Imagine - stray kids

49 . Hyunjin - (ABO) - Continuação - Pedido de leitor +18


Notas iniciais
AVISOS: ⚠️Essa é uma continuação (parte II) de "Meu trabalho é esse." já postado aqui no IMAGINE-STRAY KIDS e foi um pedido de leitor.⚠️ Sim, ainda tenho uns pedidos pendentes e vou tentar fazê-los para então prosseguir em um tema específico. Avisos1: ⚠️Este capítulo contem HOT, palavras de baixo calão, menção a violência e uso de armas de fogo, (nada tão explicito nessa questão) mas tem.⚠️ Lembrando que é uma continuação do arco ABO, e que nessa ele trabalha para máfia. Acho que é só. Boa leitura!

Agora essa é minha vida, não é?!

Semanas depois de termos ficado juntos pela primeira vez.

Muito diferente do que o Hyunjin esperava, eu não guardei segredo do meu pai sobre estarmos juntos agora e é claro que o velho surtou com a notícia...

Flash Back On.

— Filha, o que você está me dizendo?

Meu pai me encarava como se fosse ter um treco.

— Exatamente o que ouviu meu pai, o Hyunjin é meu namorado agora e esteja ciente; eu mato qualquer capanga seu que tentar algo contra ele.

— Minha Ji-Hye, entenda, não é que eu não me agrade do Hyunjin, não, muito pelo contrário ele é um excelente rapaz, mas eu tenho planos para você e...

— Pode parar por aí pai, o senhor não vai me usar como moeda de troca para os seus negócios, já tivemos essa conversa antes e eu não aceitarei isso; eu quero mais é que se fodam essas suas alianças idiotas.

— Ji-Hye! — Ele gritou batendo na mesa. — Olha essa boca quando falar com seu pai sua insolente, agora me ouça com atenção, o Hwang é um alfa igual a você, logo, vocês não terão filhos e eu preciso de netos herdeiros, não passei a vida construindo tudo isso para acabar tudo em você...

— Pai, isso é o de menos, posso engravidar o Lixie... ou sei lá mais para frente posso ter essa conversa com o Jin e a gente pode arrumar um bom ômega para nós dois.

Meu pai massageava suas têmporas nitidamente irritado, se eu fosse homem, tenho certeza de que ele atiraria em mim sem dó agora mesmo.

— Chame o Hwang.

— Pai, não...

— Você o quer não, quer?

Acenei que sim minimamente.

— Então o chame agora mesmo.

Sai do escritório do meu pai e o Hyunjin já estava a minha espera.

— O quão morto eu estou?

Avancei nele selando meus lábios aos seus e ele me envolveu em um abraço.

— Acho que uns oitenta e cinco por cento só.

Sorri para ele que sorriu em um mix de nervos.

— E você fala isso sorrindo?

— Claro, afinal amamos um desafio, não é?

— Você não vale nada alfa.

Sorri arteira e segurei em sua mão.

— Vamos, ele quer falar com você.

Abri a porta do escritório do meu pai e ele estava de pé nos encarando.

— Aqui pai, o trouxe como me pediu.

Falei já adentrando o escritório do papai e ele nos olhou de cima abaixo parando seus olhos em nossas mãos dadas.

— Ótimo, agora nos deixe a sós Ji-Hye.

— Aaah não, nem fodend...

— Obedeça seu pai amor.

Tive que me segurar para não atirar nos dois, por que eles vão falar sobre a minha vida e eu não poderei estar presente?

— Vejo que a sensatez não o deixou Hwang, apesar de bem agora crer que você é o mais insano dessa sala por estar com a maluca da minha filha.

Meu pai manteve-se sério.

— Está esperando que eu chame meus seguranças para tirá-la daqui Ji-Hye?

— Machuque ele e eu...

— Se acalme pelo amor de deus filha.

O olhei emputecida, me virei para o Jin e o beijei sem me importar com o olhar cortante do meu pai sobre nós.

— Te espero na porta.

— Tudo bem, vou ficar bem.

Saí sem encarar meu pai, fechei a porta atrás de mim e esperei.

[...]

Hyunjin Pov.

— Sente-se rapaz, eu não lhe farei mal algum, relaxe um pouco.

Eu conhecia muito bem meu chefe, e sabia que ele não me faria mal, mas é claro que tem coisa por detrás disso.

— Então, eu mandar você ficar de olho na Ji-Hye deu certo no final das contas e vocês finalmente se uniram.

Minha reação foi de um enorme estranhamento, como assim deu certo?

— Senhor?

— Ah filho, esse era o meu plano desde sempre, quero você com ela, mas ela jamais pode saber disso.

— E eu posso entender o motivo real disso, senhor?

— Claro, claro... você sempre foi meu favorito Hyunjin, sempre foi o melhor dos meus capangas e sua família não era uma qualquer, seus pais foram mortos por serem donos de um império, mas isso eu só descobri recentemente.

Aí estava os motivos, ele quer fazer uniões.

— Então o senhor quer usar sua filha para...

— Hyunjin olhe bem para mim... — Fiz como ele me pediu, aquilo estava me enervando. — Vai me dizer que você não a quis desde que chegou aqui? Ou você acha mesmo que sou esse pai relapso que todos dizem, pensei que pelo menos você me conheceria melhor criança.

Ele estava certo, eu sempre quis a filha dele para mim.

— Então o senhor só nos dará sua benção por que tenho posses?

— Não é bem assim, mas não nego que para mim ficou ainda mais interessante a união dos dois só não quero que minha filha saiba disso, porém eis o motivo de eu querer realmente falar com você, minha filha é alfa, igual a você e eu vou querer netos, e agora quero netos dos dois, então vou lhes arrumar um ômega para que vocês o engravidem como se deve.

Eu estava embasbacado, mal começamos um namoro, ele já está pensando em netos?

A menção de tê-la com um ômega me deixou alterado e meu cheiro se acentuou fazendo meu chefe perceber.

— Olha aí o que eu disse, dois alfas possessivos, controle-se Hwang.

— Me desculpe senhor, mas não acha que é muito cedo para isso?

— Não acho e quis logo avisar, então quando chegar a hora esteja pronto.

— Tudo bem, senhor, atravessaremos essa ponte quando chegarmos a ela, mas eu tenho uma condição.

Ele me olhou quase desfigurado e eu não sabia o que esperar daquela postura dele.

— Fale de uma vez, meu genro.

Tá essa me pegou.

— Não vou esconder nada da Ji-Hye, sinto muito, mas o senhor vai me explicar quais são esses bens da minha família que apareceram agora e eu falarei para ela que os tenho.

Meu chefe agora sorria como se tivesse ganho um prêmio e eu não entedia o porquê desse seu sorriso.

— Você passou no teste, meu rapaz... — O encarei confuso — Não quero nada com o que é seu, mas queria saber o quão fiel a minha filha você seria e até onde você estaria disposto a ir por ela e saiba que toda essa sua postura muito me agradou.

— Sinceramente senhor, eu não entendo onde quer chegar...

— Você não aceita mentir para ela, isso é perfeito, e por ela você também considerará ter um ômega, isso me agrada jovem, e muito então dou-lhe minha benção para você ser o alfa da minha doce alfa, e sinceramente?

O encarei curioso.

— O que senhor?

— Você é o namorado da Ji-Hye agora Hyunjin, boa sorte, você vai precisar filho.

— Obrigado senhor.

— A partir de hoje, me chame de pai, Hyunjin.

Esse é um costume das máfias, eu sabia bem, mas era estranho mesmo assim ter que chamar meu chefe de pai agora.

— Sim, pai, obrigado.

— Agora venha, vou lhe mostrar tudo o que tem e amanhã vou junto a você para que tome posse do que é seu por direito.

Meu chefe, agora sogro, me explicou tudo com cuidado e no dia seguinte fomos até os locais para reconhecimento e posse, o que resultou em algumas trocas de tiros e uma boa briga já que o Han Dong estava tentando pegar para si o que me pertencia, depois os advogados regularizaram tudo e agora estava tudo em meu nome.

Contei tudo a Ji-Hye que ficou uma fera com seu pai, mas resolveu relevar por estar mesmo gostando de mim e assim conseguimos ser como queríamos.

Alfas, amantes e parceiros e nada iria se contrapor a nós agora.

Flash Back Off.

[...]

Momento atual Ji-Hye Pov.

As coisas estavam andando até que bem sossegadas esses últimos dias, o Jin estava começando a entender melhor o lado de lá da mesa agora que era dono de bens que o tiraram da posição de capanga e apesar dele continuar fazendo minha guarda ele agora também tinha guardas e o mais legal nisso? O Chris está trabalhando para o meu namorado e com isso estamos bem mais unidos agora.

— Sweetie sinto que seu namorado me odeia.

O Lixie falou se jogando na minha cama.

— Por que amorzinho?

— Ele levou você de nós, e agora o meu Channie...

— Felix, eu estou aqui, posso te ouvir, sabia?

O ômega mostrou a língua para ele que riu da cena.

— Chato.

— Amor, o Hyunjin é meu chefe, não faz assim.

— Relaxa Bang, eu entendo seu ômega, você tem trabalhado muito buscando novos capangas para mim, vamos fazer assim, tire o dia hoje de folga e vá namorar um pouco.

— Hyunjin, eu já disse que te amo?

O Felix falou e todos caímos na gargalhada.

— Não, nunca, agora vá antes que eu mude de ideia, e Bang, amanhã temos uma entrevista para alguém que será como um braço direito para você.

— Certo chefe, estarei as oito em meu posto.

— Perfeito pode ir.

Nos despedimos e eu estava encarando meu alfa.

— Sei que está me olhando princesinha, o que está pensando?

— Você é tão chato... — ele sorriu largo — Não posso nem encarar essa beldade de alfa em minha frente.

— Claro que pode, mas seu olhar me desconcentra e eu estou verificando alguns papéis agora, preciso me concentrar aqui amor.

Me levanto e vou até ele, paro detrás de sua cadeira e levo minhas mãos aos seus ombros, massageando ali com cuidado para que ele se sinta relaxado.

— Eu estava pensando aqui amor, você está me devendo, sabia?

Ele jogou sua cabeça para trás para me encarar mostrando a mim seu lindo sorriso.

— Estou? Não, eu não sabia...

— Idiota, cara de pau.

Me sentei em seu colo e o segurei no rosto com força como sei que ele ama que eu faça.

— Aí amor... assim não vou querer voltar ao trabalho.

Sorri vitoriosa.

— Onde está a corda Hwang Hyunjin?

O olhei nos olhos e vi o púrpura das minhas irises se refletirem nas dele que logo se acendram em um vermelho vivo.

— Levei de volta para nossa sala de jogos, amor, quer ir para lá?

— Não... quero amarrá-lo aqui mesmo na cadeira, fique aí, vou buscá-la, e mais algumas coisas também.

Selei meus lábios aos dele rapidamente e sai de seu colo, sendo atingida por um tapa forte em minha bunda.

— Mais o que Ji-Hye?

— Será surpresa, mas acredite em mim Jin, seu efeito será muito doce para você alfa.

Ele sorriu largo me encarando e eu saí de lá indo buscar nossos brinquedos.

[...]

Hyunjin POV.

A Ji-Hye se mostrou muito aberta aos meus gostos sexuais, ela amava a dor tanto quanto eu e juntos descobrimos uma vibe só nossa para o que tínhamos e isso era uma loucura só quando estávamos a sós e entre quatro paredes.

Eu sou completamente viciado na minha alfa gostosa, há um tempo atrás eu jamais imaginaria estar assim com ela, eu a desejava muito, mas eu era apenas o capanga stalker dela, enfim, me entregar a ela foi desafiador por diversos motivos, mas também foi inesperadamente recompensador.

Meu sogro estava me tratando cada vez mais como filho, e ele realmente não quis saber dos meus bens, ele apenas me ensina a melhor forma de administrá-los e fazê-los crescer em grande escala, e me diz que mereço isso por ter perdido tudo tão novo e por ter sido um bom filho para ele por todos esses anos.

Enfim, eu estou no céu e não vou abrir mão disso por nada nesse mundo.

Agora essa é a minha vida, não é? Farei de tudo para não perdê-la assim tão facilmente.

Um bom tempo se passou e nada da Ji-Hye voltar para mim, o que me causou um estranhamento.

— Minha alfa está demorando, será que ela vai me torturar tanto assim?

Falo sorrindo bobo, pensando em como ela deseja me amarrar desde a nossa primeira vez juntos e como ela sempre dizia que faria eu implorar por ela.

Não é difícil isso acontecer, eu já estou implorando se querem saber.

Meu telefone tocou, uma chamada de vídeo, um número desconhecido e aquilo fez minha espinha gelar.

Atendi, e o que vi me levou a nocaute.

“— Aparentemente o príncipe Hwang perdeu algo e olha só... eu a encontrei.”

Na tela vejo um rosto familiar, mas de onde eu o conheço?

“— O que você quer seu arrombado?

— O que eu quero? — Ele passou por detrás da Ji-Hye, que estava toda amarrada a uma cadeira vestindo apenas sua lingerie. — Reconhecimento já seria um começo maninho...”

Mas o quê?

De que merda ele está falando? Volto minha atenção a chamada e o ódio me toma.

“— Que merda você está falando? TIRA SUAS MÃOS IMUNDAS DELA SEU MERDA!”

O idiota alisava o corpo da Ji-Hye, e ela o encarava com ódio.

“— Ui, meu irmão mais velho é um poço de braveza, não é? — ele falou encarando a câmera por onde falava comigo e eu estava tomado pelo ódio. — Aquele dia na Red Lights, você não me deixou ficar com ela, será que agora podemos trepar ao vivo para você ver como eu sou bom com alfas gostosas?

— Que porra é essa de irmão? Quem é você?

— Hwang Yang Jeongin seu filha da puta, o filho renegado por ser ômega, renegado pelos nossos pais, e renegado pelo pai dessa vadia aqui que só salvou a você me jogando nas mãos do Han Dong para eu ser um brinquedinho do filho dele.”

Minha mente girava com força, me lembrei da noite no Red Lights quando ele ia para algum lugar com a Ji-Hye e eu por ciúmes os impedi, depois o Bang e o Felix contaram que tiveram uma excelente noite com ele e que eles sempre se pegavam quando dava.

Malucos do relacionamento aberto, nunca entenderei isso, mas talvez seja pelo meu alfa dentro de mim que é possessivo por natureza...

E agora essa?

Um irmão? Mais novo e que me odeia? Que caralho!

“— Está perdido em pensamentos Hyunjin?”

A voz dele me chama novamente a realidade.

“— O que você quer de mim Jeongin? Dinheiro? Tudo bem, se você é mesmo meu irmão, tem esse direito.”

Tentei me controlar e enquanto isso buscava reconhecer o lugar onde ele estava com a minha alfa.

“— Fácil assim? Não alfa, você sempre teve as oportunidades por ser quem era, o mais velho, o alfa... agora quero que você perca como eu perdi.”

Ele se aproximou da tela me encarando como um lunático.

“— Eu não vivi um inferno minha vida inteira para agora dar a mão a você e caminhar pelo bosque da família feliz, vou tirar tudo o que você tem e se quiser ver sua putinha antes que ela morra você tem vinte minutos para nos achar, e sem gracinhas, venha sozinho, não quero o Bang enfiado nisso, ele é um cara legal.

— E deve te comer muito bem para você estar sendo essa puta para ele.”

Falo já sem um pingo de paciência mais, quero estourar a cara desse idiota, seja meu irmão ou quem for, ele errou muito em encostar na minha Ji-Hye.

“— Está perdendo tempo maninho... — Ele puxou os cabelos da Ji-Hye e ela soltava esbravejos que saiam abafados pela mordaça firme em sua boca. — Sabia que posso fodê-la também mesmo sendo um ômega irmão? Tem brinquedinho para tudo hoje em dia, loucura, né? — Ele sorriu e levou sua mão a tela. — Corra e ainda poderá vê-la sendo fodida pela última vez irmãozão.”

A chamada foi finalizada e eu urrei de ódio.

— MERDA!

Peguei minhas armas, sorte que eu sou excelente em resgates e o lugar onde meu irmãozinho está foi logo reconhecido por mim como um dos antigos galpões do Han Dong.

— Estou chegando Ji-Hye, aguente firme amor.

[...]

Ji-Hye Pov.

Esse lunaticozinho é irmão do meu alfa, está todo perdido em sua vingança pessoal e se eu conseguir me soltar eu mesma acabarei com ele.

— Tá me olhando assim porque cunhadinha? Não é você que adora enfiar coisas aí dentro? — Ele me olhava sorrindo e eu nada podia dizer, mas minha vontade era mandar ele para a puta que pariu. — É... vi você com meu irmão, vocês são bem intensos.

A essa altura eu estava muito enojada, como pode um ser lindo desses ser tão corrompido assim pela vida?

— Ah é você não pode falar, foi mal, mas sinceramente? Melhor assim, chega de gritos de vadias ricas em meu ouvido.

Revirei os olhos, esse garoto precisa levar uma surra.

— Você viu a cara do Hyunjin? Ele está vindo e o Han Dong prometeu me libertar assim que puser as mãos nele, ele nem chegará aqui.

Aquilo me assustou, se o próprio Han Dong o quer deve ser apenas para vingar seu filho, que foi morto pelas mãos do Ji.

— Quer falar algo? Ooooh que dozinha dela.

Ele se aproximou de mim e me tocou.

“Pense rápido Ji-Hye” — pensei e logo tive uma ideia.

— Purqu voc num m soltu?

— Por que não te solto? Tá louca?

— Um buiju?

Ele sorriu.

— Quer me beijar alfa?

Ele tirou minha mordaça e eu sentia o pano em minha língua.

— Desde aquela noite no Red Lights.

Pelo sorriso que ele deu eu entendi.

“Peguei você” — pensei e segui sorrindo para ele.

— Você é uma puta mesmo... meu irmão não é o suficiente alfa?

Droga! Ele quer jogar.

— Seu irmão é incrível vai por mim, mas um ômega é sempre um ômega não é mesmo Yang?

— Para um alfa? Sim... nunca entendi essa de dois alfas juntos e seu pai permitir ainda?

— Pois bem, posso trocar de irmãos se você me desamarrar... aí eu terei um ômega lindo só para mim, o que me diz?

Isso precisa colar...

Ele começou a andar até mim e se aproximou dos meus lábios, achei que ele me beijaria, mas a ardência do tapa que levei me fez entender que ele não cairia em meus truques.

— Não tente me fazer de otário.

Meu rosto ainda virado me levou a ouvir algo lá fora.

O Hyunjin está aqui, meu lobo já o sente.

— Tudo bem não acreditar em mim, então me tenha amarrada mesmo como você preferir e eu te provarei com meu entusiasmo de que quero você como meu ômega.

Não usei minha voz de lobo para não o assustar, isso seria o fim.

— Você é uma vaca, mas é bem gostosa...

— E você é um filha da puta e uma delicinha também, então estamos quites.

Ele sorriu largo e veio até mim finalmente selando seus lábios finos aos meus e nós nos beijamos.

Comigo amarrada não dava para fazer muito, ele se sentou em meu colo e passava sua mão grande e quente em minha pele e seu cheiro doce de framboesa quase me tirou o foco.

Meu lobo estava confuso.

E eu excitada por estar amarrada, mas meu pensamento era no meu Hyunjin eu queria muito que ele aparecesse logo.

— Saia de cima da minha alfa!

Um zumbido quase inaudível e o ômega foi atingido em sua perna e já foi caindo para o lado, gritando de dor e saindo de cima de mim.

Perfeito, entendi que o meu alfa não o quer morto, afinal é sua única família e se ele e o Chris chegaram até aqui era certeza que os homens do Han Dong haviam sido eliminados também.

— Bang, pegue ele e o leve para o meu porão.

— Certo senhor.

— Se ele fugir, eu mato você Christopher.

— Ele não vai, o senhor o atingiu na perna e todos os homens do Han Dong estão mortos.

— Me desculpe, estou nervoso..., mas apague ele antes de o tirar daqui, e o leve com capuz até minha casa.

— Vá pegar sua alfa chefe, vou cuidar do seu irmão.

Eu os ouvia de longe, mas não prestei muita atenção no que diziam, eu estava ansiosa pelo meu Ji, meu corpo queimava e meu lobo uivava o chamando e então eu me dei conta.

Eu estava entrando no meu cio.

O Chris pegou o ômega e o levou, ele mal olhou para mim por entender o que estava rolando e por não querer correr o risco do meu Ji o matar se ele me encarasse nessa situação.

— Acho melhor o senhor ir logo.

Foi só o que ele disse, sumindo dali com o ômega em seus braços.

Vi o alfa correr até mim e assim que se aproximou ele me beijou com fúria e começou a me soltar.

— Me perdoe minha princesa, eu deixei te levarem e...

— Hyunjin se acalme, — falei fazendo um grande esforço, pois o cheiro dele estava me alucinando. — Foi uma armadilha, ele estava de tocaia e havia outros com ele, ele só esperou nos separarmos, você não tem culpa, nós dois sabemos que estamos sujeitos a coisas assim ainda mais com um Han Dong querendo vingança baforando em nossos cangotes.

Ele me soltou e eu notei o momento exato que ele me sentiu.

— Agora essa é a minha vida né?

Ele colou sua testa a minha e já respirávamos ofegantes.

— Exatamente isso amor, essa agora é a nossa vida, somos quem somos e passaremos por coisas assim sempre.

Fechei meus olhos e mordi meus lábios com força.

— Temos que ir, minha alfa está entrando em seu cio e eu vou cuidar de você amor.

— Não ainda!

Falei usando minha voz de lobo e vi a derme do meu namorado se arrepiar.

— Não? Como assim minha alfa mandona?

— Você ainda está me devendo Hyunjin, e eu vou cobrar sua dívida aqui e agora.

O lugar tinha tudo o que eu queria, então decidi ter ele ali mesmo e depois da minha fala ele sorriu faceiro.

— Sabe que aqui deve ter câmeras né? Eu só desliguei as do perímetro.

Sorri para ele e mordi meu lábio inferior.

— Então que tal usarmos seu lado exibicionista hoje amor?

Me encostei nele toda manhosa apesar do instinto de posse estar querendo me dominar e enquanto me esfregava toda nele retirei sua camiseta e assim que me livrei da peça fui até seus mamilos e os lambi levemente, sentindo já o delicioso gosto do meu namorado em minha boca.

— Que isso... você acaba comigo assim Ji-Hye...

— Shiiiiu — levei meu indicador aos seus lábios fartos. — Venha comigo alfa.

O peguei pelo cós de sua calça e o levei até umas argolas que tinha ali e sem me demorar peguei a corda que antes me prendia e comecei meu trabalho minucioso subindo em um banquinho e o amarrando nelas, um braço em cada argola e o semblante do Hyunjin estava impagável.

Era como se o prazer já o tomasse só com aquilo.

— Ssssh ai!

— Apertado?

— Muito...

Ele disse sorrindo.

— Uma dor doce e gostosa, amor?

— Uma dor deliciosamente perfeita Ji-Hye...

Sua voz rouca e arrastada estava me enlouquecendo ainda mais.

— Ótimo... — me certifiquei que ele estava bem preso. — Acho que você vai amar o que vem a seguir.

Fingi que o beijaria e a tensão do quase beijo o fez fechar os olhos em um sorriso largo, então aproveitei para pegar o que eu queria.

— Vela? Sério amor?

Ele já parecia manhoso, mas igualmente sedento por mim.

— Não são as nossas especiais, então pegarei mais leve Ji, prometo.

— Não sei se acredito em você Ji-Hye…

O olhei apertando meus olhos em uma falsa incredulidade.

— Não confia na sua alfa amor?

Levei a cera até seu abdome e deixei que caísse sobre a pele exposta dele.

— Aaaah... isso é bom!

— Olha só... ele gosta...

Falei sorrindo, ele me encarava como quem fosse me engolir e eu estava aproveitando o controle que ainda me restava, quando meu cio atingisse seu ápice eu não conseguiria mais brincar com ele assim, pois estaria tomada pelo meu lobo.

Levei a cera até seu ombro e deixei cair um pouco ali.

— Ai... amor...

— Manhoso, alfa? Gosto disso...

Deixei mais cera cair sobre um de seus mamilos e nessa hora vi com clareza seu falo pular de sua calça, o que me fez morder meus lábios com tanta força que logo o gosto do ferro tomou minha boca.

— O que vai fazer Ji-Hye?

Como último ato antes da loucura me tomar, deixei uma boa quantidade de cera cair sobre seu baixo ventre e ele gritou em prazer.

Foi uma loucura sem igual o ouvir assim tão fodidamente entregue, então coloquei a vela de volta no seu pedestal e me voltei ao Ji, abrindo sua calça já a abaixando junto de sua cueca de uma vez vendo logo seu membro rijo saltar para fora.

Me livrei das peças e voltei aos seus lábios e fiz ele lamber o sangue que ainda molhava os meus e nós dois soltamos gemidos causados pelos movimentos intensos que eu fazia contra o membro dele.

— Você é perfeita...

— E você é uma perdição.

Me afastei dele e desci, ficando de joelhos já o abocanhando com vontade.

— Mas amor, é você que precisa de mim…

Apenas o olhei e comecei a chupá-lo com devoção.

O vai e vem da minha boca em seu membro completamente endurecido estava levando a nós dois a uma insanidade perfeita, era exatamente onde eu queria estar e o Hyunjin podia sentir isso muito bem.

— Ji-Hye... aaah merda…

Senti ele se engrossando em minha boca, eu o queria se derramando em mim, então brinquei um pouco mais lambendo sua extensão com destreza e focando em chupar com gosto sua glande inchada.

O olhei de relance, da posição que eu estava via seu rosto que demonstrava sua satisfação enquanto ele apertava seus olhos com força.

— Céus que tortura deliciosa... aaaahh...

Ele veio em mim e eu tomei dele que assim como seu cheiro de alfa tinha um gosto de menta delicioso e eu me certifiquei de o limpar bem e de parar antes que ele desse um nó em minha boca, afinal não é isso que quero.

Não agora...

Me levantei sorrindo, ele estava uma bagunça e agora partes da cera antes derramada em sua pele havia secado e eu fui a tirar com a unha e conforme fazia via as marcas que as gotas haviam deixado em sua pele.

Estava lindo, era uma verdadeira obra de arte, a minha obra de arte...

— Tão perfeito alfa... você fica lindo assim todo rendido sabia?

— Você acha?

Ele falou se esforçando entre arfares que ainda o tomava.

— Sim... perfeito...

Voltei a vela que ainda se mantinha acesa, dei graças por isso e a levei até suas costas.

— Não pense que me esqueci da parte de trás, amor.

Ele sorriu soprado e jogou sua cabeça para trás deixando seus cabelos molhados pelo suor caírem soltos em uma imagem belíssima de se ver.

O ver assim era como ter um vislumbre do paraíso e eu estava me deleitando nele.

— E se eu deixar a cera cair aqui?

Deixei pingos em seu ombro ainda não marcado e ele tremeu.

— Aaaah… isso é bom amor...

— Ah, é?

Deixei-o se aprumar e levei a cera para correr por suas costas, e em resposta ele sorria, gemia e arfava alto, uma perdição sem tamanho.

— A dor ainda é doce para você amor?

— Está cada vez mais doce, acredite Ji-Hye...

Sorri largo, mas notei estar perdendo o controle, eu mesma não duraria muito mais antes de perder a sanidade, então resolvi agir.

Me colei nele ainda com a vela na mão e deixei que as gotas da cera quente caíssem em seu glúteo firme, e delirei ao o ouvir rindo descontrolado.

— Agora vai ser assim, — sussurrei em seu ouvido. — Vou te soltar das argolas e te amarrar na cadeira e você não tente nada ou eu acabo com você entendeu?

— Sou seu para fazer o que quiser comigo alfa.

Senti um formigamento em meus lábios e nas maçãs do meu rosto e tive que respirar fundo para me conter.

— Ótimo alfa, você é um bom garoto.

Fiz como disse, me livrei da vela dessa vez a apagando, ela já me fora útil o suficiente e depois soltei seus punhos, um por vez, e o levei pela corda até a cadeira.

— Sente-se Hyunjin.

Falei firme e ele me obedeceu.

O amarrei com os braços para trás ele não ia me tocar e estava perfeito assim para nós dois, depois peguei outra corda e amarrei seus pés, um em cada pé da cadeira debaixo dele, e assim que o fiz deixando-o bem preso levei uma de minhas mãos ao seu membro que já se encontrava pronto novamente e o massageei um pouco.

Ver a expressão desejosa do meu Ji, não tinha preço.

Sem demora afastei minha calcinha para o lado e montei nele me encaixando com extrema facilidade, uma vez que eu escorria lubrificação devido ao meu estado.

— Que isso... amor, seu cheiro, por favor...

Coloquei meus cabelos para o lado e o atendi, deixando minha clavícula à sua mercê e logo iniciei uma cavalgada intensa nele que gemia, me chamava e usava todo tipo de dirty talk comigo.

E eu? Eu estava no céu de tanto prazer que aquilo estava me proporcionando.

— Sabe porque amarrei seus pés Hyunjin?

Falei em seu ouvido enquanto me apertava contra seu corpo, eu gemia alto junto a ele, e eu definitivamente precisava disso.

— Por que amor?

— Porque com você todo aberto assim para mim seu pau vai bem mais fundo e quando você for gozar em mim poderei senti-lo com ainda mais precisão.

Estava feito, devolvi a ele exatamente o que ele fez comigo em nossa primeira vez juntos e nós dois enlouquecemos na mesma medida e eu não parava de rebolar nele, fazendo ir dentro de mim fundo e forte, eu estava no controle, e ele era o meu alfa.

— Porra, Ji-Hye... você está acabando comigo.

— Estou alfa?

— Sim... aaah caralho...

Me apertei bem nele e comecei a senti-lo pulsar com força.

— Sua alfa está no cio Hwang Hyunjin, o que você vai fazer a respeito?

— Porra!

Ele tentou se mexer, mas com suas pernas presas estava difícil, então eu ri alto, aquilo era o paraíso da mais pura perdição.

Mas o Hyunjin era um alfa assim como eu, então depois de quicar em seu falo latejante um pouco mais, quando eu já estava quase perdida nele ele soltou seus braços em uma força exorbitante e me agarrou com uma posse quase feroz e logo soltou suas pernas também e agora ele me auxiliava em meus movimentos e me estocava com vontade e eu só me deixei entregar, eu precisava daquilo e meu alfa sabia bem disso.

— Hyun... amor... eu...

— Goza para o seu alfa Ji-Hye...

Gritei em um rompante de prazer que me tirou da órbita e me afundei nele, mas isso não o fez parar, ele se mexia com afinco dentro de mim, indo e vindo com força até que ele mesmo gozou.

— Seu nó alfa, eu quero... e-eu preciso dele, por favor Hyun...

Ele me mordeu com força e eu gritei com a doçura da dor prazerosa que senti.

— Tudo o que a minha alfa quiser.

Ele se atou a mim e novamente uma forte dor me atingiu, mas era a dor mais sublime de todas, era a dor que me dava plena certeza que eu era dele e de que ele pertencia somente a mim.

— Descansa um pouco minha princesa, assim que acabar aqui vamos embora e eu cuido mais de você em casa.

— Tá bom Ji...

— Te amo Ji-Hye.

— Também amo você Hyunjin.

[...]

Uma semana depois.

Aquele cio foi muito intenso para mim e o Hyunjin cuidou de mim por uma semana inteira.

Quando eu ficava mais calma, cuidávamos de nossa higiene e comíamos um pouco, até conversamos sobre o irmão mais novo dele, mas não muito, pois eu tinha calores o tempo todo e meu alfa me dava toda a atenção necessária.

Posso dizer que teremos que reformar nosso quarto, mas eu nunca me senti tão amada em toda minha vida.

[...]

Hyunjin POV.

Agora que eu sei que a minha alfa fogosa está fora do seu cio, poderei cuidar dos meus assuntos pendentes e por isso vou me reunir com o Bang agora.

— Como ele está Bang?

Pergunto do meu irmão e noto meu capanga sorrir pequeno.

— Resmungão, mas sinceramente senhor, se me permite...

Ele me encarou como quem pedisse mesmo permissão para continuar com sua fala.

— Permito, continue.

Seu irmão sofreu muito nas mãos do Han Dong, e do Jisung quando ele ainda estava aqui, então não sei... não seria uma boa tentar trazê-lo para o seu lado?

— Sem lhe dar uma boa lição por ter mexido com a minha mulher?

— Não, isso não, digo depois disso, ele é esperto senhor, se vocês conversarem acredito que tudo possa ser resolvido e no final o senhor terá ganho uma família, o senhor sempre diz sentir falta disso, não é?

Olhei mais a fundo para meu capanga e braço direito e entendi.

— Você o ama Bang?

— Eu e o meu Felix senhor, antes de tudo isso, nós pensávamos seriamente em pedir para cortejá-lo.

— Você sabe que ele usou vocês para se aproximar de mim e da Ji-Hye, né?

— Sei sim senhor, sabemos, quero dizer, o Felix também sabe disso, mas não ligamos, quando estávamos com ele éramos só nós, sabe...

— Me poupe de detalhes Bang, é do meu irmão mais novo que você está falando.

O alfa se mostrou tímido e eu achei fofo, mas nada disse sobre isso.

— O senhor vai falar com ele?

— Vou...

— Certo, e só para finalizarmos aqui contratei o meu novo braço direito senhor, assim como me ordenou.

— Certo, e quem é o sortudo?

— O nome dele é Lee Minho senhor, é um ômega, mas antes que o senhor esbraveje pela condição de ômega dele ele foi testado em campo enquanto o senhor cuidava do cio da sua alfa e para mim ele foi mais que perfeito em seus testes, fora que ele é reservado e muito prestativo, e como está em meio a alfas usa inibidores de cheiro então não precisamos nos preocupar.

— Se você diz, confio em você, mas traga-o para mim, quero conhecê-lo assim que eu voltar da minha conversa com o Yang.

— Sim senhor.

[...]

Desci até o porão, meu irmão estava acomodado confortavelmente e assim que entrei ali ele me encarou inexpressivo.

— Acredito que veio me matar.

Ele disse dando de ombros.

— Eu deveria...

— Eu sei, o Han Dong já teria me matado.

— Não me compare com aquele porco imbecil, não tenho nada a ver com ele.

— Ah, não? Ou será que só estou vivo ainda porque sua alfa estava no cio esse tempo todo?

Olhei para ele que não desviou o olhar, meu irmão era um ômega forte.

— Eu não quero matar você Jeongin.

— Não?

— Não...

— Então, por que me mantém aqui?

— E por acaso você tem para onde ir?

Ele nada disse e nós dois sabíamos a resposta.

— O que quer de mim Hyunjin?

— Quero que me dê uma chance, eu nem sabia da sua existência, então quero saber de você, conhecer sua história, e depois quero regularizar tudo dentro da lei, colocar você como herdeiro dos nossos pais e te dar o que te pertence.

Ele me olhava incrédulo.

— Você fala sério?

— Claro que sim, se você é mesmo meu irmão, tem todo o direito, e eu também quero ser sua família se me quiser.

Com o olhar que ele lançou em minha direção, eu entendi o que o Bang quis dizer, ele foi vítima das circunstâncias tanto quanto eu, mas no caso dele, ele foi parar em mãos inescrupulosas, e eu em boas mãos, mãos que cuidaram de mim e me ensinaram tudo o que sei e foi isso que nos tornou diferentes nas atitudes que tínhamos.

— Quero tentar Jeongin, mas deixo claro, se me trair, ou vir de gracinhas com a Ji-Hye novamente, você estará morto.

— Promete que não terei que voltar para as mãos do Han Dong nunca mais?

— Prometo.

— Então, tudo bem, eu aceito começarmos do zero, afinal você também não tem culpa disso.

— Perfeito, você pode morar aqui, mas acho que o Bang quer você com ele e o Felix.

Meu irmãozinho corou irremediavelmente, e pelo que pude notar ele também está gostando deles.

Que fofo.

— Um passo por vez Hyunjin, não me olhe assim ainda.

— Desculpe, é que você é muito fofo irmãozinho.

— Que saco...

[...]

Subi e orientei o Bang a acomodar o Yang, pedi para ele chamar o Felix, pois quero ele junto ao meu irmão para essa fase de adaptação e sei que minha princesa vai gostar disso.

Um pouco antes de chegar no meu escritório senti o cheiro agitado da minha alfa, mas era um agitado bom, e na sequência um cheiro de amêndoa e jasmim que me levou a loucura.

— Um ômega?

Falei retoricamente e em baixo tom antes de adentrar meu escritório.

— Amor, o que faz aqui?

Notei o lobo dela agitado, e o meu foi ficando igual enquanto eu chegava mais perto dela.

— Vim te fazer uma pergunta e me deparei com ele.

Ela apontou o ômega dono do delicioso cheiro que senti antes, ele estava sem jeito, um tanto corado e por deus ele era lindo, eu mal consegui o encarar muito tempo e assim que ele me olhou nos olhos desviamos nossos olhares em uma típica cena clichê.

— Você é o Lee Minho? Novo capanga do Bang?

— Sim senhor.

Sua voz era doce e eu olhei para a Ji-Hye que me encarava com um olhar que eu conhecia muito bem.

— E como está a adaptação ao serviço?

— Sem problemas senhor, eu já fui segurança particular, só estou me adequando aos seus termos, mas não tenho problemas quanto a isso.

— Certo, muito bom saber disso, mas me diga por que não está com seu inibidor? O Bang disse que você usava...

Ele abriu timidamente sua boca para falar, mas foi cortado pela minha alfa.

— Eu pedi que ele tirasse amor, não gosto dessas coisas.

— Mas você entende porque ele vai precisar usar inibidores né, Ji-Hye?

Ela sorriu largo, entendendo bem ali que eu também havia amado o cheiro dele.

— Sim, eu entendo, mas quando estiver com a gente não quero que use.

— Tudo bem, eu concordo.

O ômega só nos encarava calado, então me voltei a ele.

— Minho, seja bem vindo, você obedecerá diretamente ao Bang, que obedecerá a mim, faça um bom trabalho e será muito bem recompensado.

— Muito obrigado senhor.

— E viu o que a alfa disse né? Quando estiver apenas com a gente não use seu inibidor está bem? Queremos você a vontade perto de nós.

— Está, sim, obrigado por isso alfas.

— Não por isso, agora pode ir, tenho que falar com a minha alfa.

— Com licença, senhores.

Ele se virou e se foi, e assim que atravessou a porta a Ji-Hye se jogou no meu colo.

— Toda animada amor, por que será que está assim hein?

Eu estava exatamente igual a ela, mas queria ouvi-la falar.

— Amor, sei que pode ser cedo para isso, mas seu lobo também reagiu ao Minho que eu sei.

— Claro que sabe..., então qual é o plano?

— Não sei ainda, vamos observar, estamos juntos há quase dois meses, então acho que é bom mantermos assim só nós dois, mas...

— Mas se quisermos ter um ômega para formamos uma família e ter os nossos filhos, esse será o Lee Minho? É nisso que está pensando amor?

Ela sorriu doce para mim e eu a abracei.

— Será que ele nos deixará o cortejar, Ji?

— Quando chegarmos nessa ponte amor, nós a atravessaremos juntos está bem? Que tal assim huh?

Ela me envolveu em um beijo carinhoso e quando o ar nos faltou ela me mordeu de leve.

— Está bem sim Ji, mas já vou dizer ao meu pai para parar de procurar um ômega para nós, tá?

Sorri e deixei um carinho no rosto dela, quando a Ji-Hye quer algo, ela quer e não há quem vá contra isso, o bom é que nesse caso, mais uma vez eu quero o mesmo que ela.

— Tá amor, como quiser...

Nos apertamos no nosso abraço e ficamos ali sentindo nossos cheiros ainda mesclados com o cheiro do ômega que talvez venha ser nosso no futuro e aquilo era bom, muito bom mesmo e eu acredito que a Ji-Hye se sentia igual a mim pois nossos lobos nunca estiveram tão conectados assim.

— Eu te amo tanto Hwang Hyunjin.

— Eu também amo você Kwan Ji-Hye.

[...]

Sou o Hwang Hyunjin, um aspirante a mafioso que possivelmente herdará junto a minha Ji-Hye a herança de seu pai virando o chefe de uma das maiores máfias da Coreia, e possivelmente, no futuro posso ter um ômega junto a minha amada que poderá nos dar filhos que completará a nossa família não tradicional e o império dos Hwang Kwan nunca cairá.

É... Agora essa é a minha vida e sinceramente?

Eu sei que nasci para isso e amo cada detalhe dela.

Notas finais
Para quem só me acompanha por essa fic, estive muito doente, estou me cuidando e melhorando mas isso afetou meu desempenho na escrita e por isso sumi. Ps: acho que dei um tiro no pé com essa continuação, mas só falarei isso a respeito rs. vamos ver o que me dizem... Mas é isso, espero que tenham curtido e aparecerei novamente assim que conseguir. Beijokas!