Imortais

1 O Caso mais estranho de todos.


P.O.V. Hank.

De todos os casos Wessen que já pegamos esse é o mais estranho de todos. Parece que Jack, o estripador está de volta.

Então aparece uma mulher apavorada na delegacia. Ela tinha sangue escorrendo pela boca e usava um vestido da época dos romanos. Seus cabelos estavam totalmente descabelados.

–Eu não sei. Eu já disse que não sei! Me deixem em paz tá bem? Estou fazendo o que posso!

Ela tampava os ouvidos.

–Parem de falar.

A moça se apoiava nas paredes, ela rodava e se batia nas coisas.

–Eu mandei pararem de falar!

–Ei moça!

Ela se virou para Wu o analisou de cima a baixo e perguntou:

–Você é real?

–Você é?

–Shh! Fiquem quietos! Não depende de vocês!

–Melhor levarmos ela para um psiquiatra.

–Não. Eu sei quem é que está matando os seres sobrenaturais. Seu nome não é Jack, é...

–É...

–Quem é você?

–Você pode me ver?

–É claro que eu posso eu não sou cega eu tenho olhos. Ou está morta? Fico tão confusa, não percebo a diferença entre vivos ou mortos.

–Você é médium?

–Eu sou a âncora para o outro lado. Eu consigo ver tudo!

–O outro lado?

P.O.V. Amara.

Eu vi ela aparecer.

–Eu estou pronta.

–Não por favor não.

–Me desculpe, mas eu tenho que passar.

Então veio a dor. Era tão doloroso senti o corte na garganta dela e o sangue que me fez engasgar.

–Ei moça? Moça!

–Eu sei que vocês conhecem uma bruxa. Preciso que ela faça um feitiço para mim.

–Uma bruxa?

–Se não tiverem uma bruxa serve uma hexenbiest.

–Hank, vai chamar o Nick.

–Tá.

P.O.V. Nick.

Eu estava na sala do capitão quando o Hank entra.

–O Nick. Você tem uma visita.

–Uma visita?

–Ela sabe sobre as Hexenbiests. Acho que devia conversar com ela.

Cheguei na sala e a moça olhava para todos os lados. E quando Wu tocou nela ela gritou.

–Calma.

–Não me toque. Não me toque tá bem? Por favor não.

–Ei.

Ela olhou pra mim. E fez uma cara... como se estivesse vendo um fantasma.

–Silas?

–Não. Sou Nicholas Burkhart.

–Me desculpe é que... você é igual a ele. Acho que nunca vou me acostumar com isso.

–Qual é o seu nome?

–Amara.

–Prazer conhecê-la.

Estendi a mão pra ela, mas ela não pegou.

–Então tá. Como sabe sobre as Hexenbiest?

–Eu sei de muitas coisas. Me ajude a me livrar dessa maldição e terei prazer em responder todas as suas perguntas.

–Como?

–Me leve até uma delas e eu lhe direi o que fazer.

–Tudo bem. Vamos lá.

Quando parei em frente ao carro ela perguntou:

–O que está fazendo? Temos que encontrar a Hexenbiest!

–E vamos. Entra ai.

Eu entrei e ela também.

–O que é isso?

–Isso o que?

–Essa coisa em que nós entramos.

–É um carro.

Quando o carro começou a andar ela perguntou:

–Como está fazendo isso? Eu não vejo cavalos e mesmo assim essa coisa anda.

–Tá falando sério?

–Estou. Á propósito, em que ano estamos?

–2016.

–Então eu fiquei naquela caixa por dois mil anos. E onde estamos?

–Portland. Estados Unidos da América.

–Nunca ouvi falar. Eu vim da Grécia. A Grécia ainda existe?

–Sim. Chegamos.

Eu sai, mas ela não conseguiu abrir a porta.

–Me tira daqui!

Ela bateu no vidro com tanta força que ele quebrou.

–Ai.

Ela saiu pelo vidro quebrado sem se importar com os cortes. Então começou a arrancar o vidro de dentro das feridas e eu não consegui acreditar no que estava vendo.

As feridas dela cicatrizavam em questão de segundos. Segundos!

–Onde ela está?

–Por aqui.

Ela explicou a Adalind o que ela deveria fazer e ela fez, mas em troca Amara lhe deu um saco de moedas de ouro.

–Pronto. Não sei se funcionou.

–Funcionou.

–Como pode saber?

–Eles sumiram. Agora que não sou mais a âncora eu só vejo aqueles que estão deste lado.

Ela sentou e respirou aliviada.

–Vou levar você para a Rosalie.

–O nome dele é Stefan. Ele também é um duplicata, mas ele é um vampiro duplicata.

–Vampiros? Sério mesmo?

–É.

Eu a levei para Rosalie que ficou responsável por ela.

P.O.V. Rosalie.

Não acredito que estou na presença da primeira imortal do mundo.

–Eu quero tomar banho.

–Ótima ideia.

–Qual é o seu nome?

–Amara.

Tive que ensina-la a usar o chuveiro e todas as outras coisas. Eu praticamente dei banho nela.

–Vem, vou colocar umas roupas em você.

Depois que a vesti arrumei o cabelo dela. Ela se assustou com o secador de cabelo, mas no fim o resultado foi incrível. Ela ficou maravilhosa.

–Caramba! Que diferença.

Passei gloss nos lábios ressecados dela, fiz suas unhas e a vesti com roupas limpas. Passei perfume e desodorante nela.

–Obrigado. Está fazendo por mim o que eu fazia por Qetsyah.

–Quem?

–Ela era minha Domina. Eu cuidava dela, lhe dava banho, arrumava seus cabelos, a vestia e cuidava de suas roupas. Eu era criada dela.

–Sei.

–Eles precisarão de estacas. Muitas estacas.

–Sei.

–Se tirarem o anel do dedo dele ele vai queimar.

–Vou passar o recado.

–Não. Vou até lá.

Enquanto eu processava a informação ela já estava na porta.

–Não pode sair sozinha!

Ela já tinha sumido.

–Porcaria. O Nick vai me matar.

P.O.V. Nick.

Estava trabalhando na delegacia quando ela entra pela porta e diz:

–Vocês vão precisar de estacas. Se tirarem o anel do dedo dele o sol vai fazer o trabalho e ele vai queimar de dentro pra fora.

–O que?

–Estou te ensinando a matar um vampiro sua besta! E vão precisar de Verbena. Muita verbena.

–Verbena?

–É uma erva! Vai enfraquece-lo o suficiente para você matá-lo. Devo avisar que ele tem um irmão e com certeza o irmão vai interferir, os Salvatore sempre cuidam um do outro. Eles estão sempre brigando, mas quando um está enrascado o outro sempre aparece para ajudar. Tem sido assim a 145 anos.

–Tá. E como acabamos com o irmão?

–Damon vai ser mais difícil de matar. Ele mantém uma dieta estável de sangue humano e bebe verbena todos os dias á 145 anos o que o fez desenvolver uma certa tolerância.

–Vamos. E use balas de madeira.