Immortals: O Livro da Magia

3 O Expresso de Hogwarts


Maxine olhou para a frente, esparramando-se no banco. A porta da cabine se abriu; um garoto loiro entrou, seguido por um de cabelo castanho, os dois riam alto, e pararam ao olhar para ela. O sorriso dos dois diminuiu para uma linha constrangida, ambos se sentaram de frente para ela, desconfortáveis, sem saber o que dizer. No entanto, não se passou muito tempo para o loiro assumir um sorriso convencido e se pronunciar:

― Então, é seu primeiro ano também?

― Aham. – Ela disse sem se importar muito, retirando Nyx da gaiola.

― Eu sou Draco Malfoy. Esse é meu amigo Theodore Nott. – Max acenou para o garoto de cabelos castanhos, que sorria comedido, embora cordial.

― Maxine Snow, mas podem me chamar de Max.

― A qual casa pretende ir?

― Hum...

― Eu com certeza vou para a Sonserina, como meus pais, os pais de Nott também eram de lá, e os seus?

Max olhou de um para o outro, confusa.

― Não sei, não tenho pais.

O silêncio predominou a cabine assim que suas palavras se assentaram entre eles. Theodore soltou um suspiro e passou a olhá-la de forma diferente, transparecendo compreensão, enquanto Draco ficava constrangido. Após uns bons minutos, Theodore se pronunciou.

― Nos desculpe por isso, não sabíamos.

― Tudo bem, vocês não tinham como saber, afinal, eu acabei de contar.

― Você não sabe nada deles? – Draco perguntou cauteloso e Theodore deu um tapa na cabeça do loiro.

― Ignore ele. Ele não entende essas coisas. – Max o olhou intrigada – Perdi minha mãe, há algum tempo.

― Sinto muito.

― Tudo bem.

Os dois sorriram cúmplices.

― Não me excluam desse clubinho de órfãos só porque tenho meus pais ainda!

Max riu, e Nyx saiu de seu colo em um bocejo alto, pulando para o banco da frente, deitando-se estirado por cima das pernas dos dois garotos.

― Acho que ele gostou de vocês.

― Ele é bonito. – Draco comentou, mas os olhos estavam presos no dela; olhos que ela percebia serem de um lindo tom azul claro, quase da cor do gelo.

― Qual o nome? – Theo indagou, coçando as orelhinhas do gato.

― Nyx. – Os dois olharam intrigados para ela, que deu de ombros – É o nome de uma divindade grega que gosto muito.

― É mesmo?

― Sim, ela é considerada a personificação da noite, simboliza a beleza noturna, deusa da morte, rainha dos astros noturnos, patrona das feiticeiras e bruxas.

― Nunca tinha ouvido falar, parece ser bem interessante. – Theodore ressaltou sob a concordância de Draco.

― Ela é muito interessante. Agora se eu for pensar bem, entendo porque sempre senti essa ligação com ela. – Max coçou a nuca em ponderação – Nunca parei para reparar nisso, afinal, não sabia que era uma bruxa.

― Você não sabia que era bruxa?! – Draco perguntou espantado.

― Não. – Negou calmamente – A Profa. McGonagall me encontrou nesse verão e me contou. Foi uma surpresa bem legal.

― Mas seus pais eram bruxos, não eram?

― Não tenho como saber, acho que sim, talvez. – Draco e Theo se entreolharam, e Max estranhou isso. – Tem algum problema nisso? Tipo, todos tem família de bruxos?

O sorriso de Theo retornou ao seu rosto, dando a ela um olhar calmo e gentil.

― Não, não há problema nisso. – Theo respondeu ela.

― Theo...

― Não há problema nenhum. – Theo repetiu, olhando duramente para o amigo, que deu de ombros por fim – Há famílias que são bruxas e outras que não são. Minha família foi inteiramente completa por bruxos, a de Draco também.

― Nossa, que legal! Como é?! Vocês têm brinquedos flutuantes ou algo do tipo?

Os dois sorriram como se a sombra da revelação de Max finalmente tivesse se dissipado e começaram a contar das coisas com que cresceram. Sobre a vida deles enquanto cresciam, sobre quadribol, o esporte dos bruxos, sobre a casa e as famílias. Draco a princípio parecia hesitante em conversar com ela daquela forma, mas logo estava rindo e compartilhando suas experiências também. Por volta do meio dia apareceu uma senhora com um carrinho de doces, e Draco comprou vários de cada depois de notar o quanto a menina ficou fascinada pelos doces, e compartilhou com ela, apesar de sua resistência.

― Desculpem, mas vocês viram um sapo?

Eles se viraram para a porta quando a pergunta seguiu à batida da cabine. Era um menino choroso com o rosto redondo. Draco assumiu uma carranca de desdém, enquanto Theodore revirava os olhos, mas foi Maxine que respondeu sorridente.

― Não, nenhum sapo por aqui.

Ele soltou um som lamurioso alto e se atrapalhou para sair, sussurrando atrás de si.

― Se você vir ele...

― Eu entrego a você.

Ele assentiu e saiu, libertando uma risada alta de Draco. Um grupo apareceu um pouco depois, e Theo a apresentou a eles. Pansy Parkinson, uma garota com cara de buldogue, Crable e Goyle, dois gorilas imensos. Pansy lançou um olhar entojado a ela, que arqueou as sobrancelhas e se divertiu com aquilo, que diabos ela tinha feito à garota para trata-la daquele jeito? Os gorilas não pareciam muito melhores que a buldogue, tinham zero capacidade cerebral, e viviam babando ovo do Draco.

Max achou aquilo ridículo.

― Vem Max. – Draco se levantou, estendendo a mão para ela que aceitou com prazer após ver a cara de desaponto da buldogue – Vou te mostrar o trem e te apresentar a outras pessoas.

A dupla saiu pela porta da cabine, seguidos pelos dois gorilas como se fossem seguranças. Draco parava em algumas portas, mostrando algumas pessoas que conhecia, outras nem se importava em apresentar. Estavam no meio do trem quando escutaram uma conversa que prendeu a atenção do loiro:

― Você soube? Harry Potter está na cabine lá no fundo. – Eles escutaram uma conversa que saía de uma das cabines – Tipo, Harry Potter!

― Vamos, Max. Preciso ver isso por conta própria.

Draco a puxou pela mão e a arrastou pelo trem. Max o seguiu confusa.

― Quem diabos é Harry Potter?

― O garoto que derrotou Você-Sabe-Quem.

― Eu sei quem? – Draco olhou para trás e riu com um brilho no olhar.

― O Lorde das Trevas. Um dos maiores bruxos das trevas que já existiram, houve uma grande guerra por culpa dele, e Harry Potter é menino que o derrotou.

― Como se derrota um bruxo das trevas?

― Ninguém sabe. Quer dizer, ninguém sabe como ele derrotou o Você-Sabe-Quem.

― Porque diz isso? Eu-Sei-Quem?

― Não se falava o nome dele. Ele é chamado de Você-Sabe-Quem ou então Aquele-que-Não-deve-ser-nomeado.

― Mas que coisa ridícula! – Max franziu o cenho – Vocês têm medo de um nome?

― Ele foi poderoso, aqueles que ousavam dizer seu nome caíam mortos.

Max ponderou sobre aquilo. Ela não conhecia nada de magia, isso poderia ser possível? Sim. Mas parecia com as pirraças que fazia no orfanato para pôr medo nos mais novos, uma forma de fazer eles terem medo dela, uma brincadeira de criança irritante e chata.

― Isso é ridículo.

― É a verdade.

― Continua sendo ridículo.

Draco riu mais uma vez e parou na frente de uma cabine, a abrindo de uma vez. Como ele sabia que aquela era a cabine certa, Max nunca saberia, mas ao se soltar e ficar um pouco para trás, o loiro já foi dizendo:

― É verdade? – perguntou. – Estão dizendo no trem que Harry Potter está nesta cabine. Então é você?

― Sou.

Max olhou por trás dos descerebrados, jogando a cabeça para dentro da cabine. Era um garoto um pouco alto, franzino, cabelos rebeldes e uma cicatriz de raio na testa, com um óculos remendado por uma fita. Se parecia com uma criança de orfanato, e tinha lindos olhos verdes. Max sorriu, acenando em cumprimento, mas ele só olhava desgostoso para Draco, o que a intrigou.

― Ah, este é Crabbe e este outro, Goyle, essa é a Max – apresentou o garoto pálido displicentemente, notando o interesse de Harry. – E meu nome é Draco Malfoy.

Um ruivo que só agora Max percebia estar presente, soltou uma risadinha disfarçada e Draco se empertigou, o nariz empinado.

― Acha o meu nome engraçado, é? Nem preciso perguntar quem você é. Meu pai me contou que na família Weasley todos têm cabelos ruivos, sardas e mais filhos do que podem sustentar.

Max olhou desgostosa para Draco, que não prestou atenção nela, pois se virava novamente para Harry.

― Você não vai demorar a descobrir que algumas famílias de bruxos são bem melhores do que outras, Harry. Você não vai querer fazer amizade com as ruins. E eu posso ajudá-lo nisso.

Draco estendeu a mão para apertar a de Harry, mas Harry não a apertou.

― Acho que sei dizer qual é o tipo ruim sozinho, obrigado – Harry disse com frieza.

Max bufou uma risada, pronta para sair dali. Draco foi tão legal com ela na cabine, e estava sendo um completo babaca com esses dois, agindo como um idiota.

― Eu teria mais cuidado se fosse você, Harry – Max escutou Draco dizendo. – A não ser que seja mais educado, vai acabar como os seus pais. Eles também não tinham juízo. Você se mistura com gentinha como os Weasley e aquele Rúbeo e vai acabar se contaminando.

Ela voltou com tudo, ignorando a conversa que seguia e deu um cocorote na cabeça do loiro.

― Ei, Max!

― Não seja idiota! Não é assim que se fala com os outros!

― Eu estou falando a verdade.

― Pois fale essa verdade bem longe de mim!

― Aiiiiii!

Max e Draco se viraram e ela logo explodiu em gargalhada. Um rato velho havia mordido o dedo de Goyle, os dentinhos enfiados nas juntas do idiota. Crabbe e Draco se afastaram e Goyle se sacudiu, girou, gritando, tentando se soltar do rato enquanto Max ria largamente. Quando o rato finalmente se soltou e bateu na janela, os três saíram correndo dali, mas Max não os seguiu, ela entrou na cabine ainda rindo, e se abaixou para pegar o rato entre as mãos, com cuidado.

― Você é meu novo herói.

Max podia jurar que os olhos do rato brilharam ao olhar para ela, podia jurar que ele havia aberto a pequena boquinha, mas era só um rato, diferente dos outros ratos que já viu, mas só um rato. Ela entregou o rato ao ruivo, que a olhava curioso e sorriu para ele e para Harry:

― Eu sou Maxine, sinto muito por aquele idiota.

― Você estava com o idiota. – Harry disse, encabulado ao se sentar.

― Não sabia que ele era babaca assim. – Deu de ombros e se virou para sair da cabine.

― Ele voltou a dormir. – O ruivo exclamou, em tom incrédulo. – Ele só faz dormir!

― Ele foi bem maneiro! – Ela disse, e o ruivo a olhou ficando tão vermelho quanto seu cabelo – Depois de Nyx, ele é agora meu bichinho favorito.

― Jura?

― Juro. Vejo vocês mais tarde.

Ela saiu da cabine e atravessou o trem de volta para o seu lugar. Se sentia estranha. Draco foi um completo babaca, ela não gostava de gente assim, nem um pouco, isso queria dizer que na primeira oportunidade faria a mesma coisa com ela. Ela não tinha interesse em andar com um bully. Ela poderia aprontar algumas pegadinhas, mas nunca fazia nada que humilhasse outras pessoas.

Voltou para a cabine alheia a tudo e sorriu por encontrar apenas Theo, lendo um livro e com Nyx ainda no colo. Max se sentou de frente para ele e bufou olhando pela janela. O menino olhou por cima do livro, intrigado.

― O que foi?

― Draco é um idiota.

― O que ele fez dessa vez?

Ela narrou o que presenciou, as asneiras que o loiro disse sem hesitar.

― Normal. – ele se limitou no comentário.

― Normal?!

― Draco é assim, não ligue muito para isso.

― Como posso não ligar?!

― Ele é um cara legal com quem considera amigo.

― E os outros que se explodam?!

― Não, ele é indiferente aos outros. Não leve a sério o que ele diz, é da boca pra fora.

Max revirou os olhos e voltou a olhar pela janela, vendo a tarde passar.

― Vamos, temos que trocar de roupa, estamos chegando.

Maxine suspirou e abriu o malão, pegando seu uniforme.

Ela já estava vestida quando outra batida soou na porta da cabine. Eles não tiveram tempo de dizer nada antes que uma menina irrompesse pela porta, com o queixo erguido em conjunto ao nariz empinado.

― Viram um sapo? Um menino chamado Neville o perdeu. – Maxine arqueou as sobrancelhas com o tom mandão dela.

― Não, não vimos. – Theo murmurou impaciente, mas a menina sacudiu a cabeleira cheia e empinou ainda mais o queixo, aparentemente sem se importar que isso ressaltasse seus dentes grandes.

― Se virem...

― Já dissemos a ele que não vimos e se tivesse visto já teria devolvido. – Max a cortou com irritação, erguendo uma das sobrancelhas – Mais algum problema?

― Não.

A garota deu de ombros e saiu da cabine como um vendaval, aparentemente aborrecida por ter sido interrompida por Max. Ela não se importou, apenas revirou os olhos e voltou a fechar o malão quando a voz soou pelo trem:

― Vamos chegar a Hogwarts dentro de cinco minutos. Por favor deixem a bagagem no trem, ela será levada para a escola.

Max engoliu seco, nervosa. Theo não parecia estar em um estado melhor que o dela, e os dois trocaram olhares inquietos; Foi preciso que Nyx se esfregasse nas pernas deles para que o menino soltasse um suspiro alto e desabafasse impulsivamente:

― Meu pai... ele espera muito de mim... demais... se eu o desagradar... ele pode me punir...

Maxine o olhou discretamente, e sorriu gentilmente.

― Eu não estou vendo ele aqui. Você está?

Theo a encarou, estupefato, um sorriso relaxado ameaçava quebrar a tensão de seu rosto.

― Ainda assim...

― Como ele não está, não há como desagradá-lo. – Max se endireitou ao terminar de amarrar os cadarços, e com as mãos na cintura ergueu o queixo desafiadoramente – Como ele não está, não há como ele tocar em você. Além do mais, ele não vai saber de nada do que você faz. Ele não está aqui.

Theo continuou a olhar para Maxine de forma impassível por alguns instantes. Quando enfim o trem parou, ele sorriu e acariciou a cabeça de Nyx com os ombros relaxados. Maxine sorriu, abriu a porta do vagão e esperou por ele por alguns segundos antes que saíssem juntos do trem, sem conversar mais. Ela sabia o que Theo estava sentindo, sabia o peso que deveria estar nele, conhecia a dor.

Mas não deixou de se perguntar que tipo de pai faz algo assim?

Maxine tomou a dianteira, empurrando para os lados os corpos que lotavam as saídas, ignorando as reclamações de sua falta de educação.

― Esse povo não sabe andar não?

Theodore ria com suas imprecações, e ao chegarem do lado de fora, uma luz alta seguiu uma voz contundente.

― Alunos do primeiro ano! Primeiro ano aqui!

Maxine sorriu ao puxar a mão de Theo e se espremer para alcançar a voz. Foi com um susto que achou o homem mais alto que já havia conhecido, barbudo e com um olhar bondoso que a relaxou; ele parecia gentil, embora tivesse altura para ser um gigante dos contos de fadas, como em João e o pé de feijão. Max se preparou para comentar isso com Theo, mas foi interrompida quando todos começaram a andar em sincronia pelo caminho ingrime e estreito, escuro demais.

― Vocês vão ter a primeira visão de Hogwarts em um segundo – O gigante gritou por cima do ombro –, logo depois dessa curva.

Ouviu-se um Aooooooh muito alto ecoado por Max.

O caminho estreito se abrira de repente até a margem de um grande lago escuro. Encarrapitado no alto de um penhasco na margem oposta, as janelas cintilando no céu estrelado, havia um imenso castelo com muitas torres e torrinhas.

― Só quatro em cada barco! – gritou ele, apontando para uma flotilha de barquinhos parados na água junto à margem.

Max viu Draco acenar animadamente para ela quando alcançou um barco, mas Crabbe e Goyle já estavam ali, então deu de ombros e seguiu Theo para um ocupado apenas por uma garota loira com sobrancelhas grossas escuras por cima dos olhos azuis vívidos; ela parecia uma princesa. Ela sorriu ao ver Theodore, acenando para ele repetidamente.

― Ei, Theo! Aqui!

Maxine assistiu o amigo ruborizar e esconder a rosto rapidamente, fazendo a pobre garota se retrair e encolher a mão, envergonhada. Max se dividiu entre a vontade rir e a de espezinhar Theodore até que ele dissesse o que tinha sido isso. No entanto, com grande esforço, apenas o seguiu até o barco e estendeu a mão para a garota.

― Maxine Snow.

A menina sorriu divertida, cumprimentando-a com alegria.

― Daphne Greengass. Está animada?

― Não imagina o quanto. – Max confidenciou, inclinando-se para frente. – Um pouco nervosa.

― Eu também. – Daphne deu um gritinho, movendo-se com tanta força para a frente que o barco balançou – Não faço ideia do que vai acontecer.

― Nem eu!

As duas soltaram risadinhas nervosas que só aumentaram ao escutarem um bufar risonho de Theodore, mas antes que também o introduzissem na conversa, uma voz irritante soou.

― Por Salazar, Daphne, não consegue se controlar por cinco minutos?

Daphne bufou, cruzando os braços e se espremendo no canto para ficar o mais longe possível de Pansy. O silêncio recaiu sobre o barquinho, embora a cara de buldogue a olhasse constantemente com desgosto. Sem entender o porquê, Max deixou-se afundar no bote e concentrou-se na visão do Castelo cada vez mais próximo, colando o ombro no de Theo.

― É o lugar mais lindo que já vi na vida.

Theodore nada disse, assentindo contra a cabeça dela.

― Também acho, e olhe que minha casa é enorme.

Maxine riu, trocando olhares rápidos e divertidos com Daphne. Com a sombra do mau humor de Pansy, elas continuaram caladas. Daphne parecia contar a opinião da morena, e por esse motivo, ela se manteve afastada, apesar disso, a viagem pelo lago continuou silenciosa e calma, e o deslumbramento que Max sentia tornou qualquer outra palavra que pudesse trocar com qualquer um, desnecessária.

― Abaixem as cabeças! – berrou o bruxo quando os primeiros barcos chegaram ao penhasco; todos abaixaram as cabeças e os barquinhos atravessaram uma cortina de hera que ocultava uma larga abertura na face do penhasco. Foram impelidos por um túnel escuro, que parecia levá-los para debaixo do castelo, até uma espécie de cais subterrâneo, onde desembarcaram subindo e pisando em pedras e seixos. – Ei, você aí! É o seu sapo? – perguntou ele ao verificar os barcos à medida que as pessoas desembarcavam.

― Trevo! – gritou Neville, feliz, estendendo as mãos.

Max contorceu o rosto observando o sapo. Entendia facilmente porque estavam fora de moda.

Então eles subiram por uma passagem aberta na rocha, acompanhando a lanterna, e desembocaram finalmente em um gramado fofo e úmido à sombra do castelo. Galgaram uma escada de pedra e se aglomeraram em torno da enorme porta de carvalho.

― Estão todos aqui? Você aí, ainda está com o seu sapo?

Neville assentiu. O bruxo ergueu um punho gigantesco e bateu três vezes na porta do castelo.

Notas finais
Então, ta aí, as coisas se encaminham. Qual casa acham que será o lar de Maxine? Beijos na bunda, comentem viu?!!