Impossible

2 O amor está no ar


Notas iniciais
Olá meninas :) O segundo capítulo está aqui! Falamos lá em baixo.

A cantina, o melhor lugar para assistir ao vivo e a cores à distinção/discriminação social existente numa escola. Para começar, à beira dois caixotes do lixo, os piores lugares da sala, temos os nerds. Em cada um dos 3 cantos restantes temos os góticos, os “desconhecidos” que só se relacionam entre si, e no outro canto os miúdos do clube de robótica e xadrez. No centro da cantina, nas melhores mesas da sala, temos os populares, por exemplo, os jogadores das equipas de futebol, hóquei e basquetebol e os miúdos riquinhos. Ah, sem esquecer o Justin a “curtir” com a capitã da claque, que está sentada no colo dele. Não é que eu me importe, não me faz diferença nenhuma, apenas peço que eles mantenham o show para menores de 13, para não prejudicar ninguém. Ninguém quer saber o que eles fazem quando estão sozinhos... Só de pensar fico enjoada :s. Mas continuando, nas mesas à volta das centrais temos os “wanna be”, raparigas e rapazes que fariam e fazem de tudo para serem populares, incluindo arcar com as culpas de coisas que não fazem, fazer trabalhos de casa que não lhes pertencem, ajudar a copiar em testes... E, para terminar, nas mesas que sobram, temos as pessoas mais “normais” da sala. Eu estou nesse grupo, sentada mesmo à beira das portadas de vidro que dão para o jardim exterior, onde os alunos gostam de comer quando está tempo agradável. Infelizmente, hoje estava calor de mais e todos os espaços à sombra estavam ocupados.

- […] e então o Ryan disse-me que eu estava muito bonita hoje! Eu corei tanto que tu nem imaginas! Graças a deus que pus um bocadinho de base hoje de manhã para cobrir aquela espinha horrível que me apareceu, senão ele ia notar que eu estava mais vermelha que um tomate madurinho. — a Joanne explicou, numa das suas conversas (gigantes) habituais sobre a última coisa que tinha acontecido entre ela e o Ryan.

De cada vez que ele lhe dizia alguma coisa, por muito insignificante que fosse, ela passava uma hora, no mínimo, a analisar cada palavra, a ver se havia algum segundo sentido ou se ele queria alguma coisa com isso. E mais! Aposto que neste momento o Ryan está a contar exactamente a mesma história ao Chaz. Juro que não sei mais o que fazer a estes dois. É que são mesmo ceguinhos! Um dia destes ponho-os à frente um do outro, digo-lhe o que sentem realmente e faço-os beijarem-se, agarrando as cabeças e juntando-as como se fossem uma Barbie e um Ken

- Porque é que não o convidas para sair de uma vez? — perguntei, aborrecida. Este assunto cansa-me, é todos os dias a mesma incerteza.

- Porque ele não gosta de mim! Não me quero envergonhar em frente dele nem fazer figura de parva!

- Mas eu tenho a certeza que ele vai aceitar! — assegurei-lhe.

- Não sei…

- Amén! Quem te atura vai para o céu! — deitei as mãos para o ar, em desespero.

- Oh, não digas isso. Tu sabes que me amas — ela piscou-me o olho.

-Só digo a verdade, minha cara Joanne. Apenas a verdade.

Continuamos a comer em silêncio (finalmente) até que o Ryan veio ter connosco e se sentou à beira da Joanne, que ficou tão corada como um tomate maduro ao sol. Nem a base a salvou, desta vez.

- Então meninas, estamos a pensar em ir ao shopping hoje à tarde para dar um fecho oficial ás férias. Vai ser a nossa festa de despedida. Vamos ao cinema e, como é sexta, jantamos por lá. Alinham?? — ele disse, alternando o olhar entre mim e a Jo.

- Claro! — a Joanne respondeu de imediato. Que imprevisível (sintam o sarcasmo).

O Ryan sorriu para ela e depois virou-se para mim:

- Então e tu, Jenny? Vens? — ele perguntou.

- Quem vai? Quero nomes.

- Ora, o Chaz, a Joanne, eu, a Julie, a namorada do Chaz, e o Just...

- Não vou — anunciei, interrompendo-o.

- Porquê? Só por causa dele? Vem lá, tens de me ajudar a escolher um vestido para o jantar de família que tenho domingo! — A Joanne pediu. Roupa, é só nisso que ela pensa. Bem, foi uma boa desculpa, considerando que ela deve querer a minha presença para o caso de algo acontecer com o Ryan.

- Não quero estar nem mais um segundo do que o necessário à beira desse paspalho — expliquei — As aulas ainda mal começaram, quero adiar ao máximo confrontos com ele.

- Vá lá, por nós e pelo Chaz! — O Ryan pediu e fez olhos de cachorrinho abandonado. A Joanne juntou-se a ele.

- Eu… OK! Mas se ele me enerva ou chateia dou-lhe 2 pares de estalos, uma joelhada «onde dói» e vou-me embora! — ameacei.

- Iupih!! — a Jo festejou, e começou a fazer uma mini dança da vitória no lugar dela.

Quando ela parou, o Ryan falou:

- Bem, vocês vão de carro com a Julie. Vamos logo que as aulas acabem para ver se apanhamos a sessão das 4:30; assim temos tempo de dar uma volta antes de comer e não temos de andar a correr de um lado para o outro. Os rapazes vão comigo e encontramo-nos todos à entrada do cinema. Pode ser?

- Entendido meu capitão — brinquei, e fiz aquele gesto com dois dedos na testa, cujo nome não me lembro muito bem.

- Bem, então está marcado! Eu vou-me indo, fiquei de ir ter com os rapazes. Até já — O Ryan despediu-se e deu um beijo na bochecha da Jo antes de ir. Se ela antes estava vermelha, agora… xiça!

- Love is in the air!! — cantarolei quando o Ryan se afastou o suficiente para não ouvir.

- Cala-te — a Jo disse, e deu-me uma palmada no braço.

- Como queiras — respondi, e deitei-lhe a língua de fora.

O amor está definitivamente no ar!

Acabamos a comida e fomos entregar os tabuleiros. Como ainda faltavam 15 minutos para a primeira aula da tarde, decidimos ir à procura da Julie para combinar os detalhes desta tarde. A Joanne mandou uma mensagem a Julie a perguntar onde é que ela estava, ao que ela respondeu que estava na entrada da escola com o Chaz. Fomos lá ter e entretanto eu liguei à minha mãe a pedir autorização para sair nessa tarde. Ela disse que eu podia, só tinha de avisar o meu pai, por isso eu mandei-lhe uma sms. A Joanne fez o mesmo com os pais dela.

Na entrada da escola, encontramos o Chaz e a Julie sentados, encostados, num canto do portão, a conversar. Aproximamo-nos deles e eu falei:

- Boa tarde aos dois!

- Olá! — eles responderam os dois ao mesmo tempo.

- Fomos informadas que hoje é para ir ao cinema e que vamos contigo, Julie. Como é que vamos fazer? — a Joanne perguntou, virando-se para a Julie.

- Ah… Quando as vossas aulas acabarem vocês podem vir aqui ter e depois vamos juntas para o meu carro. – ela sugeriu.

- Ok. Marcado! – a Joane sorriu.

Notas finais
Que tal? No 1º capítulo tive 2 leitoras, mas nenhuma review... querem mudar isso? As reviews motivam-me :3
kiss*