Imagine Me & You (ouat Version)
13 Married / Ruby / Killian
Notas iniciais
Passavam das oito horas da manhã quando Emma subiu as escadas com uma bandeja, levando até o quarto seu café da manhã e o de Neal. Antes de preparar o café, Emma olhara pela janela da sala, deliciando-se com a visão maravilhosa que o universo a proporcionara naquele dia: o sol já estava nascendo, e algumas pessoas faziam sua corrida matinal pela calçada. Ao longe, no parque, Emma conseguia ver algumas crianças brincando alegremente; quase não podiam se mexer, tão grossos eram os casacos para bloquear o frio, mas continuavam a correr e a brincar. Neal a estava esperando na cama, lendo o jornal.
– Aqui está – ela disse, e ele agradeceu com um aceno de cabeça, sorrindo para ela. Emma posicionou a bandeja aos pés da cama, sobre o colchão, sentou-se e cobriu as pernas com o edredom antes de colocar a bandeja em seu colo. Pegou uma das xícaras e a encheu de chá, colocando um pouco de creme e então repetindo o processo após entregar a primeira xícara ao marido. A loira tomou uma parte do jornal em mãos.
– Sabe me dizer se há uma parte sobre viagens, querida? – Neal perguntou. Emma bebericou seu chá e esticou-se para pegar outra parte do jornal que estava dobrada sobre a cama. – Eu gosto dessa geléia – o rapaz comentou após morder uma torrada, tentando puxar assunto, mas Emma se mantinha em silêncio. – É uma geléia muito boa! Acho que vou fazer geléia. Eu posso fazer geléia, sabe?
– Claro que pode – a loira disse, sem esboçar nem um sorriso.
– Você não acha que eu conseguiria – seu marido comentou, e um sorriso divertido – porém contido – se formou nos lábios de Emma.
– Nem por um segundo – ela disse, sem tirar os olhos do jornal.
Neal riu baixinho.
– Sabe, eu estava falando com o August... – começou, mas Emma o interrompeu, suspirando pesadamente.
– Aquele cara é um babaca.
– Aquele cara é um babaca – ele repetiu. – Mas ele tem uma namorada maravilhosa. Só Deus sabe o que ela viu nele para conseguir amá-lo, mas ela o ama. Ele a trai enlouquecidamente.
Emma suspirou e se levantou, calçando seus chinelos de pano.
– Ei, volta pra cama – Neal pediu, quase fazendo beicinho.
– Já levantei – ela falou. Pegou uma calça de moletom e a vestiu. – Ela sabe?
– Eu falei pra ele: “Se quer terminar, fale pra ela” – ele disse, mas seus lábios logo curvaram-se em um sorriso maroto. Ele arqueou uma das sobrancelhas. – Você realmente levantou.
– Levantei – a loira sorriu carinhosamente. – Talvez ele não queira terminar. Talvez ele não saiba o que quer.
– Bom, ele deveria descobrir logo, antes que alguém se machuque.
Emma ouviu atentamente a essa frase, e observou seu marido por alguns segundos.
– Porque está olhando pra mim? – ele indagou, sorrindo.
– Porque você é uma boa pessoa – Em respondeu.
– Espere até eu fazer geléia. Aí eu vou te deixar doidinha.
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– O que acha de um pouco de cor aqui? – Regina perguntou à cliente, sem tirar os olhos do buquê que tinha em mãos. – Eu tenho lírios lindos aqui.
– Ah, por que não? – a moça, que tinha os braços cruzados com força em frente ao peito, respondeu aflita. Regina estava achando aquilo muito estranho, mas não questionaria os motivos pessoais de uma cliente. E ela sequer precisou questionar: – São para o meu namorado. Vou contar que vamos ter um bebê – a cada palavra proferida, a moça parecia mais e mais aflita.
– Isso é ótimo! – Regina disse, sorrindo sinceramente.
– Eu também acho! E ele também vai achar – agora, a moça começara a gesticular exageradamente com uma das mãos. Ela tinha longos cabelos negros, tendo apenas algumas mechas em um tom forte de vermelho. Sua maquiagem era carregada, o que escondia um pouco o seu medo. – Ele vai, sim. Ele é... Meio maluco por controle. Fico surpresa que não foi ele a usar o diafragma – enquanto a moça falava, Regina apenas assentia e continuava a organizar o buquê. – Ele... Ele vai me odiar – a moça das mechas vermelhas começou a engasgar enquanto falava, as lágrimas começando a escorrer por sua face. Seus soluços aumentavam gradativamente.
Regina arregalou discretamente os olhos e olhou brevemente para os lados, pensando no que fazer. Seus clientes às vezes pareciam meio... Loucos. Ternamente, a morena afagou o braço direito da cliente, que logo jogou-se em seus braços, chorando o quanto amava o namorado. – Eu acredito. Ele parece uma pessoa adorável – Regina dizia, sem jeito. A moça mal conseguia falar, tantos eram os soluços. Para a alegria da florista, o telefone tocou; Regina teve de largar o buquê e curvar-se de costas sobre o balcão, sem conseguir se desvencilhar do abraço.
– Alô? – a morena disse ao telefone. – Uma entrega? É claro que posso fazer! O que? Agora? Ah, não é problema algum!
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Assim que chegou ao restaurante, Regina foi até a recepção.
– Olá! Preciso entregar isso na mesa sete – disse ao rapaz, que indicou-a o caminho com educação. A morena não conseguiu conter o meio sorriso assim que viu quem estava sentado à mesa. Virou os olhos e caminhou até lá.
– Bonitinho, né? – Killian disse, um sorriso malicioso nos lábios.
– Muito bonitinho – Regina respondeu ironicamente.
– Me foda se eu estiver errado... – o rapaz começou, olhando sério para ela. – Mas eu acho que você quer me beijar.
A morena deu uma gargalhada alta.
– Killian, você e eu – ela falou enquanto colocava o buquê sobre uma cadeira vazia. – Não vai acontecer. Eu serei sua amiga.
– Bem, isso dá pro gasto – Killian comentou. – Por enquanto.
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