Immortal Love
2 A musica em seu humor
Notas iniciais
To vendo que ninguem leu isso aqui,mas to nem ai msm,vo continuar at o fim.
Enjoy ;)
Por algum milagre, eu consegui chegar à Black Vinil na hora certa. Suspirei de alivio, pois era Melannie Knight que estava abrindo a loja, pois meu chefe Matthew, nunca me perdoaria por chegar tão desarrumada para trabalhar. Ele é um maldito perfeccionista quando se trata da imagem de seus empregados. Sentei-me na calçada, ofegante, e encostei a cabeça entre os joelhos.
-Você está bem? –Ouvi a voz doce de Melannie dizer. Ela era uma mulher magra de 30 anos, cabelos curtíssimos loiros e olhos azuis. Tinha varias tatuagens pelo corpo e dois alargadores. Era realmente linda.
-Não é nada Mel, apenas acordei atrasada... Já vou entrar — Eu lhe respondi, com a respiração voltando ao normal. Observei as pessoas passando por mim, abrindo suas lojas e algumas,assim como eu,atrasadas para o trabalho. Meus olhos pousaram no outro lado da rua, onde havia um garoto de cabelos compridos, totalmente vestido de negro, o rosto escondido pelo capuz da blusa.
O cara do meu sonho.
Levantei-me num átimo da calçada, e acabei por ficar tonta. Quando olhei novamente, ele havia desaparecido.
-Argh, alucinações logo de manha não — Eu resmunguei e entrei na loja.
A Black Vinil não era uma loja muito grande. Compara ás outras (Victoria Secret’s,Calvin Klein e Billabong) era bem pequena.Fui para atrás do balcão,fazendo algumas anotações básicas(como quem realmente viera cumprir o expediente,quem chegara atrasado,etc) e colocando alguma musica,como sempre fazia.Logo HIM enchia o ambiente com a melodiosa “The Funeral Of Hearts”.
-HIM logo de manha? Tem algo errado? –Chad Kruger, o garoto from-uk de olhos cor de mel que também cursava a faculdade comigo para se tornar designer da Black Vinil, só que no setor de roupas masculinas, claro.
-Claro que não. Porque estaria? –Estranhei... Qual o problema em ouvir essa musica de manha?
-Bem...Você coloca as musicas para animar as pessoas logo de manha,já que algumas estão quase deitando no chão te tanto sono.Por isso te escolheram para sempre colocar as musicas,você sabe como animar qualquer um.E eu percebo que elas também refletem seu humor.E devo dizer,essa musica do HIM é bem depressiva.Repito a pergunta,tem algo errado? Assim que ele terminou de falar, fiquei sem reação, apenas o encarando. Como ele me conhecia tão bem assim? Não nos falávamos muito. Balançei a cabeça e troquei o CD. Logo “The Funeral Of Hearts” foi rapidamente trocada pela famosa “Highway To Hell” do AC/DC.
-Melhor? –Eu disse, tentando sorrir.
-Não foi isso que eu quis dizer. Isso não vai mudar em nada os fatos. Tem certeza que está tudo bem Bia? –Ele insistiu,se aproximando,prendendo meu olhar ao dele. Suspirei e abaixei o olhar para meus tênis.
_Chad... Ta tudo bem é sério. Só estou um pouco cansada. Só isso.
-Não acredito nestes olhos azuis, mas não vou insistir. Não posso deixar a luz desse lugar se abater por um nada. -Ele passou a mão coberta por uma luva estilo meia-cobra, se virou e sumiu entre as araras de roupas. Eu podia até ver a expressão de retardada se formando na minha cara.
-Sabe que o regulamento dos funcionários não permite que os funcionários namorem na hora do expediente não é?- Disse Melannie, que estava com um sorriso safado no rosto, limpando algumas caixas de vinis.
-Ah, cala a boca Mel. -Eu resmunguei, peguei meu caderno de desenhos dentro da minha bolsa e comecei um esboço de um vestido da era vitoriana.
...
Já eram quase 6h, então comecei a juntar minhas tralhas para ir para casa pegar meu material, e andar até a faculdade. Vida de pobre é isso.
-Bia... Quer uma carona para a faculdade? –Chad sussurrou ao pé de meu ouvido, fazendo não só eu me arrepiar, como pular de susto também.
-A-a-a... Eu ainda tenho que pegar minhas coisas em casa. Agradeço a ajuda Chad,de verdade — Eu disse,colocando a bolsa em um ombro e comecei a andar para fora da loja, mas logo fui impedida por alguém segurando meu pulso.
-Hey,eu posso te levar em casa e esperar — Ele disse,dando um sorriso tímido
-Tem certeza, olha, não quero ser nenhum incômodo para você.
-Não tem problema, é sério. — Ele agora estava com um sorriso enorme no rosto, e um brilho em seus olhos. Não pude deixar de sorrir também.
Saímos da loja, e paramos na frente de um Impala 1967 preto.
-Tá brincando que esse carro É SEU? –Eu disse consciente da cara de retardada surpresa, e olhos brilhando.
-É sim... Gostou? –Ele disse, rindo.
-Se eu gostei? Caramba, eu AMO esse carro. Acho que é o mais lindo dos carros antigos, apesar do motor não ser muito bom.
-Rara, é, tenho que concordar. Então... Vamos? –Ele disse, abrindo a porta para mim. Entrei e fechei a porta. Quando ele entrou, a primeira coisa que consegui dizer foi:
-Não se importa de eu colocar alguma musica no rádio não é?
-É todo seu — Ele disse, e arrancou. Fiquei mexendo nas estações até chegarmos a minha casa.
-Bela casa a sua, mas... Perto do bosque? –Ele disse, erguendo uma sobrancelha. Eu já estava acostumada com esses tipos de comentários.
-É, eu sei. –Eu penas disse, e completei — Só vai demorar um pouquinho ok?
-Demore o tempo que eu quiser — Ele disse pensativo, se sentando no sofá. Corri escada acima, procurando minha mochila e meu enorme caderno de desenho. Quando os achei,notei que um coisa estava muito errada ali.
A porta da sacada estava aberta. E eu tenho certeza que a fechei antes de correr para o trabalho.Um vento frio soprou meu cabelos longe e eu corri para fechar a sacada.Quando me virei,me deparei com outra coisa muito errada ali.
Havia uma tulipa vermelha em cima de minha cama. E eu tenho certeza que ela não estava ali quando entrei. Balancei a cabeça e ajeitei o cabelo. Corri escada abaixo e vi que Chad estava olhando minhas fotografias na estante.
-Chad... Foi você que colocou aquela tulipa em cima da minha cama? -Eu perguntei, meio sem jeito;
-Não... Por quê? Alguém deixou uma flor para você? -Ele parecia quase furioso.
-É... Deixa isso pra lá, Vamos, daqui a pouco bate o sinal. -Eu disse saindo de casa. Ele me seguiu relutante. Entramos no carro e eu voltei a mexer no rádio, procurando alguma emissora que prestasse.
Hum... Aquela mulher de cabelos loiros e aquele homem de cabelos negros... Eram seus pais biológicos? -Ele perguntou, depois de um tempo de silencio, e eu continuava a mexer no rádio.
-Sim. Meus pais biológicos. -Eu falei seca, dando graças a Deus de ter achado a emissora que eu queria. Eu odiava falar em meu passado. Aumentei o volume de Number Of The Beast do Iron Maiden, acabando totalmente com o assunto.
Notas finais
Eu sei que essa fic tem leitores,e não quero fantasminhas por aqui ñ
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