Imaginário.
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Eu tou sonhando ou eu recebi mais duas recomendações? :O
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH ~Le eu surtando.
Sério, eu gritei assim que vi. Minha mãe ficou até com medo, perguntou se eu tava bem e se queria um pouco d'água. kkkkkkkkkkk
LoForever e JullyAraújo, esse capítulo é especialmente para vocês, por vocês serem tão maravilhosas e pelas suas recomends lindas!
Muito obrigada pelas recomendações meninas, eu tou MUITO feliz com isso. Vocês são incríveis, sério.
*Respira, se acalma e continua a falar.*
E o capítulo de hoje está bem legal na minha opinião.Sei que demorei para trazer um novo, mas o que importa é que eu trouxe, rsrs. Espero que gostem, mandem reviews!
O tic-tac do relógio era o único som que se encontrara no quarto. Já havia amanhecido, e eu estava á me arrumar normalmente, até que uma certa coisa na cabeceira da cama me chama a atenção.
Era um bilhete, de cor cinza.
"Não esqueceu que iríamos sair hoje, né? Assim que acordar, já poderemos ir. Te espero no jardim. Ass: Dave."
Era isso que se encontrava escrito.
–Oh, o passeio!-Pensei alto, á sorrir.
Me arrumei rapidamente. Vestindo um vestido de cor vinho, colocando uma sapatinha da mesma cor e enfim, fazendo uma pequena trança nos meus longos e lisos cabelos negros.
Eu estava realmente bonita. Não que bonita fosse a palavra certa, eu estaria agradável, já que a minha aparencia sempre foi estranha, todos me chamavam de várias apelidos por eu ser pálida demais e ter comportamentos diferentes deles.
Suspirei, não sabia o porque de me importar tanto em ficar pelo menos razoável para este passeio.
Saí então do quarto, descendo para o 1° andar da velha e grande casa e indo em direção ao jardim.
Ótimo, eu estava nervosa. Não sei porque, mas estava totalmente nervosa.
Cheguei lá, e Dave estava á minha espera, perto da alta árvore do jardim.
Ele deu um pequeno sorriso ao me ver, não me contive, sorri também.
–Então a madame acordou?-Ele brincou, indo então em meu caminho.
–Madame, Dave?-Ri.
–Sim, madame!-O garoto riu também. -E então, que ir agora?-Ele perguntou.
–Claro!-Respondi, simpática.
–Vejo que já se arrumou. Está...Bonita.-Dave disse, me fazendo ficar um pouco corada.
–O-O-bri-g-ga-d-o.-Gaguejei, com vergonha, olhando então para baixo, tentando encobrir minha face corada.
–Não precisa ficar assim, está realmente bonita.-Dave respondeu rindo.-Vejo que não recebe muitos elogios.
"Ótimo, agora ele pensa que sou uma garotinha idiota." –Pensei comigo mesma.
–É...-Disse distraída.-Não recebo mesmo.-Lembrei-me das coisas ridículas da minha escola, mesmo que elas não me afetassem, eu odiava aquilo.
Chegamos no carro, e o garoto então abriu a porta do mesmo, pedindo para eu entrar.
– Tenho que ser cavalheiro, ora!-Ele sorriu, logo rindo.- Vamos, entre!
Assenti, rindo do jeito do garoto.
Dave era engraçado e com certeza esse passeio iria ser divertido.
Entramos no carro, e ele foi dirigindo.
–Você não tem carteira de motorista, tem certeza que é certo andar por aí sem uma?-Perguntei.
–Certo? Nem um pouco. Mas você está usando o carro dos seus pais sem autorização e andando por aí com um tipo de espiríto, então não reclame!-Ele brincou, ao dirigir.
–É, tem razão.-Ri.-Mas, Dave, eles vão te ver?
–Quem?
–As pessoas.
–Claro, né?
–E se eu estiver louca, e você não existir? Elas irão me ver falando com o nada?
–Você não está louca, eu existo.- Dave insistiu.- Ainda pensa nisso?
–As vezes...-Respondi, contrariada.
Dave não falou mais nada, e o carro se tornou um eterno silencio. Me senti encomodada, eu devo tê-lo chatiado.
Logo chegamos na cidade, e Dave apenas parou o carro e abaixou a sua face, mostrando-se um pouco triste.
–Dave.-Cochichei, mas ele não respondeu.-Está bravo?
–Fico meio triste por você não acreditar em mim.-Ele respondeu no mesmo tom de voz baixo que eu estava usando.
Suspirei.
–Desculpa, por favor.-Pedi desculpas, mostrando-me arrependida pelo o que falei.
Eu não desejava o intristecer, era o que menos queria.
–Não precisa se desculpar, eu consigo lhe entender. -O menino levantou sua face, olhando então para meu rosto.-É meio difícil se acreditar em mim, eu sei disso muito bem.Só...Me magoa um pouco.Me faz mal não ter ninguém.
–Você tem eu, Dave.Sou sua amiga.
Ele iria falar algo, mas parou assim que iria dialogar, e olhou para o lado pensando.
–Eu vim pra fazer se divertir um pouco, não é? Então é isso que vou fazer! -Ele mudou de assunto, dando um sorriso meigo e saindo do carro.Logo fiz o mesmo.
–Onde estamos?-Perguntei, quando já estava fora do automovel.
–Olhe você mesma, Lorena.-Ele deu de ombros, apontando para o local á nossa frente.
Percebo então, o local onde Dave me levara. Era uma praça, onde haviam várias estátuas de anjos e certas outras coisas. Haviam muitas pessoas por lá, tirando fotos e tudo mais. Parecia esse ser o ponto turístico da cidade.
–Nossa!-Exclamei, achando lindo o local.
–Aqui é um dos lugares mais bonitos e valorizados dessa pequena cidade. E bom, achei que pudesse gostar daqui...-Ele falou nervoso.
Vire-me em sua direção, sorrindo.
–Esse lugar é lindo, Dave.
–Fico feliz por gostar.-Ele respondeu, parecendo satisfeito.- Vem, vamos conhecer este local!
Assenti e ficamos observando e conhecendo as várias coisas belas de lá.
Não sabia o quanto esta pequena cidade tinha algum lugar assim. Eu realmente gostei dele, e as pessoas pareciam aprecia-lo também.
Eu e Dave ficamos cerca de 1 hora á admirar as esculturas de lá, até que chegamos em uma que realmente chamou-me a atenção.
A escultura retratava um anjo, com a face triste e desesperada. Trasmitia dor, mas eu a entendia.
–Pobre anjo.-Lamentei.
–Porque diz isso?-O garoto, perguntou.
–Ele infelizmente está pagando os pecados que cometeu, olhe a sua face.
–Isso me dá aflição, essa escultura é triste.
–Existem erros que são irreversíveis, por mais pequenos que sejam. Pobre anjo...
–O que acha que acontecera?
–Ele apenas era um anjo, que pecou e teve que enfim pagar os seus pecados.Trágico.
–Acha que o meu motivo de ficar assim, foi pecado?- Dave perguntou, com uma aparência um tanto amedrontrada.
–Porque seria? Você não fez nada.-Dei de ombros.
–É...-Ele respondeu, pensativo e fitando o chão. Não entendia muito o Dave, mas ele ficou um pouco mal com isso.
O abracei de lado, não sei porque fiz isso, mas o abracei. Eu gostava muito deste garoto, não o queria assim.
Meu coração acelerava, cada toque ou cada olhar de Dave eram sensações diferentes para mim. Havia algo nele que me impnotizava, fazia-me ter tanto afeto por ele.
Por estranho que pareça, ele retribuiu meu abraço, e ficamos ali por cerca de 5 minutos, e acredite, por mim poderia ser uma vida.
Dave se recompôs, voltou á ser o garoto normal e sem expressões, mas deu um meio sorriso, em forma de agradecimento.
Continuamos á observar as coisas do local, e quando terminamos, Dave quis me levar á sorveteria.
Lá estavamos nós, sentados nas simpáticas mesas daquele local.
–Olá, crianças. O que irão querer?-A garçonete chegara na mesa, assim então perguntando nossos pedidos.
Era uma moça simpática, que aparentava ter seus 37 anos, tinha cabelos loiros e estava com um pequeno bloquinho de papel para anotar os nossos pedidos.Típica moça que atendia os pedidos, não?
–Um sunday de chocolate, por favor.-Respondi ela.
–E o moço?-A garçonete perguntou, se dirigindo para Dave.
–Nada, obrigada. Só estou para acompanhar.
A mulher achou estranho, ninguém negaria um delicioso sorvete, mas não falou nada.
–É pra já, então! -A garçonete do local assentiu, saindo de lá.
–Como conhece esses lugares, Dave? Quer disser, você parece nunca sair.-Puxei assunto, perguntando algo que eu gostaria de saber.
–Corrigindo: Eu não tenho motivos para sair. Mas eu saio sempre!-Ele deu de ombros, logo dando uma risada simpática.-Eu sempre passeio pelos locais, gosto de ver as reações e as emoções das pessoas. Observar cada passo ou modo de como eles vivem.
–Interessante.-Elogiei.-Ainda quer ser um deles, não é?
–Eu quero viver, é isso que quero. Eu quero aproveitar a vida, quero respirar o ar que nos rodeia.
–Eu lhe entendo, Dave. Mas olhe pra mim, eu apenas existo, viver para minha pessoa não significa nada. Me sinto perdida por aqui, e ainda assim sou humana.
–Mas isso é porque você não encontrou a verdadeira realidade de tudo, pequena princesa.
Corei-me ao escutar o apelido que Dave me chamou. "Pequena princesa" era algo tão meigo! E apesar de minha grande máscara de sensações, não pude conter minha face envergonhada.
–Aqui está, mocinha!-A garçonete então chega, entregando o sorvete.
–Obrigada.-Agradeci e ela então se retirou.
–Prove, deve estar bom!-Disse Dave.
Enfiei uma colher do delicioso sunday á boca.Dave tinha razão, estava bom mesmo!
–Nossa, está uma delicia!-Indaguei.
–Eu disse que tinha razão.-Dave debochou, se achando o máximo, mas logo rindo.
Passamos o resto do tempo na sorveteria, conversando coisas bobas e rindo.
Era incrível, nos entedíamos bem.
Terminei o sorvete e pagamos a conta, saíndo então dali.
Agora voltaríamos para casa.
–Bom, temos que sair. Já está na hora de voltarmos.-Dave avisou.
Fomos em direção ao carro, e logo entramos nele. Dave dirigia e eu me distraia observando o mundo pela janela dele.
"Tudo é tão diferente agora."–Pensei.
Não demorou muito e chegamos em casa, era apenas poucos quilômetros.
–Chegamos, senhorita.-Dave falou, ao chegarmos em casa.
Saímos do carro, e Dave me entregou as chaves, fazendo com que eu as guardasse no mesmo local de sempre, para meus pais não perceberem nada.
–Espero que tenha gostado do passeio, foi bom conhecer um pouco a cidade.
–Sim, gostei muito, sério. Obrigada, Dave. -Respondi o garoto, um tanto corada.
Eu já iria voltar para casa. Eu poderia muito bem o agradecer com um beijo, ou simplesmente falar o quanto eu gostava de sua companhia. Dave era perfeito.
"Onde estou com a cabeça?! Porque pensei isto?! -Logo me tocara do que eu havia pensado. O que estaria á acontecer comigo?
–Hey...-A firme voz, fizera voltar á olha-lo.
–Sim?-Perguntei.
–Você sempre se suja com doces, hein?
–O que?-Não entendi o que Dave falou no momento.
–Está mais uma vez com os lábios sujos, Lorena.-Ele avisou, limpando novamente pequena parte de minha boca suja pelo sorvete.
–Não dava nem para notar...-Indaguei, um pouco nervosa. O encontro de sua pele fria com a minha me deixava em transe. Era uma mistura de medo com uma grande vontade de continuar com sua companhia. Aquele estranho garoto me fazia bem.
–Eu reparo em você, sabia? Custumo ver os pequenos detalhes de sua face. É diferente das outras meninas, eu sei disso.-Dave falou, fiquei muito nervosa e corada com isso.
A situação só piorava, tenho certeza que estava um pimentão. Ora, o que acontecia comigo neste momento?
–Tenho que ir...-Ele me tirou do transe.-Fique bem, pequena princesa.-O menino de cabelos negros disse, com um sorriso um tanto misterioso e de afeto, dando um pequeno beijo em meu pálido rosto, me deixando lá, sem expressão e cheia de pensamentos.
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