Imaginary Love
13 Capítulo 12.
Notas iniciais
Felicity.
Eu espiei a sala com uma olhadela, observando Oliver entretido na cozinha. Ok, porque eu estava tão nervosa? Fechei a porta rapidamente, encarando as minhas próprias mãos. Foi só um selinho, Felicity. Você não transaram, nem nada do tipo. Qual o motivo do nervosismo, então?
Droga, droga, droga.
Oliver fazia com que eu me sentisse como uma garota de treze anos. Isso era tão vergonhoso! Por fim, reunindo toda a minha coragem — que infelizmente não era muita — eu saí do quarto, indo até Oliver. Era constrangedor! O singelo beijo só servira para atiçar meu desejo de me jogar nos braços de Oliver, mas eu ainda estava sã o suficiente para saber que se o pressionasse, ele certamente sairia correndo de mim.
– Pronta? — Perguntou estendendo-me o copo gigantesco de vitamina. Eu levei o copo aos lábios, olhando desconfiada para o conteúdo vinho. — É beterraba e laranja. Você gostava quando era pequena.
Observei, ainda desconfiada o copo. O cheiro até que parecia atrativo e por fim, quando Oliver arqueou a sobrancelha, rendida, eu levei o copo aos lábios, sentindo-me como uma garotinha de sete anos. Outra vez. No final das contas, não era tão ruim.
– E então? – Perguntou ansioso.
Dei de ombros, tentando manter a pose durona. – Até que é bom. – Comentei finalmente e Oliver riu e com delicadeza retirou o copo da minha mão, então puxou-me em sua direção, eu arfei pela proximidade. Minhas mãos estavam espalmadas em seu peito forte e másculo. Nossa. Eu prendi a respiração, quando Oliver continuou a se aproximar. Ele lentamente olhou para minha boca e eu mordi o lábio em reflexo, sentindo meu coração disparar em expectativa, sua mão roça em minha bochecha suavemente enquanto seus olhos parecem gravar cada centímetro do meu rosto. Então sua mão desce lentamente até minha boca e seu polegar contorna suavemente meus lábios, vejo seus olhos faiscarem e Oliver puxa delicadamente meu lábio preso entre os dentes, eu escuto sua respiração ficar rápida enquanto eu nem ao menos consigo respirar. Seu dedo sobe até sua boca, sua língua passa lentamente por seu polegar, seus olhos nunca deixando os meus. Oliver volta seu dedo em minha boca, ele passa suavemente em um ponto, então ele se afasta.
Eu pisco.
— Você se sujou. — ele explicou com a voz baixa, como se a pequena frase bastasse para explicar o momento.
Eu me sinto corar furiosamente com as imagens que surgem em minha mente.
— Oh... — Respiro fundo meio abobada, sentindo o calor subir pelo meu pescoço e se alastrar em minhas bochechas. Eu definitivamente, estou quente. Dou um passo para trás, mas meu pé enrosca no tapete e a próxima coisa que eu sinto é meu traseiro se chocar com o chão.
— Felicity! — Oliver se abaixa, estendendo a mão para me ajudar a levantar. — Você está bem?
Na verdade, eu queria que tivesse um buraco no chão para enfiar minha cabeça. Ou eu queria ter um namorado que não fosse sensual sem esforço... Não que Oliver fosse meu namorado, porque claro, ele não era.
— Hm... Sim, estou — Eu sorrio forçada, enquanto ando devagar para o meu quarto com cuidado para não cair e me humilhar... Novamente. — Eu só vou, você sabe... — aponto para a porta atrás de mim. — pensar em seus dedos em meus lábios. Não! Quero dizer, não vou pensar no que acabou de acontecer, não que não tenha sido significativo, porque é claro que foi... Droga! Não que eu esteja surtando por causa disso... — Fechei meus olhos com força. — Eu vou calar minha boca e me aprontar para fazermos compras.
Antes que eu possa registrar o divertimento de Olie, eu corro até meu quarto e fecho a porta. Encosto-me nela e minha mão voa para minha boca. Caramba, isso foi... Sensual. Balanço a cabeça em pensar por um momento que ele me beijaria novamente, tudo bem que foi o selinho, mas eu não reclamaria se ele me desse outro ou outros, ou me desse algo mais, quem sabe. Abano a cabeça, retirando as ideias dela.
Comporte, Felicity. Ele pediu um tempo! Rosno para mim mesma, mas tudo que vejo, afinal, é o olhar sensual e matador de Oliver em meus lábios.
Ow, Droga!
Uma hora depois passamos pela porta do shopping e não demora para as mulheres começarem a babar pelo homem ao meu lado. Reviro os olhos, não que eu possa culpá-las, Oliver pode ser um anjo, mas que um pedaço de mau caminho ele é. No entanto, isso não me consola e a primeira coisa que faço é agarrar a mão de Olie, prendendo-a entre meus dedos, ignorando com sabedoria seu sorriso matreiro.
— Onde vamos primeiro? — perguntou suavemente, fitando-me de rabo de olho.
Eu indico a loja há poucos metros de nós e aperto sua mão, ignorando a corrente elétrica que passou por mim ao fazer tal ato e o levo até uma loja com roupas bonitas e bom preço. Duas atendentes disputam para chegar ao Oliver primeiro, infelizmente a morena bonita ganha. Sinto imediatamente, vontade de matar as duas. Deus! Quando foi que virei uma sociopata possessiva?
— Em que posso ajudá-los? — mel escorrendo por suas palavras. Estava pronta para recusar a ajuda quando Oliver pediu algumas peças de roupas básicas.
Enterrando o ciúmes, eu os sigo a passadas irritadas. Que bonito. Mal apareceu na rua e se acha o bonitão e onde estava o profissionalismo, afinal? Era muito feio ser tão atenciosa somente com o homem e pior, um homem que era aparentemente comprometido.
Eu bufei outra vez e Oliver me lançou uma olhar divertido por cima dos ombros. Cruzei meus braços, arqueando a sobrancelha em sua direção.
O que está olhando? Vou ali achar um homem bonito que me dê atenção também. Abanei a cabeça, afastando os pensamentos e ouvi o riso de Oliver, logo, ele deixou de falar com a atendente e caminhou até mim, pousando as mãos em minha cintura com intimidade.
– Eu estou te dando atenção, Fel.
Eu corei até a raiz dos cabelos ao me dar conta de que havia dito em voz alta. Maldita boca sem filtro que só me fazia passar vergonha.
– Desculpe, eu só estou... Sabe, acostumada a ter você só pra mim. — Apontei para a morena ridícula que ainda nos olhava com a maior cara de entediada — me olhava com cara de entediada. — É estranho. — Dei de ombros, ainda sentindo minhas bochechas quentes.
Oliver sorriu, encarando-me com o olhar profundo, fazendo com que minhas pernas de repente, se tornassem como gelatinas, eu instintivamente abaixei meus olhos. — O que há com você, Felicity?– Ralhei comigo mesma baixinho e o ouvi rir mais uma vez.
Os dedos de Oliver tocaram meu queixo com suavidade, levantando meu rosto para fita-lo, eu o encarei com em expectativa e ele se aproximou, o suficiente para que eu sentisse seu hálito bater contra meu nariz. — Felicity. Não há mais nenhuma mulher que desperte minimamente meu interesse. — Então seus dedos correram pela pele da minha bochecha, deixando um rastro do fogo por ali. — Você é a minha garota e eu sempre serei só seu ou de mais ninguém. — Completou com intensidade.
Eu suspirei, assentindo e então sorri para meu anjo, eu estava prestes a puxar Oliver para o melhor beijo de sua vida — mesmo que ele não tivesse bem com o que comparar — quando ouvimos o pigarro irritado da atendente.
Direcionei a ela um olhar feroz. — Eu... O que mais vai querer, senhor? — Ela afastou os olhos de mim, encarando Oliver um pouco mais contida, felizmente ou não, já que eu estava doida para acertá-la com meu Jimmy Choo.
– Ele vai querer blusas sociais. — Eu comentei e olhei para Oliver que assentiu. — Rosa?
– Então gosta de rosa? — Perguntou divertido e eu revirei meus olhos.
– Hum, em você... Sim.
Eu sorri brilhantemente e o empurrei em direção ao trocador, escolhendo diversas peças e jogando em direção ao pequeno cubículo, ignorando todos os resmungos e protestos de Oliver. Toda vez que ele saia do provador, eu ficava de queixo caído e já deixara de me importar com a vendedora idiota. Eu a entendia, Oliver era um baita de um pedaço.
Meu Deus.
Todas as roupas pareciam ficar perfeitas demais em seu corpo, os jeans se ajustavam com perfeição as suas coxas grossas, as blusas deixavam em evidência os músculos bem esculpidos e Oliver também tinha um belo bumbum. Ele pareceu terrivelmente constrangido quando eu, como a tagarela que sou, pontuei isso em voz alta.
Quando conseguimos comprar peças o suficiente para Oliver se virar, meu estômago já estava dando voltas e voltas de fome. Então convenci Oliver a dar um pulinho no Big Belly.
– Oliver. – Eu choraminguei como se tivesse oito anos, fazendo minha melhor voz persuasiva. – Big Burguer, cheio de cheddar e catchup... – Eu suspirei sonhadora – E com muito molho de pimenta.
– Certo. – Oliver respondeu contrariado, mas ainda assim, eu podia ver o divertimento em seus olhos.
Suspirei, apaixonada. Era tão bobo e tão vergonhoso, mas eu não conseguia controlar. Oliver era tudo que eu sempre quis e tudo que eu sempre sonhei. Perguntei-me, se outra em meu lugar também não teria desenvolvido o mesmo tipo de sentimento.
O homem era incrível.
– O que acha de baunilha? — Perguntei indicando a massa amarelada e Oliver revirou os olhos, ele estava decidido a não experimentar sorvete porque "não tinha esse tipo de necessidade humana" e eu estava decidida a prova que sorvete não era uma necessidade. — Eu vou pegar pra mim e você experimenta, pode ser?
Pisquei com meu melhor sorriso e Oliver assentiu rendido. Evitei dar um gritinho e por fim, dei um beijo estralado em sua bochecha, Olie riu, enlaçando-me pela cintura e juntos caminhamos para uma das mesas do Big Belly.
– Aqui. — Eu indiquei a ele o sorvete e a colherzinha. E como se fosse um monstro de sete cabeças, Oliver o levou aos lábios lentamente, eu observei, em expectativa Oliver saborear o sorvete, mas aparentemente, ele era imune a comida realmente. O fato me desconcertou brevemente. Um lembrete claro que de, apesar de Oliver estar aqui, ele não estava realmente. Ignorando a pontada de dor que o pensamento me causou, eu voltei a fita-lo e então sorri. -Está sujo. — Comentei e segurei sua mão, quando ele estava prestes a limpar-se. Por fim, eu aproximei meu rosto do seu, encarando aos olhos do meu anjo e melhor amigo, esperando por uma negativa de Oliver, mas não houve nenhuma, então eu me aproximei, colando meus lábios aos seus.
Os lábios de Oliver eram quentes e macios e pareciam perfeitamente moldados para estar junto aos meus, eu suspirei, em seus lábios, quando sua língua acariciou a minha. Beijar Oliver era quase... bem, era mágico, ainda que isso soasse invariavelmente clichê. Não havia forma de descrever. Beijar Oliver era como estar flutuando e talvez fosse só o fato de que meu coração se acelerava tanto quanto agora só pelo fato de estar perto dele. Quando o ar nos faltou, Oliver me encarou com os olhos insondáveis, eu esperei, nervosamente para saber sua reação. Será que ele ficara bravo? Ou será que havia gostado?
– É realmente saboroso. — Comentou Oliver com um sorriso presunçoso e eu estralei os lábios, fazendo uma negativa com a cabeça.
– Para um anjo, você é muito habilidoso com a língua. — Assim a frase saiu dos meus lábios, eu corei vergonhosamente. — Não foi esse sentido que eu quis dizer, quero dizer, não que eu tenha imaginado, porque claro que eu não imaginei... Ai que Droga! — Choraminguei enterrando meu rosto quente em seu pescoço. — Quando é que isso vai parar? — Resmunguei irritada.
Oliver riu, realmente orgulhoso de si mesmo e eu revirei meus olhos. Tão humano! E então eu sorri, porque adorava isso.
– Bem, fico feliz em saber que gosta das minhas habilidades. — Ele ainda sorrindo e então completou. — E que imagina sobre elas!
– Oliver! — Grunhi dando um soquinho em seu ombro, sentindo-me ainda mais envergonhada.
Oliver sorriu, acariciando meu rosto. — Eu amo isso em você, Felicity. Não precisa mudar ou se envergonhar.
Eu o encarei por um minuto inteiro, naquele momento, dividida entre tantos sentimentos que pareciam conflitar dentro de mim. Era algo tão grande, tão mágico e tão envolvente. Quase indescritível. Uma coisa que eu não sabia ser possível.
– Oliver. — Chamei em um sussurro e ele voltou a fitar meus olhos, os olhos dele brilhavam e eu sorri, de pura felicidade. — Eu te amo. — Murmurei as três palavras, esperando sua reação. Oliver já sabia, claro, mas eu não conseguia mais conter. Eu precisava dizer a ele, se possível a todo mundo. — Eu realmente, realmente, te amo. — Completei.
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