nesse voo, onze horas de viagem já tinha sidos programadas. Milhões de musicas me aguardavam.
Montamos no avião, e coloquei meu fone de ouvido. Iria dormir, é claro.
[...]
- Filha, acorda. — Acordei com minhas mãe acariciando meu cabelo.
- Vamos, chegamos Formiga. — Danilo disse.
Nosso voo saiu de tarde do Brasil, então, chegamos só no outro dia em Londres, de manha.
Eu pulava por dentro, mas sentia medo. E se tudo fosse igual ao Brasil? E se nada mudasse? Tentei não lembrar disso, das meninas da escola, do que elas faziam. Bom, isso não importava.
Descemos do avião, e teve toda aquela frescura. Pegamos um taxi e fomos até a nossa nova casa.
- Ca-ra-ca! — Foram as unicas palavras que consegui dizer. — Mãe, que casa é essa? Da Dilma?? — Parei e fiquei olhando a casa. (http://www.ionline.com.br/wp-content/uploads/2012/02/dicas-de-casas-Bonitas-Modernas.jpg)
Meu irmão riu.
- Gostaram? Foi dificil de escolher. — Minha mãe parou do meu lado, e me abraçou.
- Quando você vai parar de ser perfeita, mãe? — Disse e abracei ela de volta.
- O dia que você parar de ser chata! Ou seja, nunca. — Danilo falou e abraçou nós duas. Eu mostrei a lingua pra ele.
Quando vi, as malas já estavam do nosso lado, e o taxi já tinha ido.
- Vamos entrar, crianças? — Minha mãe perguntou pegando duas malas, e eu com meu irmão olhamos para ela com um cara "serio? quantas vezes temos que pedir pra você parar?"
Nós pegamos o resto das malas e entramos.
- Se superou, em Dona Elizabeth. — Danilo falou, revirando a casa com os olhos.
Observei bem as coisas.
- Mãe, já ta arrumado tudo? — Perguntei.
- Sim, minha filha. Pedi pros seus avós darem uma "emprestadinha" na Carmen, pra ela arrumar aqui pra gente. — Carmen era a mulher que trabalhava de "empregada" na casa dos meus avós. Ela trabalhava lá a um bom tempo, e era de confiança.
- Falam do vovô e da vovó, quando iremos ve-los? — Perguntei.
- É, eu to com saudade deles. — Danilo falou se jogando no sofá.
- Não sei amores. Mas ajudem a mamãe com as coisas. — Minha mãe já carregava uma mala para o andar de cima.
- Tá, mãe. — Fizemos uma cara de desanimados.
Danilo's POV:
Nossa, quanta mala. Nunca imaginei que a gente tivesse tanta roupa assim. Acho que a gente nem usava metade delas.
- Ufa. Graças a Deus, terminamos. — Falei me jogando com tudo no sofá.
- Mãe, serio que amanha a gente precisa ir a aula? — Vic perguntou se "rastejando" até o sofá.
- Claro, minha filha!! Afinal, é o primeiro dia de aula. — Mamãe falou toda animada sentando no sofá.
- Ta, mas a gente veio do Brasil, e estamos cansados e tals. — Falei.
- Isso não é desculpa. — Ela pegou o controle e foi mudando o canal.
- LÓGICO QUE É!! — Vic falou com uma voz de inconformada.
- Bom, já que vocês estão tão cansados, vão dormir. Já são 23:00. — Minha mãe disse deitando no sofá.
Eu e Vic nos olhamos inconformados.
- O Dona Elizabeth, não sei que planeta que você ta, que você acha que iremos dormir essa hora. — Falei e Vic concordou com cabeça.
Mas então, minha mãe nos olhou com aquele olhar mortal dela.
Em cinco minutos eu e Vic já tinhamos subido e estavamos indo dormir.
- Boa noite, Formiga! — Gritei.
- Boa noite, lerdão! — Victoria gritou de volta.
Então, fechei e porta do quarto e me joguei na cama. Eu achei que não iria dormir, mas estava enganado, mal fechei e olho e pufi, dormi.
Vic's POV:
BÉ! BÉ! BÉ! Porra de despertador. Eram só 06:45. Minha aula começava as 08:00. Mas segundo a Dona Elizabeth, deveriamos chegar cedo, pra conhecermos a escola e blá blá, e blá blá.
Levantei e fui tomar um banho. Fiquei no maximo vinte minutos em baixo do chuveiro.
Sai, e escolhi uma roupa confortavel. (http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=54361146) Londres estava calor, por incrivel que pareça.
- Bom dia!! — Falei terminando que descer as escadas.
- Bom dia meu amor! — Minha mãe disse enquanto fazia umas panquecas. — Pronta pra nova escola?
Sentei na mesa, do lado do meu irmão, que comia como se fosse comer pela ultima vez na vida.
Minha mãe colocou panquecas no meu prato. Terminamos de comer era 07:20.
- Vamos crianças? — Minha mãe perguntou.
- PÔ MÃE!!! — Eu e meu irmão falamos juntos e rimos.
- Que foi? — Ela perguntou sem saber nada.
No caminho, nós conversamos sobre em que anos estariamos. Danilo estaria no terceiro colegial, e eu no segundo, porque eu poucos dias, completaria 16 anos.
- E seu aniversario, Formiga? — Danilo perguntou.
- O minimo possivel, serve? — Falei.
- Serio, filha? Não quer uma festa? Alias, são seus 16 anos, é uma data muito importante pra um mulher, e você nem quis festa de 15 anos também. — Minha mãe falou com um tom de preocupação na voz.
Preferi ver meus parentes de sangue que moravam na Itália, do que ir fazer festa.
- Vou pensar, no seu caso. — Falei percebendo que ela queria essa festa mais que eu.
- Chegamos. — Ela disse estacionando o carro na frente do portão do colégio.
- Mãe, tem certeza que isso é uma escola, não um Museu, ou sei lá? — Danilo perguntou rindo. — Você gosta de exageiros em mulher!!
- Verdade, mãe. — Falei.
- Parem de reclamar e desçam do carro! Ou vão se atrasar! — Elizabeth falou.
- Já que você está nos expulsando. Tchau né. — Danilo falou e eu acenei.
Entramos na escola, e puta que pariu, era enorme.
- Meu Deus, vou me perder. — Falei.
- Tente não sair da minha vista, que nem aquela vez no Shopping. — Danilo falou e começamos a rir.
- Vamos pegar nossas horários. — Falei.
Pegamos com a tiazinha da secretaria. Ela era simpatica, diferente da mulher obesa ft. ridicula da minha escola no Brasil.
- Você começa com que aula? — Danilo perguntou.
- Deixa eu ver. — Procurei no papel. — Puta merda, fisica. E depois biologia, que bosta.
- Haha se danou. Deixa eu ver, começo com... Que puta falta de sorte, quimica.
- Vai tontão, fala de mim. — Dei um tapa nele.
Nós olhamos a escola como era, e vi que muitos olhares foram lançados pra nós. Eu em, credo!
Então o sinal tocou. NOOOOOOOOOOOOOO!
- Boa sorte, maninha. — Ele bagunçou meu cabelo e foi em direção a sala.
Eu esperei todos entrarem para poder entrar. Falei com a professora, que até que era legal, ela se chamava Giselle.
- Alunos!!! Silencio! — Todos ficaram quietos e prestaram atenção nela. — Temos uma aluna nova na turma, ela se chama Victoria. Ela não é daqui, é brasileira. Por isso, sejam legais, todos nós sabemos como é dificil ser aluna nova, ainda mais na idade de vocês.
- Professora, prometo ser bem legal com ela! Se ela quiser, apresento a escola a ela! — Um menino de cachos, e voz rouca disse.
- Esse Styles nunca muda, mesmo! — Uma menina disse.
- Mas não se preocupa, Styles. Eu sei me cuidar. — Falei e fui sentar no meu lugar.
- UUUUUUUUUUUUU — Todos falaram e riram.
- VISH, COMEÇOU MAL EM STYLETE PIREGUETE!! NESSAS FÉRIAS PERDEU O PODER!!! — Um menino disse.
- Ah, cala a boca, Niall. — O tal de Styles disse.
- Bom, acabou a farra!! Vamos estudar!! — A professora disse.
Aquele menino tinha problemas??? Ele ficou olhando pra mim a aula inteira! Não gosto disso! Aliás, nunca fui o centro das atenções na minha antiga escola, eu era só a menina quieta e timida.
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