Notas iniciais
Olá meninas :) Esta é a minha primeira fanfiction neste site. Espero que gostem.

- Então, estás contente pelo primeiro dia de aulas? — A minha mãe perguntou quando entrei na cozinha, de manhã.

- Mãe, porque é que eu havia de estar feliz por ter de abandonar o paraíso na terra, que dá pelo nome de cama, todas as manhãs, cedíssimo, a partir de hoje, até chegarem umas férias que estão a milhentos dias de distância? — Tornei-lhe por resposta.

Normalmente, os miúdos normais da minha idade gostam de voltar à escola. Rever amigos, mudar de ambiente e rotina… Claro está que eu não sou normal. Preferia mil vezes ficar a dormir até as tantas e passar o resto do meu santo dia a fazer o que bem me apetecesse. Nunca se torna monótono, para mim. Acho fantástico acordar de manhã (ou muitas vezes já de tarde) e saber que não tenho horários para cumprir nem professores para aturar nem trabalhos de casa para fazer. Já expliquei isso imensas vezes à minha mãe, de diversas maneiras, mas parece que ela não entende. Isso tentou-me seriamente a fazer um desenho, mas corria o risco de ficar de castigo… Por isso fico-me pelas explicações verbais.

- Não sejas resmungona Jennifer. Agora toma o pequeno-almoço depressa senão vais chegar tarde à escola. Já estou a ficar atrasada. Até mais logo, ok? — Ela disse, despedindo-se de mim para ir trabalhar.

Acabei de tomar o pequeno-almoço, ajeitei a minha roupa (http://www.polyvore.com/in%C3%AAs_10/set?id=38337763) e comecei a ir a pé para a escola, que fica a 15 minutos a pé de minha casa. Ainda é um pedaço mas, sinceramente, prefiro isso a vir num autocarro cheio de gente e, nesta altura do ano que está calor, a cheirar a suor. E até aproveito para fazer algum exercício: assim já tenho desculpa a dar à minha mãe quando ela quiser que eu faça uma caminhada a pé, com ela, à noite

Quando cheguei à escola ainda faltavam 10 minutos para tocar e estava toda a gente espalhada pelos espaços exteriores ou pelos corredores, a pôr a conversa em dia depois de três meses sem se verem uns aos outros. Como ainda tinha algum tempo, decidi ir com calma ao meu cacifo e depois dirigir-me ao da Joanne, a minha melhor amiga. A Jo chega sempre depois de mim porque a mãe dela trá-la e ela é uma atrasadinha, daquelas que demora meia hora a escolher a roupa para ir, tipo, à padaria COMPRAR PÃO!! «Temos de estar sempre prontas para o que pode vir. A hipótese de uma vida acontece quando menos esperamos, e se chegar à que estar fabulosa!» Como ela diria. Nós somos opósitos totais. Ela tem cabelos loiros longos e lisos, eu tenho cabelo castanho curto e bastante ondulado. Ela é alta, eu sou relativamente baixa. Ela adora aperaltar-se toda, já eu sou muito prática: calças de ganga, t-shirt e all stars e eu estou prontinha para sair de casa. A hipótese de uma vida bem pode vir, que ao menos estou confortável, não? Eu cá acho preferível assim.

Finalmente, depois de algum tempo há espera, a Joanne chegou ao cacifo dela e, quando eu estava prestes a dizer-lhe olá, vi atrás dela uma das principais razões pelas quais não gosto da escola. Se eu já odeio imenso (como já expliquei), isso tudo é redobrado apenas pelo facto de ter de conviver com uma certa pessoa. Perguntam-se de quem estou a falar? Ora, de nada mais, nada menos, que o Sr. Pop-Star-sou-melhor-que-tu em pessoa! Senhoras e senhores, um aplauso para o único, o irritante, o troglodita e estrôncio Justin Bieber! Mas sem palmas, por favor, porque ali não há nada que aplaudir. Sabem aquele menino querido e perfeito que veio de “uma pequena cidade no Canadá com apenas 30 mil habitantes” e que é a coisa mais fofa e simpática há face da terra, adorado por milhões e milhões de raparigas? Bem, eu cá não sei quem inventou essa coisa de ele ser simpático e querido e tal, mas merece um prémio por melhor imaginação porque de querido nele não há nada. A única qualidade que eu ali vejo é o grande dom que ele deve ter para o teatro, de modo que imensa gente acredita mesmo que aquela faceta de bondade é verdadeira. Sinceramente, ele é a pessoa mais arrogante, egoísta e horrível que eu conheço. Não tem um pingo de decência no corpo todo. Juro a pés juntos que não entendo o que é que as raparigas vêm nele. Mas que se há de fazer? Nada, não é? Ou corremos o risco de levar em cima com umas “beliebers irritantes e vingadoras”.

- Olá coisa — A Jo cumprimentou quando chegou à minha beira. Por alguma razão estranha, eu e a palavra coisa somos… cumplíces?? Eu uso-a para tudo, não interessa o que é, porque ela aplica-se a tudo. Uma coisa pode ser qualquer coisa. E é rápido, fácil e económico.

- Olá Jo — Cumprimentei o “Bieber” disse com uma voz fria.

- Stewart — Ele respondeu do mesmo modo. Como podem ver, o ódio que eu nutro por ele é recíproco. E vamos mantê-lo assim.

Comecei a olha-lo de cima a baixo e não pude deixar de notar que ele tinha o cabelo desgrenhado e a roupa encorrilhada. De certeza que não era de propósito, nem porque ele tinha dormido com aquela roupa ou não tinha tido tempo para arranjar o cabelo de manhã. Sei por experiência própria que ele dá mais valor ao cabelo que sei lá o quê.

- Então Bieber, que rapariga é que enganas-te? — provoquei.

Manhã não é manhã se eu não discutir com ele. Algumas pessoas tomam café para acordar, eu discuto com ele. Original não é? E resulta mil vezes melhor que o café. Fico logo total e completamente acordada, o que dá bastante jeito em tempo de aulas.

- Ao menos alguém me quer Stewart.

- Bem, ao contrário de ti eu tenho princípios. E decência. — quando eu falo de princípios ou algo assim ele enerva-se sempre. Não sei porquê, mas que é verdade é. Eu não faço de propósito para o irritar com este assunto, mas, honestamente, é o primeiro dia de aulas, e eu estou sem paciência para ele. Passava bem sem o meu “café”, hoje.

- Não me venhas falar de princípios sua… — ele começou mas a foi interrompido pela Joanne:

- Ei, ei, ei! Calma! Ainda é o primeiro dia de aulas, poupem os insultos para depois, ou, no mínimo, para quando eu não estiver a ouvir, ok? Agora… olhem, o Chaz e o Ryan!

Agora vocês perguntam-se, se eu odeio o coiso, porque é que convivo com ele? Bem, a Joanne e o Ryan… eles são… têm uma coisa. Eles não namoram mas gostam muito um do outro. Toda a gente vê isso menos eles os dois, estão a ver? História de amor comum. Yup, são dois cromos apaixonados. Mas, infelizmente, isso faz com que tenha de conviver com o Bieber porque o Ryan calhou logo de ser um dos melhores amigos dele. Fantástico não acham? Não.

- Olá — disseram o Ryan e o Chaz em simultâneo quando chegaram a nossa beira. Cumprimentaram-me a mim e a Jo com um abraço e ao Sr. Sou – melhor – que – tu com com uma espécie de abraço misturada com um aperto de mão. Não sei que outro nome lhe dar, é aquela cena que eles fazem... coisa. Inexplicável.

Conversamos todos durante alguns minutos, até que a campainha tocou.

- Vamos para a sala Jenny? — O Chaz perguntou-me. Nós temos a 1º aula juntos por isso vamos sempre os dois juntos.

- Vamos! Até já! — disse a todos, e eu e o Chaz fomos para a primeira aula.

Notas finais
Só uma introdução na história, a "ação" a sério vem depois. Digam-me o que pensam e se devo continuar :)