Notas iniciais
Avisos: Muito palavrão, lemon, e rock'in'roll! IUAHEUIASH brimks, só palavreado xulo e lemon mesmo. Boa leitura! ;D
Ah e desculpem erros... );

Camus girou, ficando de frente pra Milo e sem hesitar empurrou com força o peito do loiro.

– Não! Aqui não! – Disse o ruivo, um pouco desesperado com medo de alguém entrar.

O “Aqui não” de Camus abalou profundamente Milo. Então realmente era só sexo mesmo, era apenas isso.

– Então é isso não é Camus? – A expressão estava completamente diferente, não tinha mais o riso fácil nos lábios, nem os olhos brilhantes. Seu rosto duro e sem emoção não demonstrava o desastre que estava no seu interior. Camus não o reconhecia, mas aqueles olhos ele sabia o que era... Parecia pronto para atacar sua presa.

Milo avançou brutalmente no ruivo, segurando firma na gola da camisa do uniforme, empurrou Camus até ele bater de costas na parede ao lado da última cabine. Camus soltou um soluço de surpresa e por um momento achou que ia apanhar.

Fitavam-se nos olhos, Milo apertava tanto a gola da camisa que seus dedos estavam brancos.

– Eu já esperei muita coisa ruim vindo de você Camus, mas nunca uma merda como aquela. – Falava baixo, com os dentes cerrados. – Você foi o pior. Você esqueceu que acima de tudo, eu sou seu amigo. Você não considerou minhas palavras e me deixou pra trás como uma piranha. Seu filho da puta! – Gritou o xingamento. Estava perdendo a cabeça, realmente estava a ponto de cair na porrada ali mesmo. Camus não teria chance em uma luta com Milo, pois o loiro era troncudo, forte enquanto Camus podia até ter seus músculos, mas a estrutura do corpo era pequena. E claro, contando com a raiva que espumava pela boca de Milo...

Mas Camus não ficou para trás no quesito “raiva”, seu rosto se contorceu em uma expressão de irritação. Ficou indignado com as palavras do outro.

– Você só pode tá brincando comigo Milo! – Camus gritou na cara de Milo, sem se preocupar com algumas gotas de saliva que voaram pelo rosto do loiro. – Quem é você para falar isso?! E o que você é a não ser um puto que fica com tudo que se move?! Você não tem direito de vir reclamar, você faz esse papel, é o seu jeito, então aceite ser tratado assim!

Milo abriu os lábios em surpresa, e soltou Camus com força fazendo ele bater de novo com as costas na parede. A gola da camisa estava toda amassada. O loiro virou de costas para o outro assim que se afastou uns passo e o ruivo ficou ali mesmo encostado na parede.

– Você não sabe de porra nenhuma! Você nem ao menos tentou conversar comigo depois da transa, ignorou minhas palavras! – Seu tom de voz alto retumbou e fez eco no banheiro vazio.

– Você tá louco Milo. Como você quer que eu leve aquilo a sério?! Amor? Me poupe! – Disse em descrença.

– No mínimo você tinha que conversar comigo, se você não sabe, ontem foi a primeira vez que eu dei o rabo! E fiz isso porque era você, e você não teve o mínimo de consideração!

– Até parece que você liga pra isso. Você só tava mesmo afim de novas experiências e me usou pra isso!

O loiro ficou quase um minuto em silêncio. Sua mente fervilhava, enquanto Camus fitava as costas do loiro esperando um soco na cara ou algo parecido. Assim que se acalmou chegou perto do ruivo e encostou a mão na parede ao lado da cabeça do mais baixo. Seus olhos viam apenas os olhos do ruivo a sua frente.

– Eu gosto de você a anos Camus... Sinto muito se pela forma que eu disse isso, não foi convincente. – Disse baixo.

– Você não sabe o que fala. Isso é só curiosidade, porque te contei que sou gay! – Respondeu baixo também.

– Estou te falando com sinceridade! Você me conhece Camus, você sabe que eu nunca mentiria sobre isso! Eu amo você muito antes de me falar que é gay! – Sua expressão, seus olhos não mentiam e Camus tremeu de medo, ansiedade, culpa por ontem e abaixo disso tudo felicidade, que estava hesitante demais em aparecer.

Tudo aquilo parecia ser mentira, tantos anos gostando de Milo, o vendo com outras... Escondendo esse amor sufocante e quase conseguindo exterminá-lo de vez. Já tinha se convencido de que esse amor nunca seria possível, e por isso, o escondeu bem lá no fundo da alma e seguiu sua vida. Mas agora aparecia Milo falando que o amava... Não sabia o que fazer, nem no que acreditar. Estava com medo... Lembrou-se das muitas vezes que chorou até seu peito doer, logo depois de Milo apresentar-lhe a namorada da vez, ou a ficante. E era pior ainda quando o loiro dizia “acho que estou gostando dela”. Abafou tanto esse amor, que agora simplesmente não conseguia acreditar! Nunca poderia imaginar que esse dia pudesse chegar. Enquanto pensava nisso tudo, sentia seus olhos arderem, e não demorou muito para a primeira lágrima cair e anteceder todas as outras.

– Para com isso! Para! Isso não é brincadeira que se faça! Que droga Milo, que droga... – Não aguentou, e enquanto falava, sua voz ia sumindo, pois era sua alma chorando ali. Se abraçou e pendeu sua cabeça para baixo. Os olhos fechados, caindo muitas lágrimas. – Você não sabe o que é amor... Você não sabe o que eu sofri por sua causa...

– Do que está falando? – Indagou confuso. Se afastou um pouco do ruivo para olhá-lo melhor, nem acreditou que o outro estava chorando. Quantas vezes viu Camus chorar? Ah, umas duas, quando roubou o lanche dele quando eram crianças.

– Você acha que é fácil ver a pessoa que ama todo dia com alguém diferente? Você fazia questão de esfregar as pessoas com que ficava bem na minha cara! Não importava se eu queria saber ou não! Você simplesmente passeava para todo mundo ver! E depois de anos fazendo isso, você quer que eu acredite no seu “amor”? Você é um idiota! – Falava tudo de cabeça baixa, conseguindo controlar seu choro. Limpou as lágrimas e olhou para o loiro.

– Você... você me a-

– Amo merda! Óbvio que eu amo seu imbecil! – Milo estava atônito, a surpresa estampada no rosto nada adolescente. Olhava para Camus com a boca aberta e os olhos um pouco arregalados. – Desculpa por ontem, por favor... Eu não sabia o que fazer! Depois do beijo na bar, eu presumi que era isso que você queria mesmo, que era só mais uma curiosidade e agi do jeito que agi por medo. Se eu fosse carinhoso e demonstrasse tudo que sinto, você podia vir e falar que não era nada disso que eu estava pensando, então eu fui um estúpido. Depois vem você falar de amor, eu fiquei confuso! Não sabia o que fazer... Desculpa Milo... Nunca quis te magoar...

O choro recomeçou. Camus não era de chorar, mas apenas Milo conseguia deixá-lo assim. Muita coisa em sua vida, coisas que jamais faria eram feitas por causa do loiro. Ele mudava tanto que mal se reconhecia. Mas podia enxergar ali, que aquele era seu verdadeiro eu, que estava se entregando para a pessoa mais importante da sua vida, então não importava se estava agindo diferente do normal, porque era daquela forma que suas emoções queriam pular para fora. Era desse jeito que sua alma queria se expressar, queria se entregar a Milo.

Se olhassem para Camus agora, com certeza achariam que era um clone mal feito ou algo assim. Mas não importava. As mãos brancas tampavam o rosto enquanto os soluços eram ouvidos.

Milo continuava sem reação frente aquelas palavras. Os sentimentos borbulhavam dentro de si e ver Camus chorando bem na sua frente, e por sua causa era impossível até então. Era o ápice da estranhisse. Era o pé de jabuticaba dando laranjas. Era Restart tocando Sepultura... Era Hebe... Enfim, Milo não aguentou e começou a rir muito, tipo, muito.

Seu riso transbordava alívio e felicidade, sua barriga chegava a doer. Camus parou o choro e abaixou as mãos o suficiente para os olhos poderem ver aquela cena um tanto quanto... Inadequada para a situação.

Ainda rindo, Milo se aproximou do ruivo, e o abraçou forte.

– Milo... – O ruivo estava um pouco surpreso, mas muito aliviado. Só não sabia se seria perdoado, mas logo a resposta veio.

– Eu ainda to magoado com você, mas isso não vai mudar o que eu sinto. Você vacilou, mas eu também. Só de imaginar você com outros caras, eu ficava maluco! Imagina você, me ver todo dia com alguma garota... Eu entendo sabe, mas não entendo ao mesmo tempo entende? Ah foda-se... – Afastou um pouco só para olhar o rosto do ruivo, apoiou os cotovelos ao lado da cabeça de Camus e aproximou seu rosto até seus lábios se encontrarem.

O mais baixo sentia que estava prestes a desabar ali mesmo, suas pernas estavam bambas, mas isso não impediu de corresponder ao beijo calmo e sincero. Estavam ali consumando o que sentiam, depois de tudo que passaram para enxergarem os sentimentos, eles mereciam. Um amor que começou com admiração e respeito, e foi construído por anos com amizade acima de tudo.

O sinal da próxima aula tocou enquanto se beijavam, mas não estavam dispostos a assistirem aulas agora. Tinham muito que conversarem ainda e muitas coisas mais interessantes para fazer...

X

As aulas do dia transcorreram normalmente, apenas por um fato histórico para os que conheciam Camus. Este tinha matado todas as aulas do dia, fazendo lá sabe o que. Agora, Milo... Era normal matar aula. Ninguém juntou as peças, claro, apenas Shaka, que já tinha deduzido algumas coisas.

Assim que o sinal da saída tocou, todos os alunos se levantavam das cadeiras com a maior euforia, e em seus caminhos, pouco se importavam se estavam esbarrando em ombros ou até mesmo nas cadeiras que estavam em suas frentes. O que importava era a saída, o portão para o paraíso!

E assim Ikki saia de sua sala quase correndo, seus olhos brilhantes quase podiam falar que tinha planos para depois das aulas. Não esperou Shaka sair da sala, pois este estava demorando muito para tal, então, o moreno entrou na sala do 3º ano e pegou o loiro ainda arrumando o material escolar.

– Vamos. – Mandou, parando ao lado do mais velho.

– Vamos pra onde? – Indagou com desinteresse, ainda arrumando sua mochila.

– Para minha casa, é óbvio. – Bufou, sem paciência nenhuma.

– Fazer o que na sua casa Ikki? – Colocou a mochila nas costas.

– Sexo, é claro! – No ápice da impaciência.

Ainda bem que tinham pouquíssimas pessoas na sala um pouco longe deles.

– Ikki, qual é o seu problema?! Estamos na escola, e você fica ai gritando aos quatro ventos o que você pretende fazer comigo! – Já ia andando para sair da sala, claro, Ikki o seguiu.

– Não pretendo, pois vamos fazer juntos! – Segurou o braço do mais baixo.

– Eu tenho que estudar. – Seus olhos se tornaram desafiantes.

– Não vem com essa loiro, eu sei que você também quer. Vai, vamos, por favor! A gente fica lá em casa um pouco, e você pode estudar de noite! – Sorriu malicioso, seus dentes branquíssimos.

Shaka não podia negar. Ah, como queria, mas porque mesmo estava fugindo?

– E seus pais e seu irmão? – Indagou já quase cedendo.

– Os dois trabalham o dia todo, e meu irmão estuda à tarde.

– Hm...

Ficou um pouco pensativo, o diabinho falava pra ele ir, e o anjinho dizia para ele ir para casa e estudar. Ikki suspirou com a demora, e resolveu não ouvir a resposta do outro, se não, iriam ficar ali pra sempre.

– Vamos. – Saiu carregando Shaka para a saída da escola. Porque Ikki sempre o carregava assim?!

Assim que chegaram ao portão da escola, Shaka conseguiu se soltar.

– Não vou Ikki! Não é assim que funciona, acha que sou o que? – Reclamou cruzando os braços.

Depois que parou para pensar e analisar a situação, viu que nada estava certo. Como assim Ikki vai a sua sala o arrastando para sua casa para fazer sexo? Como se estivessem indo jogar vídeo game! Esse moleque não tinha escrúpulos mesmo!

– Tava demorando... – Soltou em um suspiro, enquanto colocava as mãos nos bolsos da calça e deixava seus ombros caírem e sinal de derrota. – Qual é o problema? Você que é o nerd safado da história e tá negando sexo?

O loiro abriu a boca, chocado.

– Olha como você fala comigo seu promíscuo! – Apontou o dedo em direção ao rosto do moreno. – Mais respeito ouviu bem? E eu já disse que não vou, acha que sou mais uma dessas garotas que quando você taí desesperado vai arrastando as coitadas pelos cabelos? – Seu cenho franzido e olhos determinados.

Ikki riu. Ver Shaka irritado era muito bom...

– Não meu amor, só te chamei porque eu disse que não ia desistir, lembra? – Ironizou.

– Escuta bem querido, se um não quer dois não fazem! – Dito isso, foi andando em passos rápidos em direção a sua casa.

Ikki correu até ele, e com o seu melhor sorriso sacana disse:

– Não Shaka, é quando um não quer, o outro insiste.

O loiro segurou a vontade de rir, e seguiu em frente como se não fosse com ele. Ikki apareceu na frente dele, o fazendo parar também.

– Cara, que saco! Já disse que vou pra casa! – Estava começando a perder totalmente a paciência.

– E eu já disse que nós vamos para minha casa! Eu não vou deixar você ir para a sua, então nós vamos ficar aqui parados feitos idiotas no meio da calçada pra sempre. – Ditou pausadamente e como quem não quer nada com a vida.

Shaka bufou e cruzou os braços. Ficaram daquele jeito uns 2 minutos até o loiro bufar de novo.

– Tá bom Ikki, eu vou pra sua casa e aí você vai me forçar a transar é?! – Sua voz não disfarçou nem um pouco o quanto ele estava de saco cheio de estar ali.

– Relaxa loiro, eu não vou precisar forçar nada. – Sorriu matreiro. Shaka desviou o olhar e sua boca formou a maior tromba de todas.

Ikki achou adorável, mas era melhor não falar.

Dito isso, voltaram para a escola, mais precisamente para o estacionamento. Subiram no quadricículo de Ikki e partiram para a casa do moreno. Claro, Shaka reclamou o equivalente há horas sobre ter que subir no quadriciculo, mas acabou cedendo. Aliás, o que ele ainda não cedeu para Ikki?!

Melhor não pensar nisso por enquanto.

Assim que chegaram a casa, estava realmente vazia. Shaka não pode não se sentir aliviado com isso.

A casa era grande, clara, quase toda branca. Os móveis modernos tendo a maioria em madeira escura. O primeiro cômodo era a sala, com Tv enorme, e sofás macios da cor clara. Portas davam para a cozinha e escritório. Ao subir as escadas, várias portas também que eram os quartos.

Depois de Ikki largar o quadriciculo no quintal, entraram e o moreno ofereceu algo para beber, o que Shaka aceitou. Foram até a cozinha e o mais velho bebia água ao lado da geladeira quando o moreno não perdeu tempo em o abraçar por trás.

– Adolescentes... – Disse o loiro rolando os olhos.

– Falando assim até parece que você não é um. – Provocou, beijando a nuca descoberta do outro. Riu de leve ao ver que o outro se arrepiou ao toque.

– Você só pensa em sexo Ikki, isso não é normal.

– Anormal é um adolescente não pensar em sexo Shaka.

– Anormal é pensar o dia inteiro em sexo Ikki.

– Eu não penso o dia inteiro em sexo Shaka, só quando to com você.

– Nossa, me sinto lisonjeado! – Saiu do abraço e ficou de frente para o mais alto. – Isso não foi nada romântico!

Ikki riu.

– Quem é você pra falar de romance?!

– Tá me chamando de insensível?

– O que é isso ao lado de ser chamado de ninfomaníaco?

– Hm. – Fez uma expressão de desagrado ao desviar o olhar.

O moreno sorriu de lábios fechados. Era tão bom conhecer expressões diferentes do loiro, e perto dele, o mais novo não conseguia se controlar. Queria estar sempre o tocando, o beijando, fazendo coisas sujas... O queria tanto que era difícil de segurar.

Shaka é uma pessoa que deixava Ikki curioso. Assim que começou as desavenças entre eles — coisa que começou há anos -, percebeu que só implicava com ele e o tirava do sério porque o loiro o enfrentava e respondia a altura. Todas as pessoas que Ikki pegava no pé, apenas abaixava a cabeça e saia de fininho, mas o loiro não. Apenas o olhava daquele jeito indiferente e empinava o nariz, o ignorando claramente. E quando não o ignorava, lhe dava um fora que o fazia rir, pois tinha conseguido uma reação diferente.

Percebeu que sempre quis a atenção dele, não importando se seria negativa ou positiva. Só queria que ele o olhasse nos olhos e não o ignorasse como muitas vezes fez. Era quase um desafio que ele queria vencer todos os dias.

A personalidade de Shaka era única e diferente de todos que Ikki já conheceu. Ele era único. Era o único que o enfrentava de frente e não tinha nenhum remorso ou culpa de lhe tratar mal. Confessava que talvez aquele sentimento sempre estivesse ali, mas com a cabeça de criança – que foi quando se conheceram – e até mesmo depois que entrou para a adolescência, todo esse sentimento foi tampado pela implicância. Pela necessidade de chamar atenção. Agora as coisas estavam mais claras que água dentro do moreno.

Descobrir o que já existia dentro de si, mas de que alguma forma era novo, é maravilhoso. Olhar para Shaka e vê-lo diferente e ao mesmo tempo igual do que via antes. Pela primeira vez sentir o que é realmente gostar de alguém, de querer estar sempre por perto, de que as outras pessoas a sua volta já não mais lhe interessam como antes. Várias coisas que Ikki pôde perceber nessas semanas, coisas que nunca poderia imaginar sentir. Era assustador se sentir tão atraído por um homem e não achar errado nem nojento. Certo que no começo era estranho, mas agora a única coisa que conseguia pensar o dia todo, era naquela corpo perfeito, naqueles olhos viciantes... Enfim, Ikki não podia mais negar, estava apaixonado e ele mesmo já tinha aceitado isso. Era o mais importante, se aceitar primeiro e o resto que se foda.

Pensando nisso, se aproximou a passos lentos, e com carinho enlaçou a cintura do outro, beijando todo o rosto. Adorava o nariz arrebitado, o deixava mais metido do que já era. Beijou a ponta do nariz fazendo o loiro sorrir e levar as mãos até a nuca do moreno fazendo carinho ali.

Ikki raspou seus lábios pelos de Shaka, e o loiro tomando a iniciativa o beijou. Deixaram as línguas se tocarem, se sentirem e fazerem seu próprio ritmo. O beijo molhado e calmo não durou muito tempo, pois logo a ansiedade de sentir mais, tocar mais, mais, mais e mais, fez com que o beijo se intensificasse. Os corpos mais colados impossíveis, podiam sentir cada parte do corpo um do outro e como numa descoberta, passavam as mãos em todo lugar.

Ikki partiu o beijo e o olhou nos olhos.

– Vamos para o meu quarto... – Não precisou de resposta. Subiram as escadas de mãos dadas e entraram na terceira porta a direita.

Não deu tempo nem de Shaka analisar o quarto, porque já estava sendo jogado na cama. Ikki tirou os tênis com os pés mesmo, enquanto tirava os de Shaka. Segundos depois sentiu o moreno em cima de si. Não tinha mais jeito, o moreno parecia um leão, um tigre ou algum animal selvagem, e percebeu ali, que realmente não tinha escapatória: Seria o passivo.

Tudo bem, até porque ele mesmo queria se entregar, ele estava gostando de ser comandado pelo mais novo. Ikki atacava o pescoço dele, lambendo e mordiscando, tirando suspiros do loiro que passava as mãos por dentro da camisa dele.

Ikki ficou de joelhos na cama, entre as pernas do loiro. Tirou a própria camisa e se inclinou um pouco a fim de tirar a do loiro também. Shaka não pode não olhar para o abdômen do outro, era perfeito! Era de homem, e não de adolescente. Com certeza malhava, aquilo não podia ser só esporte. Passou as mãos pelos quadradinhos enquanto ignorava o sorriso largo do outro. Logo estavam se atracando de novo, os beijos mais intensos e fogosos.

– Loiro... – Ikki beijava e sugava os mamilos do outro.

– Hmm... – Gemia,os olhos fechados e as mãos acariciando os cabelos revoltos do mais novo.

– Você é muito gostoso...

– Eu sei Ikki... AH! – Abriu os olhos rapidamente. O moreno havia mordido um mamilo com força. – Isso dói droga!

– Até numa situação dessas você consegue ser arrogante? – Zombou com um sorriso de lado.

Shaka deixou sua cabeça cair no travesseiro e bufou.

– Continua aí Ikki, você é melhor de boca fechada.

O moreno riu com gosto, subindo um pouco para capturar os lábios avermelhados do loiro. O beijo agora estava mais carinhoso. O moreno se afastou para olha-lo nos olhos e com sua cara mais lavada disse:

– Meu amor, você pode realizar um desejo meu? – Disse, sua voz cálida e o carinho que fazia nos cabelos do loiro, quase convencia. Mas Shaka sabia que vinha merda.

– O que Ikki?

– Me chupa... – Deu seu melhor sorriso.

Shaka abriu a boca surpreso e empurrou com força o moreno para o lado.

– Eu vou pra casa! – Levantou e já ia sair do quarto do jeito que estava. Ikki o abraçou por trás.

– Você adora fugir de mim Shaka, isso não se faz sabe... – Dizia zombeteiro, cheirando o pescoço do outro.

Tudo ligado ao pescoço deixava Shaka com as pernas bambas. Inclinou o pescoço para trás encostando-se ao ombro do maior. Esqueceu até que tinha decidido voltar pra casa assim que o moreno começou a beijar suavemente ali.

Ikki passeava com as mãos pela barriga lisa e magra do outro, até que a barra da calça o impediu de continuar. Abriu o botão e abaixou o zíper. Deu um empurrãozinho para a calça cair, pois era um pouco justa, assim que caiu, Ikki pode ver o volume do loiro escondido pela cueca branca.

Sentiu um tremor dentro do peito. Iria tocar no pênis de outro homem. Um pênis... que não fosse o seu. Deuses! Assim como uma criança que descobre algo novo, Ikki lentamente aproxima seus dedos para o membro, encosta e aperta de leve a cabeça. Quase levou um susto quando Shaka gemeu, mas achou extremamente sexy aquele gemido. E mais uma vez como uma criança, só para ouvir o gemido de Shaka, apertou novamente a cabeça.

Em pouco tempo, Ikki abaixou a cueca do outro, e pegou realmente o membro em mãos. Ainda continuavam em pé em frente à porta, e o moreno atrás do loiro.

Shaka estava totalmente alheio da batalha mental do outro, estava inebriado em prazer, queria sentir mais, e por isso girou no abraço ficando de frente para Ikki.

O beijou enquanto suas mãos abriam o botão da calça jeans de Ikki. Abaixou a cueca junto com a calça revelando o membro ereto do mais novo. Shaka sorriu entre o beijo, pois Ikki ofegou quando os membros se tocaram. O mais velho pegou na mão dele e o levou até a cama, deitou-se e fez Ikki deitar-se sobre si. Beijavam-se com sofreguidão e gemiam, suspiravam, pois Ikki estava fazendo um delicioso vai e vem.

Ikki nunca poderia imaginar que aquilo era tão bom. Estava tão excitado que sentia que já estava molhado, olhava para Shaka e o achava cada vez mais bonito. Ainda mais corado daquele jeito, com a boca muito vermelha por conta dos beijos. Parecia um anjo.

De repente Shaka trocou as posições, ficando por cima do moreno. Ele fez um caminho de saliva até o sexo dele, Ikki estava hipnotizado com aquela visão. Shaka beijou e lambeu a virilha, por dentro das coxas, a glande, os testículos, até que enfim colocou tudo de uma vez na boca. Ikki não pode evitar um grunhido, por um relapso de momento ficou com ciúme do desgraçado com quem Shaka aprendeu a fazer aquilo, mas logo passou, pois o prazer era muito.

– Ah Shaka... Eu sabia que você ia realizar... meu desejo. – Ofegava e puxava de leve os cabelos loiros que estavam soltos por todos os lados.

Shaka nem se deu ao trabalho de olhá-lo, apenas mostrou-lhe seu dedo do meio. Ikki riu ofegante ao mesmo tempo. Shaka sugava com força, rápido e às vezes devagar, demorava-se na cabeça fazendo Ikki gemer. O moreno sabia que se continuasse com aquilo logo iria gozar, por isso puxou um pouco mais forte os cabelos do outro para trazê-lo pra cima.

O moreno trocou de posição novamente ficando por cima de Shaka, beijou-lhe os lábios e sentiu um gosto diferente, mas não ligou pra isso. Ikki levantou da cama e foi até seu armário, voltou com camisinhas e lubrificante. Subiu na cama novamente, e ficou entre as pernas de Shaka.

– Pelo visto você está mais do que preparado... – Shaka disse sorrindo.

– Claro, você está falando com Ikki Amamya. – Sorriu, enquanto lambuzava os dedos com lubrificante, levou um dedo ao meio das nádegas brancas do loiro e ficou brincando com a entrada.

– Para de brincar Ikki... – Disse fracamente, desviou o olhar. Não podia negar que essa hora sempre o deixava envergonhado, não pode evitar corar.

Sem aviso Ikki introduziu um dedo.

– Tá com vergonha loiro? – Se inclinou sobre Shaka,colocou um joelho do loiro por sobre seu ombro e com a mão livre fez um carinho em seu rosto. – Ei, sou eu, não precisa ficar assim... – Disse suave.

– Imbecil, não estou com vergonha! – Virou o rosto para o lado, teimosia era o sobrenome de Shaka.

– É sério... – Beijou a bochecha dele, enquanto introduzia mais um dedo. Não encontrava resistência então colocou o terceiro.

Shaka já estava acostumado com aquilo, só que o inicio era um pouco doloroso ainda. Mas não aguentava mais, o queria logo dentro de si. Sentir o peso de Ikki, fazendo aquelas coisas com ele... Era tão bom, e queria mais!

– Vem Ikki... – Mandou, com a voz fraca e ofegante, sentindo os dedos de Ikki entrando e saindo.

O moreno entendeu o recado, e não pode não sorrir. Levantou-se, ficando de joelhos, abriu com os dentes um pacotinho e não perdeu tempo em colocá-la em si. Logo estava debruçado novamente posicionando seu membro devidamente lubrificado na entrada do loiro, empurrou encontrando um pouco de resistência, mas logo estava entrando lentamente. Sentia as paredes o apertarem tanto que achou que iria gozar agora mesmo. Ikki levou seus lábios aos de Shaka que gemia, se beijaram lentamente, o moreno não queria que Shaka sentisse dor, então entrava nele quase em câmera lenta.

– É inevitável a dor, então não tem problema Ikki, pode vir... – Shaka sussurrou ao pé do ouvido do outro. Rondou as mãos pelo pescoço dele enquanto ofegava. Sentiu que o moreno entrou de vez e não pode evitar um grito alto, mas logo mordeu o próprio lábio. Ikki ficou parado uns instantes, enquanto isso fazia carinho no loiro e beijava onde podia alcançar. Leu na internet que doía mesmo, mas se perguntava quanto tempo Shaka estava sem fazer, pois era tão, mas tão apertado que sentia seu membro pulsando, ansiando por mais.

Shaka mexeu o quadril e o moreno entendeu que era para continuar. Sem mais, Ikki começou a estocar de leve, logo já não encontrava mais dificuldade nenhuma. Levantou o tronco, ficando de joelhos na cama, estocava mais rápido agora e não podia evitar os gemidos assim como Shaka que segurava forte no lençol da cama.

Logo estavam num ritmo frenético, inebriados no próprio prazer. As peles suadas e escorregadias, tudo estava mais quente; Ikki agarrou no quadril de Shaka e o puxou para sentar em si, o loiro fez o seu ritmo por um tempo, mas logo Ikki fazia o loiro subir e descer como bem queria. Os cabelos de Shaka deixavam Ikki louco, adorava enrola-los em suas mãos. Os gemidos ecoavam pelo quarto e não demorou muito para ambos gozarem.

Shaka caiu na cama e Ikki saiu de dentro dele, tirando a camisinha fazendo um nó e jogando num lixinho ao lado da cama. Deitou ao lado do loiro e o puxou para seu peito.

– Essa foi a melhor transa da minha vida... – Comentou Ikki num torpor pós-sexo.

– Seu palavreado me irrita tanto... – Resmungou, se ajeitando no peito forte do outro.

Ikki virou o rosto e encontrou Shaka de olhos fechados deitado no seu peito. A franja estava pra lá e pra cá, as bochechas ainda estavam vermelhas...Ele era tão perfeito. Com a mão livre — pois a outra estava embaixo do corpo do outro — levou até o rosto avermelhado, fazendo um carinho ali. Shaka sorriu e abriu os olhos, encontrando os orbes escuros do outro.

– Shaka... O que você vai tentar para o vestibular? – Exteriorizou a dúvida que tinha há certo tempo.

– Direito.

– Sério?

– Sim, por quê?

– Meus pais são advogados.

– Hm, e você pretende segui-los?

– Se eu não encontrar nada que eu goste até ano que vem, vou acabar fazendo Direito mesmo.

– Será meu calouro... – Comentou rindo.

– Eu... – Virou o rosto para o outro lado. – Eu sei que essa época é muito importante pra você e tudo mais... Mas você acha que consegue um tempo pra mim?

Shaka se apoiou no cotovelo e o olhou. Era engraçado ver Ikki sem graça daquele jeito, mas não ia rir. Sabia que essa pergunta seria feita, e dependia dele se aquela relação podia ir pra frente. E tudo o que mais queria era passar mais tempo com Ikki, talvez isso fosse um problema, mais uma coisa para encher sua cabeça quando tudo que tinha que pensar era no seu futuro.

Mas correria esse risco, nunca quis tanto alguém ao seu lado como agora. Podiam não ser um daqueles casais românticos e bonitinhos, mas era Ikki ali, o único que Shaka queria. Podiam não falar o que realmente sentiam, mas isso também vai ter a sua hora. Estão começando ainda uma relação nova, uma coisa nova tanto para Ikki quanto para Shaka. O amor já está dentro deles, mas requer confiança para exteriorizá-lo, o que não está tão longe assim.

– Posso tentar. – Sua expressão séria, fez com que Ikki virasse para olhá-lo. Sorriram um para o outro e se beijaram, expressando ali a felicidade que sentiam.

Notas finais
UAU! Esse capítulo ficou enorme né? Vai, compensou a demora né? *-* Gostaram do lemon? Eu não sei... por isso quero opiniões e me falem também o que acharam de MiloxCamus! *o*
Muuuuuito obrigada a todos, sério, não sabem o quanto fico feliz por ver que estão gostando e beem, gente... Acredito que a fic está indo para a reta final, acho que nó máximo teremos apenas mais 2 capítulos. Como vocês podem ver, tudo está dando certo, agora só falta AioliaxMu e não tem mais história pra contar, nem mais drama pra escrever. Vou morrer de saudades, mas bem... vamos deixar as despedidas para quando for o fim mesmo! UHAUEHAU
Um enoorme beijo e até o próximo! ;*