I'm with you

2 Capítulo 2 - Final


Notas iniciais
Olá meus amados leitores, tenho que dizer que eu fiquei suuuuuuper feliz com os reviews de vocês, um mais lindo que o outro *.* Quero agradecer também aos que favoritaram, enfim quero agradecer a todos que lerem a história. Esse é o final da história... Ahhh poxa já to me despedindo né?, mas podem esperar que vocês vão ver mais fics Kaimei minhas por aí ;) Sem mais delongas, desejo a todos uma ótima leitura

– Quando você estiver melhor e mais calma eu volto aqui pra gente continuar essa conversa. – Ele ia se levantar para sair do quarto, mas eu segurei seu braço... É ruim que eu ia deixar ele sair assim. Como assim continuar essa conversa quando eu estiver melhor, ele ficou mesmo maluco ou o quê?

– E quem disse que eu quero continuar essa conversa? Eu não estou nem aí para o que você acha ou deixa de achar, a vida é minha, esta ouvindo? – Aproximei meu rosto do dele... Nossa! Eu estou com muita raiva dele agora, quem ele pensa que é? – A vida é minha e foda-se o resto!

– Você tem uma família que se preocupa com você, que quer ver você bem, ninguém quer ver você desse jeito. – Kaito disse com a voz ainda alterada, porém em um tom mais compreensivo.

– Kaito avisa a Luka, que quando ela quiser ter uma conversa assim comigo, é pra ela vir ela mesma e conversar comigo e não mandar outra pessoa. – Com certeza a Luka tinha mandado ele ter essa conversa comigo, porque a alguns meses atrás ela tentou iniciar uma conversa assim, porém eu acabei mudando o assunto e não deu em nada.

– Não foi a Luka quem me mandou aqui, eu vim porque eu quis... Eu vim porque você precisa parar com isso antes que seja tarde de mais. – Ele disse e eu ri de maneira debochada.

– Eu sei quando devo parar.

– Não, você não sabe... Se soubesse não estaria nesse estado, ou você gosta de passar mal assim?

– Kaito sai do meu quarto agora. – Eu disse com a voz baixa e com os dentes cerrados, ele estava me dando muito raiva, e eu estava com muita vontade de chorar e de forma nenhuma iria chorar na frente dele. – Sai agora, eu não quero mais olhar na sua cara. – Dei um empurrão nele e ele quase caiu da minha cama, ele levantou e foi andando em direção à porta do meu quarto, eu me levantei e o empurrei por trás, ele aumentou o passo e com mais alguns passos ele estava no corredor, eu bati a porta com força e caminhei até o banheiro e fechei a porta, se eu iria chorar, ninguém iria me ouvir.

Me encostei na parede do banheiro e fui escorregando até o chão. Tudo o que ele disse era verdade, eu não tinha controle sobre a bebida, quando eu começava a beber não conseguia parar. Aquilo estava me matando por dentro, como ele pôde jogar isso na minha cara? E sair como se nada tivesse acontecido?

Chorei um pouco mais e em seguida fui me acalmando resolvi voltar para a cama, nesse momento a minha cabeça já estava doendo muito mais do que antes, mas eu estava extremamente cansada e precisava dormir um pouco, mal deitei na minha cama e apaguei.

Acordei algum tempo depois e olhei para o relógio em cima do meu criado-mudo, já era noite, todos já deviam estar dormindo. Eu resolvi levantar-me para tomar um copo de água. Por incrível que pareça minha cabeça tinha parado de doer e eu estava me sentindo bem melhor, só mesmo uma sensação de melancolia extrema que tomava conta de mim.

Desci as escadas devagar para não acordar ninguém, logo percebi que a luz da cozinha estava ligada, pensei em dar meia volta, porém minha garganta estava realmente muito seca, e poderia ter sido os gêmeos que tinham deixado a luz da cozinha acesa, eles sempre faziam isso em qualquer lugar que eles fossem a noite. Continuei minha caminhada e logo que coloquei um pé na cozinha dei de cara com Kaito, dei meia volta para voltar para meu quarto.

– Mei-chan? Espera por favor. – Ele disse com uma voz suave, agora voltamos para os apelidos novamente? Que ridículo...

– Se começarmos uma discussão aqui, vamos acordá-los e eu não quero isso. – Dei mais um passo, mas fui interrompida novamente.

– Não espere... Eu não quero mais discutir com você... E-Eu quero pedir desculpas, não queria ter dito aquilo, eu te machuquei não foi? – Ele perguntou temeroso, eu ainda não o encarava continuava de costas para ele fitando a escada.

– Não, você não me machucou. – Imagina! Eu estava lá chorando igual uma criança porque estava treinando para ser atriz, sabe como é pegar cenas dramáticas é fogo.

– Desculpe Mei-chan, não quero que fique ainda mais complicado o nosso relacionamento.

– Não temos relacionamento nenhum Kaito, só dividimos o mesmo teto, só isso. – Ahh mais eu queria que tivéssemos um relacionamento, e acreditem dizer isso não foi fácil, mas eu tenho que honrar a fama de tsundere que tenho. #FATO

– Eu sinto falta das nossas conversas, das noites que passamos acordados conversando e rindo, de quando saíamos juntos, das vezes que cantávamos juntos só pelo prazer de cantar. – Ele disse com uma voz baixa, eu continuava de costas pra ele e soltei um suspiro longo e baixo.

– Também sinto falta, mas as coisas acontecem, o tempo passa e a vida muda.

– Nós podemos fazer voltar a ser como era antes. – Ele disse com um tom de voz gentil. Eu resolvi entrar na cozinha finalmente e pegar o copo de água que eu estava precisando desde a hora que saí do meu quarto.

– Não, não podemos... Nunca vamos voltar a ser como antes. – E isso era verdade, era impossível, tinha os gêmeos pra cuidar (pode parecer estranho eu falando assim, mas às vezes acabo por considerar a Rin e o Len como meus filhos, talvez por eles serem os mais novos, mesmo eu não tendo idade pra ser mãe deles, acho que acabei por adotá-los), tinha a Miku e Luka, não era só eu e ele mais, tinha muitas pessoas envolvidas.

– Podemos tentar. – Ele disse sorrindo e eu olhei pra ele. – Vamos tentar? – Ele perguntou novamente, porque eu não havia dito nada e nem esboçado reação nenhuma. Eu só assenti com a cabeça e esbocei um leve sorriso, ele sorriu de volta e estendeu a mão para mim, para que pudéssemos ter um aperto de mão amigável.

Ok, não sei por que tinha aceitado as desculpas dele e nem por que estava aceitando essa reconciliação... Mentira eu sei sim, é porque eu amo esse ser de cabelo azul, e ele pedindo desculpas com essa carinha de arrependido, eu não aguento né.

– Vamos tentar. – disse sorrindo e estendi minha mão para pegar a dele e quando minha mão finalmente tocou a dele, ele aproveitou para me puxar para um abraço, que tenho que admitir estava querendo há muito tempo, super aconchegante e que estava quase me derretendo, mas minha postura não mudou nem um pouco, porém o abracei de volta. Ele me apertou um mais contra ele e disse ainda abraçado comigo:

– Senti falta desses abraços também. – Ele tinha razão, por mais que não seja comum um homem e uma mulher ficar por aí se abraçando, eu e ele sempre nos abraçávamos, éramos muito unidos. Eu também sentia falta desses abraços e de tudo mais, mas só me permiti soltar uma risadinha. Ele me soltou e acrescentou: — Vamos conversar?

– Se for sobre aquele assunto, é melhor desistir. – Disse decidida.

– É sobre aquele assunto também, mas outras coisas. Primeiro eu queria que você realmente me desculpasse pelo que falei com você hoje.

– Eu já te desculpei, se não tivesse desculpado, não estaria aqui conversando com você.

– Me preocupa muito Mei-chan ver você bebendo desse jeito... – Ele ia falar mais coisa, porém eu o havia interrimpido.

– Kaito, você adora comer sorvete, a Miku alho poró, o Len banana e a Rin laranja, por que não posso beber? – Fiz a pergunta parecer como se fosse a coisa mais obvia do mundo, mesmo que eu sei que não é.

– Mas nenhum desses causa tanto prejuízo quanto o seu, eu poderia até falar para você tentar diminuir e beber só um pouco, mas eu sei que não ia adiantar. – Ele disse olhando diretamente para os meu olhos.

– Ok, prometo que tento diminuir, é isso que você quer? – Já estava ficando de saco cheio desse papo.

– Não, não é isso que eu quero... Eu quero que você pare de beber. – Eu deixei um riso escapar dos meus lábios.

– Eu não vou fazer isso.

– Por favor Mei-chan, se não for por você que seja por nós, sua família.

– Kaito, ninguém está nem aí pra mim, tanto faz e tanto fez o que eu faço ou deixo de fazer, não interessa a eles e a ninguém, bebendo eu não estou atrapalhando a ninguém, só a mim mesma, então não tem problema. – Eu disse sorrindo, e ele me olhou com um rosto preocupado.

– Você está errada, todo mundo aqui está preocupado com você, os gêmeos, a Miku e a Luka e principalmente eu. – Aiiin, ele se preocupa comigo, foco na conversa Meiko.

– É sério isso?

– Sim claro, eu quero te ajudar, mas você precisa me deixar te ajudar.

– Ai, não sei... Eu realmente gosto de beber. – Admiti, e isso é a metade da verdade, eu realmente adoro beber porque eu amo o sabor da bebida e quando ela passa pela minha garganta deixando para trás uma leve queimação, mas eu também bebia para afastar alguns sentimentos de tristeza, impotência e solidão.

– Você pode achar outra coisa que goste mais e que não te cause tantos danos. Pode ser? – Assenti com a cabeça e desviei o olhar do seu rosto para a janela da cozinha.

– E se eu não conseguir resistir? – Essa era uma possibilidade, mesmo que eu deteste admitir isso, eu já estou viciada em álcool e eu sinto falta quando fico muito tempo sem beber, e o máximo que já fiquei sem beber foram 3 dias.

– Eu vou estar lá para te ajudar. Não vou deixar você passar por isso sozinha Mei-chan. – Ele olhava pra mim com um olhar muito terno e pegou minhas mãos entre as dele. – Você nunca esteve sozinha. – Dizendo isso ele acabou por se aproximar de mim e nossos corpos estavam quase colados, restava uma distância mínima entre nós.

– Kaito, eu... – disse tentando me afastar, porém ele me interrompeu.

– Mei-chan tem algo que quero dizer a você há muito tempo... Eu me preocupo com você muito mais que os outros, penso no seu bem estar e coisas do tipo, porque você é a pessoa mais importante nesse mundo pra mim... É muito ruim pra mim ver você sofrendo, passando mal e sendo irresponsável com você mesma. — Ele acariciou meu rosto com os dedos de uma forma tão suave que parecia que minha pele iria se desfazer ao seu toque.

– Desculpe por isso. – Disse olhando para seus olhos, e ele esboçou um leve sorriso. Senti minhas bochechas esquentarem e sabia que estava corando. Merda! Odeio quando eu fico corada.

– Prometa pra mim que você vai cuidar de você da mesma forma que cuida de todos nós? – Ele disse de uma forma suave, eu só assenti com a cabeça, e ele deu um sorriso lindo e um beijo na minha testa e voltou a me abraçar, eu retribui o abraço. Ele estava com queixo apoiado em minha cabeça.

– Aishiteru. – Ele disse me pegando de surpresa. Eu levantei cabeça para olhar pra ele com os olhos arregalados.

– Q-que? O que v-você disse? – Perguntei extremamente assustada.

– Eu disse que te amo... Sou apaixonado por você desde a primeira vez que te vi, mas nunca tive coragem para te dizer. – Ele disse e encolheu os ombros.

– Baka. – Eu disse e ele riu, levantando meu queixo com uma das mãos e aproximando meu rosto do dele lentamente e logo nossos lábios estavam se tocando. O beijo era calmo, carinhoso ao mesmo tempo em que era apaixonado.

– Aishiteru mo. – Respondi quando finalmente nos separamos.

– Eu estava esperando um tapa ou algo do tipo. – Ele disse e eu dei um tapa em seu braço esquerdo.

– Você cortou todo o clima. – Eu disse me soltando dele.

– Gomen.

Notas finais
E aí? Gostaram? Comenteeeeeem, pleaaasee... Seus comentários são muito importantes pra mim, sério gente é importante msm! Um beijão no coração kaimei de todos vcs!! Obrigada por lerem e nos vemos nos comentários o/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!