Immortal Love

34 Twenty eighth Act: The Real Reaper of Decay


Notas iniciais
Agora o bicho vai pegar kk

V. Phillips

Caminhamos conversando e rindo um pouco o que era bom depois de tanto caos. Ele sorria bastante parecia bem feliz depois da nossa conversa talvez fosse isso que ele precisasse... Pessoas o tratando bem apesar dele não ter sofrido tanto quanto reclamava ele teve uma vida dura. Em alguns minutos chegamos na casa e Jessy pareceu sorrir ao nos ver juntos.

— Ora vejo que vocês estão se dando bem! – disse ela colocando as mãos na cintura –

— É estamos sim, mas isso não é tão importante! O importante é como você está? – eu mudei de assunto –

— Estou bem melhor agora estava com saudades de você! – exclamou ela –

— Eu também estava minha irmã! – exclamei –

— Nem sei se importa, mas eu também estava com saudades viu! – disse Kree ainda receoso –

— Não me importa! – disse Jessy com uma cara séria fazendo Kree ficar cabisbaixo – Brincadeira! Eu também estava com saudades de você bobão! – ela disse rindo –

— Poxa até você Jessy!? – disse Kree coçando a nuca um tanto encabulado –

— Foi mal. – ela não conseguia parar de rir com a expressão que ele fez, mas eu estava um pouco enciumado –

— Então Vincent... – ela provavelmente percebeu meus ciúmes e parou para falar comigo – Como está a Lorraine?

— Está ótima! Eu e ela adotamos duas gêmeas! Eu as trouxe para ver você... Aline! Alexia! – eu exclamei –

— Oi titia Jessy! – disseram as duas em coro –

— Ual a energia de vocês é tão intensa! E pura! Bem pelo menos a da Aline é! – disse Jessy e ainda apontou a certa, mas como ela podia saber qual era qual? Jessy era mesmo incrível! –

— A minha não tia Jessy? – questionou Alexia –

— Bem a sua é bem intensa, mas tem algo nela um tanto diferente como o do Kree – ao Jessy terminar essa frase todos já sabiam que ela estava falando da safadeza de Alexia – Acho que você é muito extrovertida só isso.

— Aham claro! Extrovertida! – debochou Kree –

— Cala a boca! – eu disse para ele –

— Tá bom, tá bom... – disse ele sorrindo – Ei Jessy posso examinar o espelho mais uma vez?

— Claro, mas é melhor eu me afastar um pouco! – disse Jessy –

— Melhor mesmo assim não acontece um novo acidente certo? – eu disse olhando para o Kree se lembrando da ultima vez –

C. Taylor

Vincent era insuportavelmente ciumento! Até com a própria irmã, mas eu deixei passar nem eu e nem ninguém iria mudar isso. Eu apenas fui me aproximando do espelho e toquei em sua superfície era pegajosa como metal liquido, mas fria como a porta de um freezer eu aprofundei minha mão e senti como se ultrapassasse a atmosfera da Terra. Era um profundo vácuo! Não era frio. Não era quente e nem mesmo era morno, Era simplesmente existente sem temperatura ou densidade como se não houvesse ar nem nada além de imagens, mas eu me lembrava de quando toquei em Jessy e sabia que aquilo era real! Era tão estranho e complexo! Meu pai deve ter sido alguém muito poderoso para ter criado tal coisa ou talvez ele não tenha criado tudo aquilo. Seria isso? Ela foi colocada em outra dimensão e a única coisa que meu pai fez foi trancá-la lá dentro? Era uma boa hipótese, mas não seria espanto ele poder criar tal coisa depois de tantas coisas que ouvi sobre ele.

V. Phillips

— É um mundo! Um mundo onde não a temperatura em nada e nem se sente o ar tocando em seu corpo. Deve ser triste viver num deserto sem que sequer o vento toque seu rosto quando acorda ou vai dormir. – dizia Kree cabisbaixo – Não posso tirá-la daí, mas agora compreendo um pouco mais sobre tudo isso e sei que poderei algum dia! – ele levantou a cabeça sorrindo e fazendo Jessy sorrir –

— Muito bem é assim que se fala! – exclamei –

— Você cresceu muito Kree! – disse Jessy – Se tornou um homem! E um dia se tornará um grande homem ou um herói como tanto desejou! Mas tem que continuar a trilhar esse caminho por mais doido que seja ele entendeu?

— Claro! Eu prometo que seguirei em frente não importa a dor que me faça sentir! – disse ele sorrindo de orelha a orelha – Então vamos?

— Já? – eu disse cabisbaixo –

Ele se sentou na beirada do espelho olhando para mim.

— Precisamos nós preparar para o grande plano de infiltração ou ataque! Temos que nos preparar para os subordinados do meu pai! Assim vamos dar um passo a mais para libertar Jessy!

— Está certo então... – eu ia falar vamos, mas Jessy me interrompeu –

— Espera! Kree posso te pedir um favor? – disse ela um tanto envergonhada –

— Claro o que quer? – disse ele ainda sentado de costas para ela apenas com a cabeça virada –

— Queria poder tocar você! – disse ela —

— Jessy! – afinal o que ela estava pensando –

— Acalme-se irmão! Eu só queria sentir a pele de alguém... Não sinto nada há séculos! – o que eu estava pensando trancafiada naquele espelho ela era tão inocente quanto antes não foi corrompida pelo mundo exterior –

— Tudo bem! Se for assim... – exclamei –

— Tire a blusa. – ela disse corada –

— Ok... – ele estava mais envergonhado que ela –

Ele tirou a camisa e ouvi um risinho.

— Ual que corpo! – disse Alexia —

— Filha! – exclamei –

— Desculpa papai. – ela fez só para me acalmar –

C. Taylor

As mãos de Jessy eram frias! Bem diziam que na noite que eu nasci, que coincidentemente foi quando meu pai prendeu Jessy nesse maldito espelho, fazia muito frio e como dentro do espelho não há temperatura o corpo dela se manteve igual quando foi presa assim como sua aparência e todo o resto. Ela deslizava seus dedos seguindo o desenho de meus músculos e passava levemente sobre cada tatuagem até começar a tatear meu rosto. Isso a fez assustar.

— Quantas marcas! Seu rosto e rígido e bem definido, mas seus lábios ainda estão intactos apesar de tudo isso! – disse ela descrevendo perfeitamente meu corpo mais detalhado do que eu mesmo detalharia –

- Acho que é porque nunca tomei um soco na boca! – brinquei –

Ela continuou a tatear sentindo meu tórax rígido e definido e continuou descendo até começar a sentir minha barriga. Apesar de ser forte eu não era tão musculoso e minha barriga não era trincada. Era lisa! Com alguns leves gomos, mas anda demais. Ela parou quanto viu que se aproximava demais de minhas partes intimas ou talvez fosse pelos gemidos e rosnados que Vincent soltava a cada respiração pesada que eu dava. Tanto ela quanto eu estávamos extremamente envergonhados e como o rosto dela tocava o meu podia sentir que praticamente pegava fogo de tão vermelho.

— Você não é do tipo super musculosos, mas é bem forte e com o corpo bem definido! Além das marcas e cicatrizes tem varias tatuagens. Deve atrair a atenção de muitas garotas, mas melhor eu parar por aqui! – disse Jessy suspirando e tentando voltar ao normal –

— É! – disse Vincent soltando um rosnado assustador por trás de sua palavra. Estava enfurecido de ciúmes! –

— Acalme se! Ela só tem quatro anos de aparecia! Eu não farei nada com ela! Além disso, o que ela tinha era só curiosidade de saber como eu sou afinal estamos tentando estabelecer um vinculo de amizade e quem sabe mais pra frente irmandade assim como eu e você! O mesmo sentimento por ela que eu sinto por você entende? – ele pareceu se acalmar após ouvir isso –

— Ok. – ele disse ainda um tanto seco, mas nele isso era normal –

— Agora vamos! – exclamei –

— Precisam ir mesmo? – disse Jessy –

— Eu preciso ter uma conversa com uma pessoa. Estou preocupado com ela então preciso ir. – eu disse me preparando para partir –

— É a tal de Kate né? – disse ela –

— Sim. – como ela sabia? –

— Sua alma sempre fica serena quando pensa nela. – a resposta para a pergunta que fiz apenas em mente. Era de família isso! –

— Sério? Bom, mas agora ela não importa tanto! Eu estou até com outra garota! Meus sentimentos por ela são outros agora! Eu não sou o mesmo idiota de antes!

— Sim! Como eu disse antes você cresceu! Mas um sentimento não desaparece do dia para a noite então não minta para si mesmo! Talvez essa conversa só lhe ajude a esquecer! Boa sorte.

Antes que eu pudesse responder Jessy, Lorraine chegou ofegante gritando por mim e por Vincent. E Vincent logo a atendeu.

— Lorraine o que aconteceu? Por que está assim? — dizia Vincent desesperado com o estado dela –

— Comigo nada, mas Kate... – ela ainda não conseguia falar, mas agora era minha vez de ficar desesperado –

— Kate? O que houve com a Kate!? – eu gritava –

— Ela foi seqüestrada! Pelo Red! Ele deixou um bilhete para vocês. Eu sinto muito, mas não consegui impedir que ele a raptasse e Sussana também não estava ali, nem Steve. Eu estava sozinha com Mishu.

— Está tudo bem amor eu sei que você não pode fazer nada Red é bem forte nem o Kree conseguiria. Se acalme e mostre-me a carta! – Vincent a acalmou e leu a carta. Logo que terminou me deixou ler também –

“Caros Vincent e Kree quero me divertir mais dessa vez. A nossa ultima luta foi um tanto frustrante! Eu estou com a amiguinha de vocês e se ousarem desobedecer minhas exigências ela terá um fim severo e doloroso! Primeira exigência: Venham só os dois! Se vierem acompanhados de mais alguém ela morre! Segunda exigência: Vocês têm dez minutos para virem até mim se demorarem mais que isso ela morre. Se lutarem contra mim e ganharem ela vive, se perderem todos vocês morrem! Simples não? Aguardo ansiosamente. Com amor Red!”

Ele era irritante, era maluco, era frio e cruel, ele era... Um ceifeiro. Eu tinha que salvar a Kate! Eu prometi a mim mesmo que não deixaria nada acontecer com ela e principalmente nas mãos daquele maldito ceifeiro! Nunca pude odiar tanto um ser como agora. O ódio me consumia cada vez mais e as sombras do ambiente me rodeavam. Era como um vórtice de sombras e eu era o centro dele perdendo o controle sobre minhas ações e pensamentos... Até que senti algo tocar meu ombro e uma voz suave falar comigo. Era Vincent!

— Ei irmão! Acalme se! Nós a encontraremos! Nós a buscaremos! E destruiremos o desgraçado do Red. Mas eu preciso do meu irmão são e consciente!

Isso me fez voltar ao normal e todas as sombras voltaram ao seu devido lugar. Ele me deu um tapa na nuca e sorriu, mas não estava tudo bem eu tinha enrolado ali e agora tínhamos pouco tempo para encontrar o Red e ele com certeza não estaria sozinho.

— Ok, mas então temos que ir logo! – eu disse afobado –

Nós corremos o mais rápido possível e Steve nos guiou até os portões do Reino dos Ceifeiros, mas por razões óbvias ele não podia passar dali. Ele apenas nós alertou que lá no Reino dos Ceifeiros era noite o tempo todo então os poderes do Red sobre a luz do luar estariam no auge.

Quando colocamos nossos pés no território dos ceifeiros a carta se abriu e se tornou um origami em forma de ave e começou a voar bem alto. Vincent o seguiu usando as nuvens e eu fui por terra, pois meu corpo estava pesado graças à Kuro Hinoken e era difícil ficar em cima de nuvens de sombras pesado daquela maneira.

— Acho que o local de encontro é aquele galpão! – eu disse —

— O que te faz pensar isso o ceifeiro flutuando por cima ou a carta pássaro entrando lá? – debochou Vincent que parecia tão tenso quanto eu –

— Olha eu tô nervoso então vê se não enche!

— Ui ela tá nervosa! – debochou novamente e eu apenas apertei o passo –

Nós ficamos frente a frente com Red e o outro ceifeiro desceu.

— Então vocês vieram! – ele dizia com um sorriso cínico no rosto – Bem, não vou falar demais o básico vocês já sabem! Vocês lutam com a gente e se um de vocês perderem a vadia morre!

— Ora seu... – o ódio me consumia mais e mais a cada palavra dele, mas Vincent me deu um tapa no rosto que me fez acordar –

— Se ficar cego de ódio não só vai morrer como vai causar a morte da Kate! – o que ele estava tentando me alertar era pura verdade e eu tinha mesmo que me acalmar –

— Vincent nós vamos para dentro. Deixe as crianças a sós parece que eles querem brincar! – disse ironicamente Red –

— Ok.

Os dois entraram num tipo de galpão abandonado e eu fiquei do lado de fora com o outro ceifeiro.

— Então você acha que pode usar o meu nome? – disse enfurecido me deixando confuso –

— Usar o seu nome? Como assim cara!? – eu perguntei o enfurecendo ainda mais –

— Eu sou o único e verdadeiro Reaper of Decay! Eu trouxe a decadência de um império em cinco segundos e nesse mesmo tempo trarei a sua decadência! – dizia ele se elevando nos seus. Mas afinal quem era essa cara e como ele flutuava no ar? –

— Tudo bem senhor pomposo vamos ver quem merece esse apelido! – eu disse sacando a Kuro Hinoken e me preparando para a batalha –

Era tudo pela Kate! E eu não podia deixá-lo vencer por mais que ele parecesse forte eu tinha uma habilidade que nunca falhava... Eu tinha a habilidade de surpreender!

“A dor de quem você ama nem se compara a sua quando a vê sofrer”

Notas finais
Meio calmo né? Pode deixar que no prox tem mais ação u.u