Immortals

7 Capítulo 7 - Asas que batem por amor


***

Elliott e Daisy entraram no quarto. Eles fizeram uma reserva de uma diária em um hotel na saída da cidade. Ele tinha escoriações pelo corpo por causa das brigas, mas estava relativamente bem.

– Tome uma ducha. – disse ela.

Elliott tirou os óculos, e tirou sobretudo pela metade, revelando asas brancas majestosas. Daisy ficou tão maravilhada por aquela imagem que se aproximou e as tocou, descendo a mão por toda a sua superfície, fazendo Elliott se arrepiar. Ela passou a mão pelo seu ombro, e escorregou-a pelos braços dele, tirando o sobretudo por completo. Ele deixou que ela sentisse as penas de suas asas, enquanto sentia seu toque sobre o corpo dele, deixando-o calmo e nervoso ao mesmo tempo. Ele se virou para ela, e pousou a mão sobre seu rosto. Suas testas se tocaram, e ele sentia os próprios batimentos acelerarem. Ela passou a mão pela sua nuca, e, pela primeira vez, não se incomodou nem um pouco com os pensamentos que ele tinha, pois ela estava pensando exatamente na mesma coisa. Daisy se colocou na ponta dos pés e inclinou-se um pouco para frente. Então, seus lábios se tocaram pela primeira vez. Elliott sentia os batimentos dela agora também. Ela abraçou seu pescoço, beijando-o mais intensamente. A mão dele estava na cintura dela, e, por impulso, ele acabou descendo um pouco mais, até onde não devia. Mas Daisy parecia não se importar. Ela se deliciava com aquele toque angelical, delicado e intenso ao mesmo tempo. Elliott tinha uma pegada firme, e suas mãos faziam movimentos dançantes no corpo dela, fazendo-a estremecer. Ele cambaleou para frente, prensando-a contra a parede. Elliott apoiou uma das mãos na parede e, com a outra, abriu o zíper da jaqueta dela. Daisy tirou a camiseta também, e sentiu a sensação de ter o corpo colado no corpo dele, a pele na pele dele. Elliott sentia o frescor dos lábios da garota, os batimentos dela e a maneira de como ela tocava. Daisy se afastou um pouco, de modo que sua mão descesse do peitoral dela e chegasse às partes baixas. Ela apalpou-o por cima da calça e mordeu seu lábio inferior, fazendo-o enlouquecer. Ela se virou de costas para ele e afastou o cabelo do sutiã, deixando que ele o desabotoasse e o tirasse do corpo dela. Ele beijou seu pescoço, fazendo-a arrepiar ainda mais. Ela se virou para ele e o empurrou na cama. Tirou as próprias calças e engatinhou para cima dele. Os dois entrelaçaram as mãos e se beijaram mais intensamente a cada fração de segundo. Daisy abriu o zíper da calça dele e tirou seu cinto, colocando-o em volta de seu pescoço e puxando-o para mais perto dela. Ela tirou as calças dele também, e ele rolou para cima dela.

– Ah, você quer assumir? – perguntou ela, com um sorriso malicioso.

– Quero não. Eu vou assumir.

Daisy beijou seu pescoço e ele mordeu a orelha dela. Ela foi o apalpando por cima da cueca, até que acabou a tirando dele. Porém, antes de continuar, Elliott olhou-a bem nos olhos e disse:

–Está ,mesmo pronta para isso?

Daisy puxou-o para perto e sussurrou em seu ouvido:

– Você nem imagina o quanto.

Então, ela se entregou completamente á ele, deixando que sua essência a possuísse por completo, tendo a melhor noite de sua vida.

***

Daisy descansava a cabeça sobre o peito de Elliott. O braço direito dele estava atrás da cabeça, e o outro envolvia o corpo dela.

– O que faremos agora? – perguntou ela, após alguns minutos de silêncio.

Elliott queria dar uma resposta que a tranquilizasse, mas ele estava tão apavorado quanto ela.

– Eu... Não sei.

Daisy se virou e o olhou nos olhos.

– Não quero que você se arrisque por mim. Por nenhum de nós.

– E que diferença faz? – Elliott sorriu – Não podem me matar. Não podem matar nenhum de nós.

– Mesmo assim – disse ela – Ver você machucado me dói.

Elliott afastou o cabelo dela do rosto, colocando-o atrás da orelha. Ele a beijou novamente.

– Você ainda precisa tomar sua ducha. – disse ela.

– Claro.

Elliott se levantou, deixando-a enrolada nos lençóis. Ele ligou o chuveiro e tirou a cabeça para fora do banheiro.

– Você vem?

Daisy riu. Então os dois entraram no chuveiro.

***

Daisy e Elliott entraram na casa de Halley torcendo para que os amigos não acordassem. Antes de irem pro quarto, os dois se beijaram de novo.

– Boa noite – disse ela.

– Boa noite – respondeu.

Elliott entrou no quarto e Zack estava na cama ao lado da dele. Ele parecia estar em um sono tranquilo. Elliott tirou os sapatos e o sobretudo, que estava com o cheiro do perfume dela. Ele guardou as roupas na gaveta, ficando apenas de cueca. Ao se deitar, a cama rangeu, e Zack levantou a cabeça.

–Elliott?

Elliott fingiu que estava dormindo. Zack olhou para o amigo novamente e deitou a cabeça no travesseiro.

***

Os cinco tomaram café juntos naquela manhã. Ao terminar, Halley e Breena disseram:

– Vamos para a piscina?

– Ah, deixa eu só acabar aqui. Elliott, pode ir na frente.

Elliott se levantou da mesa e seguiu as meninas, deixando Zack e Daisy na mesa.

– Você matou Caim, não foi?

– Foi.

– Elliott me contou.

– Pois é.

– Uma luta bem demorada, não?

Daisy encarou Zack.

– O que você quer dizer?

– Quero dizer que vocês sumiram umas oito da noite e Elliott apareceu no quarto as quatro da manhã, e eu escutei você se deitar também.

– Não sabia que você era nosso. responsável para tomar conta dos nossos horários desse jeito- retrucou Daisy.

Zack apoiou os cotovelos na mesa e encarou Daisy com um sorriso malicioso.

– Você andou comendo papo de anjo, não é?

Daisy jogou a geleia que estava na faca na cara de Zack.

– Shh. Fale baixo, Zack!

Zack arregalou os olhos e sorriu.

– Então vocês dois...

– É, é. Mas fale baixo. Não quero que saibam por enquanto. Eu podia até apagar sua memória, mas...

– Não se atreva. – disse Zack.

– Ok. Mas só se você prometer ficar calado.

– Eu prometo.

– De dedinho?

Zack ergueu o dedo mindinho e Daisy o apertou com o dela.

– Okay.

Os dois terminaram o café e foram até a pscina.

***