Imperfeito Amor
1 Capítulo 1
– Roberta, anda logo, você vai se atrasar no seu primeiro dia! — Mamãe gritou histérica da sala, como sempre!
– Calma mãe. Só estou acabando de passar o rímel! — Disse.
– Que rímel o que, menina! Você vai pra escola, não em um desfile! — ele gritou — Porque aonde é que se viu uma me... — Já interrompi porque conhecia o discurso de “na minha época da dona Alma.”
– Mãe, por favor, poupe-me, não vai começar de novo com essa ladainha que eu já até decorei, — Comecei a imitá-la — Quando eu tinha a sua idade eu não tinha roupa, vestia pedaços de pano que os outros me davam, e você com esse guarda-roupa cheio falando que não tem roupa? Ou Mochila nova? Pra quê? Na minha época eu usava sacola como mochila e você ai reclamando da sua! — Ela me olhava com cara de poucos amigos. — É... Mãe, eu só adiantei o que a senhora já iria falar, não é porque você andava com pano de prato disfarçado de saia que eu também tenha que andar, certo? — ela fez cara de contrariada.
– Ai, ai, dona Roberta Pardo, vamos que já nos atrasamos com você, por causa do tal do rímel.
Entramos no carro. Na verdade não estávamos atrasados coisa nenhuma, mamãe é que tinha mania de querer chegar 20 minutos antes para conhecer o local.
A gente morava na Espanha, mas meu pai morreu há 6 meses em um acidente de carro que o miserável do caminhoneiro estava dirigindo na contramão cheio da maconha e causou o acidente, a batida foi tão forte que o carro do meu pai caiu no riacho e ele já no impacto não resistiu, e o maconheiro desgraçado está vivinho da silva na cadeia. Tava difícil morar naquela casa sem meu pai, onde quase tudo o lembrava e doía saber que ele não voltaria mais. Há uma semana mamãe decidiu se mudar para cá, na cidade do México. Dei tchau aos meus amigos, minha escola, a tudo!
– Dulce, chegamos! Já estou te chamando pela segunda vez, acorda! — aumentou o tom de voz o que me fez sair do transe.
– Ah, sim, não estava dormindo, mãe. — respondi sem sair do lugar.
– Então já pode descer, não acha? — Ela perguntou.
– Ah... — sorri meio envergonhada. — já estou saindo, não precisa expulsar — disse rindo.
Quando olhei para o colégio fiquei impressionada com o tamanho ele era lindo, junto é claro, do grupinho de meninos GATOS que estavam entrando lá.
– Já estou começando a gostar desse colégio... — disse com um sorriso sapeca.
– Toma vergonha na cara, menina. — Mamãe disse em tom repreensivo.
– O que, mãe? – perguntei ironicamente. — Não falei nada de mais, achei a escola linda... Até de mais! — disse-lhe fazendo cara de santa.
– É senhorita Pardo... Quem não te conhece que te compre, agora vamos e pare de fogo. — disse autoritária.
Passaram- se 5 minutos e já havíamos entrado no colégio e não estávamos achando a Diretoria, eram muitos os corredores.
– Afinal, eles pretendiam fazer uma escola ou um labirinto? – falei emburrada, já estava cansada de andar sem saber onde ficava a bendita diretoria.
– Confesso que não sei. – Alma respondeu sorrindo.
– É por isso que essas meninas são magras assim – disse vendo umas meninas passando – só de andar nesse corredor já é 2 kg perdidos.
– Fala baixo, menina. – Alma disse repreendendo-a.
– Ixi, calma mãe... – avistei outro grupo de garotos — Oh God... Eu não estou em uma escola e sim no Olímpio, só tem Deus grego! — Aproximei de moreno alto e bastante bonito, obviamente para pedir informação, como uma boa novata. – Oi, meu nome é Roberta, sou nova aqui e bom... Já estou perdida! – disse sorrindo.
– Não precisa se sentir perdida, você já encontrou o seu GPS... Eu! – disse em tom simpático e logo depois soltou um sorrisinho. – Brincadeirinha, eu vou lhe ajudar.
– Obrigada. – estava um pouco sem graça – Eu ainda não sei seu nome e muito menos como chegar à diretoria. – disse.
Ele sorriu:
– Verdade, perdão. Meu nome é Derrick, mas uns me chamam de Dé e outros de Erick, você escolhe. – ele disse — E eu faço questão de fazer a cortesia do Elite Away, te acompanho até a Diretoria, senhorita – Falou todo charmoso.
– Nossa... Como este Elite Away tem qualidades, começando pela educação dos alunos. – e outras coisas além da educação... pensei eufórica — Então vamos!
– Vamos mesmo, nossa como a água daqui é gelada, minha filha! – respondeu Alma vindo do lado oposto do corredor. – putz... mamãe só chega na hora errada, pensei.
– É gelada mesmo! – respondeu Derrick – Então eu mostro para as duas onde é a diretoria.
– Obrigada, Dé. – sorri meio sem graça.
– Que bom que já escolheu o apelido. — retornou o sorriso.
Minha mãe olhou pra mim com cara de “Que intimidade é essa?” e eu apenas andei já que Derrick nos conduzia.
Estávamos chegando à porta da diretoria quando ouvimos gritos vindos lá de dentro.
– Você tem que tomar vergonha nessa sua cara! – Disse uma voz feminina com o tom bastante irritado.
– Mas mãe eu...- A senhora dona da voz bastante irritada interrompeu-o.
– Mas mãe nada, Sr. Diego Alexander Luís Casillas Uckermann Bustamante...
Sussurrei para Derrick:
– Meu Deus, é a chamada ou o nome todo dele? – disse irônica
– Ixi, falou o nome todo é porque ferrou. – sussurrou também Derrick.
A senhora continuou falando:
– Me aguarde, em casa conversamos! — E o tom sério continuou.
Minha mãe disse:
– Oh, gostei desta senhora! – apenas olhei pra ela, até eu fiquei com medo da senhora, coitado do rapaz de voz sexy e com o nome grande — pensei.
– É... Dona Alexandra, acalme-se, não foi tão grave assim, foi só uma briga. Quer dizer... mais uma briga, tudo bem que é a 5º semana, mas ele é um bom rapaz.
– É mãe, escuta o Pascual! – Falou a voz sexy.
– Fica quieto, a nossa conversa é em casa. – disse a mulher irritada. – Me desculpe por tomar mais uma vez o seu tempo, Pascual. Eu já estou de saída.
– Ok, dona Alexandra, não fique tão irritada, ele é apenas um rapaz, não é Bustamante?
– Rapaz eu já nasci sendo, Pascual. — Falou brincalhão.
– Diego, já sabe, né? – ouvi um barulho — Te vejo em casa! – disse a voz autoritária.
Ouvimos passos, rapidamente tentamos nos afastar da porta...
– Boa, tarde! – Disse em tom simpático dona Alexandra, ao sair da sala da diretoria.
– Ah... Boa tarde! – respondemos todos juntos em tom de susto.
– Algum problema? – perguntou dona Alexandra.
– Não, não. É que vim saber de que turma eu serei... – disse-lhe – Bom... Eu já vou entrando para resolver logo isto.
– Ah, sim. Então, até logo! – respondeu Alexandra em tom, já indo em direção do fim do corredor.
– Até...- Olhei e ela já tinha saído do corredor — UFAA! Quase que ela pega a gente.
– Isso que dá vocês ficarem espiando a vida dos outros. – Mamãe falou olhando pra mim e para o Derrick.
– Espera aí dona Alma. A senhora também ficou espiando! Depois perguntam de quem eu puxei a curiosidade... – disse olhando para Derrick que sorriu. – Então dona mãe, eu... – senti algo me empurrando com força para trás, cai igual uma jacá no chão – AIIIIII! – Gritei, quando olhei era o garoto da voz sexy que estava saindo da direção- Ta maluco? — gritei.
– Não fui eu, foi a porta... – respondeu rindo do meu tombo, mal educado nem me ajudou a levantar.
– Não interessa! — respondi. — Quem empurrou a porta com a maior violência foi você! –fiquei ainda mais nervosa, porque nem pedir desculpas ele pediu.
– Pelo que eu sei quem estava atrás da porta era você.
– Não vai pedir desculpas, não? – Falei indignada
– Pede pra porta te pedir desculpas, foi ela quem lhe empurrou. – ele disse com um sorrisinho no rosto. — agora me da licença que eu tenho coisas muito mais interessantes para fazer. – respondeu em tom bastante grosso e com um pouco de deboche e já estava indo em direção ao fim do corredor como se nada tivesse acontecido.
– AH, NÃO VOCÊ VAI VEER, SEU BRUTAMONTE, MAL EDUCADO, VOLTA AQUI... – gritei tentando correr atrás dele, mas fui segurada pelo Derrick – ME SOLTAAA, EU VOU ENXER ELE DE PORRADA, DESGRAÇADO! — Fiquei me debatendo, não ia ficar assim. — quem ele pensa que é pra falar assim comigo? E ainda ter me jogado no chão e nem ao menos ter pedido desculpas? Ele vai me pagar! – ME SOLTA DERRICK, NA HORA QUE ERA PRA VOCÊ ME AJUDAR A BATER NELE VOCÊ NÃO AJUDOU ENTÃO MEEE SOLTAAAA.
– Roberta, minha filha, calma. Para de se debater! –eu estava me acalmando, mas iria me vingar.
Um senhor abriu a porta da diretoria e nos convidou a entrar.
– Eu ganharia mais dinheiro se tivesse montado um manicômio ao invés de uma escola. – Sussurra Pascual baixinho.
– Oi? – indagou minha mãe.
– O que? – ele disse tossindo — Eu disse que temos que ver a turma que senhorita Pardo irá entrar.
Já havia me acalmado, mas ainda estava com raiva, Derrick que se deu mal porque segurar eu acabei chutando o joelho dele enquanto ele estava me segurando, coitado.
Não consegui mais prestar atenção no que Pascual estava falando, eu só conseguia pensar que esse tal de Bustamante, não sei o que das quantas, vai aprender a me respeitar, Nem que seja por bem ou por mal.
Fale com o autor