Impossível - carrossel
19 Namorados!
Notas iniciais
Maria Joaquina andava de um lado para outro, a garota não aguentava mais esperar, o que será que Valéria e Paulo estavam fazendo? Ela estava preocupada com irmã, a chuva estava muito forte lá fora, criando coragem ela pegou o guarda-chuva para sair, mais antes que Maria Joaquina pudesse sair, Valéria e Paulo entraram pela porta, os dois sorriam feito malucos, e estavam totalmente encharcados.
Maria: o que vocês estavam fazendo lá fora? – perguntou indignada.
Valéria: maninha... eu e o Paulo estamos namorando! – disse animada segurando a mão do garoto.
Maria: hahahaha... que piada Valéria! – disse rindo, aquilo só podia ser brincadeira.
Paulo: não é nenhuma piada cunhadinha! – respondeu sorrindo.
Valéria deu um selinho em Paulo e subiu as escadas para trocar de roupa, enquanto maria Joaquina entregou uma toalha seca para Paulo.
Maria: entre aguentar você e o Alex não sei qual é o pior, a valéria está querendo me torturar, só pode! – falou irritada.
Paulo: não se preocupe cunhada, quando você começar a namorar o Daniel, eu que serei perturbado! – respondeu gargalhando alto.
Maria: isso nunca vai acontecer, é totalmente impossível! – berrou nervosa.
Paulo riu, o garoto logo se encantou ao ver valéria descendo as escadas, ela estava com um legue e uma blusa simples, e claro, que seus cabelos estavam encharcados, não importava se ela estava arrumada ou não, para Paulo ela era perfeita de qualquer jeito.
Paulo: Você está linda, como sempre. – disse fazendo rosto da namorada corar.
Valéria: Obrigada, mais não exagere Guerra! – agradeceu vermelha que nem um tomate.
Paulo: Não sei como você fica mais linda, se é vermelha de vergonha ou vermelha de raiva. – falou rindo.
Valéria deu um tapa no ombro do namorado, logo a porta se abre, era Clara e Miguel, os dois estranharam a presença de Paulo, e logo os dois cruzaram os braços.
Clara: Muito bem, quem aprontou dessa vez? – perguntou irritada.
Valéria: calma mãe, dessa vez não é nenhuma briga acontece que...- ela é interrompida por Paulo.
O garoto fez um sinal de silêncio para Valéria, Paulo caminhou em direção a Miguel, Paulo tinha que confessar, estava com muito medo, mais isso não importava, afinal, ele fazia tudo pela sua maluquinha.
Paulo: Tio Miguel, eu queria pedir a mão da sua filha Valéria em namoro, o senhor permite? – perguntou o rapaz quase gaguejando.
Miguel: O que? Isso só pode ser brincadeira! – falou já se alterando.
Maria: eu queria que fosse brincadeira pai, mais não é! – respondeu.
Clara: quer dizer então que... meus dois garotinhos estão namorando! – falou animada, enquanto abraçava os dois.
Clara e Miguel sempre foram muito amigos do pai de Daniel, quando ele se casou com a mãe de Paulo se tornaram mais próximos ainda, apesar da briga entre os filhos, Clara gostava de Paulo e Daniel como se fossem da família.
Miguel: Clara! – exclamou irritado com a animação da esposa.
Clara: Ah Miguel, deixa os dois! – disse sorrindo.
Paulo: Eu prometo que... não vou magoa-la! –disse olhando nos olhos de Valéria.
Miguel: bom deixa eu falar, eu te conheço há muito tempo garoto, sei que você pega geral é o maios pegador, sei também que você é o garoto problema da escola...
Paulo: Mais... – tentou achar as palavras.
Miguel: Silêncio! Fora todos esses defeitos, sei que você é sincero, sempre teve palavra desde criança, e garoto você é como um filho pra mim, então eu permito que você namore a minha filha! – respondeu.
Valéria abraçou o pai feliz, Paulo também abraçou os sogros.
Miguel: mais tenho algumas condições:
– Você não pode sair de moto com a minha filha.
– Não pode chegar aqui em casa depois das 10:00 da noite.
– Não quero beijos na minha frente.
– E não pode entrar no quarto da Valéria.
Paulo apenas concordou com a cabeça, Clara e Maria Joaquin riram, as vezes Miguel era tão antiquado, Valéria acompanhou Paulo até a porta.
Valéria: Meu pai as vezes exagera! – comentou envergonhada.
Paulo: Ele só está protegendo você, eu entendo! – disse sorrindo.
Valéria: Então... até amanhã Guerra! – despediu-se.
Paulo: Até amanhã Ferreira! – despediu-se sorrindo.
Os dois deram um selinho rápido.
(...)
Enquanto isso na porta da casa de Carmem...
Daniel estavam impaciente, ele estava se despedindo de Carmem, o garoto não via a hora dela entrar pra dentro de casa, Carmem conseguia ser extremamente irritante as vezes.
Carmem: Sabe, amanhã eu tenho uma prova de física tão... – ela é interrompida pelo namorado.
Daniel: Carmem eu preciso ir! – falou dando as costas.
Carmem observou Daniel entrar dentro do carro e sair, ela se sentou na calçada, e sem perceber as lágrimas desceram do rosto da garota, ela o amava, mais no fundo ela percebia como ela a olhava com olhos vazios, Carmem reparava que sempre ela falava com ele, Daniel coçava a nuca impaciente, ele não era carinhoso e não gostava dos carinhos dela.
Carmem: Será que eu sou tão desprezível assim? – perguntou pra si mesmo chorando.
Carmem jogou os sapatos numa lama causada pela recente chuva, a garota abaixou a cabeça e chorou, ela se assustou ao sentir alguém sentar ao seu lado, ela o encarou, era Jaime.
Carmem: O que você está fazendo aqui? – perguntou limpando as lágrimas.
Jaime: eu sou seu vizinho, esqueceu? – perguntou nervoso.
Carmem: eu não estou bem Jaime, desculpe-me se te tratei mal é só que... aqui dentro dói! – falou apontando para o próprio peito.
Jaime apenas a abraçou, e por um instante naquela noite ele se sentiu completo, Jaime odiava quando ela chorava, ainda mais quando o motivo era: Daniel Zapata.
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