Immortal Love

47 Thirty-ninth Act: Living a Dream


Notas iniciais
Um sonho se realiza *---*

C. Taylor

Eu consegui? Eu realmente capturei Shadows? Era inacreditável até o Steve tinha medo dele. Mas ele não parecia nem surpreso e muito menos bravo por isso então o que estava prestes a acontecer ali?

— Agora deixe o Vincent voltar! – eu gritei olhando no fundo dos olhos dele –

Ele não disse nada apenas começou a rir. Não uma risada calma e sim uma gargalha muito alta e psicopata e de repente o vejo sumir em fogo roxo e cinzas...

— Era... Só... Um... Clone? – eu estava perdido ele já devia estar preparando um golpe a essa altura –

Eu olhei de um lado para o outro e pra cima e pra baixo o único lugar que ainda não havia procurado era atrás, mas antes que eu pudesse fazer qualquer movimento eu senti uma mão repousar sobre meu ombro. Uma mão cumprida e magra e ao mesmo tempo tão pesada com certeza só poderia ser do Vincent a pergunta era só uma: Quem estava no controle dele agora? Ele deslizou lentamente a mão do meu ombro até minha nunca e me atingiu com um tapa um tanto forte.

— Vincent!? – eu falei me virando. Ele ria –

— Sim... – ele disse com cara de inocente me fazendo rir –

— Vincent Edward Phillips e Cristian Lucker Taylor! Vocês estavam brigando entre si enquanto o nosso inimigo estava sentado provavelmente rindo da nossa cara!? – era Lorraine e parecia bem nervosa e só pra variar gritava muito –

V. Phillips

Lorraine parecia bem nervosa por causa de Shadows tinha perdido completamente a noção do porque estava lutando tão alucinadamente com Gregory eram ciúmes! Eu tinha perdido o controle por isso? Ciúmes? Depois de tanto tempo dei uma de principiante.

— Lorraine eu... – eu não tive tempo pra dar explicações Gregory me interrompeu –

— Cristian... Lucker... Taylor? Qual são os nomes dos teus pais garoto?

— Por que quer saber velhote? – Kree debochou –

— Ora seu! Só responda moleque!

— Esteban Lucker e Elizabeth Taylor por quê?

— Essa não! Não pode ser! Aquele maldito engravidou mesmo a minha querida filhinha! Liz porque fez isso com o papai!? – a essa altura eu não estava entendendo mais nada, mas de uma coisa eu tinha certeza esse velho é meio gaga –

— Liz? – questionou Kree confuso –

Demorei, mas lembrei dos quadros na parede ele disse que o nome da filha dele era... Elizabeth Taylor! Então era isso! Gregory Taylor é o avô materno do Kree!

— Liz é apelido de Elizabeth seu idiota! Sua mãe e filha dele! – eu exclamei –

— Então ele é... – Kree ia dizer, mas eu o interrompi e o completei –

— Sim Gregory Taylor é seu avô!

— Ah fala sério! Meu avô é esse velho gaga metido a bombado aí? – disse Kree descontente –

— Ora seu! Melhor não falar assim comigo! Acha que eu fiquei feliz de saber que meu neto é um mestiço e pior! Sangue de Lucker corre em suas veias!

— Tem tanta raiva dele assim só porque ele tirou seu titulo de intocável? – Kree exclamou indelicado como sempre –

— Não! Tenho raiva dele porque ele me tirou algo muito mais importante que isso! Minha filha... – disse Gregory segurando o choro –

Todos na sala se calaram e assim ficamos por uns cinco minutos apenas se olhando.

— Então Gregory vai vir com a gente para libertar minha irmã? – questionei –

— Nem vem! Ninguém me atingiu! – ele dizia de braços cruzados quando de repente – Ai!

Lorraine o acertou com um soco bem forte na cabeça quando ele se distraiu fazendo graça pra mim. Ela sempre fora nervosa e impaciente, mas dessa vez isso foi uma grande vantagem!

— Vamos? – disse ela sorrindo falsamente para Gregory que ainda acariciava sua própria cabeça –

— Ok, ok você venceu...

G. Taylor

Aquela garota só poderia ser a reencarnação da minha filha! Bonita, pequena, fofa, mas ao mesmo tempo tão nervosa, impaciente e decidida. Via muito da minha pequena Liz nela e por isso eu decidi segui-la e aceitar a derrota.

Eu seguia-os a pé sem pressa alguma pelo Reino Imortal, mas o que eu não sabia é que não ficaríamos lá.

— Vamos ir para a terra dos mortais? – eu questionei confuso –

— Sim é lá que está presa minha irmã!

— Que ótimo esconderijo. Não existem muitos imortais por aqui! – conclui – Por mais traiçoeiro que seja Esteban é mesmo engenhoso.

— Cale a boca e anda velhote! Quero chegar lá hoje ainda! – disse Vincent que aparentemente tinha se irritado com meus elogios ao meu já falecido rival Esteban Lucker.

Uma casa em Londres bonita, bem arrumada o que estragava eram aqueles queimados da parede, mas não era pra menos a casa eram simplesmente cercada por armadilhas muito bem preparadas e sistematicamente apontadas para qualquer passagem, brecha ou saída possível. Difícil de entrar impossível de sair ileso pelo menos pra maioria. Ele a guardava a sete chaves então a garota devia ser muito importante para ele.

— Se preocupa muito mesmo com ela ein... – tentei puxar assunto –

— Eu daria a minha vida só para vê-la fora daquele espelho! – ele afirmou, mas sem olhar para mim um segundo –

— Seria uma morte digna, garoto! Mas estou aqui para tentar evitar isso...

Eu me aproximei do espelho e logo Vincent me apresentou.

— Esse é Gregory Taylor é dele que veio o poder que Esteban usou para te aprisionar aí. Mais uma vitima das canalhices de Esteban Lucker! – disse Vincent cerrando os punhos. Ele ia continuar senão fossem as pigarreadas do Cristian –

— Prazer em conhecê-lo senhor! Você vai tentar me libertar! – ela me questionou –

— Farei o meu melhor! – eu respondi lhe mostrando um sorriso –

— Obrigado então... – ela disse. Parecia ser uma garota doce, mas algo obscuro se escondia nela –

— O mundo além do espelho existe além do tempo e do espaço por isso aí você não envelhece e nem pesa nada!

— A única coisa boa nesse espelho! Não engordo e nem fico velha... – ela brincou –

— Que bom que tenta ver o lado bom, agora examinar o ruim... – eu disse começando a verificar o espelho –

Eu mexi, remexi, podia entrar no espelho, chegar perto dela, mas não podia tirá-la de lá! Esteban era o adversário mais digno, inteligente e engenhoso que já tive e apesar de suas façanhas já serem conhecidas antes mesmo de me atacar eu nunca imaginei que ele pudesse armar algo tão complexo! Ele usou meu dedo para recriar o poder, mas não usou nem um milésimo do meu DNA. Ele usou apenas a energia e DNA e até a alma dele mesmo sendo assim só ele poderia tirá-la daquele espelho.

— Sinto muito pessoal, mas sem Esteban Lucker é simplesmente impossível retirá-la desse portal! – eu vi a decepção tomar o rosto de todos e era triste demais para um coração velho e fraco suportar –

O coração jovem e forte daquele garoto vivido e intenso me lembrava o garoto Edward! Um jovem imortal que tomou meu posto como melhor guerreiro imortal e ainda se tornou melhor que eu até morrer tragicamente... Mas o fato é: Não posso deixar uma alma tão pura e poderosa morrer em vão! Tive milhares de viagens ao mundo paralelo além daquele espelho e por mais que eu não seja o único a ter esse poder sempre caminhei por lá sozinho e por pouco tempo, mas eu sabia que poderia levar alguém comigo! Pena que seria minha última viajem... Um velho acabado como eu não ia aguentar levar mais de uma pessoa e continuar lá por muito tempo, mas valeria à pena. Uma morte digna afinal.

— Não posso trazê-la até você... – eu disse respirando –

— Já ouvi! – ele disse irritado sem perceber o que eu estava prestes a dizer –

— Não posso trazê-la até você, mas posso te levar até ela! – exclamei vendo uma chama de esperança e um incêndio de felicidade tomar aquele rosto de galã. Seu sorriso estava aberto largamente e eu vi que tinha feito o certo afinal.

V. Phillips

Eu mal acreditava que eu iria me encontrar com a Jessy e pensar q eu o ataquei, mas ele não era mal. Ele era apenas um homem de família que perdeu sua família para pessoas odiosas e viveu uma vida triste e solitária e que depois de tantos erros queria fazer o certo, talvez meu ciúme não tivesse me deixado enxergar o quanto isso era verdade. Ele não gostava da minha namorada por ela ser bonita ou algo assim ele gostava dela por se parecer com a filha dele então não seria nenhum problema ele estar por lá alias seria uma ótima ajuda!

— Eu sou um portal para aquele mundo assim como esse espelho e outras coisas... – explicava Gregory. Ele falava demais e isso era o que eu consegui dedicando ele apenas uma atenção parcial –... Por isso vamos aparecer num lugar totalmente diferente e teremos de andar até ela! O caminho é longo meu jovem.

— Não me importo! – eu exclamei –

— Como você disse existem outros, então melhor eu entrar no espelho e servir como marco desse lado do portal! – disse Kree e pela primeira vez ele teve uma boa ideia –

— Ótimo! Sua energia ceifeira é o dobro da energia ceifeira de ceifeiros normais então posso senti-la a quilômetros! – exclamou Gregory – Venha garoto fique dentro do meu símbolo imortal secundário!

Gregory tinha poderes interessantes. Ao invés de ter um símbolo imortal enorme ele tinha em envolta dele e podia criar vários símbolos secundários vindos dele e pela força e experiência que ele tinha eu nunca poderia imaginar quantos ele podia fazer.

— Você deve conseguir transportar um exercito dentro disse né! – eu disse tentando puxar conversa –

— Na verdade não! – ele disse rindo – Como já disse sou um portal, mas esqueci de mencionar que também sou um viajante temporal! Então eu entro em mim mesmo e isso deixa tudo instável. Se eu entrar com muitas pessoas aqui o mundo paralelo implodiria e explodiria através de mim criando uma explosão no nosso mundo de dimensões catastróficas, ou seja, ia destruir os dois mundos!

— E não é perigoso me levar junto? – eu disse –

— Não já carreguei minha esposa e filhas pra cá uma vez e... Já viajamos! – ele exclamou. Eu mal tinha percebido, mas já estávamos no mundo paralelo –

Era diferente do de Jessy! Lá havia muito chão, lava, pedras e parecia um palácio perto daquilo! Era como se eu entrasse num vácuo! Tinha vários pedaços de terra, mas nenhum se encaixava com o outro! E se eu caísse iria com certeza cair num abismo eterno ou cair numa pedra muito lá em baixo. Era muito estranho! Mas mesmo assim continuamos.

— Você nunca se tele transportou para um lugar sem terra e caiu? – eu o questionei –

— Sim, mas eu posso facilmente flutuar graças as minhas habilidades...

Foi então que eu me lembrei que eu posso voar! Eu me concentrei e abri minhas asas de luz e foi quase instantâneo eu estava no alto então segui Gregory por ar. Ele continuava no chão e quando os pedaços de terra acabavam ele flutuava baixo sobre seu símbolo como se fosse uma ponte automática. Ele parecia cansado acho que esse é o principal efeito colateral de trazer um visitante imagino como ele ficou de trazer sua mulher e sua filha. Eu ia pedir pra descansar só pra ver se ele iria recuperar suas forças, mas antes que pudesse falar algo ele se virou para mim e disse:

— A energia de Kree é maior que pensei! Posso senti-la daqui então acho que temos... Mais um dia e meio de caminhada! Aguenta? – ele perguntou obviamente debochando –

— Eu já fiz muito mais por muito menos! – exclamei disparando na frente e parando ao ver que ele tinha ficado para trás. Estava realmente muito fraco, mas o que eu podia fazer se ele queria continuar? –

Eu desci e continuei a anda do lado dele e depois de muito tempo eu e ele encontramos o Kree pelo caminho, mas Jessy não estava com ele.

— Cadê a Jessy!? – eu perguntei um tanto nervoso –

— Uns dois quilômetros à frente... Eu não aguentava mais ficar lá ela num dizia uma palavra e nem olhava na minha cara!

Eu ri. Kree era todo animado, sempre brincalhão e inimigo numero um do baixo astral, mas Jessy ainda estava brava por causa da traição e como Kree aceitou a traição e ainda ajudou Lorraine a voltar comigo. Então ela deve ter dado um gelo legal nele. Ela conseguia torturar alguém só pelo olhar e conhecendo o Kree ele não era o cara mais forte mentalmente que eu conheço... Então já até imaginava como foi.

Eu e Gregory seguimos Kree, mas eu ia um tanto mais atrás acho que um avô e seu neto precisam conversar um pouco.

— Então Gregory o que vai fazer depois que entregar isso aqui pra menininha lá? Eu não tô afim de ficar de vela e você? – brincou Kree praticamente gritando só pra eu escutar –

— Eu e ela somos irmão então não tem essa de ficar de vela! – eu disse um tanto nervoso com a atitude infantil dele –

— Chame do que quiser, mas não vou ficar vendo reencontro de família pra isso existe a TV humana de domingo! – Kree disse fingindo enjoo e Gregory riu disso –

— Que tal um bom treino!? – disse Gregory repousando sua mão sobre o ombro esquerdo de Kree o fazendo se inclinar com o peso da mão – Um bom treino bem pesado ao estilo Taylor! Sabia que sua mãe chegou a ser mais forte e rápida do que eu?

— Sério!? – Kree dizia maravilhado –

— Sim! E o elemento imortal dela era Natureza! Ele podia controlar a fauna e estava aprendendo a controlar a flora pena que você puxou para seu pai...

— Na verdade eu tenho natureza eu não a controlo muito bem, mas consigo misturar ela com minhas sombras e transformar em muitos tipos de veneno!

— Incrível! Então vamos lá! Afinal além de mim você é o único que carrega o nome dos Taylor! Faça por merecer!

Kree acenou com a cabeça e sorriu.

C. Taylor

Eu sei que é estranho, mas desde que eu vi Jessy e Vincent juntos pela primeira vez senti que Jessy tinha um sentimento bem mais especifico por Vincent. Não um amor de irmão, mas algo maior! É loucura, mas essas suspeitas só aumentaram ao longo do tempo como, por exemplo, quando Vincent apresentou suas filhas para Jessy era como se ela sentisse ciúmes ou então depois da traição de Lorraine ao mesmo tempo em que ela apresentava raiva de Lorraine apresentava alegria quando ele dizia que nunca mais voltaria com ela. Jessy também não gostava de mim e o que importava a ela era unicamente o Vincent e com tanta raiva e mágoas acumuladas nesse tempo ela poderia ser de grande perigo para todos em volta de Vincent. Eu torci para estar errado, mas vendo Jessy explorar todo o corpo de Vincent num abraço tão duradouro era de se assustar. Ela pareceu um tanto decepcionada quando ele beijou o rosto dela me parecia que ela queria algo mais...

— Bom acho melhor começar esse treinamento logo! – eu exclamei me virando para Gregory vendo que Vincent nem iria se despedir. Não o culpava depois de tanto tempo eu também estaria assim –

— Claro Cristian! Eu voltarei em duas semanas! – exclamou Gregory fazendo Vincent se virar –

— Duas semanas por quê? – questionou Vincent surpreso –

— Meu poder só dura duas semanas aí eu volto para o nosso mundo e se não estiver comigo ficará aqui para sempre também! – explicou Gregory – Não se preocupe assim que recuperar minhas forças eu te trago de volta quantas vezes necessário!

— Bom se é assim tudo bem! – disse Vincent sorrindo –

Eu fiquei olhando para ver se Vincent se despediria, mas em vão Jessy se mostrou incomodada parecia querer ficar a sós –

— Vocês já não estavam indo? – ela questionou –

— Claro... – eu disse e parti era hora de treinar. E eu não tinha nada a ver com aqueles dois melhor não se intrometer... –

V. Phillips

Agora sim era o lugar que eu via no espelho! Era até mais bonito por dentro, mas Jessy continuava a mesma como aquele lugar era além do tempo e do espaço ela não poderia crescer nem mesmo com magias imortais e duvido que ela tenha aprendido muita coisa ali presa. Eu apenas a abraçava e a beijava ela parecia feliz de me ver ali e eu mais ainda de poder tocá-la. Ela ainda era a garota que eu conheci por fora, mas algo me fazia sentir que ela tinha mudado. Mágoas, tristezas, frustrações e momentos de fúria tiraram dela aquele olhar inocente e simples que ela tinha. Eu preferia mil vezes estar em seu lugar, mas não podia e não era hora de lamentar era hora de aproveitar o pouco tempo que eu ficaria com ela. Ah mundo cruel muda as pessoas e eu sei bem como é, mas eu não ia deixar a inocência e bondade dela morrer! Isso nunca!

— Então Jessy o que faz aqui pra se divertir? – eu disse sorrindo –

— Muitas coisas e aposto que será bem melhor em dupla!

Ela me levou até um lugar onde havia um tipo de floresta.

— Nossa como isso existe num lugar desse!? – eu questionei surpreso –

— A lava em baixo da terra subiu e se resfriou mandando vapor para o alto formando chuvas e esse ciclo fez com que a água tornasse o solo fértil e a flor que eu tinha em meu bolso se tornou isso!

— Esse processo deve ter demorado muito!

— Não demorou só alguns minutos com os meus poderes! Mas demorei quase cinquenta anos para controlá-los nesse nível... – ela dizia se mostrando decepcionada com o seu “baixo desempenho” –

— Eu vivi quatrocentos anos me achando forte e descobri que não era nada.

— Você é bem forte e bem mais que eu! Não se esqueça que temos a mesma idade!

— Olhando para você assim eu me esqueço mesmo!

— É e considerando que você sempre cuidou de mim parece mesmo que sou sua irmãzinha, mas eu deveria ter a mesma idade e aparência que você! – ela dizia um tanto chateada – Mas chega de baixo astral! Vamos para o meu local preferido nesse lugar!

“A coisa certa afinal.”

Notas finais
Eh galera ta perto do cap musical entao maos a obra^^