Imortal

9 VIII - 8 de maio


Notas iniciais
Algumas informações e uma nova guria na area.

“Caminhava pelo campo colhendo frutas silvestres acompanhada de Elisa

Brincávamos sorridentes uma com a outra.

O dia estava lindo, o cheiro era bastante agradável.

Num giro, me deparava com uma praça onde uma fogueira já estava preparada, rodeada de pessoas de olhos vivazes.

Uma mulher de longos cabelos castanhos, olhos negros, a pele pálida parda, parecia ser magra aparecia.

Ela debatia-se contra dois homens que usavam a armadura do exercito.

Quando a mulher se aproximou mais da fogueira, reconheci aquele rosto angelical.

Elisa.

A multidão começou a gritar “Bruxa!” enquanto ela era amarrada aos tronco.

Elisa chorava pedindo que atirassem dali, que não era bruxa.

Então notei que estava ali, observando tudo coberta por um capuz que ocultava as lagrimas que desciam do meu rosto. Senti minhas pernas queriam tirá-la daquela fogueira que ganhara contorno vermelho.

Elisa gritava e esperneava, mas sabia que era tudo falsidade. Suas lagrimas eram de crocodilo.

Ela praguejava e amaldiçoava todos enquanto inalava a fumaça tóxica e o fogo a consumia “

-Josy! – ouvi Liesel me gritar preocupada

Abri os olhos, me levantando sobressaltada.

Ofegava e suava bastante.

-Céus – resmungou Russel me puxando de contra si – Já passou.

Ela afagava minhas costas enquanto minha cabeça estava enterrada em seu peito.

-O mesmo pesadelo? – indagou Liesel bastante receosa pelo que notei em sua voz.

-Sim –murmurei com o choro preso na garganta.

-Elisa? – indagou Russel opaca.

-A mesma cena de sempre – disse destruindo meu choro.

-Acho que deveria ficar em casa – a sugeriu – Quando tem esse pesadelo fica bastante mal-humorada e sensível para finalizar.

-Nem – discordei enfática enquanto me afastava dela.

As duas me olharam sugestivas.

Fiz uma careta. Russel deu um meio sorriso e tocou minha testa com seu indicador.

-Se quer ir para o colégio, que vá – decretou Russel rumando para a porta – Arrumem-se logo, nada de atrasos.

Liesel bateu continência pra ela que a chamou com o indicador.

Sorri enquanto as duas saiam do meu quarto.

Logo depois fui tomar aquele banho relaxante.

Elisa fora a ultima parente que perdi da qual tenho amargas lembranças.

Da criança amável e gentil quase nem me lembro.

Lembrava-me da irmã que não tinha escrúpulos, da sua ambição pelo poder máximo, da sua frieza em relação aos sentimentos dos outros.

Quando soubera da minha imortalidade, coisa que tentei guardar á sete chaves, pedira que contasse como eu tinha conseguido.

Inocente toda lhe contei a verdade não deixando nem um rústico detalhe de lado.

No dia seguinte, não a vi desde o entardecer.

Quando chegou despejou injurias e maldiçoes sobre mim como nunca tinha feito antes.

Para piorar nossa relação, eu era a desejada, a cobiçada, a querida.

Seu ódio por mim aumentou aos extremos de que o ser humano pudesse ser capaz de suportar.

Assim ela ingressou a pratica de magia negra e rituais canibalisticos.

O que culminou na sua condenação na fogueira pela Inquisição.

Pensar nesse momento agora não me é mais tão torturante como antes. Sentia-me culpada, porque fui eu que a levei a morte, ninguém mais.

Sequei meu cabelo enquanto procurava uma roupa adequada para o dia que estava com um clima pra lá de ameno.

Peguei uma túnica verde-escura com estampa abstrata, legging preta e bota branca cano curto.

Não ousei nos acessórios, não sou uma perua.

Deixei meu cabelo cair por meus ombros.

Maquilagem básica e aquele sutil perfume.

Peguei minha bolsa saindo logo em seguida.

-Tão dark – comentou Liesel enquanto me sentava a mesa para o café.

Olhei para sua roupa.

Blusa rosa-bebê, bolero creme, calça jeans lavagem escura e um all star.

-Tão meigo – disse revirando os olhos

Ela sorriu com desdenho antes de levar sua xícara á boca.

Me servi de suco de abacaxi, panquecas, geléia de morango.

Precisava de uma café antes de mais nada.

-Qual a farra de hoje? – perguntou Russel enquanto me levantava

-Tenho que ir ao cinema com a Elisa – responde ajeitando a alça da mochila no ombro – E por falar em farra, a de ontem foi boa pelo visto.

-Estava trabalhando naquele assunto – esclareceu ela dando ênfase na penúltima palavra

Assenti com a cabeça.

Sabia que se tratava de ter dado uma surra em alguns caras por aí.

Russel tinha dois empregos: contadora de uma media empresa e membro da Força Especial.

A conheci enquanto exercia seu segundo emprego.

Digamos que por pouco não paro num hospital por ter quebrado quatro costelas, braço quebrado e vários hematomas.

Duma coisa tenho certeza Russel não bate, espanca.

-Conversamos sobre isso mais tarde – disse saindo – Tchau.

Fui para a garagem, onde minha Senna esperava.

Logo já acelerava pelo famoso atalho que usava para chegar no colégio na hora.

Tão claro.

Estacionei ao lado de dois carrinhos detonados que me pergunto como ainda podem andar.

Segui para a sala percorrendo o caminho de sempre quando uma desvairada resolve me atropelar. Fui ao chão.

-Elijah – disse me levantando

-Foi mal – se desculpou ela levando uma mão para a parte de trás da cabeça – Fico desse jeito quando estou agitada.

-Bom saber – disse enquanto me ajeitava – Então fique sabendo que vá atropelar outra sem ser eu, tudo bem gata?

Ela fez que sim com a cabeça enquanto seguíamos rumo á sala.

-Vamos mesmo fazer a revanche amanha, certo? – indagou ela rapidamente

-Claro. Quero sentir o gosto da vitória – disse colocando minha bolsa numa carteira ao fundo.

-Como é bom ouvir isso – disse um garoto ficando ao lado de Elijah.

Olhei para ele.

Possuía o cabelo negro, curto e desgrenhado, olhos castanhos-escuros, pele morena, estatura media e um pouco gordinho.

Usava uma camisa do AeroSmith, deveria ser sua banda favorita.

Apesar de ser uma antiguidade do rock, era uma banda legal.

Calça jeans surrada tal como o tênis.

-Você quem é? – indagou Elijah o olhando encabulada.

Ele nos olhou boquiaberto.

Levou uma das mãos a testa.

Dramático.

-Como garotas tão bonitas não podem conhecer o delírio das garotas daqui? – indagou ele cético

Procurei por toda a sala, o tal delírio que com certeza não era ele!

-Josephine – me chamou Elijah – Já encontrou esse delírio das garotas?

-Olha – disse ele tentando chamar nossa atenção

O olhamos.

Além de enxerido, dramático e convencido, era egocêntrico.

Se vê cada um.

-Josy – ele me olhou – Não vê que seus olhos mostram seu amor por mim?

-Não te autorizei a me chamar desse jeito – o repreendi – Além do que não me interessaria por alguém tão... tão chato como você.

-Ai – disse Bernad aproximando-se com Aliel – Depois dessa eu me jogava da ponte, cara.

-Pra você a janela deve servir – retorquiu Elijah.

Não agüentei, acabei sorrindo.

-Foi mal, garoto – me desculpei – Só que foi engraçado.

-Rá – ele imitou uma risada ajeitando seu óculos

-Olá, pessoal – nos cumprimentou Elisa enquanto colocava suas coisas numa carteira.

Retribuímos seu cumprimento enquanto nos acomodávamos melhor.

Ao ver todos conversando como velhos conhecidos me surpreendi com a facilidade com que criavam laços.

A professora de Literatura entrou, nos entretendo por 50 minutos sobre poesia e romantismo.

Pode até ser exaustivo saber disso pela sei lá que vez, mas era nostálgico pra mim.

Romantismo me lembrava o século XVIII quando freqüentava as casas nobres da Itália.

Era uma época na qual me entretinha com rápidos namoros, desilusões, casamento.

A idéia casamento hoje em dia me passa batido, me casei duas vezes e nas duas vezes o resultado atenderá apenas as minhas expectativas nada mais.

A aula seguinte Química.

A melhor matéria que existe, porra nenhuma.

As duas aulas seguintes que nem me perco lembrando quais foram passaram-se sem muito interesse.

Alarme soou, os liberando para um tempo longe da sala.

-Ah – espreguiçou-se Elijah enquanto saiamos da sala – Quero comida.

-Cuidado para não ficar parecendo um rolinho primavera – alertou Aliel na sua voz ultra-agradável.

Ela virou a cara pra ele.

Pegamos nossa comida e nos sentamos numa mesa ao centro onde já estavam Dillan acompanhado de uma garota levemente esquisita.

Ela tinha o cabelo ruivo claramente tingido num corte channel, a pele clara com suaves manchas no rosto, talvez provocadas por espinhas, olhos azuis brilhantes e curiosos.

Não sabia dizer qual era seu tamanho, mas vi que era sem qualquer atributo físico além da barriguinha.

Vi apenas que usava uma babylook roxa.

O fato estranho é que ela estava com um copo na mão com um canudo na boca, bebia café.

Acho que ela teria sérios problemas se continuasse a ingerir cafeína desse jeito.

-Quem é a escândalo? – perguntou Elijah a olhando

A garota a olhou, depois se voltou para o lado esquerdo.

-Lohan – respondeu ela com o olhar cravado no trio Esqueleto Laura, Esme e Sabrina.

-Prazer – nós a cumprimentamos

-Digo o mesmo – disse ela rapidamente

Nisso Laura voltou seu olhar para Lohan que apenas deu outra sugada por seu canudo.

Olhei para Dillan e Bernad que tinha leves expressões preocupadas.

Ótimo.

Lá vem encrenca.

Notas finais
Mais tarde posto o resto, minha preguiça não deixa eu digitar os proximos cap.
:P
Beijos e se possivel deixem reviews, não mata e não faz mal.