Notas iniciais
Oi gente!!! Acho que vão gostar desse capitulo. Boa leitura!!!

Respirei fundo e olhei pra baixo.

– Amiga, esquece isso. Curte a festa, faça o que você quiser tá. Só não quero que fique triste. – Disse ela me fazendo sorrir.

– Certo.

– Vai falar com ele.

– Por quê?

– Porque eu acho que ele também gosta de você.

Fiz que não com a cabeça, olhando para baixo, mas com um sorrisinho no rosto.

– Bom, como sabe, a casa é sua. – Dito isso ela foi falar com o Maxi, um cara que ela estava a fim.

Fui falar com o Federico. Apoiei meus braços no parapeito ao lado dele e quando ele me viu sorriu.

– E aí? – Disse ele

– O que faz aqui?

– A Naty me convidou. Mas aqui só tem gente que eu não conheço direito.

– Não se preocupe, o pessoal é legal.

– Acho que vai chover. – Disse ele olhando para o céu, que estava realmente bem nublado e cheio de nuvens, era uma noite quente.

– É mesmo.

– Que bom que amanhã é domingo. Vamos poder ficar até tarde aqui.

– Não, eu não posso.

– Por que não?

– Tenho que ir á um evento com os meus pais daqui á duas horas. – Eu disse triste.

– Que droga. Por isso nunca quis ser famoso.

– O que você quer ser? – Perguntei interessada.

– Eu?

– É.

– Bom, eu... Gostaria de ser advogado.

Eu o olhei confusa e ele riu.

– É brincadeira! Nunca que eu seria isso! – Disse ele ainda rindo.

– Vai ser comediante então. – Eu disse rindo também.

– Não! Não tenho jeito pra isso. Na verdade não tenho jeito pra nada.

– Claro que tem. Todo mundo tem.

– É engraçado como tudo tem um jeito de ser legal pra você. Tudo é muito perfeito.

– Minha vida não é a mais fácil do mundo. Tenho que ter um lugar pra me iludir. Um mundo alternativo.

– Todos temos um. Mas você ainda não respondeu a minha pergunta.

– Seria legal ser músico, mexer com essas coisas sabe.

– Acho que você consegue.

Ele riu.

– O que foi?

– Acha mesmo que tenho vocação pra isso? – Disse ele me olhando como se eu fosse louca.

– Odeio quando faz isso.

– Isso o que?

– Não acredita em você! Se acha a pior pessoa do mundo e eu posso te assegurar que convivo com pessoas infinitamente piores que você! Para com isso porque você não é assim! E isso me irrita! – Eu disse quase gritando.

– Tá bom! Se acalma! – Disse ele colocando as mãos para cima, como se estivesse se rendendo.

Bufei e tentei me acalmar.

– Desculpa tá. Se te incomoda tanto... – Ele disse.

– Eu também peço desculpas. É que eu tô cansada sabe! Eu só queria ficar aqui com a Naty e com você sem ter com o que me preocupar, mas não é assim e nunca vai ser e acabo descontando tudo isso em você.

– Tudo bem. Relaxa um pouco tá. – Disse ele segurando a minha mão.

Senti meio que um choque que nunca havia acontecido antes. Não soltei a mão dele, eu até gostei que aquilo tinha acontecido.

Como Naty sabia que eu iria ir embora mais cedo, cortou o bolo mais cedo. Depois dos parabéns eu fui falar com a Naty.

– Bom amiga, agora eu tenho que ir.

– Tá bom, mas é meio tarde pra você ir sozinha.

– Eu vou com ela. – Disse Federico.

– Então tá. – Disse Naty piscando pra mim.

Nos despedimos e eu e Federico descemos pelo elevador. Chegando no portão vimos que chovia muito. Muito mesmo!

– E agora? – Perguntei pro Federico.

– Pelo menos você não vai precisar tomar banho quando chegar em casa. – Disse ele rindo.

– Droga!

– Vai ser divertido.

– Vamos correr tudo bem. – Eu disse.

– Pode ser.

– Vem! – Gritei saindo correndo.

Ele saiu atrás de mim e começamos a correr no meio da chuva. Eu olhava para trás e o via rindo sem parar e por isso eu ria também.

Corremos na chuva por mais ou menos dez minutos e chegamos na viela que sempre nos encontrávamos. Retiro o que disse sobre quem cobriu aquela viela era idiota.

Me encostei na parede e comecei a rir mais ainda. Ele encostou ao meu lado e fez o mesmo.

– Nossa! Olha isso! – Eu disse vendo minha roupa encharcada e rindo ainda mais.

– Deveríamos fazer isso mais vezes. – Disse ele.

– Deveríamos sim. – Olhei meu relógio e percebi que eu estava muito atrasada.

– Tenho que ir! Minha mãe vai me esganar!

– Não, espera! – Disse ele me segurando contra a parede. Ele estava na minha e frente e estava muito próximo.

– Eu preciso te falar uma coisa. – Disse ele.

– O que?

– Sabe porque eu conversei com você no primeiro dia de aula?

Fiz que não com a cabeça e ele continuou:

– Eu fiz aquilo para descobrir se você poderia ser alguma ameaça pra mim pelo fato de ser filha de advogados e um drogado estudar na mesma escola, entende?

– Sim.

– E eu tenho certeza que você pensou em mim naquela entrevista daquele evento.

– Está certo.

– E depois daquilo conversamos, eu te contei tudo. Te contei o que eu não tinha coragem de dizer pra ninguém, confiei em você e você não me decepcionou. Você é a única pessoa que conheço que não me decepcionou.

Ele fez uma pausa e disse:

– Você me deu sua amizade e também foi uma coisa ninguém nunca me deu. Você é incrível Ludmila. – Disse ele sorrindo para mim.

– Obrigado.

– Hoje fiz duas coisa que nunca fiz antes. Quer dizer, uma das coisas aconteceu faz um tempo, mas enfim.

– O que você fez.

– Hoje eu não fumei, não toquei naquela coisa.

– Sério?

– Juro.

– Parabéns! – Eu disse sorrindo.

– E a outra coisa que aconteceu é... Que eu me apaixonei.

Engoli seco e não consegui falar nada.

– Eu to apaixonado por você Ludmila. – Disse ele.

Eu não sabia o que falar, nem o que pensar, nem o que fazer. Ninguém nunca me falou uma coisa daquelas. Eu estava explodindo de alegria, sem conseguir disfarçar, sorri.

– Isso nunca aconteceu comigo e eu nunca senti algo tão bom e diferente na vida. — Disse ele.

– Comigo também não.

Eu já não tinha mais autocontrole. Eu estava com as pernas trêmulas e com uma cara igual a de um idiota. Mas o que eu podia fazer?

Ele se aproximou mais, colocou as mãos na minha cintura e me beijou.

Notas finais
Gostaram? Preciso de mais comentários pra continuar hein!!!!