Imagine - stray kids

31 . Seungmin (ABO) +18


Notas iniciais
Avisos: ⚠️Capítulo contem menção breve de armamentos e mortes, (nada detalhado e de fato muito breve)⚠️ Espero que curtam, boa leitura.

MEU PARCEIRO ALFA.

E mais uma vez o meu parceiro Kim e eu realizamos uma missão com sucesso e por isso, bem agora estamos em nosso momento de sair daqui e deixar que o mundo atrás de nós, queime com a explosão que causamos.

Meu parceiro é bem na dele, um alfa mais calado, porém muito observador, e isso é algo que admiro muito nele, afinal o nosso trabalho exige toda essa compenetração que ele tem.

E sem querer me gabar somos uma dupla e tanto, e o melhor nisso tudo é que sempre nos demos bem.

Pelo menos até o momento nada foi forte o suficiente para abalar nosso “status quo”, e verdade seja dita, eu espero que continue assim, pois o alfa que agora está correndo ao meu lado é o melhor no que faz e eu o encaro sempre como um exemplo do que quero alcançar em minha carreira.

Só não quero que ele saiba disso nunca.

[...]

Minha vida profissional começou por volta de cinco anos atrás, quando entrei na agência de serviços secretos como uma simples trainee e já na entrevista meus chefes decidiram que eu treinaria com os melhores.

Não por eu ter um currículo vasto ou impecável, mas sim por eu ser uma beta com o corpo pequeno que eles logo disseram ser perfeito para me infiltrar nos lugares mais difíceis e como dito por eles era algo que eles estavam precisando, então a vaga era minha.

Enfim, após horas de entrevistas e dias em diversos testes dos mais variados tipos, eu finalmente entrei na PYJ Operações Secretas (não muito oficiais) e em todo meu processo de adaptação fiquei fixa por um bom tempo em cada um dos setores que me colocavam onde pude aprender com os melhores agentes todas as técnicas e macetes desse trabalho que podemos dizer, não é lá tão convencional.

Agora estou aqui em fuga com o agente Kim Seungmin, depois que passei três longos anos não só em campos de treino e aprimoramento, assim como em missões me preparando para isso, meu chefe mor o Christopher disse ter decidido que eu estava pronta para atuar ao lado do nosso melhor a gente de campo.

E querem saber do que mais?

Corro assim ao lado do Kim já há dois anos inteiros e posso garantir que esse alfa lúpus nasceu para isso... como corre, meu senhor.

[...]

Tudo nessa vida acontece muito rapidamente, um momento, e se não estamos apercebidos um deslize pode botar tudo a perder...

— Kang Tah-mi! Que diabos você está fazendo? Nosso carro está para o outro lado!

E foi ouvindo a voz do meu parceiro alfa logo atrás de mim que notei que eu estava exatamente em um momento desses.

Sem pensar nas consequências dos meus atos, resolvi ir atrás dos agentes rivais que faziam o oposto de nós nessa operação para os eliminar, afinal eles nos viram e iriam relatar aos seus superiores, o que colocaria um belo alvo nas minhas costas e na do meu parceiro.

Mas eu não devia ter feito isso, meu descuido nos fez perder nosso veículo de fuga, e agora o Kim estava furioso comigo.

— Tah-mi, pare com isso e me siga agora mesmo.

Não o obedeci, fui teimosa, e já que nos desviamos de nossa rota de fuga eu iria até o fim.

— O que deu nessa beta? Se morrermos aqui, eu vou te matar Kang Tah-mi!

Ouvi a voz do alfa e soube que não teria volta, ou eu acertava o inimigo para justificar ao alfa o meu deslize ou eu estaria morta.

Virei meu corpo a toda a velocidade que pude, me jogando no ar para aumentar minhas chances de mira e comecei a atirar.

Bang!

Atirei de forma certeira e o primeiro agente inimigo caiu.

Bang! Bang! Bang!

Mais três tiros certeiros e assim foi com os três últimos agentes inimigos que caíram sem vida, não sobrando ninguém que viu os nossos rostos para contar história.

E assim que me levanto da posição em que estava sinto a mão grande do meu parceiro me pegando pelo braço.

— Feliz agora Tah-mi? Podemos ou não dar o fora daqui antes que nos peguem ou você acha mesmo que eles não sabem quem somos? Acha que já não estão com as imagens das câmeras? E mesmo com nossos disfarces ele já não deduziram que somos nós?

O olhei assustada, como pude me esquecer das câmeras?

— Agente Kim eu...

— Fica quieta e me deixa tirar a gente daqui, vem, me segue, e dessa vez sem gracinhas, agente Kang.

— Sim agente Kim.

Saí seguindo meu companheiro com uma imensa vontade de eu mesma me matar e pude o ouvir resmungar.

— O que deu nessa louca hoje?

Noto que o agente Kim continua muito impaciente e pelo jeito já está em contato com a central, falando com nosso chefe Chris sobre o meu deslize.

[ — Tudo bem Chris, mas mande logo o novo veículo ao nosso encontro, não sei quanto tempo vou conseguir ficar tranquilo depois disso.]

Ele desliga o comunicador e me encara.

— Vem comigo. — Seu tom é seco e gélido, e apesar do tempo que trabalho ao seu lado ele usou esse tom comigo pouquíssimas vezes e isso ainda me faz tremer.

— Para onde vamos?

— Aguardar que o Chris nos mande um novo veículo de fuga para nos resgatar, já que perdemos o timing do que deveríamos ter pegado, e enquanto isso ficaremos escondidos em algum hotel.

Como ele não estava para conversa, eu apenas o segui, mas me sentindo muito mal por colocar tudo a perder e assim que eu puder eu me desculparei com ele.

Por sorte não nos ferimos com esse meu descuido.

[...]

No hotel.

— Só temos um quarto vago, senhor.

— E agora mais essa... — ele revirou os olhos impaciente. — Tudo bem, ficaremos com ele.

— Certo, forma de pagamento?

— Dinheiro.

— Muito bem, aqui estão suas chaves, senhor, aproveite com sua namorada.

— Ela não é... ah, deixa para lá.

— Vamos Kang, anda logo.

Ter o alfa bravo assim estava me deixando atordoada e assim que entramos no quarto a discussão começou.

— Agente Kim eu...

— Pelo amor de deus não se desculpe comigo Tah-mi ou juro que vou sair do sério.

— Mas alfa...

— Mas alfa? O que você estava tentando fazer Tah-mi? Não, sério mesmo? O que foi aquilo lá?

— Eu não sei tá! Me descontrolei foi isso... — Falo mais alto do que gostaria. — Eu errei, e sei disso e peço desculpas Alfa? Mas porra, estou há dois anos ao seu lado, Kim, quantos erros eu já cometi hein?

A verdade era que alguns, mas nenhum tão substancial como esse e o Kim sabia disso.

Meu parceiro levou as mãos aos cabelos, ele nitidamente estava se contendo para não explodir comigo.

— Faz assim, preciso falar novamente com o Chris, passar nossas novas coordenadas e pegar instruções, aqui é o fim do mundo, então dificilmente nos acharão, mas isso se você fizer o que nos for ordenado sem surpresinhas desagradáveis no meio do processo.

— Está bem, que seja...

— E ainda é marrenta, acho que o Changbin e o Han te acostumaram muito mal quando você era agente deles.

Eu já estava ficando ainda mais nervosa e pelo olhar fixo do alfa com seu cheiro de damasco e pinheiro que estava bem acentuado em seu tom amadeirado devido ao seu stress, eu sei que estaria em maus lençóis assim que voltássemos a base de operações.

— Pare de me olhar assim.

— Vou parar quando você sair da minha frente, que tal ir tomar um banho? Tire essa peruca loura também, e caso sejamos vistos ficará mais difícil de nos identificar.

Sem muito o que contrapor para meu parceiro decido acatar sua sugestão e vou me banhar.

[...]

Estar em um banho com o Kim Seungmin a poucos metros de mim já era algo rotineiro até então isso não me incomoda mais e acredito que para ele seja o mesmo.

Em cada missão nossa fuga se dava de uma forma, mas hotéis, sejam os baratos de beira de estrada ou os mais luxuosos que se possa imaginar sempre nos acolhiam em momentos como este, ou até nos mais simples e quase sempre dividíamos um quarto por meu parceiro achar que assim fica mais fácil para nos protegermos.

Mas nunca ficávamos juntos quando ele estava irado com algo, e dessa vez além dele estar possesso, o motivo de sua ira sou eu, então mesmo a portas fechadas no banho em que acabei de iniciar consigo sentir a tensão do alfa.

E como tudo se deu, ter o alfa espumando de ódio de mim do outro lado da porta me faz gelar dos pés à cabeça, então sigo meu banho sem tentar pensar muito nele.

[...]

Seungmin, no quarto em ligação.

[ — Está mais calmo Seung?

— Não... Me dê boas notícias e quem sabe aí eu me acalme.]

Um silêncio do outro lado da linha faz o sangue do alfa ferver.

[ — Chris?

— Sinto muito amigo, mas só conseguirei tirar vocês daí em quatro dias.

— O quê?! Chris, pelo amor de Deus...

— Me desculpe Seung, mas qualquer veículo que encoste aí vai nos denunciar de cara, então aguente firme e cuida da Tah-mi, em quatro dias o Felix vai com o Yang até vocês e quando voltarem se você quiser posso trocar sua parceira.]

Ouvir aquilo fez o alfa pensar, ele estava bravo? Sim, estava..., mas o momento de tensão maior já havia passado e não era para tanto assim.

[ — Não se preocupe com isso Chris, eu vou me resolver com a minha parceira.

— Tem certeza Seung? Se quiser nem precisa mais trabalhar em dupla com outro agente, você sempre foi excelente sozinho também, se quiser pode voltar as suas missões solitárias.]

O agente Kim sorriu, essa não seria uma má ideia afinal.

[ — Já disse, está tudo bem, vou me resolver com a Tah por aqui, afinal vamos ficar preso nesse fim de mundo por quatro dias inteiros né? Teremos tempo para isso.

— Está bem então, e fiquem atentos, se a coisa apertar aí corram para o próximo hotel possível para se esconderem me entendeu?

— Sim Chris, e pare de rir baixinho, é irritante.

— Me desculpe Seung, não fiz por mal.

— Tá que seja... tchau Chris!

— Tcha...]

— Velho insuportável.

O alfa sempre desligava na cara do chefe, eles são amigos e se tratam assim, vai entender.

[...]

Meu banho foi relaxante, e quando saí ouvi um pouco da conversa do alfa, o que me aliviou, acho que ele disse que nos resolveríamos, então vou até ele enquanto ainda seco meus cabelos.

— Ah, terminou o banho... Agora sou eu quem vou.

O alfa pegou uma toalha e passou por mim levando aquele cheiro bom dele que agora parecia mais controlado.

— Alfa...

— Depois Tah-mi.

[...]

Nós sempre dávamos um jeito de ter roupa para trocar, afinal, eram os nossos disfarces em jogo e agora depois que o Kim saiu do banho reparei que parecíamos um casal que se veste combinando.

Moletom cinza, camiseta preta, os dois, idênticos.

Sorri disfarçadamente pela ironia da situação, mas não teci nenhum comentário sobre isso.

Não quero o irritar novamente.

Ele saiu do banho, passou para a sala e ficou secando seus cabelos e eu quero só ver como ele ficará quando perceber.

— Kim... podemos falar agora?

Meu tom saiu quase submisso ao alfa e eu odiei aquilo.

— Podemos sim, mas não precisa falar assim, já estou bem mais calmo e pensando bem teremos quatro dias de folga presos aqui, então é melhor mantermos uma boa comunicação.

— O quê? Quatro dias? Tudo isso?

— Sim Tah-mi... sua desatenção nos prendeu aqui por quatro dias, — Ele parou e respirou fundo voltando a me encarar em seguida. — Me diga beta, afinal o que houve com você hoje?

— Eu quis nos proteger Kim, só isso, mas acabei ferrando a merda toda.

Falei e virei meu rosto para não ter que encará-lo.

— Hey, olhe para mim... — fiz o que ele me pediu, mas muito a contra gosto. — Nunca desvie seu olhar do meu, lembra?

Ele sempre me dizia para o encarar nos olhos quando conversássemos, pois, era assim que estabelecíamos laços de confiança um no outro.

— Sim, eu lembro.

— Ótimo, serão só quatro dias Tah, e se você se comportar serão dias bons.

Eu estava pronta para retrucar, mas decidi que não estava nesse direito então fiquei quieta.

— Como notou só temos uma cama no quarto. — Ele disse para nos organizarmos.

— Sim, você dorme lá e eu aqui no sofá da sala, é o mínimo que devo fazer por ter nos colocado nessa.

— Uma beta irritantemente consciente, — ele disse me encarando. — Você dormirá no quarto Tah-mi e não quero um pio sobre isso está me ouvindo?

— Kim!

— Está me ouvindo Tah-mi?

— Mas que droga!

Ele sorriu de canto, claramente já estava bem mais calmo, graças ao banho certeza, porque nosso chefe nunca consegue o acalmar.

— Vá e descanse, quando for pedir o jantar eu te chamo para escolher.

Entortei tanto minha boca que ele me encarou sério.

— Tah, não me faça usar a voz de lobo em você, porque se preciso for usarei, e eu não quero ter que fazer isso, de verdade não quero.

Vi o Kim usar sua voz de lobo umas três ou quatro vezes nesses dois anos ao seu lado, mas nunca foi comigo, e isso era algo que eu morria de medo que acontecesse.

— Certo alfa, então, eu vou.

Não posso dificultar nossa estadia aqui, já será um tormento esperar quatro dias pela fuga.

[...]

Acho que cochilei e quando acordei a luz lá fora já não era a natural do dia, e sim a precária luz vinda dos postes que se esforçavam para iluminar a rua.

Saio do quarto e o Kim estava vendo TV.

— Acordou enfim, — eu ainda me espreguiçava e notei o olhar do alfa em mim. — Olhe o cardápio e escolha o que vai comer para poder pedirmos, estou com fome, quase não a espero.

— Não devia ter esperado Kim.

— Ah, não se anime beta, não a esperei por você, mas sim porque quanto menos pessoas batendo na porta melhor, então vamos tentar pedir os serviços de quarto sempre juntos está bem?

O cinismo e a ironia na voz do alfa revelaram que ele já não estava tão bravo assim comigo.

— Engraçadinho, mas sim, você tem razão, desculpe ter dormido tanto e o feito esperar.

— Por favor beta, pare de se desculpar comigo, aquilo já passou, consequências? Okay, temos, mas passou, me desculpe ter ficado tão bravo também, é que eu queria estar na formatura da minha irmã, mas agora não vou mais poder... por isso fiquei assim.

Aquilo me arrasou, eu realmente ferrei tudo para ele.

— Kim, eu...

— Tah-mi, relaxa, — ele gargalhava como se a piada tivesse sido ótima. — Eu nem tenho irmã beta, só estou tirando uma dessa sua onda de culpa.

Finjo ficar brava, não quero perder minha postura diante dele, mas isso me aliviou, era só o alfa demonstrando que estava mesmo mais calmo comigo.

— Seungmin! Que merda! Vai ficar me castigando assim?

Ele agora gargalhava ainda mais e seu cheiro amendoado estava delicioso.

— Vou sim... agora escolha a comida de uma vez, vamos jantar e eu serei o próximo a dormir um pouco.

— Está bem.

[...]

A primeira noite foi tranquila para nós dois, mas o dia que se passou foi longo, não tínhamos muito o que fazer, não poderíamos ficar saindo muito, então o Kim fez uma lista básica e saiu na parte da tarde, comprou uns snacks, soju e cerveja, revistas, já que não podemos usar os celulares, também umas roupas, bonés e óculos escuros para nós dois para o caso de precisarmos sair correndo daqui e quando voltou eu estava completamente entediada olhando a TV do quarto sem prestar um pingo de atenção nela de fato.

— Me diz que você trouxe chocolate.

Falo tentando comover o coração do alfa que me encara com um semblante de poucos amigos.

— Se você ao menos merecesse...

Ele jogou uma barra de chocolate ao leite no meu colo e eu sorri para ele.

— Obrigada alfa.

— Agradeça a minha irmã na formatura dela.

— Idiota.

Sorrimos e ele deixou as coisas na mesa.

— Ta assistindo o quê beta?

— Nada, se quiser pode tirar do canal ou desligar a TV.

— Tudo bem, vou falar com a PYJ, não faça bagunça.

[...]

A segunda noite chegou até que depressa levando em conta a lentidão do dia, comemos frango frito, limpamos nossas armas e tomamos soju com cerveja.

O alfa ainda estava em alerta, e eu também, não podemos nos dar ao luxo de sermos pegos aqui, mas agora eu estava no meu banho, me preparando para ir dormir quando me senti gelar.

Aconteceu algo que jamais poderia ter acontecido e agora, sim, eu sei que estou completamente perdida.

[...]

Seungmin Pov.

Desde que a beta entrou na PYJ que soube que ela tem um potencial incrível.

Fora que ela passou pelas habilidosas mãos de todos os melhores agentes antes de chegar a mim.

Com o Chris ela aprendeu como coletar informações.

E com o Minho ela aprendeu a lutar, e posso dizer que ela aprendeu muito bem com ele.

O Hyunjin a ensinou a atirar.

Já o Felix ensinou a ela a arte da tortura para obter informações.

O Yang mostrou a ela como se dirige de verdade.

E o Changbin junto ao Han lhe ensinaram o grosso de tudo, sistemas, infiltração silenciosa, elemento surpresa, disfarces, uso de equipamentos, enfim, inclusive foi com os dois que ela passou mais tempo, por isso digo que ela é uma mimadinha, ela é a única beta mulher da nossa equipe e a dupla dinâmica cuida dela como uma joia preciosa.

Já eu, ensinei a ela como ser a melhor em todas as habilidades passadas a ela de forma tão excelente pelos outros agentes.

Não que eles não sejam os melhores no que fazem, mas é que sou habilidoso em todas essas áreas e ainda tenho o dom do “planejamento invisível” como gosto de chamar e isso é algo que estou tentando ensinar a ela, uma vez que é comigo que a beta está nesses últimos dois anos.

Ela é realmente boa, pegou tudo que lhe foi ensinado e aprimorou, adaptou ao seu corpo pequeno e delicado e aplica tudo com uma excelência de dar inveja.

Muitos de nossos alvos temem só de pensar nessa nossa dupla, e isso é algo que aquece meu ego, porque, sim, somos bons, limpos, rápidos e certeiros, mas não sei o que deu nela em nossa última missão.

Ela quase mandou tudo aos ares com aquela atitude impensada, foi perigoso, e eu temi.

Não só pela operação, não só por mim, eu temi pela minha parceira beta.

Agora temos que passar uns dias aqui, um já foi e sem surpresas desagradáveis, o que nos deu certa calma por hora e só torço que continue assim.

E o mais engraçado foi vê-la vestida exatamente como eu, parecíamos mesmo um casal como a moça da recepção insinuou.

A beta é linda, mas nunca pensei em me juntar a ela, ou pensei várias vezes, mas isso ninguém nunca saberá.

A Tah-mi está no banho, depois serei eu e dormiremos em paz mais uma noite.

É o que espero.

[...]

Minha parceira já está a um bom tempo no banho e eu posso jurar que estou sentindo algo que não reconheço.

Um delicioso cheiro de ômega, e está crescente, tão forte que fez algo se animar no meio de minhas calças e por isso tento me controlar.

Mas de onde vem o cheiro? Um ômega por perto? Deve ser algum funcionário do hotel?

Não sei, mas um agente espião é que não é, pois, nenhuma agência pegaria seres tão frágeis para esse tipo de trabalho.

Ômegas são algo precioso demais, frágil demais, e precisam ser protegidos a todo o custo e é exatamente como estou me sentindo agora, com uma imensa vontade de proteger esse ômega com um cheiro delicioso de merengue e morango.

Começo a andar de um lado para o outro impaciente, meu lobo está começando a se agitar demais e nossa... esse cheiro não vai embora.

E foi aí que notei.

Claro que o cheiro não se dissipa, ele está aqui no quarto, vindo de dentro do banheiro, mas quem está lá é a Tah-mi, uma beta que...

Que eu nunca senti o cheiro que tem, nunca nenhum de nós sentiu e sempre entendemos os motivos da beta em usar inibidores.

Entendemos e nunca buscamos saber qual era o seu real cheiro.

Em sua ficha ela colocou que cheirava a terra molhada, um cheiro típico de betas, pois sempre acalmam alfas como se a natureza delimitasse a função de um beta já no seu cheiro.

Mas o que está vindo do banheiro não é nem de longe cheiro de terra molhada.

Não...

É a porra do delicioso cheiro de merengue e morango, doce e um tanto cítrico do jeito que amo e essa merda está aumentando muito rapidamente, se o cheiro for mesmo da Tah-mi ela atrairá para nós uma atenção totalmente indesejada e por isso tomo coragem, prendo minha respiração e vou até a porta do banheiro.

— Tah-mi?

— Hum...?

— Que porra tá acontecendo aí dentro?

— Seung... me desculpe...

Droga!

Isso vai dar muita merda.

[...]

Tah-mi POV.

Há cinco anos eu menti sobre meu subgênero para poder realizar meu sonho.

Nenhuma agência de serviços secretos pegaria uma ômega e por mais habilidades que eu tivesse minha resposta sempre seria um sonoro e redondo não, então eu menti.

Disse ser uma beta, pois sei que é unanime a opinião de que betas estão aí para o serviço, seja ele de que cunho for e óbvio deu certo, a PYJ me contratou sem receios, assim como eu queria e desde o dia da minha entrevista que uso inibidores de cheiro, os comprimidos, os injetáveis, nunca ficando muito tempo em um tipo só, porque isso acaba ferrando tudo por dentro, e nesses últimos tempos estava usando adesivos, que são os menos nocivos e meus preferidos.

A merda que acabou de dar enquanto eu tomava banho é que acabou o efeito do meu inibidor e para ficar ainda mais perfeito, eu havia programado certinho para o fim do efeito do inibidor coincidir com o início do período do meu cio, pois em minha mente era para eu estar em casa agora, de folga depois de uma ação bem sucedida.

Nunca me passou que teríamos um imprevisto, e porra, eu causei a merda do imprevisto.

Estou perdida.

Estou fodida!

E para melhorar tem um alfa do outro lado da porta que deve estar furioso comigo, pois bem agora ele já deve saber de tudo.

Eu menti, sou uma ômega burra que bem agora estou entrando no meu cio e isso será um para raio de alfas a quilômetros de distância e pela minha situação é impossível usar um novo inibidor, primeiro que teríamos que comprar, segundo que se o alfa me deixar aqui sozinha os alfas ao redor virão e eu já era.

Não sei o que fazer...

Meu coração está acelerado, meu corpo já se encontra febril e eu mal consigo raciocinar com o cheiro delicioso de pinheiro amendoado e amadeirado do meu parceiro alfa invadindo o banheiro onde fiz questão de me manter trancada para o nosso bem.

Meu lobo está uma bagunça, ele uiva alto em minha mente querendo se libertar e se aliviar o mais rápido possível e eu só quero chorar.

Como pude perder o controle de tudo assim?

Uma batida na porta e meu corpo inteiro estremeceu.

Tarde demais, ele deve estar furioso comigo.

“— Tah-mi?”

A voz do alfa está tão grossa e imponente que me sinto gelar.

“ — Hum...?”

Falo quase em um sussurro, abraçando meu próprio corpo buscando um acalento.

“ — Que porra tá acontecendo aí dentro?”

Não me odeie alfa, por favor...

“— Seung... me desculpe...”

Merda!

Isso vai dar muito ruim.

Tento controlar minha respiração, meus instintos que gritam para eu abrir a porta, e principalmente o meu estado deplorável, mas não dá, o efeito do adesivo inibidor deve ter acabado hoje cedo e eu não notei o que deu ao meu corpo um dia inteiro de preparação para um cio que veio com força.

— Tah-mi, você mentiu para nós? Você é uma ômega, agente Kang?

O Seungmin vai me matar.

— Menti, me perdoe, mas vocês nunca me contratariam se eu dissesse a verdade Seung...

Silêncio, e eu podia sentir os feromônios do alfa aumentando assim como sentia os meus próprios ebulirem em meu corpo.

— Não temos tempo para isso agora, — a voz dele tremia, e eu entendi o porquê. — Você precisa dar um jeito nisso ômega, tente se aliviar, você já fez isso sozinha?

Essa era a pior conversa da minha vida.

— Já alfa, mas nunca dá certo.

— E como você faz em seus cios?

— Procuro alguém para me aliviar e me tranco até que ele chegue até mim, como não tenho um parceiro, é a melhor opção que tenho, melhor do que deixar que alfas desconhecidos se descontrolem e me tomem contra minha vontade.

Um breve silêncio e um estrondo na porta denunciam como o alfa está se revirando para encontrar um jeito.

— Tah-mi, eu vou para a sala, vá para a cama e tente resolver isso e se realmente não aliviar o cheiro farei algo se você me permitir, posso te marcar sei lá, para mascarar seu cheiro porque aí você seria uma ômega com um alfa e afastaria a atenção e não precisamos fazer nada, só sei que ou resolvemos isso, ou a cidade inteira de alfas sedentos estarão batendo aqui, seu cheiro é deliciosamente atrativo ômega.

As palavras do meu parceiro alfa saíram doídas, era nítido que ele estava se controlando como louco para não quebrar a porta do banheiro e entrar aqui e eu consegui sentir isso, meu lobo sente e nós dois estamos quase implorando pela ajuda do alfa.

— Está bem, vou sair.

Ouço ele se afastar da porta e quando saio do banheiro o vejo parado em pé e de costas para onde eu estou.

— Vai logo ômega...

Ele não se move, mas sua voz denuncia seu real desejo.

Me tranco no quarto e começo a tentar me aliviar, mas como sempre é uma tentativa inútil.

Sempre que faço isso meus calores aumentam, meu cheiro aumenta e eu fico ainda mais fora de mim em desejos e impulsos que não consigo controlar.

Queria muito que o alfa na sala me ajudasse.

— Ômega, estamos fodidos se isso continuar, já ouço murmúrios nos corredores.

E aí decido que não dá mais para evitar.

— Seungmin...

Minha voz de desespero alertou o alfa na sala.

— Oi, Tah...

Notei seu timbre trêmulo, como se o próprio já não aguentasse mais todo esse frenesi que pairava no ar.

— Entre aqui e me marque... — falei quase em um gemido involuntário, as coisas já estavam totalmente fora do meu controle. — Por favor alfa, me ajude.

Eu sabia que ele precisava da minha permissão, mas quis dar a ele a minha súplica, sentir tudo aquilo estava me matando e eu precisava do Seungmin.

[...]

Seungmin Pov.

Apesar de parecer que estamos a meses em uma tortura viciante, só estamos nisso há poucos minutos.

A que antes era uma beta se descuidou mais uma vez nesse pequeno período em que estamos juntos, mas esse deslize pode mudar um pouco tudo entre nós.

Eu vou marcá-la...

Ela é uma ômega que nunca foi tomada, ou reivindicada por outro alfa, logo ela não tem um relacionamento.

Não que eu tenha um, ou que ter algo com ela seja ruim para mim, porque não é.

Mas não era assim que eu pensava em marcar um ômega como meu.

Depois de hoje ela será minha, pois sei que assim que eu fizer isso tanto meu lobo quanto eu a tomaremos como nossa, mesmo se não formos adiante com isso.

Que loucura.

Tah-mi... porque me colocou nessa situação.

Você merecia um momento melhor que esse, circunstancias melhores do que essa...

Só consigo focar no meu corpo trêmulo em um desejo que até instantes atrás nem se passava pela minha cabeça.

Não que ela não fosse perfeita em cada detalhe, e menos que eu nunca tenho me interessado pela minha parceira.

Mas era isso que éramos.

Parceiros.

Nada mais.

E agora...

Bom tentei que ela resolvesse isso sozinha, o que é uma merda e eu sei disso, mas eu não posso chegar me impondo e a tomando como um alfa sem juízo.

Tive que esperar ela me consentir.

E sua voz do outro lado da porta acabou de me destruir.

“ — Entre aqui e me marque...”

Parece que estou no inferno de tão quente que meu corpo está.

Respiro fundo, e chego à conclusão que por mais que eu quisesse muito, eu não resistiria a voz da ômega me chamando, ainda mais se ela continuar assim...

E então ouço a sentença que sei que mudará tudo daqui em diante.

“ — Por favor alfa, me ajude...”

Meu lobo uiva alto dentro de mim, cada célula do meu corpo está em chamas e quando olho no espelho vejo minhas irises resplandecerem em um amarelo-ouro como a muito eu não via.

E juntando todas as circunstâncias abro a porta do quarto onde a ômega está.

Indefesa, suando na única peça de roupa que cobria seu corpo delicado, uma camiseta branca das que trouxe mais cedo.

Essa visão estava perfeitamente bela para mim.

Se me controlar, eu apenas a marco e saio do quarto, isso resolveria nossos problemas por hora.

Minha única pergunta é se terei tanto controle assim.

Cerro meus punhos, a imagem dela na cama, cabelos molhados e pernas a mostra está me enlouquecendo e acho que paralisei por um instante até que a voz dela vem me tirar do transe enlouquecido em que me encontro.

— Alfa, por favor, não me torture assim.

Pisco meus olhos algumas vezes mais rápido para poder me concentrar.

Quando foi que essa beta, virou a ômega que mais desejei nessa vida?

— Kim Seungmin... alfa... por favor...

Um rosnado potente sai de minha boca sem eu ter a consciência exata de mim mesmo, e quando vejo estou indo em sua direção.

Que cheiro inebriante...

Torturante.

Delicioso.

Eu a quero para mim.

[...]

Tah-mi Pov.

O alfa que abriu a porta do quarto onde estou é exatamente como eu imaginava que seria em um momento como esse.

Sim, eu confesso, já tive meus devaneios com meu parceiro alfa, afinal, ele é lindo, perfeito em cada detalhe e seu jeito às vezes sério demais, e às vezes brincalhão sempre mexeu com minha imaginação fértil.

Ele demorou um pouco para vir até mim, acho que se segurando para já não chegar passando dos limites uma vez que combinamos que ele apenas me marcaria.

E pensando nisso...

Estou a poucos passos de me tornar a ômega dele, uma marca definitiva e eu serei do Kim Seungmin.

Mas é isso ou a nossa morte, a minha pelo menos...

Ele está fazendo isso por nós, para nossa proteção.

Mas, por que caralhos ele não se move?

Lindo.

Com sua roupa toda folgada e seu olhar penetrante com essas irises douradas que demonstram seu puro desejo.

Eu me entregaria para ele fácil, mas ele não quer ultrapassar limites.

Sem me aguentar, suplico mais uma vez e noto que me ouvir o chamando o está enlouquecendo.

Ele começa a vir até mim e eu fico ainda mais ofegante.

E quando ele senta ao meu lado seu cheiro me invade e eu o desejo ainda mais.

— Ômega, me dê seu pulso.

Mordo meu lábio e estendo meu braço para ele.

— Muito bem ômega, eu vou marcá-la, tentarei não ser definitivo então aguente.

— Está bem alfa.

Minha voz falha o faz fechar seus olhos com força, parece que a minha voz o leva a nocaute então resolvo ficar calada.

O Seungmin segura meu braço e sente de imediato o quão quente estou e pelo silêncio que se seguiu consigo ouvir com nitidez o momento exato que suas presas perfuram minha pele como se eu fosse um fruto crocante em sua boca.

— Aannh...

Gemo baixo por tudo que isso me fez sentir, e assim que ele termina ele me encara.

— Acho que já é tarde demais Tah-mi, talvez só uma marca não resolva nosso problema.

Entendo exatamente sua fala e estico meu outro braço para ele.

— Aqui, marque o outro também, quando mais de você em mim alfa melhor será.

Falei na esperança de ser real, mas a essa altura nós dois sabíamos que só haveria um jeito de calar meus feromônios, mas mesmo assim seguimos tentando.

Ele me marcou mais uma vez, depois outra, e outra.

E a dor do seu fluido em mim queimava ainda mais meu corpo, afinal era a marca sem um ato, sem um nó dentro de mim e isso só não seria doloroso se eu não estivesse no meu cio.

Mas estou e isso está um inferno.

O alfa havia saído um instante, ele resolveu olhar no corredor se havia alguma movimentação, depois olhou nas janelas e até que nada ainda, aparentemente não chamamos muita a atenção.

Até que um chamado no rádio fez tudo mudar.

[— Seung, Chris aqui.

— Oi, Chris.

— Que merda foi que vocês fizeram por aí?

— Por que diz isso alfa?

— Estamos detectando uma movimentação estranha, e está indo para o hotel onde vocês estão, vocês precisam sair daí agora...]

— Mas que merda!

A voz do alfa esbravejava na sala e eu me encolhi, em dor, calor, medo e o pior, desejo.

Um desejo absurdo pelo meu parceiro alfa.

[ — Chris, me dê dez minutos e estarei em outro lugar com a Tah.

— Está bem, se cuide e cuide bem da nossa beta.

— Pode deixar.]

O alfa entrou no quarto com uma mochila nas costas e uma blusa de frio grande em sua cintura.

— Tah, se encaixe no meu corpo vou te tirar daqui.

Por mais que eu quisesse não iria muito longe com minhas próprias pernas então apenas o obedeci.

— Para onde vamos?

— Para um novo esconderijo, e eu sinto em te dizer, seu cheiro terá que sumir assim que chegarmos lá.

— Mas e o rastro?

— Vou despistar com meu próprio cheiro, por isso você vai agarrada a mim e eu vou marcando você pelo percurso.

— Está bem alfa.

E assim que nosso encaixe se deu o Kim saltou pela janela e saímos de lá.

[...]

Quando chegamos no novo quarto que ficaremos, vi que tudo aqui era maior.

Notei que meu corpo tremia colado ao do alfa e ele assim que trancou tudo me levou direto para o quarto e me colocou na cama com mais cuidado do que eu esperava.

— Seungmin, não me deixe aqui sem você, alfa por favor eu preciso disso, — diminuo minha voz e abaixo minha cabeça. — Eu preciso de você.

— Quero isso mais que qualquer coisa nessa vida ômega, e não há mais nada que eu possa fazer... eu tentei te proteger de outra forma, mas já não posso mais fazer muito.

— Não quero sua proteção Seungmin, quero você.

Os olhos do alfa voltaram a brilhar.

— Que se foda, você já é minha mesmo.

Vi o alfa se livrar de sua camiseta e vir até mim.

E eu estava pronta para me entregar a ele.

Um beijo altamente sensual se deu entre nós e os lábios do alfa pareciam como as entradas do paraíso para mim que senti meu corpo inteiro vibrar em excitação e como impulso me elevei até o corpo dele e o segurei com vontade enquanto me roçava em seu membro que já se mostrava teso como o mais duro marfim e meus gemidos foram abafados pela língua habilidosa dele.

Mas meus gemidos são insistentes e acabam ecoando por todo o quarto.

— Aah ômega, que delícia.

Ele me apertava com suas mãos grandes e fortes e eu fui o auxiliando em tirar o restante de sua roupa e assim que ele ficou completamente desnudo notei que não havia mais tanto da eminência do meu cheiro, mas sim uma mistura deliciosa dos nossos, então pude relaxar um pouco mais.

— Entra em mim alfa, não aguento mais isso.

Ele me olha, tira minha camiseta e para seu olhar em meus mamilos eriçados se afundando neles com gosto enquanto me penetra com seus dedos hábeis.

Aquela era a sensação mais maravilhosa que tive.

Nunca um alfa que me ajudou em meu cio foi tão perfeitamente delicioso assim comigo apenas nas preliminares e quanto mais ele acariciava meu clitóris com seu polegar, mas eu gemia alto seu nome e ofegava a ponto de ver meu próprio descontrole impresso nas subidas e descidas do meu corpo.

— Te farei minha por inteiro Tah... agora vá, abra as pernas para o seu alfa beber de você.

Eu já me sentia encharcada, mas fiz como ele me pediu, enquanto ele se colocou lá em baixo meu lobo enlouqueceu.

Esse tempo todo ao lado dele e eu nunca o imaginei me sugando com tanta destreza assim e seus lábios habilidosos me fazia gritar pelo alfa que com uma de suas mãos abafou minhas súplicas e sem me aguentar mais eu o mordi.

— Ai, ai... que ômega perfeita... ela também morde seu alfa.

— Você gosta que eu o morda Seung?

— Quer me morder mais e descobrir se gosto ou não?

— Sim!

O alfa avançou em mim já me penetrando com vontade e com nossos corpos colados eu o mordi em seu ombro.

— Assim... continua Tah-mi...

Ele estava parado dentro de mim, mas seu pau pulsava com tanta força que só nisso eu me pus a gemer novamente.

— Merda, por que tão gostoso assim Seungmin?

Ele sorriu largo e me encarou.

— Está gostoso ômega?

— Muito alfa...

— Ah, é? — ele colou seus lábios nos meus e eu o mordi, o fazendo gemer. — E agora?

Ele começou a me estocar com vontade, uma força que amei sentir dentro de mim, e habilidosamente ele me acertava no ponto certo, me fazendo já estremecer com ele assim.

Seu trabalho parecia minucioso em me dar prazer e enquanto ele me estocava com destreza, sua boca não parava de me morder, chupar, sua língua me lambia e muitos beijos foram trocados entre nós.

Estávamos uma bagunça e eu o arranhava, o mordia e quanto mais ele se movia, mais eu rebolava nele, e se eu pudesse escolher como seria o meu apocalipse eu escolheria exatamente esse momento, quero morrer nos braços do meu parceiro alfa.

Sem se controlar muito o alfa gemia em meu ouvido, sua voz arrastada e seu hálito quente estavam me levando ao inferno muitas vezes seguidas e então ele me encarou.

— Vou marcá-la definitivamente Tah-mi... não vou mais conseguir ficar longe de você depois de tudo isso ômega.

Ele já estava comigo ligada a ele pelas marcas mais superficiais que fez anteriormente, mas confesso que eu morreria se ele nunca mais encostasse em mim.

— Pode me marcar alfa, não existe uma realidade onde eu não vá te querer por perto.

Ele sorriu, suas estocadas ainda firmes me levaram em direção ao seu corpo quente e então ele me deitou em seu peito, afastou meus cabelos e mordeu minha nuca.

— Merda... — Falei, mas não em reclamação e senti o membro dele se inchando dentro de mim.

— Vou me atar a você e estará feito, Tah, isso não terá volta.

— Me dê logo o seu nó alfa, ou eu vou enlouquecer aqui.

Me apertei nele e me afundei em nosso encaixe e quando ele me sentiu assim mais profundamente ele não resistiu.

— Caralho... aaah... minha ômega fogosa não consegue esperar não é?

Estava feito, o nó do alfa estava formado e era bem inchado, doía como nunca senti doer, mas também me dava um prazer que eu nunca havia sentido antes.

E então vim com força no nó e membro do alfa e nossas intimidades pulsavam freneticamente uma na outra.

O Seungmin me abraçava e eu podia sentir seus polegares me afagando e seus lábios deixavam selares no meu pescoço e ombros até que ele se voltou a minha boca e nos beijamos com vontade.

Aquilo foi fofo e bem gostoso.

Quem poderia imaginar?

Acho que nem nós dois imaginaríamos.

[...]

— Você não vai poder se arrepender agora, sabia? — Ele disse e eu o encarei.

Agora que passou o tempo do nó, ele me levou para um banho onde trocamos ainda mais carinhos e ele cuidou de mim e agora estávamos deitados e bem abraçadinhos, só esperando meu corpo começar a pegar fogo novamente, o que sei que não demoraria muito.

— É você quem precisa pensar sobre isso Seungmin, marcou sua parceira e agora além de trabalhar comigo, você será o meu alfa.

— Eu não me arrependo nem um pouco Tah, agora, você só vai continuar trabalhando se contar a verdade para o Chris e ele te perdoar. — Ele fazia carinhos em minha cintura. — Você é louca ômega, mentir assim e entrar em uma agência onde a maioria de nós somos alfas? Você deu muita sorte de isso só acontecer agora, não quero nem pensar na merda que isso daria.

— Vocês não me aceitariam Seungmin...

— É, não aceitaríamos mesmo e temos motivos para isso Tah, já pensou se em nossa última missão eles te capturassem depois da falha que tivemos? Você estaria agora mesmo em mãos inimigas e sem seu inibidor de cheiro...

O Seungmin rosnou pelos pensamentos que teve e eu me encolhi.

— Eu sei, dei muita sorte de estar com você, dei muita sorte em tudo, na verdade.

— Por favor, só me prometa que se cuidará mais, principalmente se o Chris te deixar sair em missão depois da conversa de vocês.

— Sim, alfa, eu prometo.

— Vou confiar em você ômega, agora vem aqui, eu quero um beijo.

Nos beijamos de um jeito despreocupado e senti meu corpo dar sinais de uma nova onda de excitação, o que ele também sentiu e eu pude o ver sorrindo ainda com seus lábios nos meus.

— Minha ômega é insaciável, dei muita sorte.

— Você é um bobo alfa.

Sorrimos e entre carinhos ele parou e me encarou.

— Se você voltar à ativa, eu serei seu parceiro entendeu? Não vamos mudar nossa dupla, sou ciumento.

— Ciumento? — Acabei sorrindo e ele me apertou contra seu corpo.

— Uhum... e quero você só para mim, na vida, e no trabalho também afinal somos uma ótima dupla não somos?

— Sim, alfa, e me arrisco a dizer que somos os melhores juntos em tudo que fazemos.

— Isso mesmo, agora vem, vou cuidar de você antes que seu cheiro nos denuncie novamente, não quero ter que correr daqui agora.

Olho em seus olhos e ele está me secando como nunca havia feito e isso fez minha pele se arrepiar.

— Ah, não? Então o que quer alfa?

— Você Tah-mi... agora eu só quero você.

Sorri largo, e me rendi aos seus cuidados, eu estava me sentindo protegida e desejada pelo que agora era o meu alfa.

O Seungmin era perfeito em cada mínimo detalhe e eu digo sem medo de errar que estou completamente apaixonada pelo meu parceiro alfa.