Imagine - stray kids
35 . Felix - +18 Especial de Aniversário
SO, THIS IS LOVE?
A tarde de hoje está linda e isso é um fato inegável, mas o meu dia não está lá essas coisas.
Sabe quando a gente só quer um abraço?
Pois bem...
Era só disso que eu precisava agora e por isso estou a caminho do parque, lá eu sempre me sinto melhor.
Um clima agradável, um pouco do verde da grama e as árvores floridas farão por mim o que mais ninguém faria nesse momento.
[...]
Desde que me sentei aqui que tenho observado tudo em meu entorno, o que me faz ter certeza; a tarde está linda de fato.
O bom disso é que eu já me sinto um pouco melhor só por estar aqui...
Sinto meu celular vibrar e quando o pego uma notificação me faz sorrir boba.
Meu melhor amigo me mandou uma mensagem fofa.
My bestie:
[Não vejo a hora de poder reencontrar
Minha pirralha fofinha favorita
Você sente minha falta também?]
Lee Felix, se você soubesse o quanto sinto sua falta...
Sem pensar tanto no que responder eu apenas envio:
Me:
[Ainda nessa de pirralha Lixie?
Também não vejo a hora de rever você
Seu chato.]
Coloco meu celular ao meu lado e sinto a brisa tocar a pele quente do meu rosto o que me leva a novos pensamentos.
O Felix sempre esteve comigo, infância, adolescência...
Nos mudamos juntos para a Coreia e ficamos por lá um bom tempo, até que um dia, sem avisos prévios precisei voltar para a austrália, foi um choque para nós dois, mas não tinha o que ser feito.
Então prometemos que nunca perderíamos o contato e como ele é australiano sempre que dá ele vem visitar sua família, e nisso eu também sempre ganho as visitas calorosas do meu melhor amigo de uma vida inteira.
E são nesses momentos que eu me sinto mais feliz.
O aniversário dele está chegando e sua família está preparando uma comemoração já que esse ano ele conseguirá vir para a Austrália, e seus pais me pediram ajuda com os preparativos por saberem que eu o conheço bem e sei o que o deixará feliz.
Hoje de manhã eu estava com eles resolvendo tudo e foi aí que meu dia se tornou um tanto esquisito...
Enquanto estava lá na casa deles ouvi uma chamada de vídeo entre o Felix e sua irmã...
Flash Back on.
[ — Mas Lixie, eu acho que vocês combinam tanto...
— Olívia, por favor não comece com isso. Eu jamais a vi dessa forma, nem gosto tanto dela assim... e jamais me interessaria por ela.
— Mas por quê?...]
Um silêncio entre eles, e eu me perguntava o porquê não conseguia me mover para sair dali.
[ — Por que eu amo outra pessoa...
— Jura? E nunca me contou isso por quê?
— Porque você é linguaruda, se eu tivesse dito todos já saberiam.
— Ah, mas eu ainda acho que você ficaria perfeito com ela...
— Cala a boca, isso nunca vai acontecer...]
Eu sempre soube como a Olívia sempre quis me ver namorando seu irmão e ouvir essa conversa me levou a um lugar que eu nem imaginava que um dia eu andaria...
Flash Back off.
E agora estou aqui sendo consumida por uma melancolia absurda...
Mas, por que fiquei assim?
O Lixie e eu sempre fomos apenas amigos, não é?
Eu o amo como amigo e nada mais...
Depois que voltei para a Austrália tanto ele quanto eu tivemos relacionamentos e inclusive contávamos tudo um para o outro.
Como nossos parceiros eram, como nos tratavam, e o quanto estávamos felizes (ou não) com nossos relacionamentos.
E apesar da insistência da Olívia eu nunca dei muita atenção a isso.
O Lixie e eu combinamos sim! Mas como amigos, irmãos até...
Eu acho...
Bom, o que sei é que o ouvir falar que jamais me viu como alguém bom para amar e principalmente que nem gostava tanto assim de mim, me doeu em lugares que eu nem imaginaria.
“Isso jamais vai acontecer...” “eu amo outra pessoa...”
O Lixie está com alguém e nem me disse?
É realmente, talvez eu goste muito mais do Felix do que ele de mim, e nossa amizade deve ter esfriado para ele com o passar dos anos o que não o deixou a vontade de compartilhar comigo o fato de ele estar amando alguém...
Coisas da vida.
Eu só não posso ficar mal assim...
[...]
Dias depois.
Como a Olívia nem pode desconfiar que eu os ouvi em ligação, continuei os ajudando com os preparativos para a festa do Lixie, e agora mais tranquila resolvi deixar meus pensamentos intrusivos de lado.
Farei isso por nossa amizade e depois vou me afastar do Lixie aos poucos, afinal, deve ser chato para ele ter que fingir uma amizade, sem estar mais a fim de mantê-la, né?
— Mo-yeon? ... Bae Mo-yeon? Hey garota tá voando?
A voz da Olívia me tira dos meus devaneios e sorrio para ela.
— Desculpe... acho que fui longe agora.
— Tudo bem, só me passe o cartaz para eu colar umas estrelinhas nele.
— Ah, sim, tome...
Passo o cartaz onde escrevi um lindo “Happy Birthday Lee Felix” e ela o pega sorrindo.
— E aí ansiosa para rever seu melhor amigo?
Meu estômago revirou, o Felix chegará em um dia e eu acho que não estou pronta para encará-lo depois de tudo que ouvi.
— Por que ele virá antes do aniversário dele?
Perguntei sorrindo para tentar desconversar.
— Ah, isso não é ótimo? Ele conseguiu vir antes para passar mais tempo com a gente...
— Sim, isso é muito legal mesmo.
— Eee...
Ela falou com um semblante carregado de suspense.
— E o quê? Fale de uma vez...
Respondo sorrindo e ela sorri descontraída.
— E ele vai trazer alguém para conhecermos.
Me senti gelar, mas também feliz por ele imaginando que essa deva ser a pessoa que ele ama.
— Ah, é? Que legal...
A Olívia me encarou mais séria.
— É impressão minha Mo-yeon, ou você e meu irmão não estão mais contando tudo um para o outro?
A constatação dela me entristeceu.
Na verdade, desde que ouvi a conversa dos irmãos que evito o Lixie, ele me pergunta se pode me ligar e eu só o respondo quando sei que ele estará dormindo, peço desculpas por não ter visto a mensagem antes e passo o dia inteiro sem mexer no celular.
Um comportamento estranho eu sei, mas eu não quero que ele se sinta obrigado a manter uma amizade comigo e por isso eu realmente decidi me afastar aos poucos.
— Na verdade, eu tenho corrido muito esses dias, então se ele tentou me contar algo, só não conseguiu ainda. — Falo na esperança de convencê-la.
— Fale com ele boba, ele está doido para te falar sobre essa pessoa.
E com isso é certeza, o Lixie vai trazer uma namorada, ou namorado para nos apresentar.
— Vou falar com ele mais tarde.
— Faça isso!
[...]
Agora, já em casa, após deixar tudo ajeitado com a Olívia e os pais do Lixie, eu mesma resolvo ligar para ele.
Pego meu celular, entro no app de mensagens e inicio uma chamada de vídeo.
[— Aaah até que enfim Mo-yeon! Poxa já estava pensando que você não me ama mais pirralhinha!]
Sorrio um tanto forçado e ele me encara.
[ — E aí Lixie, ansioso para vir nos ver?
— Você está bem Mo-yeonah?
— Estou sim, Felixie.
— Hum... certo então... e sim, estou muito empolgado para chegar aí quero que todos conheçam o Kim Seungmin.]
Kim seungmin... então é um namorado... sorrio boba para ele, mesmo sabendo que ele nem gosta tanto assim de mim eu não consigo deixar de me alegrar pelo meu amigo.
[ — É bom te ver empolgado assim Lixie...
— Você vai ver, vocês vão se dar muito bem.
— Não duvido...]
Ficamos um bom tempo em ligação falando sobre outras coisas bem aleatórias e por um instante eu me esqueci de todos aqueles turbilhões de sentimentos que vinham me assolando nesses últimos dias.
Ali era só eu e meu amigo de infância como sempre foi e isso me trazia paz e depois de muitas conversas nos despedimos.
[ — Bom, estou vendo que você está cansadinha, vá dormir um pouco Mo-yeonah, logo estarei por aí para te pentelhar ao vivo.
— Está bem Lixie, descanse você também.
— Beijo anjinho.
— Beijo Lixie.]
Desligamos e eu realmente apenas me virei e dormi.
[...]
Felix Pov.
— Tá acontecendo alguma coisa com a Mo-yeon...
— Por que você diz isso?
Levo um puta susto, pensei que estava sozinho...
De onde ele surgiu?
— Ai caramba, Seungmin! Que susto cara!
— Você estava aí todo namorando sua melhor amiga que nem me viu chegar...
— Eu não estou namorando a Mo-yeon, Minnie, pare com isso.
— Não está porque é um bobo, ainda bem que você vai me levar na viagem, quero só ver se vocês dois não desenrolam isso de uma vez comigo por perto.
— Minnie, não endoida, ela nem me vê dessa forma.
— Será Lixie? Eu os ouvi um pouco e não sei não... me pareceu que os dois se amam.
— Amor? Tá maluco... Ela é minha amiga de infância, seu doido.
— E você vai mesmo mentir para mim? Eu literalmente te conheço a um tempinho já meu queridão, e outra, isso que vocês têm não seria o amor verdadeiro?
Jogo um travesseiro nele que se joga na cama para deitar comigo.
— Você e a Olívia endoidam demais, vão se dar bem tenho certeza.
— Você vai ser meu cunhadinho?
— Seung, não me faz querer te bater.
Ele solta uma gargalhada estilo Kim Seungmin, das que me assustam às vezes e me abraça.
— Sem ciúmes tá? Tem Minnie para todo mundo.
— Cara, sai da minha cama.
— Vou tomar banho, fica aí pensando no amor...
Ele deixa um selar na minha testa e vai.
O amor?...
O que é o amor?
Todos os relacionamentos que tive até hoje foram um tanto estranhos, eu buscava por algo, mas nunca encontrei.
Sempre vi meus amigos falando de como se sentiam incríveis quando estavam amando e sempre desejei por isso, mas a verdade é que eu só me sinto incrível assim quando...
Deixa para lá...
Daqui a dois dias estarei em minha terra natal e eu não vejo a hora de rever minha família, amigos, e a Mo-yeonah...
Eu cresci com ela ao meu lado e depois viemos para a Coreia juntos, mas ela precisou voltar quando sua família levou um golpe financeiro onde eles perderam tudo e tiveram que recomeçar onde ainda lhes restavam alguns respaldos.
Foi uma ruptura muito dolorosa para mim, para nós dois acho, e ficar aqui sem ela foi muito difícil mesmo.
Lembro que descobrimos algumas coisas juntos como, por exemplo, o nosso primeiro beijo.
Essa história foi engraçada.
Flash Back On.
Felix com quinze anos e Mo-yeon quatorze.
Ela estava comigo na minha casa, ouvíamos música e jogávamos juntos até que ela se cansou de jogar e se jogou na minha cama.
— Lixie...
— Hum?
— Você já beijou alguém?
Soltei meu controle e a encarei, ela sempre vinha do nada com esses rolês aleatórios.
Eu achava fofo.
— Não... e você sabe disso, Mo-yeonah... por que essa pergunta agora? Você já beijou alguém?
— Claro que não seu bobo, mas é que eu estava pensando...
— Pensando no primeiro beijo?
— Sim! Lembra que falamos que não queríamos passar vergonha?
— Lembro, mas isso ainda me assusta...
— É, a mim também...
Vou até a cama e me sento ao seu lado.
— Mas por que esse assunto agora?
— Porque eu acho que só existe um jeito de nós dois não passarmos vergonha quando formos beijar pela primeira vez.
— Que seria?
Ela se senta mais ajeitada e me encara com seus olhinhos astutos.
— Se a gente se sentisse confiante quando a hora chegasse.
— Tá, e como faz para ter essa confiança aí?
— Podemos treinar o beijo.
Quase engasgo com a fala dela.
— Treinar? Você diz no braço ou na laranja?
— Não seu bobo, isso a gente já fez.
Ela sorri pela lembrança desse treino que fizemos e eu acabo sorrindo juto a ela.
— É, nem me lembre aquilo foi vergonhoso demais.
— É verdade, mesmo sendo só nós dois ali.
— Tá, mas se não é isso, qual é sua ideia?
Ela começou a ruborizar, e eu não entendi nada até que ela fez.
Veio até mim com determinação e antes que eu reagisse, ela selou seus lábios nos meus, ficando ali por um tempinho e eu a encarei com os olhos arregalados mesmo ela estando toda fofa com os seus bem fechadinhos.
E quando ela se afastou ela fez uma careta...
— Algo assim Lixie, mas isso foi estranho não foi?
Eu estava paralisado, mas ela nem notou.
— Fala alguma coisa pirralhinho, foi esquisito né?
— Mo-yeonah, por que você fez isso?
— Por que você é o meu melhor amigo? Por que se for para treinar com alguém quero fazer isso com quem confio? E sei lá, por que eu quis?
Olhei para ela que ainda me encarava como se aquilo fosse extremamente natural.
— Você é bem maluquinha sabia? Mas sim, isso faz sentido, se fosse para treinar assim eu só me sentiria a vontade com você.
— Viu? Você entende... mas acho que podemos melhorar isso...
Ela veio até mim novamente sem avisos como na primeira vez, mas agora eu já estava esperando por ela então inclinei minha cabeça e fiz nossos lábios se encaixarem.
Ela fechou os olhos novamente, mas para mim era impossível fazer o mesmo, eu estava a achando linda daquele jeito e queria poder olhar, então fiquei olhando.
— Isso! Dessa vez foi bem melhor Lixie.
— É, eu também achei.
— Mais um pouco e logo ficamos craques para o nosso primeiro beijo.
— Mo-yeonah?
— O quê?
— Nós acabamos de dar o nosso primeiro beijo, na verdade, já nos beijamos por duas vezes, pirralhinha.
— Eu não havia pensado assim... — Ela levou a mão ao rosto e eu sorri, ela é muito fofa. — Lixie me perdoa?
— Por quê?
— Gastei o seu primeiro beijo Felixie... Que vergonha! Ah, droga, eu vou morrer.
Me deito na cama e a puxo para mim e ela fica toda encolhidinha no meu peito como era do nosso costume ficar.
— Não se desculpe, eu gostei que o meu primeiro beijo tenha sido com você.
Ela me olhou desconfiada.
— Então podemos continuar treinando?
Dou uma gargalhada genuína, minha melhor amiga é uma maluquinha, mas é fofa de tudo.
— Por mim tudo bem.
— Legal!
Flash Back Off.
E depois daquele dia treinamos muitas vezes até nos sentirmos seguros para beijar outras pessoas, e se ela não tivesse começado a sair com o Ji Chon-sang eu acho que teria a pedido em namoro.
Mas ela realmente só estava treinando comigo e depois que ela começou a namorar o babaca do Ji eu comecei a sair com o Changbin e nunca mais voltamos nesse assunto.
[...]
Um dia depois
Ba Mo-yeon POV.
A Olívia insistiu para eu vir junto a eles buscar o Lixie no aeroporto e aqui estamos nós!
— Ali! Eles chegaram!
Deixo os familiares irem à frente e consigo os ver em abraços calorosos com o meu amigo.
Eles também recepcionam calorosamente o “amigo/namorado” do Lixie, esse que está levando facilmente a atenção de todos nós por ser um fofo.
— E essa aqui é a minha melhor amiga Minnie, Mo-yeonah esse é o Kim Seungmin.
— Muito prazer Ba Mo-yeon, o Felix fala muito de você.
Sorrio para ele que parece muito educado e gentil.
— O prazer é todo meu Kim Seungmin, ouvi falar muito bem de você.
— Ah, fico aliviado em saber.
O Lixie vem até mim e me abraça.
— Não vai abraçar seu amigo pirralhinha?
— Claro que vou pirralhão.
Nos abraçamos e é como se todos os meus receios sumissem até que...
— Venha Felix traga seu namorado novo, vocês vêm com a gente e a Mo-yeon vai com a Rachel.
— Pai eu...
— Vai lá Lixie...
O interrompo e me afasto e o Lixie me olha um pouco confuso.
— Mo-yeonah?
— A gente se vê depois...
[...]
No carro da Rachel
— O amiguinho do Felix é uma gracinha né?
— É sim...
— Acho que todos já gostamos dele.
— Isso é muito bom, na verdade.
— É mesmo... fico tranquila em saber que ele mora com alguém legal.
— Eles moram juntos?
— Ué... você não sabia disso?
Sorrio fraco.
— Não...
— Acho que o Lixie queria te contar tudo cara a cara.
— Pode ser. — falo sentindo um incômodo que não sei explicar. — Rachel, pode me deixar em casa?
— Você não vem almoçar com a gente?
— Não vou poder, tenho que passar na faculdade, mas preciso pegar um material em casa antes.
— Que pena... mas ainda bem que é sexta né?
— É sim...
E é mesmo.
— Vou te deixar lá é caminho mesmo.
— Muito obrigada.
— Fale com o Lixie, ele vai ficar tristinho.
— Mais tarde passo na casa de vocês.
— Tá bom.
[...]
Felix Pov.
— Como assim ela teve que ir na faculdade?
— Simples assim ué... ela disse que mais tarde vai lá em casa.
— Se acalme Felix, ela é praticamente nossa vizinha, vocês vão poder matar a saudade em breve.
— Tá né...
— O Felix estava louco para rever sua paixãozinha e agora está todo murchinho por que ela precisou ir.
— Minnie! Pare com isso!
— Relaxa ele vai ficar com a minha amiga a Clair na festa dele e aí ele se anima de novo.
— Olívia já falei que não, nem inventa...
— Mas vocês combinam...
— Olívia...
— Tá, parei, garoto chato...
[...]
Entramos no restaurante e de fato, eu estava murchinho como Minnie disse, e pelo exato motivo que ele apontou.
Por que a Mo-yeonah não veio com a gente?
Pior, por que ela nem esperou para se despedir de mim?
Eu iria com ela até a facu...
— Filho? — a voz da minha mãe me tira da minha explosão de pensamentos.
— Oi... mãe...
— Vamos comer carneiro assado ou fish and chips?
— Carneiro.
— Está bem, agora desfaça essa carinha, a noite a Mo-yeon vem ficar com você.
Penso na minha melhor amiga e sinto meu peito doer...
Tem alguma coisa rolando com ela e eu sei... só não imagino o que seja.
[...]
Ba Mo-yeon POV.
Pensei mil vezes antes de vir para a casa do Lixie, mas também não posso deixar que esses pensamentos e sentimentos me dominem.
Ele é meu amigo, só meu amigo e de acordo com ele nem tão amigo assim, já que ele nem gosta muito de mim.
Droga.
Quase me viro e saio da entrada da casa dele, mas alguém abriu a porta.
— Ah você veio.
Era o Seungmin.
— Vim sim...
— Que bom, eu não aguentava mais a carinha de triste do Felix, vem, ele tá no quarto vai lá e anime um pouco ele.
E por que o namorado dele não faz isso? Penso, mas deixo para lá.
Enfim, falo com todos na casa e eles me falam o mesmo que o Seungmin disse, então subo e quando chego no quarto uma cena costumeira fez meu corpo estremecer.
— Então está jogando?
Ele me olha como quem levou um susto quando ouviu minha voz e eu sorrio sem jeito.
— Estou, e sozinho, meus amigos me abandonaram sabe?
— Nossa, que amigos péssimos você tem né?
— Pois é... — Sorrimos e ele me encara. — Você vai mesmo ficar parada aí?
Entro meio acanhada e vou direto para a cama dele e assim que me sento o vejo se virar em sua cadeira para poder me encarar.
— E então?
Ele diz com sua voz intensa e eu o encaro.
— O quê?
— O que digo eu... vamos Mo-yeonah, me diga o que houve, por que você está distante?
— Mas Lixie, eu não estou...
— Nem vem, você não sabe mentir, seu rosto fala quando você não quer colocar em palavras e eu te conheço muito bem sabia?
Acontece que eu nem sei o que dizer a ele.
E o que eu diria? Algo como...
“Eu ouvi uma conversa sua com a Olívia que não devia, me senti mal por saber que você nem gosta de mim como eu achei que gostasse e estranhamente saber que você está namorando o Seungmin me deixou bem mexida.”
Nem a pau vou dizer isso a ele...
Estou feliz pelo meu amigo, juro que estou, mas algo em mim queria que tudo fosse diferente.
— Mo-yeonah, estou esperando…
— Eu só tinha umas coisas para resolver Lixie, agora estou aqui não estou?
— Está, mas parece querer estar em qualquer outro lugar...
A carinha triste dele mexeu demais comigo.
Me deitei na cama dele e resolvi ignorar o que eu estava sentindo.
— Então vem aqui para eu me deitar em você e vamos ficar quietinhos matando a saudade que tal?
Ele abriu um lindo sorriso e veio deitar comigo, eu me acolhi nele e quando senti o seu perfume me senti bem, me senti em casa.
O Felix sempre foi como um lar para mim.
Ele me abraçou e encheu minha cabeça de selares.
— Eu estava morto de saudades de você pirralhinha.
— Você vai insistir nisso né, pirralhão?
— Sim eu vou...
— Mas Lixie a gente já cresceu sabia?
— Sabia sim adulta, mas que se dane, para mim você vai ser sempre a pirralha maluquinha que tirou o meu bv acreditando que aquilo era só um treino.
Sorri e me escondi nele, que sorriu alto por me ver envergonhada.
— Precisava lembrar disso?
— Desculpa, mas eu adoro esse nosso episódio.
— Você é um besta, isso sim.
[...]
Conversamos um pouco tentando colocar os assuntos em dia, e eu ia evitando falar de sentimentos, relacionamentos e afins.
— Olha só como vocês dois são lindinhos juntos!
O Seungmin entrou no quarto sorrindo para a cena que viu e eu me sentei rapidamente.
— O que foi anjo?
— Nada...
— Atrapalhei vocês né? Me desculpem mesmo é que estou um pouco cansado da viagem e vim dormir.
Não sei quanto tempo fiquei ali com o Felix, mas realmente, eles precisavam descansar e eu estava os atrapalhando.
— Eu que peço desculpas Seungmin, estou aqui alugando o Felix e impedindo vocês de descansar...
Me levanto da cama em um movimento fluido.
— Aonde você pensa que vai?
— Para a minha casa?
O Felix fez uma cara desgostosa e eu sorri.
— Sem manha Lixie, estou aqui ao lado, descansem bem vocês dois e amanhã podemos sair para tomar um sorvete o que me dizem?
— Ah eu quero!
O Seungmin falou animado e eu sorri para ele.
— Está bem... amanhã passamos na sua casa e vamos no parque que tal?
— Perfeito Lixie, agora eu me vou, beijos e boa noite para os dois.
— Tchau Mo-yeon até amanhã.
— Até Seungmin.
— Boa noite, anjo.
— Boa noite, Felix.
Dessa vez não me senti tão incomodada em deixar o Felix com o namorado dele, até porque não tem motivos para isso né?
Chego em casa e vejo que recebi mensagem do Channie, meu amigo da facu.
Channie:
[Mo-yeon, entreguei nosso trabalho tá?
O professor falou que enviará nossa nota amanhã no
Primeiro horário, já que entregamos com antecedência.]
Que alivio!
Tenho uma ideia e envio uma resposta ao Channie.
Me:
[Ah, que ótimo, fico feliz porque agora, sim, estamos livres.
Channie, deixa eu te perguntar...
Quer ir comigo e meus amigos amanhã
No parque tomar sorvete?]
Channie:
[Ah, quero sim.
Você sabe que eu amo tomar sorvete com você né?
Obrigado por chamar.
E sim, agora estamos livres!]
Respiro aliviada, amanhã não serei a vela do meu amigo, combino tudo com o Channie que está animado por adorar ir na sorveteria comigo.
[...]
No dia seguinte.
Felix Pov.
Estou indo com o Minnie pegar a Mo-yeon em casa.
Ontem eu a achei estranha, mas quando ficamos deitados e juntinhos tudo pareceu voltar ao normal.
Até a hora que ela foi embora.
Nessa hora ela pareceu querer correr do meu quarto, e eu ia chamar ela para dormir com a gente, mas nem deu.
Hoje levaremos o Minnie para conhecer o parque, vamos tomar sorvete por lá e agora estamos indo pegá-la em casa...
— Mas que merda é essa?
Falo sem pensar e o Minnie começa a rir.
— Olha o ciúme, Lixie...
— Não é ciúmes Minnie, só que quem é esse idiota com a minha amiga?
— Assim como você tem a mim ela tem a ele, não é óbvio?
— Sim, é, mas precisava chamar?
— Claro, ela quer que você o conheça assim como você queria que nos conhecêssemos, agora para de chilique que esse amigo dela é um tremendo gato.
— Lá vai você...
— Ah qual é? Vai me controlar agora amor?
O Seungmin caiu na risada e acabou que fui na dele.
— Mew de onde meu pai tirou que você era meu namorado?
— Sei lá, mas temos certeza que homofóbico ele não é, ficou até triste quando explicamos para ele que somos só amigos.
Ele me abraçou meio de lado e nos aproximamos de onde a Mo-yeon e o carinha com ela estavam nos esperando.
— Meu pai é doido...
Olho para os dois e sinto uma pontinha de ciúmes... quem é esse afinal? E ainda para piorar o Minnie tem razão ele é bem bonito e está todo risonho com a Mo-yeon.
— Ah, olha eles aí... — ela falou sorrindo largo ao me ver. — Channie, esses são o Felix e o Seungmin, meus amigos... Lixie e Seungmin esse é o Channie, meu amigo da faculdade.
Então eles estudam juntos? Que maravilha... Por que ela nunca me falou dele?
— Muito prazer, meu nome é Christopher Bang, mas por favor prefiro mil vezes ser chamado de Channie.
Chris, — Me lembro dela me falar empolgada desse Chris. — Deve ser esse mesmo que prefere ser chamado de Channie...
— O prazer é meu Channie, todo meu...
O Minnie ainda me mata de vergonha.
Notei que a Mo-yeonah olhou estranho para o Minnie quando ele se apresentou ao amigo dela tão empolgado, será que ela gosta desse tal de Channie?
— Prazer Channie, pode me chamar de Lixie se preferir também.
Ficamos os quatro olhando uns para os outros por alguns segundos intermináveis.
— Entãããooo — a Mo-yeonah fala para quebrar o gelo. — Vamos nessa? O Seungmin tem que conhecer a sorveteria em frente ao parque.
— Você tem razão vamos lá!
Ela saiu andando do ladinho desse tal Channie...
É sério isso Mo-yeonah sua pirralha!
[...]
Momentos antes.
Ba Mo-yeon Pov.
Quando vi o Seungmin abraçando o Lixie tive certeza de que eles formam um casal lindo, então tentei focar apenas no fato do meu amigo estar aqui depois de tanto tempo e em que amanhã é o aniversário dele, então vamos aproveitar o dia!
— Nossa, o amigo do seu amigo hein... apesar de que o seu amigo também...
— Channie aquieta o facho tá? Pelo que entendi eles namoram...
— Ah, é?
— Pois...
— Poxa... mas se eles me quiserem eu entro nesse trisal fácil.
Dou uma risada sincera com a cara de pau do Channie, mas sim, tenho certeza de que ele toparia algo do tipo.
— Claro que sim, eu bem te conheço, mas agora se comporta tá?
— Relaxa, minha amora, sou comportado de nascença.
— Um bobo de nascença, isso sim!
Quando eles se cumprimentaram o Seungmin pareceu mostrar interesse no Channie e eu fiquei um pouco constrangida, será que o Lixie não liga?
Poxa, espero não causar problemas.
[...]
Momento atual.
— Qual sabor você vai querer minha amora doce?
— Vamos no de sempre, Channie?
— Certo... — Ele se vira para o atendente e faz o nosso pedido — Duas bolas de café com avelã para nós dois, por favor.
O Channie faz o nosso pedido e eu me viro para o Lixie que parecia estar fazendo uma careta engraçada, mas mudou sua expressão assim que me virei para ele.
— E você Lixie ainda ama o sorvete de uva verde e nata?
— E você se lembra disso?
— É claro que eu me lembro bobinho, até por que eu só tomo dele com você.
— Porque você rouba do meu!
— Exatamente!
Sorrio boba para ele, como ele não estava por aqui já tem um bom tempo que não encosto nesse sabor de sorvete que para mim só tem sentido e só é gostoso se o Felix estiver tomando.
— Não vejo a hora de tomar meu sabor favorito.
Sorrio boba, eu estava com muitas saudades dele.
— Nossa, eu não faço ideia do que escolher...
— Você tem cara que vai amar o de frutas vermelhas ao vinho Seungmin! E não se preocupe, você pode experimentar do meu e com certeza o Felix vai te dar do dele também.
Falo e ele sorri todo animado.
— Obrigado Mo-yeon você é uma fofa!
Na verdade, você que é Kim Seungmin... penso, mas apenas sorrio para ele.
[...]
— Nossa, esse parque é lindo, gostei mesmo daqui.
— Eu sabia que você iria gostar Minnie, puppies fofinhos amam correr na grama não é?
— Lixie, você é um bobo, só vou deixar passar porque seu niver está chegando, mas depois nós dois vamos brigar.
Minhas risadas saem soltas, estamos os quatro sentados na grama e então eu me deito para olhar o céu e noto que o Lixie vem comigo.
— Senti sua falta Mo-yeonah.
— Eu também senti a sua...
As costas da mão do Lixie se encostam na minha e eu me sinto gelar, por conta do contato repentino recolho abruptamente minha mão, sem pensar, apenas faço e o Lixie respira fundo.
— Você e o Channie namoram?
— O Channie e eu... pera, o quê?
— Vocês dois parecem bem íntimos.
— Mas nós somos, digamos que ele é meu segundo melhor amigo nessa vida, o Channie é alguém com um coração incrível, vocês vão se dar bem se você der uma chance.
— Você não gosta dele mesmo?
— Não... só como amiga acredite, ultimamente eu acho que nem sei o que é o amor de verdade Lixie.
Falo sem pensar mais uma vez e me sinto petrificar quando ele pega em minha mão.
— Então Mo-yeonah... isso aqui é amor.
Sinto que vou desmaiar, a minha sorte é que já estou no chão mesmo então daqui não vou para mais lugar nenhum.
E ele fica ali comigo, de mãos dadas e cantarolando baixinho...
“Hum hum... So this is love, hum hum hum huum… So this is love, hum hum hum…”
A voz dele me embala de um jeito que não sei explicar...
Por um momento eu me esqueço completamente do fato de o Seungmin ser o namorado dele, ou do Channie que veio com a gente e apenas fecho meus olhos para poder ouvir aquela voz tão perfeita.
Então isso é amor?
Isso que estou sentindo pelo meu amigo de infância Lee Felix é o que chamam de amor?
— Vocês dois aí? Vamos indo? Estou com fome quero comer.
A voz do Seungmin me puxa de volta para a realidade e assim como tem sido esses últimos dias eu me sento abruptamente pela milésima vez.
Que vergonha.
— Certo, eu também estou com fome... Channie?
— Também amorinha.
— Vamos então Lixie?
Olho para o lado e o semblante do meu amigo parece um tanto perdido.
— Claro pirralha, vamos lá, o Minnie com fome fica perigoso e não queremos ver ele assim.
Nos levantamos e saímos do parque, acho que nenhum deles percebeu meu pânico né?
[...]
No restaurante.
Havíamos pedido hambúrgueres artesanais e porções de batata com cheddar, e tomávamos cervejas com soju porque o Seungmin queria muito.
— Quem diria, bebendo igual adulto hein pirralha!
— Lixie pelo amor de deus pare de me chamar assim seu pirralhudo!
Os três sorriem e eu fico ainda mais brava.
— Olha as bochechinhas dela, Lixie agora entendo porque você a ama tanto, ela é uma fofinha.
— Uma chata isso sim...
— Não sou chata, você chato! — Falo meio bambeando na voz e os três sorriem para mim que mostro a língua para eles.
— Meninos acho que está na hora de suspender a cerveja com soju da amora.
— Por que você a chama assim Channie?
— Porque ela é doce, fica vermelhinha com facilidade, e no primeiro dia que eu a vi ela cheirava a amora, que é a minha fruta favorita.
— Ah...
— É um apelido que combina com ela Lixie, você precisa aceitar isso.
Eu mal ouvia o que eles diziam, mas ainda estava ali tentando prestar atenção neles e no que diziam.
— Lixie...
— Hun?
— Você gosta dela? — o Channie pergunta com aquele sorriso de covinhas estampado em seu rosto e eu apenas sorrio também por não conseguir falar mais nada.
— E você não?
— E a amo e muito, sei que você também a ama assim ou até mais sei lá, mas não me refiro ao amor de amigos sabe?
Me sinto gelar, Channie o que deu em você? Tá maluco?
Penso e isso é a última coisa que faço, minha cabeça pesa e tudo se apaga.
[...]
Felix Pov.
— Opa, ela apagou. — O Minnie falou sorrindo.
— Ela é fraca para bebidas eu já disse isso para ela, mas ela...
— Nunca ouve... é, eu sei Channie, e acredito em você.
O amigo da minha amiga sorri fofinho e eu só posso rir de volta.
— Mas e então, você a ama? — O Channie volta na pergunta e eu a encaro ali com sua cabeça deitadinho na mesa, tão fofinha que eu a beijaria agora mesmo.
— Não pense que não vimos vocês de mãos dadas e você cantarolando a música da Cinderela... CINDERELA Lixie? É sério?
— Era o nosso desenho favorito na infância tá.
Falo meio ácido e o Minnie mostra a língua para mim, já o Channie apenas nos observa.
— Vocês são um casal engraçado, me desculpe ter insinuado algo em relação a amorinha e o Lixie.
— Um casal?
Falo sem entender.
— É, vocês namoram né? A Mo-yeon me contou…
— Ela o quê?
O Minnie fala todo engraçado.
— Channie quando ela te disse isso?
— Hoje de manhã, antes de nos conhecermos.
— Nossa ela ouviu seu pai Lixie, certeza.
— Será Minnie?
— Sim, e acreditou nele... e se parar para prestar atenção, você mesmo disse que ela estava estranha, ela provavelmente achou que estava nos atrapalhando ou algo assim.
— É faz sentido...
— Então vocês não namoram?
— Claro que não! O Lixie é Bi, mas ele nunca me deu bola. — O Minnie fala e eu o encaro sério. — Nós já ficamos, é verdade, mas isso um bom tempo atrás.
— Eu também já fiquei com a amorinha, — Fuzilo o Channie com o olhar e ele ergue as mãos. — Anos atrás Lixie, e você estava namorando um tal de Jeongin.
— Ela te conta tudo mesmo né?
— E eu para ela, inclusive disse a ela que achei o Seung um gatinho e foi aí que ela me falou do namoro de vocês.
— Que confusão.
— Pois é Lixie, quando ela acordar e estiver sóbria, converse com ela, ela ama você e está sofrendo, e Channie, me passa o seu número? Também te achei uma coisa de tão lindo.
— Claro, me empresta seu celular?
— Aqui bombom.
Deixei os dois se entenderem e fiquei olhando minha pirralhinha, será que o Seung tem razão? Será que ela me ama?
— Para de babar nela e vamos levá-la para casa, tadinha ela desmaiou.
— Vocês podem esticar o date se quiserem, eu a levo nos ombros.
— Tem certeza Lixie?
— Claro, Channie, só deixa o Minnie na minha casa depois tá? Sou vizinho da Mo-yeonan como você viu.
— Isso se eu não for para a casa dele né?
Sorrio soprado, o Minnie não tem jeito.
— Levo ele pela manhã.
— Certo, me mande mensagem seu desnaturado.
Ele vem e deixa um selinho em mim, bem coisa do Minnie.
— Sem ciúmes tá? Agora cuide do seu amor verdadeiro.
Ele segura na mão do Channie e os dois se vão.
— Tchau Lixei foi um prazer enorme.
— Venha para meu aniversário amanhã Channie, o prazer foi todo meu.
Eles somem noite adentro e eu fico ali encarando o rostinho lindo da minha melhor amiga.
Minha pirralha.
Meu anjo.
Meu amor?
Coloco ela na minha cacunda e vou andando rumo a minha casa com ela toda aninhada a mim.
E a lua está tão linda...
— A lua está linda Mo-yeonah... muito, muito linda.
[...]
Ba Mo-yeon Pov.
Acordo sem lembrar em que ponto eu havia adormecido e quando abro bem meus olhos...
— É o quarto do Lixie? Estou só de camiseta e... Pera, estou de conchinha com o ele?
Ah, não...
Levo minha mão a boca para tapar o grito que quis sair e bem devagar vou me esgueirando dos braços do meu amigo, desliso para fora da cama, pego minhas coisas e saio correndo dali.
Depois me explico com ele, e lhe dou os parabéns, mas agora preciso ir para a casa.
[...]
Chego em casa, tento me lembrar do que rolou ontem à noite e uns flashes vem em minha mente...
“— Lixie...
— Hun?
— Você gosta dela?
— E você não?
— E a amo e muito, sei que você também a ama assim ou até mais sei lá, mas não me refiro ao amor de amigos sabe?...”
Channie seu louco, por que você fez isso?
Mas que droga... o que será que o Lixie respondeu?
Ele respondeu?
Não consigo me lembrar...
E o Seungmin? Poxa... eu quero muito sumir.
Pego meu celular e envio uma mensagem para o meu amigo.
Me:
[ Feliz aniversário, Lixie.
Seja feliz e eu estarei aqui, sempre torcendo por você.
Ps: Acordei e sai sem falar com você, mas mais tarde nos veremos
Te adoro, aproveite seu dia.
Bjos.]
Acho que está bom...
E se não estiver, agora já enviei.
Decido ir tomar banho, ainda preciso embalar o presente do Lixie e mais tarde vou mesmo para a casa dele afinal a comemoração será lá.
Não vou pensar no que rolou ontem, estávamos bêbados né?
É isso... aposto que nenhum deles se lembra muito de ontem.
[...]
15/09 Comemoração do niver do Felix.
Toco a campainha e escuto a Olívia falar.
— Clair, abre a porta para mim, por favor deve ser a Mo-yeon.
— Tá bom!
Clair? Esse nome me é familiar...
Mas da onde será que me recordo dele.
— Oi, você é a Mo-yeon né?
— Oi, sim, sou eu mesma.
— Prazer sou a Clair, amiga da Olívia.
Aah, me lembrei, é a garota que é apaixonada pelo Felix desde sempre.
— Nós já nos vimos antes, Clair, mas o prazer é todo meu.
— Vimos é? Não me recordo...
Claro...
— Minha pirralhinha chegou!
A voz do Lixie na ponta da escada vem me socorrer.
— Com licença...
Passo por ela que parece que vai me fuzilar e vou até o meu amigo.
— Lixie! Parabéns pirralhudo — Dou um abraço nele e deixo um selar em sua bochecha estrelada e o vejo sorrir bobo. — Aqui, espero que goste.
— Um presente? É sério?
— Claro, seu tonto.
— Hey! Não me maltrate, hoje é meu aniversário!
— Manhoso... abre, quero ver se vai gostar ou não.
O Lixie pega minha mão e me encara com um enorme sorriso.
— Vamos para o meu quarto, tem olhos demais em nós aqui.
Olho para baixo e a Clair está nos fuzilando com o olhar.
— Pelo amor de Deus vamos!
Saímos do campo de visão dela e a ouvimos gritando.
“Olívia!”
— Xiii minha irmã se deu mal...
Sorrimos e eu o encaro.
— Vai abrir isso ou não?
— Vem vamos entrar, o Minnie tá aí com o Channie já.
— Ah, o Channie veio? — ele acena que sim para mim — Que legal, fico feliz que tenha gostado dele.
— Eu gostei sim, ele é bem legal, já o Minnie...
— O quê? Ele está com ciúmes do Channie?
Entramos no quarto e os dois estavam se beijando.
Ruborizei com força e o Lixie riu de mim.
— Acho que eu que deveria estar com ciúmes aqui, o Channie roubou meus dois melhores amigos.
Ouvi aquilo com estranheza e o Lixie notou.
— O quê? Você acreditou mesmo no meu pai quando ele disse que o Minnie era meu namorado?
— Ele não é?
— Claro que não, eu amo outra pessoa...
O Felix me deixou plantada na porta e terminou de entrar seu quarto já abrindo seu presente.
— Anjo... sério?
Dei para ele uma bolsa que ele havia dito querer muito e dentro tinha fotos nossas, uma camiseta personalizada e chocolates.
— Gostou Lixie?
— Nossa muito Mo-yeonah, obrigado meu anjo.
— Meu aniversário está chegando, Mo-yeon quero presente também.
O Seungmin falou e nós rimos.
— Você já levou meus amigos de mim Minnie, não sei o que de melhor eu poderia te dar.
— Falou tudo amorinha, realmente Seung, seu melhor presente fui eu querido.
Sorrimos feito bobos e ficamos ali jogando conversa fora.
Dessa vez eu estava mais solta, sem medo de estar atrapalhando meu amigo.
[...]
Depois de um tempo nos juntamos a família do Lixie, bebemos e comemos uma comida deliciosa, o Channie estava comandando músicas e todos estávamos nos divertindo.
— Acho que é a primeira vez que dançamos juntos Mo-yeonah.
— Tá maluco Lixie? Você veio para minha formatura na escola lembra?
— Ah, é mesmo o baile...
— Sim, o baile onde acharam que você era...
Parei de falar, melhor deixar quieto.
— Acharam mesmo que eu era seu namorado né?
— É...
Ele sorriu com a minha timidez aparente e eu continuei quieta, dançamos até o fim “Here with me — d4vd” e enquanto dançávamos pude ouvir a voz dele cantando em meu ouvido...
“All I know
Is you're here with me
Ooh, ooh, ooh, ooh...”
Fechei meus olhos por um instante e senti meu coração palpitar forte.
Eu nunca havia me sentido assim antes, não tão consciente dos meus sentimentos estando tão perto do Felix...
A música seguia com ele cantando em seu tom grave, mas suave, e eu senti como se a letra dela me revelasse...
“And if it’s right
I don’t care how long it takes…
As long as I’m with you, I’ve got a smile in my face…”
Fingi que nada aconteceu e quando a música acabou ele cheirou meus cabelos em um dos seus gestos costumeiros.
— Sempre cheirosos...
— Os seus também são...
[...]
— Hora de cantar os parabéns!
A mãe do Felix falou animada e todos nos aprontamos.
— Apague a luz da sala por favor Mo-yeon?
— Pode deixar tia!
Fui até a luz e quando me virei a Clair estava ao lado do Felix, então fiquei ao lado do Minnie e do Channie.
As velas foram acesas e começamos a cantar.
“Parabéns pra você,
Nessa data querida.
Muitas felicidades...”
O Lixie estava nitidamente animado e quando acabamos os parabéns a Olívia puxou...
“Com quem será...
Com quem será...
Com quem será que o Felix vai casar?”
O semblante dele já não estava lá dos melhores as na segunda parte da música senti meu mundo desabar...
“Vai depender se a Clair vai querer...”
E então acontece.
Eles se beijam.
Minha mente turva na mesma hora em que isso acontece, começo a perder o fôlego e minha única vontade é a de sair dali.
Então eu me viro e saio correndo.
Tropeço na ponta da escada e sinto meu tênis ficando para trás, mas não ligo, só quero fugir dali.
Corro com todo o meu fôlego até ter plena certeza que eles não me alcançarão.
Isso se por um acaso alguém veio atrás de mim, por que ali eu estava sobrando né?
Então era ela que o Felix disse amar?
“Eu amo outra pessoa”
Bom, agora vocês estão juntos, meus parabéns.
Olho para frente e o encaro...
O mar... um dos meus refúgios favoritos nesses últimos anos, mas, na verdade, meu primeiro refúgio desde criança.
Vou até a areia e tiro meu único tênis, me sento e começo a chorar.
Então eu realmente gosto do Felix?
Tarde demais Ba Mo-yeonah, agora ele está com quem realmente ama.
[...]
Felix Pov.
Eu estava feliz... Radiante, na verdade, o Channie tentou criar o clima perfeito colocando músicas mais leves para dançar juntinho e eu estava dançando com o meu anjo, minha pirralha fofa, minha melhor amiga.
Ela estava radiante, me deu um lindo presente e nós dois estávamos como se não houvesse mais ninguém no mundo.
E eu estava decidido, na hora dos parabéns eu ia me declarar para ela.
A verdade é que a tempos que estou completamente apaixonado por ela, mas eu estava esperando vê-la pessoalmente para poder me declarar.
E era para ter sido hoje...
— Clair o que foi isso? Olívia?!
Falo me afastando da amiga da minha irmã e as encaro com raiva...
— Lixie eu pensei que...
— Pensou o que Olívia? Que eu passaria a gostar da sua amiga se ela forçasse a barra? Eu te disse que amo outra pessoa....
A Clair me encarou com um olhar sinistro, e saiu batendo o pé.
— Felix...
Olho para o Seungmin e ele olha para o Channie.
— A Mo-yeon foi embora...
— Droga! Olívia, vamos conversar muito sério depois. — Falo o mais irritado possível e minha irmã se encolhe. — Mãe, pai...
— Vai logo atrás da sua namorada filho.
— Pai ela não é a minha...
— Deixa ele Lixie dessa vez ele não está de todo errado.
— Tá, eu vou atrás da Mo-yeonah.
Saio correndo e escuto o Minie e o Channie gritarem em uníssono.
— Boa sorte Lixie!
Quando estou do lado de fora vejo no pé da escadinha que temos na entrada um dos tênis da minha pirralhinha, me abaixo e o pego do chão sorrindo.
— Minha Cinderela...
Entro no carro do meu pai e corro para o lugar que acredito que seja onde ela deva estar.
Vou encontrá-la, e vou me declarar para ela.
Só volto para a Coreia sendo o seu namorado.
[...]
Na Praia.
Ba Mo-yeon Pov.
Acho que chorei tudo o que eu tinha que chorar.
Mas também me martirizei por isso como a louca que sou, eu não tenho nada que chorar droga!
É como quando pensei que o Lixie estava com o Minnie, eu como amiga só preciso apoiar o Lixie, ficar feliz por ele...
Só, mais nada.
Mas é que parece que tenho fortes sentimentos pelo meu melhor amigo.
E pelo que vejo esses sentimentos estão aí desde sempre...
Eu só não tinha me aberto a eles.
Bela hora para se abrir aos seus sentimentos incubados Ba Mo-yeon sua tola.
Fico ali olhando as ondas e pensado em como mais uma vez em tão pouco tempo eu só queria um abraço.
E como se as estrelas me ouvissem sinto um braço passar pelo meu ombro me levando a um aconchego inesperado e pelo perfume que vem junto a ele...
— Minha Cinderela fujona...
A voz intensa do Felix vem me causando uma onda de arrepios por cada pedacinho do meu corpo.
— Lixie... o quê? Mas, por que você veio atrás de mim?
Seco uma lágrima antes de encará-lo.
— Você deixou seu sapatinho e eu vim te devolver minha Cinderela.
— Pare com isso Lixie, não seja bobo.
Tento pegar meu tênis de sua mão, mas ele não permite, apenas o coloca ao lado do outro par e volta a me encarar.
— Por que fugiu daquele jeito? — Ele me pergunta em um tom sereno.
— Você nem viu o jeito que fugi Lixie, estava ocupado com a boca da Clair na sua.
Ele sorriu e aquilo me irritou.
— Minha ciumentinha!
Ele falou fazendo um leve carinho em meu rosto e eu gelei.
— Lee Felix! Dá para parar com isso? Sua namorada não vai gostar nada em saber que você fica me acarinhando assim.
Ele nada disse apenas olhou para o mar, depois para o céu e eu me arrumei ao seu lado fazendo o mesmo e agora contemplávamos a noite.
— A lua está linda não está?
Gelei novamente, sempre amamos usar “a lua está linda” para dizer um “eu te amo” sem dizer de fato como líamos em algumas histórias quando éramos mais novos.
O que respondo para ele?
Se eu disser o que quero, estarei me declarando?
Enfim...
— Sim Lixie, a lua está linda como sempre esteve, e como provavelmente sempre estará.
Tradução: “eu te amo, como sempre te amei e como provavelmente sempre o amarei”
Olho para ele discretamente e o vejo sorrir, ele entendeu o que eu quis dizer e agora não tem volta.
— O mais engraçado é que eu sempre soube o quão linda a lua é e sempre será para mim, mas só agora eu entendi que tenho um desejo enorme de fazê-la só minha... seria egoísmo meu desejar a lua só para mim Mo-yeonah?
— Acho que não Lixie...
Falo um pouco mais contida, sem o encarar.
— E você?
— Eu?
— Sim, você... — Ele se vira para me encarar, segura meus ombros e me vira para ele com delicadeza. — Você também deseja ter a lua só para você?
Ele queria saber...
E eu quero lhe dizer, mas as lembranças de suas palavras ainda me doíam...
“...nem gosto tanto dela assim... e jamais me interessaria por ela.”
— Não adianta de nada eu querer... minha lua pertence a outra pessoa.
Ele me encarou com determinação.
— Mo-yeonah, eu não tenho nada com a Clair e nem teria, eu nunca gostei dela, porque desde que cheguei aqui você tem agido como se eu não a quisesse por perto, ou como se você fosse um peso para mim?
Minhas lágrimas voltam a rolar meu rosto.
— Porque ouvi você falando com a Olívia Lixie, me perdoe, eu errei em ouvir a conversa de vocês, mas não pude evitar.
— Minha conversa com a Oli... pera aí, você achou que era de você que falávamos?
— E não era? A Olívia sempre tentou fazer com que namorássemos Lixie...
— É verdade... mas enfim, dessa vez não era de você que ela falava e sim da Clair... — Ele se aproximou de mim e enxugou minhas lágrimas. — Era dela que eu disse não gostar, e de você que me referi quando falei que amava outra pessoa, minha pirralhinha linda.
Me concentrei no rosto lindo e delicado do meu melhor amigo.
— De mim?... Lixie...
— Sim Mo-yeonah, eu amo você, e eu estava louco para vir aqui e te contar isso pessoalmente, eu acho que sempre amei você, eu descobri que te amava quando perdemos nosso bv na tentativa de treinar para poder não fazer feio quando fossemos perder o bv... só demorei para entender meu anjo.
Ele falou com um lindo sorriso no rosto enquanto deixava carinhos no meu rosto.
— Eu sou um gênio nem vem...
Falo sorrindo pequeno e ele ergue meu queixo.
— Sim, você é um gênio, e eu amo você Mo-yeonah...
As palavras ditas por ele ecoavam em minha mente e meu corpo parecia flutuar em direção ao Lee Felix.
— Eu também amo você Felix... me desculpe pela confusão toda eu... eu tive medo.
— Eu também tive medo anjo...
— Você teve?
— Sim, um medo absurdo de perder você.
— Você não vai me perder Lixie...
— E nem você a mim Mo-yeonah...
Estávamos irremediavelmente juntos, poucos centímetros separavam nossos lábios e então ele veio até mim findando qualquer espaço entre nós.
Nos envolvemos em um beijo calmo e entregue que foi apenas aumentando a intensidade de tudo ali e nossas línguas se alegraram por estar finalmente juntas de novo e anos depois do nosso primeiro beijo estamos novamente nos entregando um para o outro.
As mãos agora muito mais habilidosas do meu melhor amigo e amor foram delicadamente descendo minhas costas o que me fez arrepiar e quando dei por mim ele estava tirando sua camisa que estava por cima de sua regata e a estendeu na areia voltando a me encarar em seguida.
Não dissemos nada um para o outro, apenas voltamos a nos beijar e ele delicadamente me deitou sobre sua camisa.
Estávamos nos entregando e tudo fazia sentido para mim, eu o queria como nunca quis a outro nessa vida e foi aí que me lembrei.
— Lixie...
— Hum...
— Essa será minha primeira vez...
Ele se afastou com delicadeza, não muito, apenas o suficiente para me encarar.
— Sério Mo-yeonah? Mas e seus outros relacionamentos?
— Não passei dessa linha em nenhum deles.
Ele sorriu e deixou um selinho em meus lábios.
— Se você quiser podemos parar por aqui.
— E se eu não quiser?
Ele me olhou intensamente e eu me encolhi um pouco e então ele veio para perto de mim, deixando seu rosto praticamente colado ao meu.
— Se você não quiser parar, nós vamos até o fim, e eu prometo que vou cuidar muito bem de você.
Olho em seus olhos e meu corpo parece queimar como se eu fosse lançada na fogueira.
— Então cuide de mim Lixie...
— Eu te amo Mo-yeonah...
Voltamos a nos beijar e a mão habilidosa dele volta a passear pelo meu corpo, indo até meus seios e passeando por baixo da renda e isso me faz arrepiar por inteiro.
Não quero pensar em nada, mas, ao mesmo tempo que nos beijamos, minha mente fervilhava pensando em todas as vezes que quase me entreguei a outro e parei do nada por saber que não era a pessoa certa ali comigo.
Diferente de agora que tenho certeza que estou com quem é certo para mim.
Meu melhor amigo é o meu amor e eu vou me entregar a ele.
— Sua pele é tão macia...
Sorrio com meus lábios colados no dele e ele sorri de volta.
— Meu anjo lindo...
Ele diz e eu mal consigo me concentrar em mais nada.
Levo minhas mãos para dentro da regata dele e começo a deixar apertões e arranhões em suas costas e o som que ele emite é de puro deleite.
E eu estou nas nuvens.
Ele desce com sua mão pelo meu corpo e abre minha calça levando suas mãos a minha intimidade nitidamente úmida até para mim que não a estou tocando.
— Temos que ser discretos apesar de não ter ninguém aqui...
— Sim... temos...
Falo quase ofegante e ele fecha seus olhos.
— Não sabia que tinha como você ficar mais linda ainda...
Ele voltou a me beijar enquanto seus dedos dançavam livremente lá em baixo de mim e meu corpo o respondia com calores e arrepios intensos e eu decidi levar minha mão ao seu membro o que me assustou um pouco por parecer que é bem grande e grosso, mas eu nada disse sobre, apenas o acariciei como pude e o Lixie pareceu amar meu toque nele.
Então ele fez, desceu meu shorts e calcinha um pouco mais, o suficiente para o que estava por vir e em seguida abaixou sua bermuda e cueca, tudo isso me encarando nos olhos o que pareceu nos conectar de uma forma surreal.
Ele veio por cima de mim e se encaixou em meu corpo, com cuidado e lentamente para que eu o recebesse sem muito incômodo, afinal era minha primeira vez nisso.
— Se doer me fala está bem?
— Uhum...
Duvido muito que doeria, e quando notei ele estava todo dentro de mim.
Me sentir corar, tremer, sentia coisas que nunca havia sentido antes e posso dizer, eu estava a caminho do céu.
Ele começou seus movimentos lentos e certeiros dentro de mim e nós dois gemíamos baixo e ritmadamente.
Eu me agarrava a ele e mordia seu ombro, e ele apertava cada pedacinho do meu corpo que suas mãos alcançassem e senti-lo daquele jeito estava perfeito para mim.
Tão perfeito que meu corpo se apertava contra o dele involuntariamente.
— Que delícia Mo-yeonah... você é tão gostosa...
Achei que desmaiaria em ouvi-lo assim tão próximo ao meu ouvido.
— Você que é delicioso Lixie... — Falo com a minha voz mais pesada e tudo em mim parece se desmanchar.
— Eu te amo muito, anjo... aaahhh nossa... você vai acabar comigo assim, amor...
Eu me apertava nele e o fazia sem uma consciência real, mas quando eu o ouvi assim eu quis mais de tudo aquilo, mais dele, então eu o segui em seus movimentos me apertando cada vez mais até que perdi totalmente o controle do meu corpo.
— Lixie... aah eu...
— Goza para o seu namorado minha linda.
Ele me estocava de uma forma tão deliciosamente precisa que me fazia ver muito mais estrelas do que as que já nos contemplavam.
E depois de um tempo maravilhoso em que ficamos assim vim nele com força e pela primeira vez na minha vida eu senti algo tão intenso, e enquanto meu corpo tremia eu me agarrava a ele e ele veio em mim em seguida.
— Ahhh nossa, que gostosa Mo-yeonah...
Ficamos colados por um tempinho mais em um beijo urgente e deliciosamente lento e ali eu descobri.
Eu já sou totalmente viciada nos lábios do Lixie.
Ele saiu de dentro de mim e me arrumou com carinho, se arrumou em seguida e depois me puxou contra o seu peito e ficamos ofegantes ali por um tempo.
— Então... isso é amor? — Pergunto enquanto deixo um carinho em seu peito.
— Sim Mo-yeonah isso é amor...
Ele disse enquanto me acarinhava e eu sorri pequeno.
— E agora nós...
— Somos namorados, e não se preocupe com distância ou nada dessas coisas agora, vamos resolver tudo com calma.
— Tá bom... — um pensamento me ocorreu e eu falei sem pensar. — Lixie, não usamos camisinha!
— Eu sei meu amor, foi loucura minha, me desculpe, comprarei o remédio para você tomar e ficará tudo bem, eu prometo e quanto as demais coisas, por favor, não se preocupe.
— Tá bom...
Ele deixou um selar no topo da minha cabeça e depois desceu com selares pelo meu rosto até parar em meus lábios se demorando mais neles.
— Você gostou anjo?
— Sim, foi perfeito.
— Da próxima vou preparar um ambiente bem romântico para nós eu prometo.
— Mais romântico do que o mar e as estrelas? Duvido muito.
— Não duvide do seu amigo e namorado pirralhinha linda.
Sorrimos e nos abraçamos mais.
— Lixie...
— Oi?
— Feliz aniversário!
Ele se virou mais para me olhar e sorrindo me beijou.
— Obrigado, minha pirralhinha linda, eu te amo!
— Também amo você... — Eu o abraço e ele me aperta arrancando um riso bobo de mim. — Vamos voltar Lixie?
— Nããn vamos esperar um pouco mais meu amor, o Minnie e o Channie se viram por lá.
— Está bem...
Ficamos ali na praia olhando a lua e com meu corpo colado ao do Lixie pude ouvir as batidas do seu coração, o que me fez sentir como se eu fosse a mulher mais feliz do mundo todo por finalmente poder me entregar aos meus sentimentos, e o melhor? Agora tenho a certeza de que eles são correspondidos pelo meu amigo e amor.
Olhei para ele que sorria lindamente contemplando e as estrelas, desejei que o tempo parasse ali e eu nunca tive tanta certeza.
Então...
Isso é amor!
O nosso amor, e nossa história está apenas começando.
Link 1 https://www.youtube.com/watch?v=NDAEczxC6-I
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