Notas iniciais
Sejam bem vindos, ao nosso trigésimo nono capítulo. Espero que gostem da história e continuem acompanhando. Boa leitura a todos.


Assim que o ar se fez necessário, Gael se afastou de mim para que pudesse respirar enquanto se dedicava a beijar meu pescoço, arrancando gemidos de prazer dos meus lábios silenciando-me com outro beijo de tirar o fôlego, fazendo meu coração errar uma batida enquanto me sentia à deriva em um mar desconhecido.

— Eu te amo, Virgínia. — sussurrou olhando nos meus olhos assim que se afastou para ver meu rosto, enquanto acariciava seus cabelos.

— Eu também te amo, Gael. — sussurrei de volta sem desviar meus olhos dos seus e ele se inclinou para me beijar novamente, passando seu braço esquerdo por trás das minhas costas e o direito por baixo das minhas pernas me levantando sem o menor esforço, caminhando em direção ao meu quarto.

Com cuidado e sem quebrar nosso beijo, ele me deitou na cama como se fosse feita de cristal afastando-se em seguida, para que pudesse olhar nos meus olhos enquanto meus braços ainda estavam em volta do seu pescoço, mantendo-o perto de mim.

— Virgínia, tem certeza? Não quero que se sinta obrigada a se deitar comigo, porque precisa cumprir seus deveres como esposa — disse suave sem desviar os olhos dos meus, enquanto acariciava seus cabelos claros — Você pode ser minha esposa, mas saiba que é livre para decidir o que deseja e que sempre respeitarei sua escolha, não porque é a minha imperatriz, mas porque te amo e seria incapaz de lhe trazer qualquer tipo de sofrimento ou desrespeito. — assegurou e sorri carinhosa, emocionada por novamente Gael demonstrar que era o homem certo para estar ao meu lado.

— Mesmo sabendo que seria incapaz de me obrigar a algo, ouvi-lo dizer isso foi muito importante, Gael, obrigada por fazê-lo. — segredei sem desviar dos seus olhos e sorri, ao me lembrar de algo que Agnes havia me falado alguns anos atrás.

— O que foi, amor? Qual é o motivo desse lindo sorriso? — questionou com curiosidade e respirei fundo, acalmando meu coração para o que iria falar a seguir.

— Só estava me lembrando, de quando Agnes quis conversar comigo novamente sobre o que acontece entre um casal em sua primeira noite, mas lhe assegurei que não precisávamos voltar nesse assunto porque não iria me deitar com meu noivo arranjando de livre e espontânea vontade. — segredei sorrindo para ele que sorriu surpreso diante do meu comentário, se afastando de mim me deixando confusa com seu gesto.

— E você não é obrigada, meu amor, se esse for o seu desejo posso voltar agora mesmo para os meus aposentos. — ofereceu fazendo menção em se levantar da cama e segurei sua mão, impedindo-o de me deixar.

— Não desejo que volte para seus aposentos — admiti sentindo meu coração acelerar em antecipação para o que iria dizer — Posso estar nervosa, porque nunca fiz isso na vida e não sei o que fazer, mas desejo ser sua, Gael. — disse sem hesitação na voz, enquanto ele me olhava com seus lindos olhos azuis claros repletos de carinho.

Sem dizer uma palavra, ele se aproximou mais de mim para acariciar meu rosto com cuidado como se temesse me machucar, inclinando-se para beijar a minha testa encostando-a sua, fazendo carinho em meus cabelos sem pressa.

— Não precisa ficar nervosa ou preocupada, não farei nada que a deixe desconfortável ou insegura, só peço que confie em mim como sempre fez, porque tudo que mais desejo nesse mundo é demonstrar o quanto a amo — confessou suave — Posso ter seu voto de confiança, minha princesa? — implorou ainda cariciando meu rosto e fechei os olhos respirando fundo, acalmando meu coração acelerado antes de lhe dar uma resposta.

— Sim. — disse segura abrindo meus olhos e Gael se inclinou para beijar meus lábios com carinho, por reflexo passei meus braços por seu pescoço trazendo-o para mais perto de mim enquanto me deitava nos travesseiros que estavam atrás de mim.

Cedo demais, Gael se afastou dos meus lábios para distribuir beijos por todo o meu rosto, descendo para o meu pescoço, arrancando gemidos desconexos de mim enquanto segurava no tecido da camisa que ele usava, na tentativa falha de me agarrar a algo que me prendesse a esse mundo, enquanto ficava a deriva no mar de sensações desconhecidas que meu marido despertava em mim.

— Abra os olhos, meu amor...Gostaria de ver seus lindos olhos cor de esmeralda, enquanto a amo — sussurrou no meu ouvido se afastando de mim para que pudesse ver meus olhos abertos, enquanto acariciava minha bochecha direita com o polegar — Eu te amo, Virgínia, mas do que a mim mesmo e prometo demonstrar todo o meu amor por você, sendo carinhoso e gentil enquanto a amo.

— Eu também te amo muito, Gael. — sussurrei sincera sem desviar dos seus olhos, antes dele se inclinar para me beijar com carinho afastando-se assim que o ar se fez necessário, para refazer sua trilha de beijos começando do meu pescoço e descendo para o meu colo, beijando meu corpo por cima do tecido de seda da camisola que usava.

Sem dizer uma palavra, Gael levantou a cabeça buscando meus olhos me pedindo consentimento para seguir a diante e balancei a cabeça concordando, pois sabia que minha voz não iria sair tão firme como gostaria naquele momento.

Com cuidado, ele desfez o nó do robe de seda que usava por cima da camisola, afastando-se para admirar a peça que usava retirando-a em seguida, me fazendo corar envergonhada por estar exposta daquela forma em sua frente.

Mas antes que pudesse me sentir insegura sobre isso, Gael beijou minha testa com carinho me questionando se estava confortável e respirei fundo, tentando me acalmar afastando meus receios enquanto olhava nos olhos do homem em minha frente, que demonstrava o quanto me amava não só pelo olhar, mas a cada gesto de carinho que me proporcionou desde que nos conhecemos, me fazendo ter novamente a certeza do que queria.

Eu queria ser de Gael e não deixaria a insegura perante o desconhecido impedir que isso acontecesse, por isso assegurei que estava confortável antes de passar meu braço ao redor do seu pescoço puxando-o para um beijo apaixonado.

Em seguida, Gael voltou a distribuir beijos carinhosos por toda a minha pele, me fazendo gemer de prazer enquanto segurava os lenções da cama com força, temendo ser tragada pela profusão de sensações desconhecidas que se apossavam do meu corpo naquele momento, todas proporcionadas por meu marido.

Era uma perfeita mistura de prazer, cuidado, amor e devoção que jamais havia sentido na vida. Após beijar cada parte do meu corpo, Gael refez o mesmo caminho terminando em meus lábios de forma apaixonada, assim que o ar se fez necessário ele se afastou de mim desfazendo-se de suas peças de roupas enquanto admirava fascinada o homem em minha frente, que voltou para a cama cobrindo meu corpo com o seu, apoiando suas mãos ao lado da minha cabeça para que não sentisse seu peso, beijando-me em seguida.

Em meio a todo prazer que meu marido me proporcionava, senti uma pontada de dor e um gemido doloroso escapou dos meus lábios silenciados por um beijo carinhoso de Gael, que me envolveu em seus braços de forma terna, como se tentasse me reconfortar ou se desculpar pelo desconforto que causou.

Em meio ao desconforto que sentia, me lembrei da conversa que tive com Agnes sobre a primeira noite de um casal após seu casamento, após minhas regras terem descido pela primeira vez.

Minha dama de companhia havia me alertado, que por mais carinhoso que o homem fosse, e ela rogava aos deuses que meu futuro marido fosse extremamente gentil e cuidadoso comigo não só em nossa primeira noite, mas em todas que se seguissem depois dela. Uma donzela, ainda poderia sentir certo desconforto, mas que toda dor seria substituída por sensações indescritíveis, se meu consorte estivesse empenhado em me proporcionar isso.

Então, tudo que fiz foi respirar fundo e me concentrar no leve carinho que meu marido fazia em meus cabelos, intercalando-os com beijos, pedidos de perdão por ter me proporcionado dor, mesmo que por um curto momento, e juras de amor.

Respirei fundo incontáveis vezes, até que toda dor se dissipasse e pudesse ter a segurança de que minha voz estaria estável, não aparentando qualquer sinal de que havia sentido dor minutos atrás.

— Eu também te amor, Gael — respondi a uma das suas várias juras de amor e ele voltou sua atenção para mim, me questionando com o olhar se estava bem — Estou bem, meu amor.

— Tem certeza? Fiz de tudo para que não sentisse dor, mas... — Gael começou a dizer e o interrompi suave.

— Eu sei disso, assim como sei que era inevitável, Agnes me disse que poderia ser doloroso, por mais carinhoso e gentil que meu marido fosse. — assegurei sincera tentando dissipar a preocupação que havia no fundo dos seus olhos azuis cristalinos.

— Prometo que assim que se acostumar comigo, não sentira mais dor. — assegurou acariciando meu rosto com a costa de suas mãos e me inclinei para beijá-lo com carinho, mas minha movimentação nos fez gemer de prazer juntos nos lábios do outro, enquanto Gael entrelaçava nossas mãos acima da minha cabeça me conduzindo por uma profusão de sentimentos, até então desconhecidos por mim.

Por mais que tentasse, jamais conseguiria descrever tudo o que Gael me fez sentir naquela noite enquanto me tornava sua mulher.

Nossa troca de olhares, diziam muito mais que nossas palavras poderiam expressar enquanto nos amávamos. A maneira como ele me beijava, temendo me machucar me tratando como se fosse a mais fina porcelana ou a forma como me tocava, demonstrando todo o amor, respeito e cuidado que sentia por mim, me fez sentir a mulher mais linda, desejada e amada do mundo.

Mas sabia que tudo isso só era possível, porque havia me entregado para o homem que me amava incondicionalmente.


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Abri os olhos assim que senti a claridade atingir meu rosto, vendo os raios de sol se infiltrarem pelas cortinas da janela anunciando o início de mais um dia, repleto de compromissos que envolviam a administração do império que comandava.

Repassei mentalmente todos os compromissos que teria hoje, começando com o café da manhã em que estariam presentes os lordes responsáveis pelas finanças, onde discutiríamos os gastos e a arrecadação de tributos previstos para o início do primeiro ano do império, terminando o dia com a inspeção das tropas militares e apresentação dos novos soldados aos seus postos.

Um dia ocupado por inúmeros compromissos que não poderiam ser atrasados por mais alguns minutos na cama, sonhando como seria ter o homem que amava finalmente ao meu lado, resignada com a realidade na qual me encontrava fiz menção de me levantar, quando senti alguém me puxar para mais perto me impedindo de sair da cama.

— Aonde vai tão cedo, meu amor? — a voz sonolenta de Gael soou em meus cabelos fazendo meu coração errar uma batida — Acabamos de nos casar e adoraria ficar um pouco mais na cama com a minha esposa. — pediu beijando meus cabelos e minha atenção foi para a mão masculina envolvendo minha cintura, ostentando a aliança que havia mandado fazer para que meu noivo usasse após nosso casamento.

Virei para vê-lo sem acreditar que tudo não havia sido um sonho, finalmente estava nos braços do homem que havia escolhido, iniciando o nosso final feliz depois de enfrentar inúmeros obstáculos para que pudéssemos estar finalmente juntos.

— Então...Não foi um sonho?! — questionei olhando em seus olhos e ele sorriu negando.

— Não, Virgínia. Nada do que aconteceu ontem foi um sonho — ele assegurou amoroso acariciando minha bochecha — Nós nos casamos perante os deuses, os súditos e a minha família. Somos um só agora e vou permanecer ao seu lado, até o meu último dia de vida. — assegurou sem desviar seus olhos dos meus e o abracei forte, deixando a emoção tomar conta de mim.

Sem dizer uma palavra, Gael me deixou chorar em seu peito acariciando meus cabelos, intercalando seu gesto de carinho com beijos delicados no alto da minha cabeça, assegurando que estava ao meu lado enquanto era dominada pelo dilúvio de emoções.

— Achei que tudo havia sido um sonho — segredei em seu peito depois que havia me acalmado do diluvio de emoções que tomou conta de mim — Um sonho bom demais, como tantos outros que tive...No qual acreditei que estava finalmente comigo, mas assim que abria os olhos nada era real — refleti e levantei minha cabeça do seu peito para olhar seus olhos azuis claros — Tem certeza de que isso não é um sonho?! Porque parece ser bom demais para ser verdade. — questionei ainda incrédula fazendo-o sorrir.

— Tenho, amor, por mais que pareça ser bom demais para ser verdade. — assegurou sincero sem desviar seus olhos dos meus.

Ainda sustentando seu olhar, coloquei minha mão esquerda que agora ostentava a aliança de casamento no formato de ganhos retorcido com pequenas pedras de esmeraldas distribuídas por seu aro, no local exato em que o coração de Gael batia acelerado comprovando que ele estava realmente comigo e nada do que havíamos vivido ontem havia sido um sonho, proveniente da saudade que sentia dele.

— Você está mesmo comigo. — declarei emocionada diante da realidade e ele colocou sua mão esquerda em cima da minha, permitindo que vislumbrasse pela primeira vez nossas alianças juntas, um lembrete silencioso do compromisso que havíamos assumido muito antes de trocarmos nossos votos diante dos deuses e dos súditos.

— Estou, princesa, e não vou a lugar algum.

— É tudo que sempre desejei, desde o momento que percebi que o amava. — confessei apertando sua mão, assegurando mais uma vez que Gael estava ao meu lado, antes dos seus lábios tocarem os meus em um beijo apaixonado.

Repleto de promessas silenciosas de momentos inesquecíveis ao seu lado, do qual sabia que havia tido apenas uma amostra ontem, mas que desejava ansiosamente desfrutar de tudo que meu marido poderia me proporcionar através dos seus carinhos.



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Apesar de estar mergulhada em sono profundo, comecei a ouvir vozes conhecidas e uma movimentação em algum lugar do meu quarto, indicando que minhas damas deviam estar realizando seus afazeres diários.

— Já providenciamos tudo que solicitou, imperador consorte. — ouvi a voz de Agnes soar em meio ao torpor do sono.

— Obrigado, tia Agnes — ouvi Gael dizer gentil. — E não precisa se dirigir a mim por meu título quando estivermos a sós, a senhora é minha tia e não precisamos utilizar protocolos reais.

— É muito gentil, imperador consorte, mas será melhor continuar tratando-o como se deve ou poderei acabar cometendo um erro, me dirigindo de forma inapropriada para com vossa majestade imperial.

— A senhora tem razão — suspirou resignado. — Posso ser o imperador consorte do Leste, mas peço que jamais esqueça que continuo sendo seu sobrinho.

— Jamais esquecerei disso, vossa majestade imperial — assegurou suave. — A imperatriz, parece tão em paz e feliz dormindo... Na verdade, os dois parecem felizes... Se bem, que o imperador consorte, está com a aparência de quem passou a noite em claro.

— Foi quase isso, tia Agnes. — ouvi Gael segredar sorrindo para a tia, enquanto me remexia na cama.

— É melhor deixá-los a sós para que fazem a refeição juntos, antes dos meus serviços serem necessários para a imperatriz. Com sua licença, imperador consorte.

— Toda, Agnes. — ouvi Gael dizer e senti algo ser colocado aos pés da cama, antes do espaço ao meu lado afundar sinalizando que alguém havia se sentado ao meu lado, acariciando minha bochecha enquanto abria os olhos totalmente desperta.

— Boa noite, meu amor — Gael disse amoroso e o olhei confusa, fazendo-o rir. — Por favor, não me diga que ainda não acredita que sou seu marido?!

— Acredito, você foi bem convincente em demonstrar que é meu marido, quando não acreditei.

— Fico feliz em saber disso.

— Só fiquei confusa, porque não pensei que estava tão tarde — revelei desviando meus olhos dele para olhar em direção a janela que havia no local, constatando que havia anoitecido. — Nunca dormi tanto na minha vida.

— É natural, amor, acordamos muito cedo e tivemos um dia cansativo ontem, repletos de compromissos reais e passamos grande parte da noite acordados — explicou carinhoso. — Você deve estar com fome, já que pulamos todas as refeições do dia.

— Sim. — disse faminta fazendo-o rir e ele se inclinou para beijar meus lábios com carinho, afastando-se cedo demais, levantando-se da cama para pegar a bandeja que estava na ponta do colchão enquanto me sentava, segurando o lençol em volta do meu corpo com uma mão e tentando ajeitar a bagunça que deveria estar meu cabelo, depois de ter dormido com ele solto ontem.

Assim que Gael colocou a bandeja na minha frente, repleta de iguarias desisti de tentar arrumar meus cabelos e dediquei minha atenção a taça de salada de frutas adoçadas com mel, gemendo satisfeita assim que coloquei a primeira colher na boca, percebendo que estava realmente faminta enquanto meu marido se sentava ao meu lado, servindo-se da outra taça de frutas que havia na bandeja.

Depois que terminamos nossa pequena refeição, Gael se levantou levando consigo a bandeja colocando-a em cima da mesa que havia ali, caminhando em minha direção parando apenas para pegar meu robe e a minha escova em cima da poltrona, retornando para o meu lado.

Com cuidado, ele me ajudou a vestir o robe que trouxe antes de sentar-se atrás de mim, começando a pentear meus cabelos com cuidado, impedindo que sentisse dor enquanto desembaraçava os nós que haviam se formado nos fios escuros.

— Quem diria que meu marido, saberia escovar um cabelo com tanta perfeição — disse admirada segurando uma mecha do meu cabelo escuro que Gael havia acabado de escovar. — Melhor até do que minhas damas de companhia — elogiei fazendo-o rir — Agora fiquei curiosa...Onde meu imperador consorte, aprendeu a escovar um cabelo tão bem?

— Com a minha sobrinha — revelou sem deixar de escovar a mecha que estava em sua mão. — Cora sempre amou ver o quanto seu cabelo vermelho ficava brilhante, depois de escovar cem vezes por dia, por isso sempre nos reversávamos para ajudá-la, apesar da minha cunhada tentar convencê-la de que não precisava de tudo isso, mas é difícil convencer a princesa do Sul do contrário.

— Na verdade, vocês não conseguem dizer não a ela.

— Verdade, afinal, ela é a nossa garotinha. — ele constatou e sorrimos.

— Se formos abençoados pelos deuses com uma filha, tenho certeza que a cobrirá de mimos e fará tudo para deixá-la feliz.

— Mais é claro que sim — ele disse convicto e sorri, ciente de que teria que ficar atenta para que os mimos do meu marido não os transformassem nossas crianças em herdeiros inconsequentes. — Ela será a nossa filha, fruto do nosso amor, assim como todos os filhos que os deuses nos concederem. — explicou e virei para vê-lo, interrompendo assim sua escovação.

— Meu coração sabe que será um pai incrível, Gael, amoroso e totalmente dedicado aos nossos filhos. Por mais que deseje que eles sejam apenas nossos, resultados do amor que sentimos pelo outro, não podemos esquecer que além de ser nossos, eles serão herdeiros de um império, por isso precisam estar cientes de que além dos privilégios que o cercam, existem pessoas que não possuem nada e será dever deles, especialmente do nosso primogênito, zelar e promover o bem-estar de todos.

— Estou ciente disso, Virgínia. Por isso, quero muito que eles se sintam amados e protegidos, antes de terem consciência de que tem responsabilidades tão grandes, especialmente nosso primogênito.

— Você tem razão, crianças pequenas não devem assumir responsabilidades tão grandes. — disse perdida em pensamentos, lembrando da minha própria infância cercada por protocolos reais que não me permitiam brincar como qualquer outra criança.

— E eles não terão, meu amor — ele disse acariciando meu rosto me trazendo de volta para o presente — Assumiremos as responsabilidades, para que nossos filhos possam ter a infância que merecem, antes de responderem por seus títulos. — assegurou sem desviar os olhos dos meus e sorri concordando, virando de costas para que pudesse terminar de escovar meus cabelos.

Assim que terminou de escovar à ultima mecha, Gael beijou meus cabelos e me permiti fechar os olhos aproveitando a caricia do meu marido, enquanto ele colocava a escova de cabelos na mesa de cabeceira que havia ao lado da cama e virei para vê-lo.

— Obrigada, querido.

— De nada, meu amor. Estarei a sua disposição, sempre que desejar que escove seus cabelos.

— Cuidado, imperador consorte, ou posso me aproveitar da sua boa vontade, para transformá-lo em meu escovador real oficial. — sugeri fazendo-o rir enquanto me sentava em seu colo, passando meus braços aos redor do seu pescoço beijando seus lábios com carinho, antes das minhas mãos pararem na barra da sua camisa, com intenção clara de livrá-lo da peça indesejada.

— Tia Agnes e suas damas de companhia, estão esperando para cuidar de você. — Gael sussurrou interrompendo nosso beijo segurando minhas mãos, impedindo de tirar sua camisa.

— Não preciso que elas cuidem de mim — disse infiltrando minhas mãos por dentro da camisa que Gael usava, acariciando seu tórax fazendo-o gemer de prazer — Nesse momento, preciso apenas do meu marido. — revelei sem desviar os olhos dos seus e logo os lábios de Gael tomaram os meus em um beijo apaixonado.