Imaginário

19 Conhecendo a escola nova, vida nova.


Notas iniciais
oiii meus amores, cheguei, atrasada...to atrasada? -ta , como sempre. o que faz aqui Cody? -vim aqui lindo e tesudo que sou- só que não. -você sabe que eu sou rum! vim aqui agradecer a recomendação da linda larissa carvalho, amo você viu , alias AMO TODAS VOCÊS MINHAS FÃS. kissus de chocolate pra vocês. o da larissa vai ser especial de nutella hoje. O.K vamos a leitura.

–Droga- grunhia colocando apressada o caderno na mochila.

21/01/2011 .. 06:50 a.m

Colocou a mochila na costa e saiu correndo com o cartão de passagem na boca. Estávamos atrasados como sempre, e corríamos. Correção, ela corria e eu flutuava atrás rumo ao centro da cidade para carrega o cartão e pegar o ônibus.

–Nanda pra onde você ta indo? A escola é pro ouro lado!-disse uma menina que estudava com a gente ano passado. Nanda parou de corre e tirou o cartão da boca colocando no bolso da calça preta jeans, sorriu e respirou fundo.

–mudei de escola, to estudando no Rui agora. – a menina abriu a boca em um pequeno ‘0’.

–ta atrasada então né?

–HÁ é mesmo! tchau nós vemos por ai. Manda um abraço pro pessoal – disse voltando a corre apressada. Chegamos ao local que carrega o cartão e ela já tirou o cartão do bolso apressada e jogou na banca com o dinheiro. –coloque essa quantia no cartão. Rápido — a mulher pegou o cartão e olhou com a sobrancelha arqueada pra Nanda que sorriu amarelo — Por favor. – a mulher suspirou e colocou o cartão na maquina pra recarrega e enquanto isso Nanda se escorou na bancada e ficou olhando para a parada central aonde havia muitas pessoas subindo em um ônibus. Perai...

–Nanda nosso ônibus! – ela se desespero e virou pra a mulher que estendeu o cartão pra ela, pegou e correu, mais o ônibus já estava partindo e apesar de gritarmos ele não parrou.

–Filho da puta tomara que bata o dedinho – amaldiçoava o pobre motorista enquanto chutava com raiva em uma lata de coca-cola no chão. Ficamos em pé do outro lado da rua esperando o outro ônibus, o mais rápido que estava atrasado como a gente.

–se você tivesse acordado mais cedo e-

–Não começa Cody, não começa – falou com raiva afrouxando a fina gravata rosa que usava. Ela mesma havia se vestido. Estava com uma polo feminina azul bebe e uma gravata fina rosa, uma calça preta jeans e um tênis branco com detalhes rosa – O busão. –olhei e o vi chega subimos e sentamos no meio, na janela. Ela como sempre colocou o fone e eu encostei a cabeça em seu ombro e fiquei olhando a paisagem passar rápido pela janela. 30min depois chegamos a frente da escola e descemos do ônibus. Ela respirou fundo e olhou ao redor vendo vários adolescentes de varias idade chegando outros indo embora, sorriu e saiu andando na frente pelo caminho de pedra até a escola que era em cima de uma pequena elevação do terreno. Chegamos ouvindo os barulhos típicos escola, sabem, conversas paralelas, risada e barulhos de alguém batendo em outro. Olhei tudo de forma curiosa e confusa, ainda não entendia essa vontade dela de estuda aqui, não era como nossa antiga escola, aqui é fechado como uma prisão, no nosso antigo era aberto e amplo, aqui as pessoas não parecem alegres e simpáticas, parecem idiotas a níveis chatos e metidas.

–É com certeza aqui não é o Dulcimar...

–vamos procura minha sala, acho que chegamos atrasados demais e perdemos a orientação-comentava andando para um lado escuro aonde havias algumas pessoas da sua idade. Na primeira porta que vimos já havia o nome dela, fiquei na porta a vendo. Ela andou observando tudo atentamente sentou em uma cadeira ao lado de uma parede de janelas de vidro que trazia uma pequena iluminação já que estava nublado e um pouco frio. Como eu sei que está frio? Bom um garoto comentou sobre está frio enquanto estávamos chegando à escola. Eu caminhei calmamente até seu lado e sentei na cadeira próxima, ela sorriu ainda olhando pelas janelas que dava vista para frente da escola aonde era um estacionamento que sem os carros dava vista pra hidroelétrica da cidade.

–Co...

–hm?

–será que aqui vai ser legal? – eu acho que não será mais não quero da má esperança a ela. Dei um sorriso fraco e me recostei na cadeira.

–sim, será pequena- o sorriso dela saiu dando lugar a um pequeno bico e as bochechas cheias de ar, cruzou os braços e se encolheu na cadeira.

–Não sou pequena. – falava com certeza na voz.

–se levanta. – falei e ela se levantou hesitante, Eu me levantei também e fiquei em sua frente a olhando de cima, sorri e coloquei a mão na cabeça dela, eu sou uns 15cm mais alto que ela, Nanda abaixou a cabeça e sorriu abafado.

–sou pequena mesmo.

–AI! A GENTE VAI FICA NA MESMA SALA! – aquele grito nos acordou pra a realidade de que não estávamos sozinhos lá. Um garoto que estava na porta da sala olhava curioso pra gente, com ele havia mais duas meninas que gritavam e pulavam juntas de alegria. Quem havia gritado era o garoto... não tão “garoto” assim. Ele voltou a atenção para as garotas e ficaram conversando sobre o ano passado escolar.

–Cody vamos embora- falou colocando as mãos nos bolsos da calça e seguindo para a saída da escola.

–pra onde vamos? – estranhei depois que passamos da parada de ônibus.

–pra padaria aqui perto do estacionamento comercial, lembra-se dele? – lembrei que os ensaios são lá.

–sim lembro. – Andávamos distraídos conversando que não percebemos o tio dela se aproxima.

–O que está fazendo aqui? Pensei que não viria no primeiro dia, e que viria amanhã para se estalar lá em casa – comentava parando em nossa frente. Logo que soube da mudança de escola, o tio dela que mora aqui perto se ofereceu para abriga-la enquanto estive estudando, em troca ela trabalharia de babá dos primos e receberia uma quantia em dinheiro como pagamento. Veríamos com nossas malas no outro dia para a mudança (no caso as malas dela né).

–eu resolvi vir para saber minha sala.

–Eu estava indo lá pra isso, mas já que veio e viu, vou direto pro trabalho. Tchau. –falou e seguiu andando para a parada mais próxima. Fomos até a tal padaria e compramos pães de queijo e ao saímos de lá senti um calafrio.

– kkk que reboladinha foi essa hein? – ela sorriu de canto enquanto atravessávamos para a ladeira que dava acesso a varias ruas e em entre elas a da casa do tio dela, nosso futuro lar temporário.

–não rebolei por quere ta? Senti um frio na espinha- não sei por que, mas sempre rebolamos quando da um frio na espinha.

–frio na espinha sei...

–Nanda? – não, droga! Por isso senti esse frio.

–Rafael? O que faz aqui?- ela sorriu pra ele. Não gostei.

–eu estava vindo da escola, aquela lá em baixo, descendo essa ladeira. — se referia a essa ladeira que estávamos descendo.

–sei aonde é. já fui lá uma vez.

–pois é, mas o que faz aqui? – começaram a conversa e eu já estava farto daquela conversa chata.

–Nanda meu amor vamos embora?- perguntei e ela apenas mantinha a atenção nele- temos que termina de arrumar as malas... – nada de me da atenção. – larga esse Mané ai e vamos embora! –falei mais enérgico ela sorriu gentil pra ele e me olhou feio discretamente, eu cruzei os braços e estufei o peito pra demostra que estava certo e não iria mudar minha opinião.

–bom Rafael, eu tenho que ir.

–há tudo bem, agente se vê.

–pode deixa.

– até que fim – comentei a vendo sorri e segui nosso caminho.

–não gosto quando faz isso Cody!

–isso o que?

–não se finja de idiota, sabe muito bem do que estou falando. Fica de ciuminho besta com todo garoto que fala comigo.

–eu não acho ruim você fala com o testudo, nem com seus primos. Só acho ruim você fala com ele.

–e por que hein? – parou de anda, já estávamos na esquina da rua do seu tio. Ela me olhou profundamente e eu retribuir da mesma forma.

–eu sinto que ele é problema, não gosto dele.

–tem uma explicação melhor pra isso? O viu fazer algo ruim a mim ou a qualquer outra pessoa?

– não. Não vi, Mas ele me dá calafrios, olha eu só quero seu bem, não acho ele boa pessoa.

–ele é boa pessoa. Cody você está vendo coisa aonde não tem. Hupf vem vamos pra nova casa temporária pra mim poder comer meu pão de queijo e tomar meu suco cítrico.

–essa ultima fala saiu fresca sabia? – ela sorriu bagunçando o próprio cabelo.

–pior que foi. – eu ri e sai na frente.

–ei me espera ai — veio correndo e eu saio correndo dela na frente direto pra casa do tio começando uma pequena corrida. – haaa não vale! – falou chegando ao portão onde eu já estava. – você saiu na frente isso não é justo.

–a vida não é justa, você deve aceita-la como ela é.

–vai querê filosofa agora?

–vou, sou sóCodys o filosofo. – fiz uma posse de pensador e ela gargalhou quase ficando sem ar.

–kkk ai meu deus kkkk que bosta- eu ri e atravessei o portãozinho de madeira. Ela veio atrás ainda rindo e assim que pisou na porta da casa foi atropelado por um médio caminhão de carga que o primo “dirigia” apressado. – ai meu pé.

–desculpa. – ele se levantou e ela abriu os braços pra ele abraça-la. – ai que fofura — o apertou forte no abraço.

–to ficando roxo... — ela o soltou e mostrou a pequena sacola de papel com os pãezinhos. – eu quero! – ela entrou devidamente e sentou no sofá, o pequeno sentou do lado e os dois deram-se a comê-los juntos. Eu sentei no outro sofá e fiquei observando. ela conversava animada com ele sobre o irmão do meio que não estava acordado, pareceu percebe meu olhar e me encarou mastigando, eu sorri minimamente e ela abriu um grande sorriso e depois abri a boca.

–eca! Credo Nanda, que nojo. — ela fez isso de pura graça, eu odeio isso, quando alguém mostra o que está mastigando, me dão calafrios como o Rafael. Ela riu de boca fechada voltando a mastiga — sua porca! – continuou rindo olhando bem nos meus olhos. ela engoliu e mandou um beijo no ar pra mim.

–pra você, espirito fresco.

–vai se cata!

–ta falando com quem Nanda?-perguntou o pequeno curioso. Ela o olhou e fez que não com a cabeça.

–com ninguém.- fingi tem levado uma flechado no coração e morrido.

–palhaço... – sorriu, estávamos sorrindo muito hoje. Mas como ela diz: “tudo que é bom dura pouco” , mau sabia o que estava por vim nos próximos meses.

Notas finais
se tiver erro conserto depois visse mãinha. kkk até mais