Imortal

18 Capitulo 17 (FUGA)


Notas iniciais
Desculpem a demora. Mas acabei deixando para postar os capítulos antes do natal. Um presente para vocês.

Esme ja tinha levado Bella para cima.

Rosalie me encarou e subiu as escadas, eu a segui em silencio. Ela entrou no quarto e tirou as roupas.

— Vista. — Ela mandou.

Tirei as minhas roupas o mais rapido possivel depois vesti a calça jeans dela que ficou boa no comprimento, mas um pouco mais larga ja que ela tinha mais corpo que eu. Vesti sua camiseta e quando a encarei ela estava usando as minhas roupas.

Mesmo com as roupas largas ela conitnuava bonita.

Ela saiu e eu a segui, Alice estava esperando com uma pequena maleta. Alice e Esme carregaram Bella para baixo, Roslie desceu correndo e me deixou para tras. Desci as escadas o mais rapido possivel.

Emmett, Will e Edward estavam com malas penduradas nos ombros e prontos para sair, Carlisle entregou um celular para Alice e outro para Esme.

— Esme e Rosalie vão pegar a sua caminhonete Bella. — Carlisle falou.

— Alice, Calleb, Jasper, levem a Mercedes. Vocês vão precisar dos vidros escuros no Sul. — Eles assentiram.

— E o impala? — Perguntei.

— Vai estar guardado na garagem. Não se preocupe. — Carlisle falou. — Nós vamos com o Jipe.

Lancei um olhar para eles sem acreditar que isso estava acontecendo.

Eles iriam caçar um vampiro para nos salvar.

— Alice, eles vão morder a isca? — Carlisle perguntou.

Todos encararam Alice que fechou os olhos.

— Ele vai seguir vocês. A mulher vai seguir a caminhonete. Nós seremos capazes de partir depois disso.

— Vamos lá. — Carlisle seguiu para a cozinha.

Will me abraçou e eu comecei a chorar.

— Se algo acontecer a vocês... Nunca vou me perdoar. Vocês estão arriscando tudo por mim. — Murmurei abraçando forte seu corpo.

— Você é a coisa mais importante que existe para mim, Lizzie. Não posso viver em um mundo onde você não exista. Eu te amo! — Ele me beijou.

Will se afastou e foi embora com os outros. O silencio permaneceu ate que o celular de Esme vibrou.

— Agora. — Ela falou.

Rosalie saiu sem olhar para tras, mas Esme ainda tocou a bochecha de Bella depois a minha bochecha.

— Fiquem seguras. — Ela sussurrou.

Ouvi o barulho da caminhonete.

Eu nem vi o celular de Alice vibrar.

— Edward disse que a mulher está na cola de Esme. Eu vou pegar o carro. — Alice sumiu rapidamente.

Calleb ficou ao meu lado ele parecia querer me abraçar, passei meus braços pela sua cintura procurando algum apoio.

— Vocês estão erradas, sabe. — Jasper falou.

— O que? — Bella falou.

— Eu posso sentir como vocês se sentem no momento e vocês valem a pena.

— Não valho não. — Bella falou. — Se algo acontecer á eles terá sido por nada.

— Você está errada. — Ele sorriu.

Alice se aproximou e abriu os braços para Bella.

— Posso? — Ela perguntou.

— Você é a primeira a pedir permissão. — Ela ergueu Bella nos braços.

Calleb me encarou e eu fui para as suas costas. Eu me sentia melhor sendo carregada assim.

A caçada tinha começado.

Eu estava muito assustada para lembrar das coisas. Quando consegui dormir tive pesadelos e isso causou alguns danos ao meu redor por causa dos meus dons. Calleb me acordou durante a viagem ou eu poderia causar um acidente de carro.

Agora eu estava olhando pela janela do hotel onde estavamos.

Ja deviam ser de madruga e eu estava perdida encarando a noite lá fora. Tudo o que eu mais queria era voltar para casa. Mas agora eu não queria mais isso. E nem queria ter que voltar nessa situação.

Desde que tinhamos chegado eu so tinha tomado um banho e colocado uma calça jeans e uma camiseta branca qualquer. Não estava com muita vontade de nada então me sentei em uma cadeira e fiquei observando a janela.

Meus musculos estavam rigidos de ficar tempo demais parada.

— Que horas são? — Bella perguntou.

Lancei um olhar a ela que tinha acordado depois verifiquei meu relogio.

— 3 horas.

Ela levantou e seguiu ate a penteadeira para pegar sua bolsa de viagem.

— Posso entrar? — Alice perguntou.

— Claro.

— Parece que você poderia dormir um pouco mais. E você poderia dormir. — Ela me lançou um olhar e Bella balançou a cabeça.

— Posso causar um terremoto. — Murmurei.

Alice foi ate as cortinas e as fechou depois se virou para nós.

— Vamos precisar ficar aqui dentro.

— Tudo bem. — Bella falou com a voz rouca.

— Sede?

— Eu estou bem. E você?

— Nada que não possa ser arranjado. — Ela sorriu. — Eu pedi comida pra vocês está na sala da frente. Edward me lembrou de que vocês tem que comer mais frequentemente que nós.

— Ele ligou?

— Não. Isso foi antes de irmos embora.

Alice agarrou a mão de Bella e a conduziu para a sala de estar da suite, eu as segui.

Jasper estava sentado a mesa olhando as noticias da tv e Calleb estava sentado no sofa lendo meu livro.

Ergui uma sobrancelha tentando saber como ele havia achado meu livro.

Estava em cima da mala. Ele deve ter pegado quando fui tomar banho.

Bella sentou no chão e Alice no braço do sofa. Peguei um copo de leite e uma torrada depois me joguei no sofa ao lado de Calleb.

— Qual é problema, Alice? — Bella perguntou quanto eu ja tinha acabado de comer.

— Não há nada errado.

— O que nós fazemos agora?

— Nós esperamos Carlisle ligar.

— E ele já devia ter ligado? — Alice lançou um olhar para o celular. — O que isso significa? Porque ele não ligou ainda?

— Isso só significa que eles ainda não têm nada para nos dizer. — Jasper no segundo seguinte ja estava ao lado dela.

— Bella. — Jasper falou. — Você não tem nada com o que se preocupar. Você está completamente segura aqui.

— Eu sei disso.

— Então porque você está assustada?

— Você ouviu o que Laurent disse. — Ela sussurrou. — Ele disse que James era letal. E se alguma coisa der errado e eles se separarem? E se alguma coisa acontecer com algum deles, Carlisle, Emmett... Will... Edward... E se a fêmea machucar Esme... Como eu poderia viver comigo mesma sabendo que é minha culpa? Nenhum de vocês devia estar se arriscando por mim.

— Bella, Bella pare. — Jasper falou. — Você está se preocupando com as coisas erradas, Bella. Confie em mim, nenhum de nós corre risco. Você já tem coisas de mais com as quais se estressar, não adicione isso tudo á preocupações desnecessárias. Me ouça! Nossa família é forte. Nosso único medo é perder você.

— Mas porque vocês deveriam...

— Já faz um século que Edward está sozinho. Agora ele encontrou você... Você não consegue ver as diferenças que nós vemos, nós que temos estado com ele há tanto tempo. Acha que algum de nós vai querer olhar nos olhos dele pelos próximos cem anos se ele perder você?

— Ou olhar para o Will? — Calleb falou. — Eu conheço o meu irmão. Ele sofreu muito nessas decadas por causa da Lucille. Mas nós sabemos a diferença. O que ele tinha com ela, não chega nem aos pés do que ele tem com você. Se perder você... — Ele balançou a cabeça encarando o livro em suas mãos. — Ele não vai aguentar!

Eu levantei e fui para o quarto fechando a porta ao passar.

Eu não queria Jasper mexendo no meu humor. Não queria perder a culpa.

Não importa se é por um bom motivo ou não. Mas se algo acontecer ha alguns deles eu nunca iria me perdoar.

Quando consegui dormir o medo era tanto que eu tive pesadelos e Alice veio me acordar.

— Você iria começar um terremoto. — Ela explicou e eu pressionei os labios.

— Por quê isso tem que acontecer comigo?

— O que? — Ela perguntou.

— Alice existe uns 7 bilhões de pessoa no planeta por que logo eu tenho que ter essa maldição? Por que logo eu tenho que ser tão azarada a ponto de ter um vampiro sadico atras de mim?

— As vezes eu não queria ter visões.

— Nem sempre predizer o futuro é uma benção, as vezes é uma maldição. — Murmurei e ela assentiu.

— Mas por outro lado é bom. Saber antes o que vai acontecer. — Assenti. — Eu não poderia falar sobre isso com você por que não me lembro como isso começou. Mas posso dizer que temos que aprender a ver algo bom nas coisas, Lizzie. Você é incrivel. So precisa se controlar. Todos falam que nunca conheceram alguem como você. Tao evoluida e isso que você so ta no começo. O que mais você vai conseguir fazer? Não pense nisso como uma maldição.

Bella veio para o quarto e se jogou na cama ao lado. Ela abraçou as pernas e ficou como uma bola.

— Alice?

— Sim?

— O que você acha que eles estão fazendo?

— Carlisle pretendia levar o perseguidor tão longe para o Norte quanto fosse possível, esperar que ele se aproximasse e então encurralar ele. Esme e Rosalie deviam ir para o oeste enquanto a fêmea ainda estivesse atrás delas. Se ela fosse embora, elas deveriam voltar pra Forks pra tomar conta do seu pai. Então eu imagino que se eles não podem ligar, estão indo bem. Significa que o perseguidor está muito perto e eles não querem que ele os ouça.

— E Esme?

— Acho que ela já deve ter voltado pra Forks. Ela vai ligar se houver alguma chance de que a fêmea ouça. Espero que eles todos estejam apenas sendo cuidadosos.

— Você acha que eles estão a salvo, mesmo?

— Bella, quantas vezes teremos que te dizer que não há perigo pra nós?

— Contudo, você me contaria a verdade?

— Sim. Eu sempre vou te contar a verdade.

— Então me diga... Como é que você se tornou uma vampira?

— Edward não quer que eu te diga.

— Isso não é justo. Eu acho que tenho o direito de saber.

— Eu sei. — Ela suspirou. — Ele vai ficar extremamente zangado.

— Isso não é da conta dele. Isso é entre eu e você. Alice, como amiga, eu estou te implorando.

— Eu vou te contar o lado mecânico da coisa, mas nem eu mesma me lembro do que aconteceu e eu nunca fiz isso ou vi sendo feito então fique consciente de que só posso te contar o que eu sei na teoria. Como predadores, nós temos um excesso de armas em nosso arsenal físico, muito, muito mais do que aquilo que realmente necessitamos. A força, a velocidade, os sentidos aguçados, sem mencionar aqueles como Edward, Jasper e eu, que temos sentidos extras também. E então, como uma flor carnívora, nós somos atraentes para a nossa presa. — Ela sorriu. — Nós temos outra arma um tanto quanto supérflua. Nós também somos venenosos. O veneno não mata, é meramente incapacitante. Ele se espalha lentamente na corrente sanguínea, pra que, uma vez mordida, a presa sinta dor física demais para escapar. Um tanto quanto supérfluo, como eu disse. Se nós estivermos tão perto, a presa não vai escapar. É claro que sempre existem exceções. Carlisle, por exemplo.

— Então... O veneno é deixado lá pra se espalhar...

— Levam alguns dias para a transformação estar completa, dependendo de quanto veneno há na corrente sanguínea, de quão devagar o veneno entra no coração. Enquanto o coração continua batendo, o veneno se espalha, curando, mudando o corpo enquanto passa por ele. Eventualmente o coração para, e a conversão chega ao fim. Mas durante todo o tempo, durante cada minuto, a vítima estará desejando estar morta. Não é muito prazeroso.

— Edward disse que era uma coisa muito difícil de fazer... Não entendi muito bem.

— Nós também somos como tubarões, de certa forma. Quando nós experimentamos o sangue ou mesmo se tivermos apenas sentido o cheiro dele se torna muito difícil não se alimentar dele. Às vezes é impossível. Então veja morder alguém de verdade experimentar do sangue isso começaria o frenesi. É difícil para os dois lados a luxúria pelo sangue de uma lado a dor horrível do outro.

— Porque você acha que não lembra?

— Eu não sei. Pra todos os outros, a dor da transformação é a memória mais forte da vida humana. Eu não me lembro de como é ser humana. — Ficamos em silencio ate que Alice saltou de repente. — Algo mudou.

Ela foi ate a porta e Jasper ja tinha chegado com Calleb. Jasper colocou as mãos nos ombros dela e a guiou ate a minha cama, sentei cruzando as pernas.

— O que você vê? — Ele perguntou.

— Eu vejo um quarto. É longo e tem espelhos me todo lugar. O chão é de madeira. Ele está nesse quarto e ele está esperando. Há dourado... Uma faixa dourada por entre os espelhos.

— Onde é o quarto?

— Eu não sei. Está faltando alguma coisa, outra decisão que ainda não foi tomada.

— Quanto tempo?

— Em breve. Ele estará na sala dos espelhos hoje, ou talvez amanhã. Isso depende. Ele está esperando por alguma coisa. E está no escuro agora.

— O que ele está fazendo?

— Está assistindo tv... Não, ele está passando uma fita de vídeo no escuro em outro lugar.

— Você consegue ver onde é?

— Não, é escuro demais.

— E o quarto dos espelhos, o que mais há lá?

— Só os espelhos, e o dourado. E uma faixa, ao redor da sala. E há uma mesa preta com um grande som e uma TV. Ele está tocando um videocassete lá, mas ele não está assistindo como faz na sala escura. Nessa sala, ele só espera. — Ela focou os olhos em Jasper.

— Não há mais nada? — Ela balançou a cabeça.

— O que isso significa? — Bella perguntou.

— Significa que os planos do perseguidor mudaram. — Jasper falou. — Ele tomou uma decisão que vai guiá-lo ao quarto dos espelhos, e ao quarto escuro.

— Mas nós não sabemos onde esse quarto é?

— Não.

— Mas sabemos que ele não estará nas montanhas á Norte de Washington, sendo caçado. Ele vai enganá-los. — Alice murmurou.

— Devemos ligar? — Bella perguntou.

Antes que pudessemos fazer qualquer coisa o telefone na sala tocou, Alice saiu correndo e nós a seguimos.

Eles trocaram um olhar sério, estavam indecisos.

— Carlisle.

...

— Sim. — Ela lançou um olhar para Bella e eu.

...

— Eu acabei de vê-lo. — Ela descreveu o que viu. — O que quer que tenha colocado ele naquele avião... Está levando ele para aquelas salas.

...

— Sim.

...

— Bella? — Ela segurou o celular na direção de Bella que correu ate ele.

— Alô.

...

— Edward! Eu estava tão preocupada.

...

— Onde vocês estão?

...

— Eu sei. Alice disse que ele havia escapado.

...

— Eu vou ficar bem. Esme está com Charlie?

...

— O que ela está fazendo?

...

— E você tem certeza que Charlie está a salvo?

...

— Eu sinto sua falta.

...

— Então, venha pegá-la.

...

— Eu te amo.

...

— Sim, na verdade, eu posso.

...

— Eu estarei esperando. — Ela se virou para mim. — Lizzie.

Avancei rapidamente para o celular e virei de costas para os outros procurando um pouco de privacidade.

— Oi. — Murmurei.

— Esta bem? — Era reconfortante ouvir a voz de Will.

— Sim. E vocês?

— Bem. Não se preocupe. Charlie esta bem, Esme esta com ele. Rosalie esta cuidando da femea. Nós estamos voltando para Forks. Edward e eu vamos busca-las.

— Estou com muito medo, Will.

— Não se preocupe ele não vai tocar um dedo em você.

— Não estou com medo por mim. E sim por vocês. — Ele riu.

— Eu amo você sabia? Não se preocupe. Nada vai acontecer. Ok?

— Ok. Eu amo você. — Sussurrei e o celular ficou mudo.

Me virei para Alice que estava desenhando enquanto os outros estavam observando.

A sala era retangular e longa com uma sessão quadrada mais fina no final, placas de madeira estavam expostas em todo o chão. Nas paredes linhas entre um espelho e o outro. E na altura da cintura uma longa faixa. Fiquei branca.

— Ah meu Deus! — Murmurei.

Eu conhecia aquela sala por que eu fazia ballet ali.

E era aqui em Phoenix.