Imagine Belieber
27 Capítulo 27 - Consequência de um sonho.
Notas iniciais
Justin recebeu mais uma de suas ligações inesperadas e teve que ir pro studio. Ele teria que finalizar uma das músicas de seu mais novo álbum. Believe. Segundo ele, um album feito especialmente para as fãs brasileiras. Justin disse que incluiria Die In You Arms nesse album pois eu tinha sido a melhor coisa que aconteceu em sua vida durante esse tempo. É impossível não amar uma pessoa que se dedica estritamente a você, que se preocupa com a sua felicidade, que faz absolutamente tudo pra ver um sorriso em seu rosto. Eu posso dizer com toda a certeza do mundo que o Justin foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida durante esses 3, 4 anos.
Fui lá pra baixo brincar com as crianças até Justin chegar do studio. Chaz tinha se afastado de mim por algum motivo. Acho que mais por eu ter começado a namorar com Justin. Eu não queria fazer mal nenhum a chaz, mas eu sentia que ele tinha ficado chateado com o começo de meu namoro. Encontrei ele lá no jardim sentado na beira da piscina.
– Ta fazendo o que aqui sozinho? — Perguntei me sentando ao seu lado.
– Nada, to só pensando na vida. — Falou fitando a água.
– Sei. Por acaso essa vida tem um nome.
– Tem, e você sabe muito bem qual o nome dela. — Chaz falou se referindo a mim.
– Chaz, desculpa por ter feito isso. Foi tudo muito rápido, simplesmente aconteceu. Eu não fazia idéia que você ficaria assim. Me desculpa, de verdade. — Falei
– Te desculpar pelo quê? Por ter nascido? — Disse chaz grosseiro. – Não peça desculpas,não deveria,você não tem culpa de ter nascido mesmo e eu não devo ser tão possessivo,já não me pertence mais. Aliás, nunca me pertenceu né. — ele disse ainda com os olhos fixos na água,parecia ter medo de me olhar nos olhos.
– Chaz, não faz assim.. — Me aproximei dele.
– Ou será que eu deve te desculpar por você ter me magoado, ter me feito de idiota esse tempo todo com a tal conversa do "tempo"? te desculpar por ter me iludido e ter me feito acreditar que um dia eu poderia ser feliz ao seu lado? Estou farto de suas mentiras e promessas falsas, nunca prometa o que não se pode cumprir. Será que você ainda não aprendeu? Se você não me ama, você deveria ter me dito logo, mas eu acho que você se sentiu melhor assim né, me vendo sofrer. Tudo bem isa, vai lá viver seu sonho que eu fico aqui sofrendo por um longo tempo, mas um dia isso vai passar porque de uma coisa eu tenho certeza. Nenhuma dor é eterna. — Chaz cuispu todas aquelas palavras em minha cara, levantou-se e saiu.
Aquilo doeu. Cada palavra dita ali me machucou profundamente. Por mais chato, implicante e sentimental que chaz seja ele estava coberto de razão. A culpa foi minha, afinal a culpa sempre é minha. Eu nunca deveria ter pedido aquele maldito tempo pra ele, nunca deveria ter dado cabimento a aquele sentimento que floreceu mais logo se foi. E agora? Agora, eu vou perder o meu melhor amigo. A pessoa mais importante pra mim, a única pessoa que todo esse tempo me deu apoio e força em todos os momentos. Eu não suporto sofrer, muito menos ver alguém que eu amo sofrer, mas tudo isso é consequência de um sonho. Nunca me disserão que sonhos tinham consequências, muito menos que elas seriam tão ruins assim.
Me levantei e tentei ir atrás de chaz, mas ele se trancou em seu quarto e deixou toda a sua dor escorrer pelos olhos e pelos soluços que dava pra se ouvir da sala. Chaz começou a quebrar tudo que havia em sua frente, tentei bater na porta e pedir para ele se acalmar mas chaz me mandou ir embora. Não conseguia ver chaz assim e não fazer nada mas apenas obedeci. Não não fui embora, mais me sentei no canto da porta e fiquei a pensar no quão seria diferente se eu pudesse voltar no tempo.
– Se eu pudesse voltar no tempo, tudo seria diferente. Eu sei que seria. — Falei ainda sentada no canto da porta. Chaz abriu a mesma atrás de mim rápidamente.
– Vai embora, some daqui. Eu não quero te ver nunca mais na minha frente. Nunca mais.- Chaz me pegou pelo braço e me levantou.
– Chaz, você ta me machucando. Não faz assim, vamos conversar chaz. — Pedi enquanto tentava me soltar de suas mãos que apertavam meu braço fortemente.
– A gente não tem nada pra conversar, absolutamente nada. Aliás, você não precisa ir embora. Deixa que eu vou, assim você vai poder viver seu lindo conto de fadas em paz e nunca mais ter o babaca aqui pra atrapalhar. — Chaz falou suas últimas palavras e fechou novamente a porta de seu quarto.
– Chaz não, você não vai embora. Eu vou. — Abri a porta do quarto ficando frente a frente com ele.
– Você não vai fazer porra nenhuma. Sai daqui, eu ja falei que eu não quero falar com você. — Chaz dizia enquanto colocava algumas de suas roupas dentro de uma mala.
– Chaz, me escuta. Minha intenção não era te machucar. Eu sei... sei que eu agi errado mais eu sou humana chaz, eu erro. — Falei tentando convencê-lo.
Chaz ficou calado e continuou a arrumar suas coisas dentro da mala. Me sentei na cama e fiquei a esperar ele desistir daquela besteira de ir embora. Chaz fechou a mala e colocou-a no chão, caminhou até a porta. Colocou a mão na maçaneta e ficou a olhar pro chão.
– Chaz... você não precisa fazer isso. — Falei meio baixo.
– Por quê? Porque você tinha que ter feito isso comigo. Ta doendo aqui isa, ta doendo demais. Eu sei que eu não sou o melhor cara do mundo, mas porque você fez isso comigo? — Disse chaz com a mão no peito agora fitando a porta branca.
– Eu não... desculpa, não era a minha intenção. Eu nunca pensei que isso iria chegar tão longe. — gaguejei.
– Sabe o pior de tudo? É que eu não consigo sentir raiva de você, não consigo te odiar. Por mais que eu queira, mas esse sentimento é mais forte que eu. — Chaz largou a mala no chão mais ainda continuou na porta.
– Chaz não vai. Por favor, pelo Justin... pela Pattie ou sei lá por quem. Mas por favor, não vai. — Pedi.
– Pra quê, pra você fazer tudo isso de novo comigo. Pra você me usar mais uma vez? — Chaz olhou pra mim e falou apertando a maçaneta da porta com força.
– Chaz, eu entendo essa sua raiva toda. Mas aqui é a sua casa eu estou aqui apenas de favor. Se alguém tem que ir embora aqui, esse alguém sou eu. — Me levantei e falei ainda de longe.
– Tudo bem. — Chaz soltou a maçaneta da porta, pegou a mala e colocou em cima da cama de novo.
– Eu sabia que você não iria nos deixar — Fui em direção a chaz na esperança de um abraço.
– Vou ficar pelo Justin. Pela minha família. Agora se você puder me dar liçença, eu preciso ficar sozinho. — Chaz me deu as costas e pediu para que eu saisse.
– Tudo bem. Eu só quero que você saiba que eu ainda te amo e você é meu melhor amigo. — Falei.
– Me poupe de suas mentiras, agora me deixe sozinho por favor. — Disse ainda de costas pra mim.
Sai do quarto engolindo a seco todas aquelas palavras. Por mais que eu não amasse chaz do mesmo modo que eu amo Justin aquelas palavras me atingiram de uma forma inexplicável. Parecia ter levado várias facadas em meu peito. Voltei pro quarto e pus-me a chorar. Chaz era a única pessoa que eu podia confiar nesse mundo, depois de Justin, e ele ter feito e falado tudo aquilo em minha cara como se não sentisse mais nada por mim a não ser despreso me deixou muito abalada. Ele me tratou como uma verdadeira cadela do meio da rua. Mas eu mereço, no fundo eu mereço isso. Por tudo que eu faço e ja fiz de errado na minha vida. Por essa porcaria de vida ser um verdadeiro cocô. Fui para o banheiro e tomei um longo banho de banheira para tirar toda aquela culpa de cima de mim, mas não funcionou muito como funcionava das outras vezes. Saí de lá me sentindo mais culpada ainda. Vesti uma roupa qualquer, pois não me importaria com roupas hoje. Eu tinha algo mais importante para me preocupar. Minha amizade com chaz que estava prestes a acabar, ou que ja teria acabado. Fui para a sala e fiquei deitada no sofá ouvindo música e esperando Justin chegar. Fitei a capa azul-bebê de meu iPhone que tinha escrito Friends na metade de um coração, o par da capa do iPhone de chaz, isso me fez lembrar dele. Deixei algumas lágrimas de tristeza escaparem, mas logo enxuguei quando vi Justin chegar.
– Cheguei. Oi meu bebê. — Justin entrou e logo me avistou deitada no sofá.
– Oi amor. — Dei um selinho em Justin.
– O que cê tem? Ta de pijama uma hora dessas. — Justin pôs a chave do carro em cima da mesa e se sentou ao meu lado.
– Ahn... nada. É só uma indisposição. — Menti.
– Sei. E o que a gente vai fazer hoje. — Perguntou.
– Você que sabe. — coloquei os fones novamente.
– Cê... ta me escondendo alguma coisa né bella. — Justin tirou um de meus fones.
– Ta louco amor, tô escondendo nada não. Eu só tô um pouco cansada. — Falei desligando a música e indo na cozinha
– Então ta. Se você tiver escondendo alguma coisa é melhor contar, você sabe que eu sempre descubro tudo. — Disse Justin ainda sentado no sofá.
– Ih, esse trabalho não ta te fazendo muito bem não viu amor. Duvidando da sua própia mulher. — Voltei pra sala e me sentei em seu colo.
– Mulher é? Você é minha mulherzinha né. — Justin me fez cócegas.
– Só sua. — Dei-lhe um beijo.
– E que tal a gente ir namorar um pouquinho lá em cima hein minha mulher linda? — Pediu enquanto brincava com meus cabelos.
– Ah, eu acho ótimo meu homem. — Falei com os braços em volta de seu pescoço.
– Só seu. — Me beijou.
Justin me pegou no colo e me levou lá pro quarto. Ficamos assistindo um pouco de TV e depois fomos namorar um pouquinho. Pattie nos chamou pro jantar. Chaz se juntou a mesa conosco mas não falou uma palavra se quer. E foi assim durante 2 meses. Chaz sempre fazia questão de não ficar no mesmo ambiente que eu, sair de casa quando eu estivesse nela, ele em seu canto e eu no meu. Que beleza hein, de melhores amigos passamos a ser meros desconhecidos.
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