Imaginário
21 Eu avisei. parte 2
Notas iniciais
– Co...
–não fez amigos?
–não. Na verdade eles riram de mim... – ele bufou e desceu de lá ficando na minha frente, eu o encarei confusa e ele colocou a mão na minha cabeça encostando a testa na minha, eu corei e ele fechou os olhos, Deus acho que ele vai me beija.
–Nanda. Eles ainda não sabem a pessoa maravilhosa que você é, de tempo ao tempo não é?
–sim. –sussurrei e sorri assim que ele abriu os olhos e se afastou. Â “achei que ele ia me beija!”
–você quer que eu te beijei ?
–eu não falei isso.
–falou sim.- “não...eu pensei isso, tenho certeza que não falei.” – você falou sim! – ele se aproximou pra me beija e eu me afastei.
–Perai! Co presta atenção em mim está bem. – ele voltou a se afasta e eu a pensa. “consegue dizer o peito do pé do Pedro é preto?”
–o peito do pé do Pedro é preto... perai...você não falou.
–não. Eu pensei isso. Você consegue ouvi o que eu to pensando? – “oh deus”
–acho... Acho que sim. – nos encaramos assustados e ficamos parados. – Nanda?
–eu?
–quer ou não? – “quere o que, á...o beijo..” .- é o beijo.
–Pará já com isso! Minha cabeça é restrita a mim!
–eu fazendo parte dela.- tocou na minha testa.- tenho o direito de sabe.
–tem não porra , a cabeça é minha e só pra consta eu já te disse, você não veio da minha mente perturbada veio do meu coração.- segurei minha cabeça como se fosse uma tigela de vidro.
–ownt.
–não faz “ownt” isso é gay. (nada contra os gay’s viu, amo vocês)
–quer?
–Não! – “Sim né dããã”pensei e o desgramado leu minha mente, ele deu um rápido selinho e se afastou. Segurei o folego e apontei pra ele como se não acredita-se no que ele fez. Eu ainda o amo? Sim mais agora decidi foca na amizade e esquece o amor por enquanto, não sei por que mais agora me lembrei do San. – Cody eu quero que pare de lê minha mente ta. Á pensamentos meus que você não deve ouvi.
–tipo esse do San?- falou com raiva e eu rebati com mais raiva.
–falei pra para!- ele se assustou um pouco e se encolheu. – não é só esse – falei triste.
–O.K
–desculpe...bom vamos pra “casa”- fiz aspas com os dedos e ele fez bico e começou a balança a cabeça no ritmo da musica que eu tava ouvindo no fone e ele com certeza estava lendo a minha mente ouvindo a musica.
.
–tchau. – falei assim que meus primos saíram para a escola e meus tios foram trabalha. eu fiquei só na casa, sentei no sofá e liguei a TV ,nada de interessante decidir jogar, coloquei um jogo que havia comprado antes de me mudar, era de corrida, eu me sinto muito bem e relaxada jogando esse tipo de jogo. Bom estava distraída jogando com o volante dos meus primos quando ouvi uma cantoria na cozinha. Eu pausei o jogo meio incerta se tinha ouvido certo e me levantei indo até lá e vendo o Cody dançando uma musica de corno que estava tocando no radio que fica 24h ligado na cozinha.
–mas o que?- ele me encarou sorrindo e “pegou” na minha mão me conduzindo para o meio da pequena cozinha se posicionou na minha frente me abraçando pela cintura e eu pelo seu pescoço e começamos a dança devagar aquela musica melosa. “que loucura kkk sei que está ouvindo o que eu to pensando Co. aproposito você beija mal.”
–nem te beijei, te dei um selinho. E eu beijo muito bem.
–aham Claudia senta lá.
–avá. – eu sorri e me afastei ouvindo a musica acaba.
–boy meu carro está ali estacionado, quer da uma volta no meu carango. – falei com uma voz de homem dos anos 80 e ele sorriu já indo na frente.
–topo sim broto, vamos da um rolé. – eu gargalhei e voltei para meu jogo com o Cody sentado do meu lado. Peguei meu celular e coloquei uma musica pra fingi que era o radio do carro e começamos a balança a cabeça pra frente e pra trás cantando.
–AHH, you just came home from doin a bid – cantei e buzinei .
–Tell me what you gona do?- continuous e nós olhamos cumplices.
–ACT A FOOL! – dizemos juntos e rimos continuando a canta.
.
Passou as horas rapidamente e estava na hora de ir a escola dos meninos busca-los, meu trabalho era simples em tese, eu tinha que busca meus primos na escola, depois fazer um lanche para eles e ficar com eles até meus tios chegarem do trabalho, saí apresada com Cody em meu encalço, o colégio dos meus primos é meio longe da casa deles então é uma boa caminhada até lá.
–Cody estamos juntos faz um tempo né...por que só agora você começou a lê minha mente, opa melhor dizendo, ouvi meus pensamento?
–olha eu não sei ,tipo é meio estranho. Eu fiquei curioso com o que você estaria pensando, e quer sabe você não explica direito e tenho que fica decifrando e adivinhando- comentava e eu apenas rolei os olhos.
–sei eu sou meio enrolada em fala mesmo.
–pois é, ai do nada eu comecei a ouvi o que você pensava.
–ô louco.
–né. – fomos conversando o caminho todo, o caminho era bem deserto e silencioso típico daqui, é meio chato. Ao chega lá o sinal da saída tocou, eu sentei na escada vendo as crianças passarem correndo por mim e em fim chegou a dupla dinâmica-SQN o Paulo parecia animado e já veio me contado sobre seu dia na escola e eu ouvia atentamente, já o Leandro parecia emburrado com algo e eu decidi não fala nada, espera ele me conta, ou não.
P -eai a professora disse que eu sou um bom aluno.
–que bom Paulo.
L-tu é nada.
P- sou sim!
L- é não! Tu é um gordo isso sim.
P- cala boca seu “burro idiota”- essa é a maior ofensa que meu primo menor pode fala, burro idiota kkk.
L- idiota babaca.
–HEY parou isso ta, rum ! – eles se olharam com raiva e ficaram calados o caminho todo de volta, quando chegamos eu fiz um pequeno lanche pra eles que quando terminaram saíram para brinca na rua e eu voltei para meu lindo carro modificado. Não demoro aos meus tios voltarem pra casa e logo perguntando aonde estavam seus filhos.
–o Matheus ainda não chegou, o Paulo e o Leandro tão na rua brincando.
–eu vi só o Paulinho na rua, não vi o Leandro.
–tio ele saiu daqui junto do Paulo e disse que ia brinca na rua, pra mim ele tava lá.
–pois é isso ta muito estranho – minha tia comentou e logo o seu celular começou a tocar, eu e meu tio ficamos curiosos quando ela disse “o Leandro o que ?” E voltou a fala mais com certa raiva no telefone. –o Leandro estava no campinho lá de baixo a essa hora disque jogando bola, era o Naldo no telefone, ele disse que estava voltando pra casa de carro e viu ele lá, já o está trazendo. –eu respirei aliviada já pensando que ele havia sido sequestrado , é isso ae minha cabeça já trabalha em mil e uma ideias sobre o assunto já pensando o pior.
–Nanda?
–que foi Cody?- perguntei normalmente já que meus tios foram fazer alguma coisa longe de mim.
–Eu to com sono... — disse manhoso sentando (lê-se se jogando de qualquer jeito)
–sono? Eu estou com sono desde depois do almoço, ainda não me acostumei com dormi naquele colchão é pequeno...
–to nem ai só quero dormi- ele virou a cabeça e logo sorriu bem safado pro nada.
–Isso não é justo!
–o que?
–você lê meus pensamentos e eu não leio os seus.
–sabe por que isso acontece?
–por quê ?-perguntei debochada, com certeza ai vem merda quer vê?
–por que eu sou o rei. — . . . Eu ouvi direito?
–...O que ? –perguntei ainda não acreditando no que eu ouvi.
–eu sou o rei, o cara, o fodão, meu amor. – ele falou com tamanha certeza e Ego que acho que a sala estava cheia do ego dele e estava me sufocando.
–eu não ouvi isso, é... Não ouvi nada disso- sai de lá e ele apenas sorriu.
Meu primo chegou com o tio dele que contou o ocorrido ao meu tio(pai do Leandro) e o dito cujo(Leandro) explicou o fato de ter mentido pra mim que ia brinca na rua e foi pra 4 quadras daqui joga bola. Meu tio claramente tentou entender gritando com meu primo puto da vida e mandando ele ir banha bem e “ESFREGA ESSE PÉ” como ele disse.
Dia no fim e eu deitada no minha nova cama, um colchão no chão da sala. Já estava tudo escuro e eu estava deitada olhando pra o teto e o Cody estava deitado do meu lado me abraçando, como eu disse o colchão é pequeno e só caibo eu nele (por que sou uma verdadeira miniatura) então pra cabe nos dois temos que fica muito juntos, eu disse pra ele dormi no sofá mais insistiu pra dormi comigo por que estava acostumado e o sofá era duro demais, como se ele sentir-se que o sofá é duro.
–no que está pensando? – me perguntou e depois bocejou recostado melhor a cabeça no meu ombro.
–nas próximas semanas...sei lá...
–lembra o que eu disse quando estávamos no ônibus a caminho daqui?
Flashback ON
Estávamos sentados no meio do ônibus meio vazio, minha mãe sentou mais na frente e conversava com uma senhorinha que estava ao seu lado, eu tentava segura minha mala entre as pernas.
–eu não acho isso certo!
–vai começa de novo Cody.
–vou, vou começa! Olha aqui ainda não me conformei com essa mudança, isso não ta certo! lembra-se quem são seus primos né, claro que ele iriam gosta de lá, deve ser a cara deles.
–Cody alguns dos meus primos mudaram sabe, ainda não sabemos de nada, vai que será legal
–não será, e quando você vê isso eu vou dizer, “eu te avisei”
–vou me esforça e prova que não precisara dizer isso Co, chega de paranoia.
Flashback off
–esse foi somente o primeiro dia Co...
–Nanda todos os dias podem e serão assim, hoje foi ruim não é, não percebeu como eles são parecidos com seus primos? Eles riram de você e não aceitaram sua amizade, não estou jugando mau mas estou falando a verdade dos fatos. Sinto ter de dizer isso mais eu te avisei. – ele disse e se virou ficando de costas pra mim atravessando parte do sofá.
–eu espero que esteja errado... talvez ainda seja cedo pra me dizer isso. – ele não me respondeu ,mas sei que ouviu. – boa noite. – Sussurrei me deitando costa a costa com ele como sempre mais não era na minha cama...nem na minha casa...nem felizes.
Fale com o autor