Imagine Leonetta Casados
64 Sexagésimo quarto capítulo
Notas iniciais
– Ah, você está brincando! — Violetta cruzou os braços com um pequeno sorriso sobre seus lábios
– E por que eu brincaria com uma coisa dessas? — Leon descruzou seus braços e segurou em suas mãos rindo
– Porque você pagou a viagem, me livrou de um provável ataque cardíaco se eu passasse mais uma semana com a Letícia e o Chris berrando no meu ouvido e ainda conseguiu uma folga no seu trabalho para conseguir ficar com a gente! — ela livrou suas mãos das dele e continuou a tirar as roupas da mala
– Então acredite! — ele novamente a impediu de fazer qualquer coisa que se relacionasse à mala ou à arrumação do quarto — Uma coisinha a mais ou a menos... não faz diferença. — ele deu de ombros — Mas, e então? Aceita ou não?
Ela tentou disfarçar seu sorriso e fazer sua melhor cara de séria, mas é claro que não deu certo. Não era possível disfarçar sua felicidade.
– Certo, só vou aceitar porque não quero você na praia sozinho — ela novamente cruzou os braços enquanto abafava uma pequena risada — Seria triste você andando por lá sozinho, sem ninguém para ficar com você...
– Aham — ele mostrou-lhe a língua — Você está aceitando só por causa disso. Vou fingir que acredito só pra não te deixar sem graça.
Ela deu de ombros e riu como quem quer causar a impressão de que tudo o que diz é verdadeiro. É claro que, novamente, não deu certo. Um silêncio mortal se estendeu por longos três minutos entre os dois.
– Que horas nós vamos? — ela finalmente quebrou o gelo
– Olha só, quem de repente ficou tão interessada! — Leon segurou em sua cintura
– Nossa, que engraçado! — Violetta riu, o que definitivamente estragou — Se eu admitir que eu quero muito ter uma tarde romântica com você, vai responder minha pergunta?
Ele assentiu vitorioso.
– Você venceu então — ela levantou as mãos em sinal de rendimento — Eu realmente quero muito ter essa tarde com você — Violetta deu ênfase a palavra “muito” — Agora pode responder minha pergunta?
– Era isso o que eu queria ouvir! — ele fez-lhe cócegas — Sim, vou responder só porque sou uma pessoa muito legal. Vamos até a praia às duas e meia da tarde.
Violetta mordeu o lábio contente.
– E o que vamos fazer lá? — ela insistiu
– Surpresa! — ele sacudiu as mãos
– Me conta! — ela bateu os pés como uma criancinha de três anos
– Que parte de “é uma surpresa” você não conseguiu entender?
Ela revirou os olhos e depois abraçou-o.
– Mas e a Letícia e o Chris? — ela acabou com o abraço em poucos segundos, o que o deixou triste — Essas são férias em família. Eles estavam super animados.
– É só uma tarde — ele segurou em seu queixo — Ainda são dez horas da manhã, e nosso passeio pela praia será só as duas e meia, há muito tempo para fazermos coisas juntos. Além de que vamos ficar aqui por uma semana. E outra, não dá para cancelar.
– E por que não dá pra cancelar? — ela passou os braços por sua nuca
– Já contratei uma babá para cuidar dos dois durante a tarde — ele cantarolou — Não dá para cancelar.
– Desde quando você planejou esse passeio?! — ela colocou as mãos na cintura rindo
– Desde que eu comprei as passagens do avião!
– Já que ele já está planejado a tanto tempo assim não vou recusar — Violetta disse, o que fez Leon levantar uma sobrancelha — Ok, eu quero muito ir com você. Não dá pra negar.
Ele sorriu e arrastou Violetta até onde estavam as camas, para que eles pudessem discutir com os filhos o que fariam primeiro.
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– Eu atendo! — Leon gritou para Violetta assim que ouviu uma batida na porta
– Hi! How are you? — uma mulher falou assim que Leon abriu a porta
– Fine, thank you! — ele respondeu contente — You are the nanny who come to take care of Letícia and Chris?
A mulher assentiu sorrindo.
– Quem é Leon? — Violetta apareceu de repente com Chris no colo, já com uma pontinha de ciúmes
– Vilu, essa é a babá que eu contratei para cuidar da Letícia e do Chris — ele apontou para a mulher e apresentou Violetta — This is my wife, Violetta.
– Hi! — a mulher acenou para ela
– Não sabia que falavam inglês aqui no Caribe — Violetta cochichou para Leon
– E não falam — ele cochichou de volta — A maioria das línguas faladas aqui são de tribos indígenas, mas eu não faço a menor ideia de como se pronunciar uma palavra dessas línguas. Por sorte consegui achar um hotel que tivesse funcionários que soubessem falar inglês razoavelmente.
Violetta balançou a cabeça, como quem consegue entender.
– Ok, we are going to the beach — Leon sorriu
A mulher retribuiu o sorriso e pegou Chris do colo de Violetta. Os dois saíram do quarto e bateram a porta.
“Como eu vou conseguir falar com essas crianças?” a mulher pensou, mas em inglês. Ela entrou mais um pouco no quarto e conseguiu ver Letícia dormindo. Definitivamente um milagre, mas era bom, facilitaria muito as coisas.
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– Vem Vilu! — Leon a puxava por toda a extensão da praia — Eu tenho uma surpresa!
– Calma! — ela tentava desacelera-lo — Eu não consigo correr tão rápido igual a você! Calma!
Ele revirou os olhos e continuou a leva-la.
– Espera! — ela tentava se defender — Eu não...
Violetta levou um choque. Assim que os dois se aproximaram do mar, Leon correu para dentro da água e desamarrou uma canoa que estava presa em uma pedra.
– Não acredito! — ela sorriu enquanto ele segurava em sua mão e a levava para dentro da água
– Essa era a surpresa! — ele riu enquanto entrava na pequena barca
Ela também subiu na canoa, ele tirou remos de um cantinho e remou até uma das partes mais fundas do oceano. Assim que chegaram lá ele largou os remos e segurou nas mãos de Violetta.
– Eu te amo — ela abraçou-o
– Eu também te amo — ele retribuiu o abraço enquanto acariciava seu cabelo — Muito
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Letícia acordou sem saber o que estava acontecendo. Olhou em volta e conseguiu ver uma mulher deitada na mesma cama que ela, dormindo, e em um berço Chris, que também estava dormindo.
“Essa deve ser a babá” ela pensou. Ficou ali por cerca de cinco minutos olhando para a parede, quando decidiu que aquilo estava muito chato. Precisava achar os pais para poder se divertir.
Ela desceu da cama na pontinha dos pés e abriu a porta do quarto. Desceu as escadas até o hall e olhou em volta. Nenhum sinal dos pais. Era melhor voltar para seu quarto.
Subiu as escadas e virou em um corredor. Entrou em um quarto... que definitivamente não era o dela.
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