Notas iniciais
Voltei meus amorecos, amei os comentários no capítulo anterior ♥ vocês são Demais, os melhores comentários do mundo ♥ #UnidosPeloZapata - que o nosso Dani se cure ♥ é claro que ele vai contar com a ajudinha de alguém... Maniel ♥ Boa Leitura meus amores Adoro a todos vocês ♥

Maria Joaquina ficou totalmente surpresa. Como assim o Daniel se cortava? porque? não era ele que sempre se gabava por ter a vida perfeita? a garota ainda não acredita, talvez aquela fosse só mais uma das brincadeirinhas idiotas de Daniel e Paulo. Mais não, as lágrimas de Paulo fazia com que a patricinha tivesse certeza que era verdade.

Maria: Co-co-mo assim? — perguntou gaguejando, sem esconder sua grande preocupação.

Paulo: Eu achei isso junto com o canivete dentro da mochila dele, pode ler foi ele quem escreveu! — disse entregando um papel amassado para maria joaquina.

A mesma logo abriu o papel, paulo havia ficado tão nervoso que tinha amassado toda a folha, a garoto desamassou calmamente para que não rasgasse a folha.

10/11/15

Tudo continua igual...

Parece que as coisas nunca mudam, é como se eu vivesse o mesmo dia duas vezes, eu sempre pego as gatinhas da escola é claro, devo confessar que é legal fazer isso, bom, nesse exato momento estou no banheiro da escola, limpando o canivete que acabei de usar para cortar meus pulsos, é estranho mais é bom fazer isso.

É como se eu aliviasse todas as minhas frustrações, ninguém sabe disso e ninguém nunca vai saber, esse é meu segredo.

As vezes eu me sinto meio gay por escrever bobagens numa folha de papel de vez em quando, mais é a única forma que eu encontrei para desabafar, não aguento mais o ambiente lá em casa, o Paulo não suporta meu pai, e os dois raramente conseguem conversar sem brigar.

A minha mãe, que na verdade só é mãe do paulo, me trata bem como se eu fosse seu filho, ao contrário do meu pai que fica me pressionando a ser quem eu não quero ser, ele quer provar pro mundo inteiro que eu sou melhor que o Paulo. Mais acho meu irmão melhor que eu.

Meu pai quer que eu seja frio igual a ele... Estou ouvindo barulhos vou parar de escrever.

As vezes sinto vontade de morrer.

Thau folha de Papel sem importância.

Daniel Zapata

Maria Joaquina parou de ler e limpou as lágrimas, nunca imaginou que tais palavras pudessem serem escritas por Daniel, aquele seu 1% estava certo, o garoto não era fútil, apenas tinha problemas, e ela sentia uma imensa vontade de ajuda-lo.

Paulo: E então você vai me ajudar ou não? — perguntou já nervoso.

Maria: Porque tem que ser justo a minha ajuda? acho que você deveria falar com seus pais e tentar resolver isso. — falou preocupada.

Paulo: Jamais vou fazer isso, a minha mãe até que talvez pudesse ajuda-lo mais com certeza ela contaria pro meu padrasto, e ele não pode saber de nada. — falou irritado, paulo se irritava só em falar do seu padrasto.

Maria: É pelo visto não é só o Daniel que tem problemas. — falou cruzando os braços.

Paulo: Maria Joaquina, você tem que entender que como o Daniel mesmo falou o pai dele exige que ele seja perfeito, e se o meu padrasto descobrir a verdade vai brigar o Daniel, ele é frio e não vai se importa com o sofrimento do meu irmão, e tudo vai acabar piorando. — falou preocupado.

Maria: É você tem razão, mais cadê o Daniel? — indagou.

Paulo: Não sei, ele ainda não voltou. — falou nervoso.

O sinal bateu, indicando que todos os alunos deveriam entrar em suas devidas salas, Paulo e Maria Joaquina seguiram para a sala de aula, Valéria encarava paulo com raiva nos olhos, mais a jovem não pode deixar de reparar que o peralta estava com os olhos vermelhos, e consequentemente ela sentiu um aperto no peito.

(...)

Na hora do intervalo...

Maria Joaquina andava sozinha no ginásio, ela não estava se sentindo bem, a preocupação tomava conta da sua alma. Ao passar pelo banheiro masculino a garota ouviu um grito baixinho, seguido de soluços de choro, sem hesitar a jovem pergunta.

Maria: Quem está aí? — perguntou alto.

Silêncio.

O silêncio foi a única resposta que ela recebeu, um dos maiores defeitos ou talvez qualidades de maria joaquina era sua curiosidade aguda, e numa mistura de coragem com curiosidade a garota abriu aquela porta, e a mesma sentiu seu coração aperta ao se deparar com Daniel.

Sangue

Canivete

Lágrimas

Era a única coisa que ela conseguia ver, Daniel estava ajoelhado no chão chorando e seu pulso sangrava, ao observar bem maria joaquina viu várias feridas espalhadas no braço do garoto, agora ela entendia porque ele sempre usava uma jaqueta preta longa, não era por causa da moda, e sim para poder esconder suas feridas.

( Coloquem: https://youtu.be/M8He7KJwhqc )

Maria: Daniel? — o encarou incrédula.

Daniel: O que você está fazendo aqui? me deixa, eu só estava... — ele esconde os pulsos atrás de si. — me cortei sem querer.

Maria: Não minta Daniel, eu já sei a verdade, sei que você se corta não adianta mais mentir. — falou caminhando até a porta e trancando.

Daniel: Está trancando a porta Maria Joaquina? olha, a Carmem estava certa, você é muita safada gata! — falou sorrindo sínico.

Maria: Não adianta tentar me expulsar daqui bancando o idiota, eu sei que você não é assim, então pare de se esconder com essa mascará, e me deixa cuidar de você. — falou se ajoelhando e se aproximando do garoto.

Daniel: Saí daqui, vai embora! — gritou irritado empurrando a garota.

Maria: DEIXE ME VER ISSO! — gritou alto, puxando os pulsos do garoto, Daniel parou de gritar assim que maria joaquina chorou enquanto segurava a mão do garoto.

Daniel: O que você pretende fazer agora? pode ir, vai em frente, se vinga de tudo que eu fiz com você e conta pra todo colégio! — falou com a cabeça baixa.

Maria: Você sabe muito bem que eu jamais vou fazer isso, eu vou ajudar você Daniel. — disse abraçando garoto.

Maria Joaquina sentiu as lágrimas de Daniel molharem seu ombro, era um abraço apertado e profundo, como se ele estivesse passando uma parte da sua dor pra ela. Talvez a ajuda dela fosse a melhor coisa que aconteceu com ele durante anos, o garoto a afastou rapidamente.

Daniel: E quem disse que eu quero sua ajuda? — falou ainda resistindo.

Maria: Quer minha ajuda? — perguntou com um sorriso singelo.

Notas finais
Comentem!