I'm not afraid anymore
27 Capitulo 27
Notas iniciais
Cheguei em casa e subi para o meu quarto direto. Vi Angie preparando as coisas para a aula, ao me ver entrando sorriu.
– Oi Ludmila. Como foi lá?
– Ah, foi bom.
– Eu estava pensando aqui Ludmila e tive uma ideia.
– O que?
– Eu tenho um amigo que tem muito dinheiro e acho que ele poderia nos ajudar.
– Quem?
– Bom, o nome dele é Germán Castillo. Já trabalhei pra ele, era professora de Violetta, a filha dele.
– Angie s Violetta é minha amiga eu estava com ela agora! Ela me levou até a cadeia.
– Eu sou muito amiga do pai dela e quem sabe ele não pode nos ajudar.
– Será? É muito dinheiro!
– Não custa nada tentar.
– Ok, vamos lá agora mesmo. – Eu disse a puxando pelo braço.
– Mas e a aula?
– E daí?
– Se a sua mãe souber...
– Ela não vai saber!
Saímos de casa e fomos até a casa da Violetta, que não ficava bem perto da minha.
Batemos na porta e o pai da Violetta abriu. Ao ver a Angie ele sorriu e depois pediu para que entrássemos. Violetta estava na sala e me olhou confusa.
– O que faz aqui? – Perguntou ela.
– Você já vai saber.
– Sentem-se, fiquem a vontade. – Disse Germán.
Eu me sentei do lado da Violetta e a Angie se sentou do lado de Germán em outro sofá.
– Bom, Senhor Germán queríamos de te pedir ajuda. – Eu disse.
– É, precisamos de dinheiro. – Angie disse.
– Me desculpe, mas eu acho que a família da Ludmila tem dinheiro o suficiente não é? – Disse ele confuso.
– Na verdade sim, mas a situação é muito complicada. – Eu disse.
Angie e eu explicamos tudo para ele que ouvia tudo atentamente.
– Mas você querem soltar um criminoso?
– Não! Ele é inocente, precisamos tirá-lo da prisão e procurar o verdadeiro assassino. – Eu disse.
– Me desculpem, mas isso me parece uma verdadeira loucura. – Disse ele se encostando no sofá.
– Pai, eu já estou a par de todo o caso e o Federico não matou ninguém! Os pais da Ludmila não querem dar o dinheiro! – Disse Violetta em ajudando.
– Então se eles não te dão permissão, quem sou eu para dar esse dinheiro? – Disse ele, parecendo cada vez mais certo de não nos ajudar.
Percebi que se tivéssemos que contar com a ajuda dele, eu teria que abrir o jogo sobre os meus pais.
– Senhor Germán eu vou te contar uma coisa muito séria e delicada e você terá que prometer que não dirá nada a ninguém.
– Ok, eu prometo. – Disse ele.
Respirei fundo e contei tudo, tudo mesmo, desde o começo. Angie me ajudava a complementar algumas coisas. Germán parecia assustado e indignado cada vez mais, e Violetta também.
– Mas isso não pode acontecer!– Disse Violetta.
– Realmente, isso é um absurdo!- Disse Germán.
– Eu sei, mas não posso fazer nada. – Eu disse.
– E de quanto vocês precisam? – Ele perguntou.
– Trinta mil.
Germán arregalou os olhos e ficou pensativo por alguns instantes. Me olhou, olhou para Angie e disse:
– Pela sua garra, por você nunca ter desistido e por tudo que você me disse eu ou ajudar vocês.
Não aguentei e o abracei muito forte.
– Obrigado, você não vai se arrepender!
– Obrigado Germán. Vamos pagar tudo o mais rápido possível. – A Angie disse.
– Nem precisa pagar Angie. É um presente meu.
– Sério? Obrigado! – Eu disse.
– Lu, temos que voltar. Sua mãe pode chegar a qualquer hora! – Advertiu Angie.
– Não Angie, vamos para a delegacia agora! – Eu disse.
– Mas Ludmila...
– Vamos Angie. Temos que tirá-lo de lá o mais rápido que pudermos!
– Está bem. – Disse ela
Todos entraram no carro e Germán dirigiu até lá. Chegamos na delegacia depois de meia hora e eu já chamei a Parodi.
– Senhorita Ferro, como vai? – Perguntou ela estendendo a mão.
– Estou ótima.
– O que posso fazer por você?
– Vim tirar o Federico daqui. Tenho o dinheiro.
Ela me olhou meio confusa e disse:
– Então tá. Você vai efetuar o pagamento? – Perguntou ela.
– Não, eu vou. – Disse Germán entrando na conversa.
– Muito bem, me acompanhe. As senhoritas podem esperar aqui.
Dito isso os dois saíram e eu fiquei apreensiva. Eu não via a hora do Federico sair de lá!
Dez minutos depois Germán aparece e logo atrás Parodi com Federico. A primeira coisa que fiz foi correr até ele e o beijar.
– Bom, vocês já podem ir. – Disse a Parodi.
E foi o que fizemos, saímos de lá. Germán levou Federico até a casa dele e levou Angie e eu até a nossa.
– Bom, agora está tudo resolvido né. Vamos voltar a viver sem mais angustias. – Angie disse entrando em casa. Minha mãe ainda não havia chegado.
– Não, ainda não acabou não.
– Como assim?
– Falta achar quem matou essa menina.
– Ludmila você tá maluca?
– Eu falei que o acharia e é isso que eu vou fazer. E você vai me ajudar!
– Não vou. Isso eu não faço mesmo.
– Vai fazer sim.
Então escutei a campainha. Minha mãe não era pois tinha chave. Quem seria? Abri a porta e vi a Naty.
– Oi Lu, queria te pedir desculpas. – Disse ela logo entrando.
– Pelo que?
– Por não acreditar em você. Era um momento muito delicado e difícil e eu te deixei. Só vi depois a matéria na internet. Me desculpa?
– Claro que sim! – Eu disse a abraçando.
– Eu vim aqui mais cedo mas você não estava.
– Naty, eu tenho que te pedir desculpas também, se eu tivesse te explicado tudo antes nós não teríamos brigado.
– Relaxa. Fala alguma coisa que eu possa fazer para me redimir.
– Você ficou sabendo da historia do assassinato? – Perguntei.
– Sim.
– Então, você irá me ajudar a achar o verdadeiro assassino.
– O que? – Ela disse meio espantada.
– Isso aí! A Angie também vai!
– Angie, eu pensei que você tinha censo. – Disse Naty.
– Eu não topei nada disso não! – Se defendeu Angie.
– Claro que topou. – Eu disse sorrindo pra ela que revirou os olhos.
– Certo, amanhã bem cedinho a gente pega o carro e pega o Federico e vamos encontrar esse cara combinado. – Eu disse
– E a sua mãe? – Perguntou Naty.
– Ela não vai sentir a minha falta. – Eu disse.
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