I'm not the only one
21 Capítulo 20
Notas iniciais
—Amanda? –pergunta Olivia caminhando até a loira.
Amanda deixa o balão encapar de seus dedos.
—Olá, Olivia. –diz quando volta a si.
—Claro que ela estaria aqui. –murmura Nick saindo do elevador.
—Pode nos dar um minuto? –pergunta Olivia à Nick sem tirar os olhos de Amanda.
—Temos hora, Liv. –ele diz.
—Não vou demorar. Por favor, Nick. –ela diz.
—Ok. –ele suspira e caminha para longe das duas.
Amanda acompanha Nick com os olhos. Quando ele chega ao final do corredor ela desvia o olhar para Olivia.
—É isso? –pergunta por fim.
—Amanda...
—Puta merda, Olivia Benson. –a loira ergue o tom.
—Se acalme, por favor. –Olivia tenta se aproxima, mas a loira ergue as mãos em desaprovação e ela recua.
Amanda sente-se enganada e exposta. O peito aberto em frente a todos ali no pequeno corredor, em frente à Olivia e a Nick. Como aquela morena foi capaz de enchê-la de falsas esperanças e depois beijar seu ex-marido em frente a ela e... Amanda está furiosa e... Cada vez mais furiosa e não sabe o que fazer.
—Me desculpe, eu estava fora de mim. –Olivia diz tentando acalma-la.
—Esquece, Olivia. Está tudo bem. –Amanda suspira.
—Sério? –pergunta Olivia aliviada.
A loira a encara por alguns segundos tentando adivinhar se Olivia realmente está acreditando que “está tudo bem”.
—Não, Olivia. –ela balança a cabeça, os olhos cheios de lágrimas. –Só preciso que você diga e acabe com essas falsas esperanças que me deu.
Olivia observa o rosto pálido de Amanda, nunca a vira assim, seu olhar está realmente triste, diferente da Amanda alegre e sorridente de sempre.
—Dizer o que? –a morena pergunta.
—Você nunca irá me amar. Não como ama ele. Então, por que continuarmos com esse jogo? Quando nós duas sabemos que eu vou perder. Como se nós duas não soubéssemos que você me ama apenas como amiga. Por que me dá esperanças se isso não irá começar realmente e sendo assim, claramente, não terá fim. –Amanda respira e desvia o olhar. –Você não quer admitir. Talvez seja isso. Não quer admitir para mim e nem para você que, bom, não damos certo, não combinamos e eu não sei o porquê. Pode ser meu jeito, meu passado ou...
—Não tem nada a ver com o seu passado, Amanda. Eu não me importo com ele... –Olivia a interrompe. Os hormônios da mulher estão à flor da pele e suas lágrimas borram seu rímel.
—É, talvez seja... –Amanda limpa o rosto com as costas da mão livre. –Eu. Eu não sou boa para você. Ou... –ela sorri entre as lágrimas. –Pensando melhor, talvez seja você. Você não gosta de mim. Talvez nem goste de mulheres. Fui diversão para uma noite. É isso. Você estava bêbada e vulnerável e me tinha na mão. Só não contava que teria que me aguentar depois. Não esperava que a palhaça aqui se apaixonasse.
—Amanda, por favor. Não fale assim...
—Nós duas sabíamos que não aconteceria mais que uma boa noite de sexo algumas vezes por mês, mas começamos a fingir e fingir e você... Sabe jogar e eu? Eu fiquei cada vez mais apaixonada e então, quebrei a cara. Porque por mais complicado que fosse, eu queria acreditar que valeria a pena em algum momento, que seria perfeito e eu sou uma idiota, isso, é, eu sou mesmo. Ainda me entrego por inteira, eu acredito no amor e parece que o seu não sou eu. É ele. –ela aponta para o fim do corredor, onde está Nick. –Foi ele e continua sendo ele. Apesar de todo o seu discurso sobre a infidelidade dele e como ele te machucou, você não consegue parar de ama-lo e, de certo modo, eu até admiro isso, vocês se amam de verdade. Eu só queria que você me amasse desse jeito.
—Me desculpe, Amanda. –Olivia está aos prantos. –Eu tentei... Eu quis te amar. Você é tão...
—Olivia, eu não acredito em você. Mentiras é tudo o que você sabe dizer em relação à mim e ao nosso “relacionamento” -a loira faz aspas no ar-. Eu não quero mais ouvi-las, eu não quero mais saber. Só que, caralho, eu não consigo me afastar de você. Não consigo te deixar ir. Porque, eu querendo ou não, meu coração é seu. –Amanda entrega o buquê para a morena. –Parabéns. Espero que seja um menino. Me desculpe, perdi o balão enquanto me recupera do tombo que levei agora à pouco.
—Amanda... –Olivia pega o buquê e tenta segurar o braço da loira, mas Amanda desvia e adentra o elevador, aperta um dos botões.
—Espero que seja feliz com ele. –diz Amanda e logo as portas se fecham.
Olivia cai de joelhos ao chão. Apesar de não amar Amanda do modo que ela quer, Olivia a ama. Acabara de perder sua melhor amiga e a única que estava lhe dando suporte durante esses meses confusos.
Nick corre até ela e a ergue, a envolve nos braços e não diz nada.
—Ela se foi, Nick. –Olivia sussurra enquanto chora no ombro que é o mais próximo de um amigo para ela nesse momento.
—Está tudo bem, Liv. –ele a aperta com força, como fazia quando ela acordava no meio da noite preocupada com o trabalho ou relembrando o que viveu na infância. O ato traz a Olivia um pouco de alivio e esperança.
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