Immortal - Almas Gêmeas
2 Capitulo 1: Recomeço
Notas iniciais
ps: frase tirada de jigoku shoujo (hell Girl)
espero q gostem !!!
Boa leitura!!
“Pobre sombra perdida na escuridão. Por ferir e desprezar os outros, sua alma maculada afoga-se na culpa. De que maneira desejas ver a morte?”- Jigoku Shoujo -
Capitulo 1: Recomeço
Não sei como tudo começou.
A memória do meu passado foi apagada, e a única coisa no qual me lembro é o meu nome e uma forte sensação de angustia dentro do meu peito.
Sempre que eu tento me lembrar de algo relacionado a mim, minha cabeça começa a explodir com uma dor insuportável, mas, mesmo assim, não irei desistir de recobrar minha memória.
Eu caminhava pela rua da minha casa, era meu ultimo dia de férias e eu precisava de um tempo só pra mim. Caminhar sem pensar nos meus problemas, mas sempre que eu tento fugir aparecer novos e mais novos problemas.
Cheguei em casa e coloquei os meus sapatos no canto e fui direto para o meu quarto. La eu olhei para o espelho e arrumei os meus cabelos negros compridos, analisei os meu olhos azuis e o modo como a minha pele branca como a neve era iluminada pela luz da lua. Todos que me olhavam me achavam bonita por causa desses aspectos físicos, porem, eu não me sentia assim, era como se a minha face e o meu cheiro fizessem parte de uma mascara, que esconde o que eu realmente sou.
Suspirei colocando a minha mão direita no espelho.
- Pare de pensar nessas coisas, Yoko. – Eu falei olhando no meu reflexo – Lembre-se do que a Mio-chan te falo: Se você não se achar bonita, e atraente, ninguém ira achar isso. Então... quem eu estou tentando enganar?
Eu não importo o quanto às pessoas tentasse mudar o modo como eu penso, eu nunca vou me achar verdadeiramente bonita.
Coloquei o meu pijama que estava em cima da minha cama e deitei. Amanhã ia ser um dia longo, e se eu não dormi provavelmente, irei perda a hora no meu primeiro dia no ginásio.
Em menos de 30 minutos o sono veio como uma bomba e eu dormi.
O sonho começou em um vale. Nublado, a única coisa que iluminava o local era as estrelas e a lua crescente. Caminhei sem rumo, em linha reta até chega a uma vila.
Essa vila aparentava estar deserta. Era antigo, assustador e misterioso, um tipo de coisa que ia fazer qualquer garota normal fugir, só que eu não sou uma garota aparentemente normal. E a curiosidade me impulsionou e fez com que eu entrasse no local.
Realmente aquele que um dia foi um vilarejo estava em estado de decomposição. Sem nenhuma alma viva presente, um pânico subiu pela minha espinha.
Que lugar é esse? Perguntei para mim mesma. Porque estou aqui?
A cada passo que eu dava, eu entrava mais naquele campo devastado. Olhava para os cantos para ver se tinha alguém naquelas casas, mas, eu não via nenhum vestígio de vida. Já estava prestes a perder as esperanças quando uma garota de 15 anos apareceu, assim como eu ela tinha cabelos negros compridos, pele branca, a única diferença eram a cor dos olhos, os olhos da menina me lembrava sangue fresco.
- O que você esta fazendo aqui? – Pergunto a menina com uma voz aparentemente calma, mas dava para perceber a irritação por traz de uma falsa simpatia – Eu sou Hizume, e estou te perguntando, o que você esta fazendo aqui?
Eu dei um passo para traz. E a Hizume se aproximou mais de mim.
- Eu...eu não sei do que você esta falando eu não sei onde estou, eu me perdi e.....
- Entendo, apagaram a sua memoria – Disse Hizume me interrompendo – Então, porque entrou no vilarejo?
Eu engoli em seco.
- Fiquei curiosa, só isso.
Ela revirou os olhos e olhou para o céu. A Hizume parecia ser uma garota triste e muito solitária, era como se ela fosse um reflexo bizarro de mim mesma porem mais triste.
- A curiosidade humana, é algo perigoso, Yoko Hime – Ela disse me surpreendendo, como ela sabe o meu nome? Perguntei para mim mesma – Se não tomar cuidado, ela pode acaba te machucando, e muitas vezes te levando a morte.
Eu caminhei até o local em que a Hizume estava e parei na frente dela, esperando que ela parasse de olhar para o céu e me encarasse.
- Que lugar é esse?
A Hizume me encarou com um olhar sem expressão e se virou.
- É um lugar que se perdeu no tempo. Uma vila amaldiçoada pelas almas em que aqui vivem, e não podem seguir seu caminho até o Paraíso. – Ela explico virando de costas para mim – O local no qual, você não poderia ter esquecido.
Eu me aproximei mais dela, sem entender nada do que aquela garota estava falando.
- Como assim eu não podia ter esquecido daqui? – Perguntei, preocupada com a resposta.
A Hizume se virou, e os olhos vermelhos dela, estavam cada vez mais brilhantes. Um escarlate vivo que se destacava em meio à escuridão, como o fogo em um incêndio, ou uma fogueira ardendo em brasa.
- Porque foi aqui, nessa vila, que eu te matei – Ela disse e me ataco.
Foi nesse momento em que eu abri os olhos e eu já estava no meu quarto, o som do despertador tocava, e eu o desliguei.
Que sonho estranho, pensei. O que aquela garota quis dizer com ter me matado?
- Yoko, para de pensar nisso – Eu falei levantando da cama – Foi só um sonho, nada daquilo aconteceu mesmo.
Apenas um sonho? Por mais que eu falasse isso, eu não conseguia me convencer de que foi apenas um sonho. Não sei porque, mas as minhas dores de cabeça começaram em um nível alarmante, e eu parei de pensar sobre o sonho. Após 3 segundos a dor já tinha acabado por completo, o que fez com que eu suspeitasse um pouco sobre isso.
Levantei-me da cama e fui ao banheiro tomar o meu primeiro banho do dia. Era o único meio de relaxar, após 10 minutos sai do banho me enxuguei e coloquei meu uniforme.
Fui para a cozinha pequei uma barra de cereal, coloquei o meu sapato e pequei a minha bolsa e caminhei em direção a escola.
Após 7 dias convivendo com uma nova memoria a qual só o meu nome prevalecia, acabei me acostumando a seguir apenas os caminhos que as pessoas que supostamente me conheciam me indicavam.
Por onde eu passava, rostos estranhos, pessoas que pra mim eu nunca vi, mas que de algum modo me viram me cumprimentavam gentilmente, e como de costume eu apenas sorria, sem nenhum humor.
Chegando na escola, a garota que se dizia minha amiga veio me abraçar, seu nome é Yura. Uma garota baixinha, de cabelos pretos com mechas louras nas pontas, sempre agitada e acesa, oque me intrigava. Como eu não me lembrava dela?
- Bom dia Yoko-san – Ela disse – Consegue se lembrar de alguma coisa?
Apenas suspirei.
- Não me lembro Yura – Eu falei – Melhor eu ir a enfermaria do colégio, essa manhã despertei com uma dor de cabeça insuportável.
Ela agarrou no meu braço e sorriu pra mim.
- Vou com você – Disse enquanto caminhávamos.
Entramos dentro da escola e fomos para o segundo andar onde um grupo de garotos conversavam, um deles era o Kaitou,( foi assim que ele disse que se chamava). Pelo que Yura falo, ele andava comigo.
Ao me ver ele veio em nossa direção.
- Ohayoo, Yoko-chan – Ele disse. – Onde estão indo ?
- Enfermaria – Eu e a Yura falamos juntas e ela riu.
O Kaitou passou a mão no cabelo louro e sorriu.
- Acompanho vocês.
Eu aprovei e nós trez fomos a enfermaria.
Chegando lá, a Tsugumi-sensei estava arrumando a cama e ao me ver ela sorriu, como se soube-se que eu iria vir.
- Melhor vocês irem pra sala de aula e deixarem a Yoko-san descansar um pouco – Disse a sensei – Parece que hoje a primeira aula será recreativa e como o caso dela é especial, gostaria que vocês não perdessem, principalmente você Kaitou-kun.
Eu vi que o kaitou ficou vermelho e afirmou assim como a Yura.
- Nos vemos depois – Disseram os dois e saíram.
Eu fechei a porta e fui até a cama e deitei.
- Conseguiu recobrar alguma coisa? – Perguntou a Tsugumi-seisei massageando a minha testa.
- Não – Respondi – É como se algo bloquea-se.
Ela suspirou.
- Poderia tentar agora.
Eu pisquei os olhos.
- Claro – Disse fechando os olhos,
No momento que fiz isso, um breu negro cobriu os meus olhos e a imagem do meu sonho veio a minha cabeça, só que era diferente, o local que eu estava era o mesmo só que diferente.
Tentei me aprofundar mais, só que não consegui, pois, no mesmo instante uma dor de cabeça enorme surgiu e por mais que eu tenta-se controla ela, era impossível e abri os olhos e vi que sensei estava de olhos arregalados.
- Me perdoe Yuko-san – Ela disse – Descanse um pouco, irei preparar algo para você beber.
Eu apenas aprovei.
Eu vi a sensei levantar e anotar algo em um caderno e depois foi para sua maquina de café preparar um chá, provavelmente de pêssego ( oque eu me lembro ser meu favorito, deis do primeiro dia que vi aqui na enfermaria).
- Oque você conseguiu ver? – Ela perguntou
Eu engoli em seco .
- Apenas um breu, não consigo me lembrar muito bem, era como se fosse um sonho – Respondi evitando me lembrar – Porque ?
Eu me sentei e a sensei se aproximou de mim e me entrou o chá gelado de pêssego.
- Ainda estou tentando te entender – Ela disse – Quando terminar, é bom retornar a sua sala, antes que a sua professora reclame comigo.
Eu sorri e bebi o chá lentamente.
Enquanto bebia, a sensei não parava de me olhar, eu queria saber oque ela estava pensando.
Terminei de bebe e entreguei o copo a Tsugumi e me despedi me retirando e seguindo a minha sala.
Ao chega, a sensei apenas suspirou e fez um gesto pra eu entrar e assim fiz me sentando no meu lugar.
- Voce demorou – Sussurrou um garoto que eu não me lembro o nome que fica atraz de mim – Tudo bem?
Eu confirmei com a cabeça pegando o meu material.
- Só com as mesmas dores.
- Espero que melhore – Ele disse.
Eu suspirei.
Nesse instante o sinal da segunda aula tocou e a porta da sala se abriu e eu me surpreendi com a pessoa que entrou. Era a garota do meu sonho.
- Hizume....- Sussurei ao me lembrar do nome dela.
Como? Não é possivel? Aquilo era só um sonho.
A Hizume foi para perto da sensei e sorriu pegando um giz e escreveu o nome dela no quadro negro: 武田ヒズメ (Takeda Hizume)
Quando ela se virouestava de olhos fechados e ao abrilos percebi que eles eram tao vazos quanto o mar negro, e aquilo me deu arrepio.
- Essa é a Hizume Takeda – Disse a sensei.
- Prazer em conhece-los – Disse se apresentando.
A voz dela é igual a do sonho, pensei.
- Ela voltou recentemente ao Japão e espero a colaboração de todos para sua adaptasam em um novo ambiente – Falou a Murasami-sensei – Gostaria de dizer algo aos seus novos colegas.
A Hizume sorriu.
- Conto com vocês – Ela disse.
Quando ela me percebeu, um sorriso surgiu no rosto dela e eu me arrepiei.
- Sakamoto-kun, poderia pula de carteira – disse a sensei ao garoto que senta do meu lado e vi ele indo para traz – e Yoko Aoi-san, gostaria que você ajuda-se a sua nova colega. Sei que esta passando por problemas mas vejo que isso pode ajudala.
- S-sem problemas – Gaguejei
A Sensei apontou para a carteira que era do Sakamoto e a Hizume veio em minha direção. Aquela sensação era horrível, e senti que minha cabeça ia explodir.
A hizume parou do meu lado e sorriu pra mim e se sentou na carteira e a puxou para perto de mim, ao fazer isso, ela colocou esticou a mão e eu a observei.
- Espero que sejamos amigas, Yoko-chan – Ela disse e eu apertei a mao dela.
Yoko cuidado, falou uma voz na minha cabeça., é uma armadilha..
Eu parei de segurar a mão dela e peguei a minha lapiseira, nesse instante, a aula começou.
Mas, por que essa sensação não some.
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