Imortal

12 Capitulo 11 (COPIA)


— Billy! — Charlie chamou assim que saiu do carro.

Segui para a porta com os outros atras de mim.

— Eu vou fingir que não vi você atrás do volante, Jake.

— Nós recebemos as carteiras mais cedo na reserva. — Jacob respondeu enquanto eu destrancava a porta e Bella ligava a luz da varanda.

— Claro que recebem. — Charlie riu.

— Eu preciso sair de alguma forma. — Billy respondeu.

Sua voz era como eu lembrava.

Charlie e Jacob tiraram Billy do carro e colocaram na cadeira de rodas. Estava chovendo muito.

— Isso é uma surpresa. — Charlie falou.

— Já faz muito tempo. — Billy comentou. — Eu espero que esse não seja um momento ruim. — Ele encarou Bella e eu.

— Não, está ótimo. Eu espero que você possa ficar para o jogo.

Jacob sorriu.

— Eu acho que esse é o plano, nossa TV quebrou na semana passada.

Billy fez uma careta para o filho.

— E é claro que Jacob estava ansioso pra ver Bella de novo. — Ele devolveu na mesma moeda.

Jacob fez uma careta e abaixou a cabeça. Lancei um olhar para Bella.

— Vocês estão com fome? — Bella perguntou seguindo para a cozinha e eu segui atras.

— Não nós acabamos de comer antes de vir pra cá. — Jacob respondeu.

— E você, Charlie? — Bella perguntou.

— Claro.

Bella estava cozinhando e eu estava fazendo minha lição de casa. Meus pés estavam me matando.

— Então como vão as coisas? — Jacob perguntou.

Eu nem tinha notado sua presença na cozinha.

— Muito bem. — Bella respondeu. — E você? Já terminou o seu carro?

— Não. — Ele fez uma careta. — Eu ainda preciso de partes. Nós pegamos aquele emprestado.

— Desculpa. Eu não vi nenhum... Como era mesmo o nome da peça que você estava procurando?

— Cilindro mestre. — Ele sorriu. — Tem alguma coisa errada com a caminhonete?

— Não.

— Oh. Eu só estava me perguntando por que você não estava dirigindo ela.

— Eu peguei uma carona com um amigo.

— Bela carona. Contudo eu não reconheci os motoristas. Eu achei que conhecia a maioria das pessoas daqui. — Bella assentiu. — Meu pai pareceu reconhecê-lo de algum lugar.

— Jacob, você poderia pegar alguns pratos? Eles estão no armário em cima da pia.

— Claro. — Ele pegou os pratos, mas não deixou passar. — Então, quem era?

— Edward Cullen.

— E Willian Cullen. — Respondi ja sabendo da sua reação.

Ele riu.

— Eu acho que isso explica então. Eu estava imaginando porque meu pai estava agindo tão estranho.

— É mesmo. Ele não gosta dos Cullen.

— Velho supersticioso.

— Você acha que ele vai dizer alguma coisa pra Charlie?

— Eu duvido. Eu acho que Charlie já deu uma bela lição nele da última vez. Eles não se falaram muito desde então hoje é uma espécie de reunião eu acho. Ele não deve falar nisso de novo...

— Oh.

Depois de comer eu me despedi do outros.

— Preciso dormir.

— Você chegou cedo hoje.

— Tive menos aulas hoje. — Menti. — Boa noite.

Eu estava mito cansada e com raiva. Willian tinha ultrapassado a fronteira. E eu não gostava de lembrar do passado.

Me joguei na cama e apaguei sentindo meus musculos relaxarem.

Bella foi quem me acordou, ela estava muito animada por que veria Edward.

E eu não sabia se Willian viria ou não me buscar hoje.

Me arrastei para fora da cama e fui tomar um banho.

Vesti uma calça jeans cinza, blusa de mangas comprida cinza, blusa de la cinza, casaco preto e calcei minha botas flat cano baixo.

Para a minha surpresa Willian estava me esperando quando sai de casa. Estava perto do evo segurando uma rosa vermelha.

— Me desculpe por ontem. — Ele murmurou.

— Tem coisas que você esconde de mim. E tem coisas que você não vai querer saber sobre mim. Eu não quero lembrar o passado. Não estou pronta para contar. — Ele assentiu. — E você não vai gostar da pessoa que eu era antes de vir para ca.

— Me desculpa?

— Se você me der tempo sobre esse assunto, sim. — Ele beijou meus labios e eu sorri pegando a rosa. — Obrigada.

— Quando é o seu aniversario? — Ele perguntou enquanto dirigia para a escola.

— Dia 25 de dezembro. No dia do Natal. — Ele pareceu impressionado.

— E as festas como eram?

— Loucas. Com uma mãe igual a minha so podia ser assim. — Ele riu.

— Bichos de estimação?

— Nunca fui muito fã de bichos. Ate por que eu não parava em casa então não tinha tempo de cuidar e Bella e Renee eram pessimas nisso.

— Você e Bella tem a mesma idade não é?

— Você não sabia disso?

— O povo comenta. — Ele murmurou se me encarar e eu bufei.

— Fofoqueiros.

— Não precisa falar disso.

— No dia do Natal me largaram em uma cesta na porta de Charlie. Não havia nada alem de um bilhete com o meu nome escrito. Elizabeth.

— Eu sinto muito.

— Eu não. Apesar de tudo amo Charlie e Renee. Eles me criaram. Me deram seus sobrenomes. Amor e carinho. Não tenho laço de sangue, mas isso não importa Will.

No refeitorio Camille e Sarah foram sentar com nós. Não me importei com isso. Dos irmãos dele eu sabia que elas eram as unicas que gostavam de mim. Eu podia arriscar que Calleb tambem gostasse.

Não poder ler a mente deles era um saco.

— Calleb, Alice e Edward irão sair para caçar. — Camille avisou.

— Calleb vai junto? — Will perguntou.

— Sim, ele decidiu ja que vai ficar em casa no sabado. E Edward convidou Alice para ir junto. — Ela deu de ombros e ele assentiu.

— Eu vou de noite. — Willian comentou. — Não quero passar muito tempo sem caçar.

Camille trocou de assunto e eu lancei um olhar aos meus amigos. Eu sentia um pouco de falta deles.

No intervalo para a ultima aula me apressei para conversar com os meus amigos.

— Sumida. — Peter falou sorrindo.

— Tambem com aquele namorado. — Jennifer comentou sorrindo e os meninos reviraram os olhos.

— Divirtam-se no baile. — Falei e as meninas sorriram.

— E você vai hoje viajar? — Derek perguntou.

— Não consegui comprar a passagem. — Respondi.

— Vai ir ao baile com o Cullen? — Ele perguntou.

— Não. Vou ficar em casa e Willian vai viajar com seus irmãos. — Menti. — Então divirtam-se por mim.

Hoje fui sozinha para Port Angles. E cheguei tarde em casa.

— Sabe pai... — Bella quebrou o silencio do jantar.

— O que foi Bella?

— Eu acho que você está certo sobre Seattle. Acho que vou esperar até que Jéssica ou outra pessoa possa vir comigo.

— Oh. Oh tudo bem. Então você quer que eu fique em casa.

— Não pai, não mude seus planos. Eu tenho um milhão de coisas pra fazer... Dever de casa, lavar a roupa... Eu preciso ir á biblioteca e ao supermercado. Eu vou ficar fora o dia todo... Vá e se divirta.

— Você tem certeza?

— Absoluta pai. Além do mais o estoque de peixe está ficando perigosamente baixo nós só temos um estoque para dois ou três anos.

— Com certeza é fácil conviver com você, Bella. — Ele sorriu.

— Eu acho que posso dizer o mesmo de você. — Bella falou sorrindo.

— E você, Lizzie?

— Eu gosto de conviver com você. — Falei e ele riu.

— Estava falando do final de semana, mas é bom saber disso. — Sorri.

— Mesmos planos sair com Camille Cullen. — Ele assentiu. — Boa pescaria.

Coloquei meus pés de molho em uma agua quente e fiz massagem neles antes de dormir, passei uma pomada nos calos depois me joguei na cama.

A semana tinha sido longa. Muito longa.

Quando eu acordei Charlie ja tinha saido e Bella estava agitada pela casa. Calcei minha pantufa de coelho rosa e desci as escadas indo para a cozinha. Meu pijama era uma calça e uma camiseta de mangas compridas. Nada revelador demais.

Vi quando Edward bateu na porta.

— Ate mais! — Bella gritou.

— Divirta-se! — Gritei de volta e a vi fechando a porta.

Comi meu cereal calmamente depois lavei a louça e arrumei a cozinha, subi as escadas e fui para o meu quarto. Procurei alguma roupa para vestir.

Estava mais quente. O sol finalmente estava saindo de tras das nuvens.

Vesti uma saia cinza com renda, blusa de alcinha branca, cardiga comprido rosa claro e calcei minha sapatilha prata. Prendi minha franja para cima e peguei um casaco cinza.

Desci as escadas e sai de casa. Estava um clima bom.

Dirigi ate a mansão dos Cullen mais aliviada por so estar Esme, Camille, Sarah, Calleb e Willian em casa.

Seria mais facil.

Willian estava me esperando na porta quando cheguei. Ele beijou meus labios e passou o braço pelos meus ombros.

— Bom dia. Dormiu bem?

— Estou muito cansada. — Murmurei. — Meus pés estão me matando. — Ele sorriu beijando minha bochecha.

— Acho que isso é coisa do ballet.

— Ossos do oficio. — Ele sorriu abrindo a porta para entrarmos.

— Esme esta preparando o almoço. Podemos conhecer a casa?

— Ok. — Murmurei.

Ele me mostrou cada canto da casa. Admito que fiquei impressionada com o piano de calda. Toquei nele como se fosse algo precioso. Na verdade era precioso. Era belo e extremamente caro.

— Você toca?

— Aprendi algumas coisas. Minha mãe deu um teclado para nós. Com o tempo ela viu que eu tinha talento. Conseguiu pagar algumas aulas e eu aprendi o basico. Mas o dinheiro era curto e eu gostava de dançar ballet. Então tinha que escolher uma das duas.

— E escolheu o ballet? — Assenti.

— Depois consegui um pouco de dinheiro ganhando algumas competições então consegui pagar por mais algumas aulas. Mas não ter um piano não ajudava muito.

— Toca alguma coisa?

Sentei e comecei a tocar A Thousand Years da Cristina Perri. Não era uma musica classica, mas eu amava essa musica.

Ele cantarolou ela no meu ouvido e eu sorri. Fechei os olhos sentindo as notas passarem por dentro de mim e os versos cantados baixinho por Willian com certeza tinham me tirado da realidade.

Parecia que eram só nós dois naqueles 5 minutos. Abri meus olhos e o encarei, ele estava me encarando. Seus olhos azuis olhando dentro da minha alma.

Como eu o amava!

— Você é... Tão... Linda.

Essa palavra. Como eu a odiava. Eu sabia que era bonita. Mas odiava ser bonita.

Quebrei nosso contato visual e encarei as partituras em cima do piano.

— Por que você não gosta de ouvir a verdade? — Ele perguntou e eu o encarei.

— Por que essa verdade é um tormento. — Baixei meus olhos para as minhas mãos.

Ele segurou meu queixo me obrigando a encara-lo.

— Vamos subir? — Ele mudou de assunto.

Não queria me precionar e eu o agradeci mentalmente por isso. Beijei seus labios antes de levantar.

Seguimos para o seu quarto e eu me surpreendi. Não tinha uma cama. So um sofa de couro preto, inumeros livros e cds nas paredes perto de um microsystem.

— Acho que eu devia imaginar que não tinha cama. — Ele sorriu.

Fui ate o microsystem e mexi vendo que cd ele andou escutando. Esperava uma musica classica, mas era uma musica envolvente. Calma. Facil de dançar.

Mas tudo desmoronou quando eu vi algumas fotos coladas na parede. Me aproximei rapidamente notando que era Willian e Lucille. O problema é que Lucille era identica a mim.

Seus cabelos eram mais ondulados que os meus, mas tão castanhos escuros quanto os meus. Seus olhos estavam negros em algumas fotos em outras estavam dourados. E mesmo sua pele sendo mais palida que a minha. Ela era igual a mim.

O mesmo formato de rosto. O mesmo formato de corpo magro.

Oh meu Deus!

Eu era uma copia da vampira morta dele.

Lancei um olhar a Willian que estava me encarando.

— Quando iria contar? — Perguntei furiosa.

— Ninguem nunca tinha visto algo assim.

— Você me acusou de querer você por que não conseguia ler a sua mente. E você! Que esta interessado em mim por que sou a copia da sua vampira morta! — Praticamente gritei sentindo meus olhos encherem de lagrimas e transbordarem. — É como se você estivesse ganhando a sua segunda chance não é?

Que raiva!

— Lizzie, se acalme. Eu nunca disse isso...

— Você nunca disse nada!

— Eu não quero você por que é parecida com a minha ex mulher. Não sei o motivo por querer você. Eu te odiei no primeiro momento. Era como se você tivesse vindo me atormentar! Seu olhar bravo. Seus labios pressionados. Você me atormentou dia e noite. Ate que eu cansei de lutar contra. Quanto mais eu me afastava mais eu queria estar perto de você. Ver como era sua personalidade. E você não tinha nada da Lucille. Você era o meio termo perfeito. Era timida e ao mesmo tempo decidida. Com um enorme coração. Destemida. Apesar dos seus medos você enfrentava o que tinha que enfrentar. Você tem razão é como se eu tivesse ganhado a segunda chance. Mas não por você ser parecida com ela. E sim por que eu me apaixonei de novo. Não pela sua aparencia. E sim por você. Pela sua personalidade. Talvez você não entenda. Mas você é a coisa mais importante que eu tenho agora. Um motivo para continuar vivendo.

Ele ficou em silencio e eu me abracei virando para o vidro da parede olhando as arvores lá fora.

— Isso é uma coisa que vai estar sempre entre nós. Eu nunca vou superar isso. — Murmurei.

— Com o tempo vamos superar isso sim. — Ele tocou meu braço me virando. — Não quero você por se parecer com a Lucille. Vocês são duas pessoas diferentes. Eu sei a diferença. E quero uma chance de mostrar isso.

— Não sei. — Murmurei.

Ele me abraçou e beijou meus cabelos, abracei sua cintura e senti o cheiro da sua camisa.

— Não quero perder você. — Ele murmurou e eu o encarei. — Eu te amo, Lizzie.

Seus labios vieram para os meus e nós nos beijamos calmamente. Fechei os olhos torcendo para que eu fosse forte o batante para isso.

— Ta na hora do... Ops. — Camille entrou no quarto fazendo a gente se afastar. — O almoço ta pronto. — Ela sorriu e saiu fechando a porta.

Ela estava feliz por ver que nós estavamos juntos mesmo. Ela não conheceu Lucille. E gostava de mim.

Lancei um olhar a Willian que estava me encarando e eu sorri antes de seguir para fora do quarto.

Respirei fundo no corredor. Acalmando meu coração.

Descemos as escadas e fomos para a cozinha.

— Mas eu ja peguei a roupa. — Camille estava falando.

— So esqueceu do principal. — Calleb rebateu.

— O que?

— Me convidar. — Ele revirou os olhos como se fosse obvio.

— Mãe! — Camille se virou para Esme que estava arrumando a mesa e rindo.

— Camille, tinha que ter convidado ele. Ou avisado pelo menos.

— Eu esqueci. Calleb, por favor. É o meu primeiro baile de escola.

Calleb suspirou.

— Ok. — Ele murmurou saindo da cozinha.

— Oba! — Camille bateu palmas feliz e eu ri da sua animação.