Immortals
10 Capítulo 10 - Outra vez
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Naquela noite Halley havia bolado uma coisa diferente. Ao invés de lanchar na sala, ela colocou algumas cadeiras no gramado e acendeu uma fogueira. Eles serviram a torta e, quando haviam acabado de comer, Zack montou o teclado ali e os cinco começaram a cantar e tocar músicas que gostavam de ouvir. Havia uma cuja letra representava os cinco, e, especialmente na parte do refrão, todos entraram em harmonia com a voz, formando uma doce melodia:
‘‘We could be Immortals, Immortals, just not for long, for long…
If we meet forever now, pull the blackout curtains down
Just not for long, for long…
We could be immo …immortals
Immo… Immortals’’
Elliott tirou o sobretudo e a camiseta e se sentou na grama. Com o braço esquerdo, abraçou Daisy, e com o direito ele abraçou Zack. Daisy se deitou no colo dele, e Breena sentou ao lado dela. Halley se deitou no ombro de Zack, e, estando todos confortáveis, Elliott abriu as asas e envolveu todos eles, esquentando-nos como um grande cobertor. Eles continuaram cantando mesmo sem o som do teclado, sendo iluminados pela luz da fogueira e esquentados por aquelas asas de penas brancas. O aconchego era tanto que acabaram caindo no sono, sem nem se preocupar em dormir em suas camas, pois aquilo era muito melhor.
***
Halley e Zack estavam sozinhos na praça de alimentação de um shopping num dos melhores bairros da cidade. Detalhe: era meia noite. Fato, os garotos haviam ficado com fome e estavam com preguiça demais pra fazer algo em casa. Então foram ao shopping tentar conseguir alguma coisa. Elliott, Breena e Daisy ficaram na livraria, e Zack e Halley se sentaram em uma mesa.
– O que você vai querer? – perguntou ele.
– Acho que um frozen.
– Eu também.
Mas antes que ele saísse, ela puxou seu punho e ele ficou de frente para ela.
– Não esquece da cobertura.
Mas Zack estava tão perdido no verde dos olhos dela que nem prestou muita atenção.
– Ahn... que?
– Cobertura.
– Cobertura?
Foi então que Halley notou que seus corpos estavam colados um no outro. Ele afastou o cabelo dela da testa e se aproximou. Porém, os dois foram interrompidos por um som estranho vindo de um dos quiosques.
– Ouviu isso?
– Sim...
– Eu vou ver o que é.
Zack olhou em volta mas não viu nada. Então, voltou-se para Halley:
– Onde estávamos?
– Er... não sei. Acho que você ia pegar o frozen.
– Ah... claro.
Dito isso ele se retirou, deixando-a sozinha na mesa. Halley pegou o celular e os fones de ouvido, dando play em qualquer música da pasta. Distraída, ela acabou se assustando com um toque firme e gelado em seu ombro. Tirando os fones de ouvido, ela disse:
– Ai Zack, que susto... E aí, você trouxe o yo--
Porém, ao se virar, se deparou com um homem alto e muito forte, vestindo um uniforme branco de algum dos restaurantes. Os cabelos dele, assim como sua barba, eram castanhos, e ele possuía olhos azuis penetrantes. Assustada, ela recuou.
– O que faz aqui, querida? – disse ele com um sorriso.
– Eu te conheço?
– Ainda não. Mas está conhecendo agora. Como vai?
–...
– Tudo bem. O seu namoradinho está por aqui, certo?
– Quem, Zack?
– É. O garoto de olhos amarelos. Ele estava aqui?
– Ele está aqui.
– Claro. E quanto ao filho de Miguel?
– Espere... Você nos conhece?
– Um bom pai precisa conhecer tudo sobre a vida de sua filha.
Foi quando Halley enxergou através dos olhos vazios daquele homem, que, ao invés de azuis, haviam se tornado negros.
– Lúcifer. – disse ela, apavorada.
Lúcifer a pegou pelos ombros e a arremessou contra algumas mesas que estavam ali. Zack ouviu o barulho e largou os iogurtes.
– Halley! – exclamou ele, correndo de volta para a praça de alimentação.
Halley se colocou de pé novamente. Ela cuspiu um pouco de sangue e partiu para cima de Lúcifer. Ele a segurou pelo pescoço , mas ela chutou seus testículos fazendo-o urrar de dor. Ela chutou seu pescoço e o derrubou, mas ele se levantou de novo e deu um tapa tão forte no rosto dela que a fez voar e bater contra um balcão. Halley se tele transportou para trás dele e o apunhalou com um pedaço de madeira, que ele desenterrou da própria barriga e acertou ela no rosto. Porém, ao tentar dar outro golpe, ele foi contido pela mão de Zack, que o segurou e o arremessou contra mais mesas do lugar. Lúcifer se levantou e segurou Zack pelo braço, rodando-o e o jogando com força no chão. Ele pegou uma faca de cozinha e, ao tentar golpeá-lo, Elliott surgiu na frente dele, arremessando-o contra a parede. Mais uma vez ele se levantou, mas foi golpeado na cabeça. Ao se virar, se deparou com Breena.
– Minha filha.
– Olá, papai.
Ela o empalou com uma faca de açougueiro, fazendo-o recuar. Ele puxou a faca do próprio estômago e a reprovou.
– Ah Breena... Você me desaponta tanto... Você não é igual a mim.
– Pois é pai. Esse é a minha maior qualidade. – disse ela, puxando uma faca de matar demônios do bolso do casacão – eu não sou nada como você.
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