Notas iniciais
OI Pessoas!! Desculpem a demora. Eu achei que tinha postado mas na verdade não. Ops! Boa leitura!!!

Estava tudo indo de mal a pior! Parecia que não tinha mais fim. Pois é, não tinha. Vejo minha mãe se aproximando de mim, com pressa e com uma cara digamos de um jeito mais amigável... Cara de quem iria matar alguém (eu, no caso). Ela já deveria estar furiosa por ter sido eliminada e ainda tem mais essa.

– Ludmila, quero que me explique direito o que está acontecendo aqui.

– Uma injustiça. – Eu disse logo de cara.

– Olha como fala comigo! Olá delegada, como vai? – Disse ela cumprimentando a Parodi.

– Olá. – Respondeu ela.

– Será que você poderia me explicar o que está acontecendo? – Disse minha mãe me olhando torto.

– Claro.

– Posso ficar aqui? – Perguntei.

– Claro que não! — Disse minha mãe. – Você vai vir comigo.

– Certo. Me acompanhem. – A Parodi pediu.

Dei um beijo rápido no Fede sem que ninguém visse e fui com elas. Voltamos para a sala do interrogatório e nos sentamos. Parodi explicou tudo para a minha mãe, que parecia alimentar a raiva a cada palavra dita pela delegada.

– Eu não acredito que você está “namorando”- Diz ela mudando a voz quando diz namorando. — um marginal? Outro marginal na sua vida Ludmila!

– E qual seria o primeiro? – Eu pergunto.

– A Natália.

Reviro os olhos. Ela adora te ofender com coisas que já passaram. Credo! Quem vive de passado é museu!

– Olha senhora Ferro. Você pode levar a sua filha para casa se quiser. – Disse a delegada.

– Ótimo, tenho que ter uma conversa com ela.

– Não vou embora enquanto o Federico não sair daqui. – Eu disse.

– Eu pago o quanto for para esse cafajeste ficar aí pela vida toda. – Disse a Priscila. É isso que ela quer! Me irritar até eu explodir e usa isso contra mim. E foi isso que aconteceu mais uma vez.

– Eu faço o que tiver que ser feito pra poder ficar com ele! Se você não quer problema seu! Eu não me importo com a sua opinião ela não vai interferir em nada! Não sou mais criança e posso fazer o que eu bem entender! – Eu disse me levantando e gritando com ela.

– Isso é o que vamos ver. – Disse a minha mãe sorrindo. Um sorriso maquiavélico. Pior do que qualquer vilão de novela mexicana.

Dito isso ela se despediu da Parodi e me chamou para ir embora.

– Eu não vou!

– Você vai! – Disse a minha mãe segurando meu braço com força.

Puxei meu braço e saí correndo para a área das celas, mas dois policiais não me deixaram entrar e eu só pedia para que eles me deixassem passar. Minha mãe se aproximou de mim, segurou meu braço e me puxou para o carro dela.

Eu já sabia que eu iria escutar muito e que a minha vida normal acabava definitivamente naquele momento.

– Ludmila, me diz: O que eu fiz para merecer uma filha assim? – Disse ela.

– O que EU fiz para merecer uma mãe assim?

– Eu só sou assim com você porque você se comporta como um animal Ludmila! – Ela disse mais alto.

– Eu não sou um animal! Eu só queria ser como uma pessoa normal!

– Você é muito mal agradecida não é mesmo? Olha tudo o que você tem!

– O que eu tenho?

– Tem dois pais que se importam com você, uma ótima escola, uma casa enorme, muito dinheiro!

– Então vamos lá. Meus pais não se importam comigo, eles se importam com a imagem deles e acham que eu posso sujá-la, uma ótima escola, mas na qual não posso interagir com ninguém e com nada que não seja com o livro, detalhe: a minha ÚNICA amiga vocês odeiam. Uma casa enorme, da qual não posso colocar o pé para fora porque vocês acham que eu vou fazer algo “errado”. Muito dinheiro, que vocês só usam para fazer chantagem. Realmente tenho muito coisa!

– É tudo culpa daquela imprestável da Angie!

– Ela não tem culpa, só me deixou viver um pouco enquanto eu podia, ela sim é uma mãe de verdade! Se tem alguma culpada disso tudo sou eu!

– Agora tenho muito mais motivos para não te deixar sair na rua. Você tem casos com criminosos!

– Ele não é um criminoso!

– Ah não? O que estava fazendo te levando de uma hora para outra para outro país?!

– Ele estava tentando me proteger!

– De quem então?

– Da pessoa que matou aquela garota e de você e do Claudio também!

– Você é muito estúpida mesmo não é Ludmila? Esses caras falam isso só pra ser mais fácil sequestrar as mocinhas inocentes e frágeis como você.

– Ele não é assim! Você mal o conhece e já está julgando! Que tipo de advogada você é?

– A da mídia Ludmila. Você não entenderia, é burra demais para isso.

– Prefiro ser burra a fazer o que você e o Claudio fazem.

– Bom, chega de discutir por causa disso. Vou te tirar daquela escola amanhã mesmo. Você terá aulas particulares com a Angie não irá sair de casa nunca mais.

– Você não faria isso.

– Tem certeza? – Disse ela me olhando pelo espelho do carro, enquanto dirigia a caminho de casa.

Uma lágrima escorreu pelo meu rosto. Com que tipo de monstro convivi minha vida toda? Eu só queria acordar! Ou talvez ficar dormindo para sempre.

Notas finais
E aí? O que estão achando. Relaxem que um dia isso vai melhorar (espero). Comentem, recomendem, favoritem!!!