Imagine Belieber
21 Capítulo 21 - Considere-se um melhor amigo morto.
Notas iniciais
Justin sentou em meu lado e ficou me olhando e sorrindo por longos minutos.
- Você não vai falar nada? — Ri com dificuldade e dei-lhe uma leve tapa nos ombros.
- Você que tem que me contar mocinha. — Se aproximou e me deu um abraço.
Justin colocou todo o seu peso sobre mim e eu senti uma leve pontada na bexiga. — Justin, você já pode sair de cima de mim. — Falei.
- Agora me conte. — Pediu.
- Pra falar a verdade, nem eu sei direito. Ontem passei o dia sem fazer xixi, mas nem sabia que isso iria me prejudicar tanto. O médico disse que minha bexiga ta inflamada por excesso de líquido. — Falei ainda com um pouco de dor.
- Passou remédio, anti-inflamatório ou coisa do tipo? — Perguntou.
- Sim, chaz já comprou todos os remédios e eu já tomei alguns.
- Ah, o chaz. — Revirou os olhos.
- Qual é Justin, ciúmes a essa altura do campeonato. — Brinquei.
- Ciúmes? Eu? De você? Piadinha né? — Disfarçou.
- Piada é você ter me tirado do meu próprio quarto por causa daquela jararaca da Selena. — Soltei aquelas palavras sem querer.
- Vê lá como você fala da minha namorada. — Falou ameaçador.
- Ui. Desculpa.
- Tudo bem, mas. Eu quero você trate ela bem bella, do mesmo jeito que eu não gosto quando ela faz piadas de você ou fala mal, eu também não gosto quando você fala assim dela.
- E ela ainda se atreve em falar mal de mim é? Ah, ela não perde por esperar. – Debochei de Justin.
- É serio coisa implicante. Tenta pelo menos. Por mim, vai. – Implorou Justin.
- O que eu não faço pra te ver sorrir hein Justin. – Revirei os olhos e Justin deu um enorme sorriso.
Ficamos conversando por mais algum tempo. Sentia muita falta de conversar com Justin daquele jeito. Ele foi mais carinhoso que o normal, me deu atenção e muitos beijinhos.
- Normalmente eu iria te xingar por estar me mimando assim, mas não sinto vontade de fazer isso. — Disse deitada com a cabeça sobre seu peito.
- E isso é bom né? — Perguntou Justin fazendo carinho em minha cabeça.
- É sim. Muito bom. — Me ajeitei sobre seu corpo.
Justin começou a cantar Be Alright bem baixinho. Fechei meus olhos e viajei com aquela música. A voz dele me acalmava bastante, Fazia tudo parecer tão maravilhoso e fácil.
Through your sorrow,
Through the fights
Don't you worry 'cause everything's gonna be alright
Oh I, Oh I...
Be alright
Oh I, Oh I...
(Através de sua tristeza
Através das lutas
Não se preocupe porque tudo vai ficar bem...
Oh eu, oh eu...
Tudo vai ficar bem
Oh eu, oh eu.)
- Eu te amo muito Justin. Eu sinto tanto a sua falta. — Falei chorando sobre seu corpo.
- Mas eu to aqui bella, eu voltei. Voltei pra você. — Falou beijando minha cabeça.
- Eu queria tanto acreditar que isso é verdade Jus... Eu juro que eu queria. — Sussurrei baixinho.
Abracei Justin o mais forte possível, deitei-me totalmente em cima dele formando um encaixe perfeito. Pude sentir os batimentos de seu coração e sua respiração. Não conseguia dizer nada apenas chorar, chorava feito um bebê recém-nascido. Eu queria aproveitar o máximo de tempo com ele daquele jeito. Infelizmente, como toda vez que eu estou em um momento bom com o Justin aparece alguém para atrapalhar, apareceu Selena.
- Queridinho, precisamos ir. — Falou entrando no quarto.
- Claro meu amor, já vamos. — Justin me tirou de cima dele e se levantou. — Mais tarde eu volto pra ver como você ta. — Completou me dando um beijo na testa.
- Tudo bem. — Levantei-me e dei-lhe um abraço. — Eu te amo pra sempre. — Sussurrei em seu ouvido.
- E eu te amo até depois do sempre. — Justin sussurrou de volta.
Realizei-me com aquilo que ele havia me dito. Selena me deu um tchauzinho e eu retribui pensando no que Justin havia me dito sobre tratá-la bem. Logo depois chaz subiu para me ver.
- Então, você ta melhor? — Perguntou encostado na porta.
- To, vem cá vem. — Falei pedindo colo.
- Ih, ta tão carente hoje você... — Chaz me abraçou forte.
- To feliz chaz, Justin disse que me ama até depois do sempre. — Sorri dentre as palavras.
- Isso é bom né.. — Falou chaz acariciado meu rosto.
- Bom até demais. — Falei sorrindo.
Pdei para chaz me levar lá pra baixo. Queria ficar um pouco no jardim, o contato com a natureza me fazia sentir melhor. Chaz me deixou lá fora e saiu para comprar algumas coisas. Fazia sol mas estava muito frio lá fora e mesmo assim eu não queria sair de lá. Pedi para uma das empregadas pegar um casaco meu no quarto de Justin e logo ela volrou com meu casaco roxo que tinha escrito "Bieber is Mine". Chaz voltou depois de um tempo com várrias balas e chocolates.
- Ih, isso tudo é pra mim? — Falei me ajeitando na cadeira.
- Tudo não né isa... a maior parte sim. — Falou chaz puxando a sacola.
- Você ta me mimando demias sabia? — Falei me levantando com dificuldade. Chaz me ajudou a sentar em uma mesinha que tinha ali.
- Você merece, você tem que ficar boa logo.
- Eu vou ficar. Pelo menos eu acho. — Completei.
Ficamos ali conversando e rindo bastante até a minha barriga começar a doer de tanto rir. Pedi para que chaz parasse de contar aquelas piadas bobas que me faziam tanto rir e ele concordou.
- Você ama fazer isso com as pessoas né? — Perguntei.
- Isso o quê?
- Isso, fazer elas comerem até ficarem parecendo umas baleias assassinas. — Falei pegando mais um chocolate.
- Não mesmo. Sabe o que eu amo de verdade? — Perguntou chaz.
- Não sei não. O quê? — Perguntei
- Eu amo seu sorriso, amo quando você me chama de idiota, amo quando você começa a rir das piadas mais bestas que eu conto, das coisas mais sem graça do mundo. Amo a sua risada, amo te ver feliz isa, é isso que eu amo. Você. — Chaz só faltou se ajoelhar.
- Obrigada chaz, eu não sei nem o que seria de mim sem você pra me fazer passar por tudo isso. — Falei sem graça.
- A única parte ruim, é aquela de que você só me vê como amigo. — Chaz falou em um tom desapontador.
- O melhor amigo desse mundo. — Completei.
Eu não queria enganar chaz, não ele a única pessoa que não me decepcionou até hoje, que não me fez chorar. A única pessoa durante todo esse tempo que não me deixou sozinha nenhum momento, que sempre me apoiou por mais que eu estivesse errada. Chaz era lindo, simpático, meigo e encantador. Mas eu não conseguia vê-lo de outra forma a não ser como amigo. Eu sei que eu pareço idiota por não dar valor a quem me ama de verdade e ficar correndo, insistindo em outra pessoa que não ta nem ai pra mim. Mas o amor é isso. O amor é sofrer, chorar e quebrar a cara quantas vezes for preciso pra ter quela pessoa ao seu lado. Amar também é deixar a pessoa amada ir embora, se ela realmente te amar não se preocupe, um dia ela volta. Amar é sentir medo e felicidade ao mesmo tempo. Amar é um turbilhão de emoçoes misturadas, amar é adrenalina pura. O amor é tão certo quanto 2 e 2 são 5. O verdadeiro significade de amar, é sofrer.
Ficamos conversando por mais um tempo e pedi para que chaz me acompanhasse até lá em cima e esperasse eu tomar meu banho. Tomei meu banho sentindo um pouco de dor ainda, tinha um pouco de dificuldde pra urinar também mas segundo o medico era normal. Pedi para chaz pegar uma roupa confortável e que não me apertasse muito. Chaz passou quase uma no para achar uma roupa, segundo ele mulher devia ter três pares de roupa, somente. Coitado.
- Dá pra ser ou ta difícil chaz? — Apressei-lhe dentro do banheiro.
- Ah, calma né. Não sei pra quê tanta roupa. Aposto que a maioria delas você nem usa. — Reclamou mexendo em minha gaveta.
- Para de resmungar e vem logo, eu ja tô sentindo dor de novo. — Fiz drama.
- Ta, toma aqui. — Chaz bateu na porta, eu abri uma brechinha e peguei a roupa.
- Brigada miguxo. — Falei dentre a brechinha.
- De nada miguxa.
Me troquei e logo sai. e me deitei novamente na cama. Eu não sei o que estava acontecendo, mas eu tava muito cansada ultimamente.
- Então, vamos dar uma volta pelo parque? — Perguntou chaz jogando o celular pra cima.
- Sério? Olha o meu estado. — Falei dramática.
- Ah, você ta ótima.
- Não tô falando desse estado. Não consigo andar chaz. — Falei colocando a mão na cabeça
- Eu ja tenho idéia do que seja. — Falou parando de jogar o celular e levando a mão ao queixo.
- Ah é, pois me diga por favor. — Pedi.
- Preguicíte agúda, hmmm... isso afeta muitas meninas loirinhas e lindinhas que vem do Brasil. — Falou dando o diagnóstico.
- Ah doutor, e será que isso tem cura? Eu não quero passar o resto de minha vida deitada em uma cama, não séria uma trágedia. — Coloquei uma de minhas mãos na testa fazendo drama.
- Hmmm, vamos ver... Parece que tem cura sim. — Falou chaz se sentando ao meu lado.
- Me diga doutor, por favor. Eu faço qualquer coisa para me curar desta doença terrível. — Puxei chaz pela camisa dando continuidade aquela conversa sem cabimento.
- Bom, você terá que dar um longo e apaixonado beijo aqui no doutor, ou ficará de cama para sempre. — Chaz colou seu rosto com o meu.
- Melhorei ó. — Me levantei rápidamente.
- Ta vendo, agora vamos pro parque. — Chaz me puxou escada a baixo.
- Peraí, você fez tudo aquilo só pra mim me levantar?
- Boa garota. — Cutucou meu nariz
— Eu não consigo descer essas escadas todas. — Menti.
- Você não é muito boa com mentiras isa. — Chaz continua a me puxar.
- Por favor chaz. Então eu não vou. — Me virei de costas para ele e fiz drama.
- Um dia você vai ter que me recompensar muito bem por isso dona Isabella. — Chaz me pegou no colo de uma vez fazendo com que quase eu caisse de seus braços. Me segurei forte em seu pescoço e fechei os olhos.
- Se você me derrubar, considere-se um melhor amigo morto. — Falei agarrada em seu pescoço.
Chaz desceu as escadas e rodopiou comigo pela sala inteira,disse que estava treinando para o dia de nosso casamento. Fiquei tonta com toda aquela rodada. Chaz me levou no colo até o carro.
- Posso te colocar no chão ou você preferi ir no meu colo? — Perguntou chaz.
- Bom, até que não seria uma má ideia. — Chaz me soltou de uma vez no chão. — Você é um poço de delicadeza chaz, brigada. — Completei.
Chaz piscou pra mim e entrou no carro, fiz o mesmo. Chaz colocou o cinto e olhu pra mim que estava completamente deitada no banco do passageiro mechendo em meu celular com o fone de ouvido e a música ja no último volume. Chaz tirou um dos fones e fez sinal para que eu colocasse o cinto. Revirei os olhos mas obedeci.
Fale com o autor