Notas iniciais
Diga adeus para o mundo em que você achava que vivia.

A semana mal começou e Olivia já está cansada. É segunda-feira, são oito horas e ela está atrasada. Os detetives ligam a cada cinco minutos para pedir auxílio ou para saber quando ela chegará.

–Droga, Fin. Estarei ai em alguns minutos. –Olivia desliga sem aguardar resposta do homem no outro lado da linha.

Quando Olivia finalmente chega à Unidade é recebida por Alice, que a entrega um copo de café.

–Bom dia, sargento. –diz Alice sorrindo.

–Oi. –Olivia sorri e bebe um gole de café.

Assim que o líquido desse por sua garganta a morena fica enjoada.

–Até que em fim. –diz Fin ao ver Olivia se aproximando.

–Por favor, diga do que se trata. –Olivia caminha até sua sala.

–Menina de dez anos disse para a professora que foi abusada pelo padrasto. A professora se recusou deixa-lo levar para casa e chamou a polícia... –diz Fin acompanhando Olivia.

Assim que Olivia entra em sua sala corre em direção à lata de lixo e vomita na mesma.

–Olivia você está bem? –pergunta Fin.

–Vou buscar uma água. –diz Alice retirando-se da sala.

–Estou bem. –diz Olivia ainda com a cabeça acima da lata por precaução.

–Não é a primeira vez que isso acontece. Foi a um médico? –pergunta Fin com preocupação.

–Não é nada. –responde Olivia. Segundos depois ela lembra que sua menstruação está atrasada algumas semanas, mas por sua idade ela não deu muita importância, afinal está próxima da pré-menopausa. É impossível estar grávida. Ela não pode estar grávida.

–Aqui. –Alice adentra a sala com um copo de água.

–Obrigada, detetive. –agradece Olivia pegando o copo.

–Você deveria...

–Continue a falar sobre o caso. –Olivia interrompe Fin.

–Falamos com a professora. O pai está na sala de interrogatórios, mas se nega a falar sem seu advogado, o mesmo já foi chamado. A criança está com a mãe. –diz Fin contrariado.

–Onde está Carisi e Dean? –pergunta Olivia notando a falta dos detetives.

–Com a babá. –responde Alice.

–Ok. –Olivia perdesse por um momento. Tenho que ligar para Amanda. –Alice, você acha que consegue conversar com a menina...?

–Sylvia Donovan.

–Consegue? Conhece o procedimento. –Olivia confia no trabalho de Alice, apesar da mesma ser mais jovem que os outros detetives da Unidade.

–Pode deixar comigo, sargento. –Alice sorri e sai da sala. A jovem detetive se inspira em Olivia e almeja ser como a veterana da Unidade.

–Posso interrogar o pai quando o advogado chegar? –pergunta Fin.

–Claro. Você e Dean. –responde Olivia sorrindo.

Fin sai da sala e Olivia começa a organizar os papeis em sua mesa.

A manhã passa rápido demais e Olivia sequer conseguiu fazer metade do que deveria ter feito. Está cansada.

–Vamos almoçar? –pergunta Fin.

–Sabe, estou com vontade de comer sushi. –diz Olivia levantando da cadeira.

–Você não gosta de sushi. –diz Fin surpreso.

–Eu sei, mas estou com uma vontade enorme. Vamos comer sushi?

–Tudo bem. –diz Fin rindo.

Quando Olivia caminha, ao lado de Fin, até os outros detetives sente o mundo em sua volta girar. Girar rápido demais. Ela para de caminhar e se segura em Fin. Em alguns segundos ela desmaia.

–Olivia? –ao abrir os olhos Olivia avista os azuis de Amanda.

Estão no hospital.

–O que aconteceu? –pergunta a morena sem entender o que está acontecendo.

–Você desmaiou. Fin te trouxe, mas há um caso e eu vim ficar com você. –responde Amanda sorrindo.

–Estou bem agora. Já posso ir. –diz Olivia sentando-se na cama.

–Desmaiar não é normal, Liv. –Amanda parece preocupada. –Eles tiraram sangue para alguns exames.

–Quando poderei ir? –pergunta Olivia pensando sobre seu trabalho pela metade na Unidade.

–Assim que os exames chegarem. Eu pedi os resultados o mais rápido possível. Mesmo assim irá demorar algumas horas. –diz a loira pegando a mão de Olivia.

–Obrigada. –Olivia sorri.

Com horas vagas Olivia aproveita para conversar e aproveitar a companhia da loira. Elas já compartilharam muita coisa, mas ainda não sabem muita coisa uma sobre a outra.

–Como você começou a trabalhar na SVU? –pergunta a loira.

–Desde criança queria ser membro da Unidade. Sou fruto de um estupro. Minha mãe foi estuprada e isso acabou com a vida dela. –responde Olivia com certa tristeza em relembrar a dor que sua mãe possuía.

–Sinto muito. –diz Amanda. –Mas você conseguiu. Ajudou milhares de vítimas, prendeu milhares de estupradores, você é uma heroína.

–Eu sei. Sou feliz por isso. –Olivia sorri. –Mas me diga, como você...

–Começou a trabalhar como prostituta? –Amanda ri.

–Sim.

–Meu cafetão me encontrou em uma agencia de modelos. Era muito nova e queria dinheiro fácil. Eu consegui. –ela ri.

–Sinto muito. –Olivia diz séria.

–Está tudo bem. Foi a vida que escolhi. E veja, se não fosse assim não teria encontrado você. –Amanda inclina-se para beijar Olivia.

Depois de três horas aguardando, finalmente, o doutor aparece com os resultados.

–Olá, sou o Doutor Green. Seus exames chegam e... A glicose está um pouco alta. Creio que o desmaio foi por causa da tontura. Às vezes ela pode ser forte demais e causa desmaio. Mas isso é normal no seu estado. –o médico sorri.

–Estado? –pergunta Olivia.

–Sim. Oh, meu Deus, você não sabe? –o doutor parece envergonhado. Amanda e Olivia se olham. –Você está grávida. Parabéns.

–O quê? –pergunta Olivia incrédula.

Ela não pode estar grávida. Não agora que seu casamento acabou. Durante dois anos ela tentou e não conseguiu, e agora que irá se divorciar o útero resolveu funcionar? Seria um risco para ela e para o bebê. Além disto, ser mãe solteira é difícil para alguém como ela, com o seu trabalho. Olivia pensou em todos os lados negativos e quando finalmente a ficha caiu ela sorriu, afinal estava grávida. Um filho é uma benção, apesar de qualquer situação.

Notas finais
No próximo capítulo Olivia irá contar sobre a gravidez para Nick. Quero nem ver. rs PS: Para quem acompanha minha outra fic "My only fix is you" minhas desculpas por demorar tanto para atualizar, irei postar novos capítulos semana que vem.