Impossible

9 Nunca subestime uma mamãe com raiva


P.O.V. Jasper.

Estávamos na campina, aguardando a chegada dos Volturi e eu nunca havia sentido tamanha raiva. Aquilo era fúria, mas a fúria não era minha.

Quando eles finalmente chegaram, Aro começou a falar.

—Mais que beleza. São lindas crianças.

—Cala a boca! Eu não to aqui pra conversar. Eu já to de saco cheio de você se metendo na nossa vida, vindo atrás das nossas crianças. To aqui pra acabar com a tua raça cretino!

—Eu gostei dela.

—Então, vamos fazer uma contagem rápida. O escudo da mamãe e o meu tornam Tweddledee e Tweddledum meros objetos decorativos, a força de Félix é um nada comparada á dos Originais e do Marcel. Eu tenho o Arcanjo mais poderoso que já foi criado e o filho dele que é mais poderoso que ele. Um demônio com lâminas forjadas no fogo do inferno e... Uma surpresa. Vai lá querida. Chama eles.

P.O.V. Aro.

A menininha de cabelos ruivos falou:

—Aparecem, aparecem sejam vocês quem forem.

E começou a aparecer gente de tudo o que foi lugar. Os lobos estavam lá também, os mesmos da última vez.

—Volturis, conheçam os híbridos da Clary. Uma mordida de um híbrido destes e vocês estão mortos. E eu asseguro que vai ser uma morte lenta, dolorosa e muito merecida. Então, como pode ver, Aro... eu tenho você em uma considerável desvantagem.

Ela me deu um sorriso sacana.

—Não pode esperar que acreditemos que tem anjos do seu lado.

—Se importa, Lúcifer?

—Lúcifer?

O homem de terno começou a avançar, ele estava avançando caminhando, tranquilamente. Ele estava cantando.

—They Call me Devil, my heart is empty.

Olhei para Jane.

—Dor.

O homem olhou para ela.

—Olá garota malvada. Sabia que há uma sessão especial no inferno reservada pra gentinha como você? Então, divirta-se.

O rosto dele mudou completamente. Olhos vermelhos, cabeça, a pele. Tudo vermelho. E então, as asas saíram das costas.

E ele criou lâminas flamejantes.

—Vamos lá Jane. Mostre-me como você é poderosa.

Deu pra ver que Jane estava em pânico. Ela gritou.

—Não? Nada? Ah, eu esperava mais.

Félix o atacou pelas costas, mas ele se virou rapidamente enfiando uma das lâminas flamejantes nele. E Félix queimou de dentro pra fora.

—Cadê a sua honra?

A mulher de pele escura estava rindo.

—Oh, Mazikeen. Sempre a minha garota cruel.

O homem louro começou a gritar.

—Essa sua espada causa um belo dano.

Disse ele respirando fundo.

—Vamos acabar com esses desgraçados.

O menino soltava luzes pela mão e com um estalar de dedos fazia um batalhão inteiro se transformar em pó.

As duas crianças estavam cercadas por aquelas criaturas com olhos de lobo. Todos que se aproximavam eram logo mordidos e começavam a ficar desorientados. Eles pareciam estar drogados, dentro de alguns minutos eles caíam mortos.

A híbrida mãe fez Caius ir ao chão. Havia fogo, velas e vento.

Vento de bruxa.

—Seu Rei tolo! Se tivesse sido leal a mim, talvez eu deixasse você viver, ao invés disso, vou te matar e vou construir o meu reino sob as suas cinzas.

Ela colocou Caius no chão! Ela era uma bruxa. Passou uma lâmina na garganta dele e a lâmina o cortou. O fez sangrar.

—Nimo unes aninabus carnum. Nimo unes aninabus carnum.

—Ela está matando ele!

—Ela não está matando ele! Está quebrando a linhagem!

Metade do meu exército, da minha platéia foram todos ao chão. Havia algo em suas veias, era como se o veneno em suas veias estivesse em chamas.

Então, eu senti uma lâmina cortar a minha garganta. Havia mais de uma bruxa.

A dor era insuportável. Pior do que ser transformado em vampiro.

E quando acabou estava tão... cansado. Fraco.

—Mestres!

—Eu os senti sair. Minha linhagem, está quebrada.

Mas, elas ainda não haviam acabado, usaram sangue, sal e cinzas para trazer Irina de volta.

E então, a híbrida e as Denali incluindo Irina assassinaram Caius.

Ela caminhou até mim. Os meus soldados tentaram me proteger, mas falharam. Renesmee Cullen, pisou encima do meu peito com seu salto e toda a sua força.

—A última coisa que vai ver, é uma Cullen, sorrindo pra você enquanto morre.

Ela pegou uma arma de fogo, sorriu pra mim e atirou. Dez tiros.

As balas passaram pela minha pele como se ela fosse de seda. E eu vi o sorriso vitorioso no rosto dela.

P.O.V. Jane.

Félix, Mestre Aro, Mestre Caius. Aquelas criaturas horrorosas foram massacrando um a um.

Então, senti os braços de alguém ao redor do meu pescoço.

—Por favor. Por favor, não me mate.

—Tem razão, talvez devesse matar seu irmão primeiro. Seu último parente vivo, alguém por quem você pode ter o mínimo de sentimento. Te forçar a assistir enquanto ele é esquartejado e queimado. Enquanto ele é transformado em cinzas. Isso deve doer. Não concorda?

—Você tem Irina de volta. O meu clã foi dizimado. Não é vingança suficiente?

—Você não entende não é? Isso não é por causa de vingança. É por causa de justiça. Você e especialmente aquele nojento do seu Mestre Aro são do tipo que falam de paz e matam porque acham graça. Você não lembra, como se sentiu quando estava prestes a ser queimada viva? Lembra?

—Não.

—Então tá na hora de lembrar.

As memórias voltando, como fleches na minha cabeça. Era horrível.

—Você é um monstro.

—Não. Você é um monstro.

P.O.V. Demitre.

Olhando em volta, pude ver meu amigo Félix estirado no chão, Corin, Chealsea, os Mestres. Estavam todos mortos.

—Bom, o mundo é um lugar melhor agora. Já chega, por hoje. Vocês viveram porque eu permiti. Sempre se lembrem disso.