Notas iniciais
Oi pessoas!!! Desculpem a demora. Tá aí mais um capitulo pra vocês. Boa leitura!!!

Eu parei em frente a janela e cruzei os braços com o celular na mão. Fechei os olhos e respirei fundo, numa tentativa frustrada de me acalmar.

De repente alguém me abraça por trás e abro os olhos no mesmo segundo. Meu coração disparou de uma hora pra outra. Quem seria?

Viro para trás e vejo Federico. O empurro com pouca força pra trás.

– Você quer me matar! Quer que eu enfarte! – Eu disse com a mão no peito.

Ele começou a rir sem parar e se sentou na cama.

– Calma Lu! – Ele disse enquanto tentava parar de rir.

– Onde você tava? Te liguei umas mil vezes, te mandei umas trinta mensagens, mas você nem sequer visualizou! O que aconteceu? – Eu disse realmente brava.

Ele sorriu e franziu o cenho.

– Onde você acha que eu estava?

– Não enrola Federico! Fala logo.

Ele sorriu e fez sinal para que eu me sentasse do lado dele. Fiz que não com a cabeça.

– Vamos logo Ludmila! Juro que eu não fiz nada de errado!

Resolvi sentar, querendo desencanar um pouco.

– E então... – Eu disse para que ele começasse a falar.

Ele segurou minhas mãos e disse:

– Eu fui em um centro de reabilitação hoje. Vou começar um tratamento, tenho que ir todas as sextas lá. Fui falar com eles pra poder participar das reuniões e sexta-feira que vem começo.

Minha braveza desapareceu em alguns milésimos e eu abri o maior sorriso da minha vida. O abracei com força dizendo:

– Que legal Fê! Isso é ótimo! Obrigado, obrigado, obrigado!

– Eu que devo te gradecer! Se não fosse você eu não teria feito isso nunca!

– Tenho certeza que em pouquíssimo tempo você já estará zerado!

– Não é tão fácil assim, mas eu vou me comprometer e me dedicar pra acabar com isso de uma vez por todas.

– Sua vida vai melhorar sem por cento pra melhor você vai ver. – Eu disse saindo do abraço.

– Já está melhorando.

O beijei com força. Mas deve ter sido por uns três segundos de beijo, por que a Angie entrou no quarto sem bater na porta.

– Federico você quer... comer... alguma coisa? – Ela disse devagar, um pouco envergonhada ao perceber que havia nos interrompido. Nos separamos muito rápido e fingimos que nada tinha acontecido.

– É... Não obrigado Angie. Eu já tô de saída. – O Federico respondeu muito sem-graça com a situação.

– Você pode ficar mais se quiser. – Eu ofereci.

– Eu preciso ir daqui a pouco mesmo Lu. – Ele disse.

– Bom, fique o tempo que precisar, não se preocupe. – Dito isso é a Angie saiu do quarto e fechou a porta.

– Já Fe?

– É. Já te contei tudo que eu tinha pra contar, já é meio tarde.

– Mas é sexta-feira! Posso falar pra Naty e o Maxi saírem com a gente! Ela e ele estão ficando muito próximos sabe.

– Você tá ficando muito mal acostumada! Quando os seus pais voltarem... – Ele começou a dizer em tom de brincadeira.

– Não quero saber deles nesses dois meses, ou menos, que eles vão ficar fora! – Eu disse o cortando.

– Tá, desculpa.

– E então, vamos sair com a Naty e o Maxi ou não?

– Não sei não...

– Por quê?

– Porque eu vou ter que descer.

– E daí?

– E daí que...

– Você tá com vergonha da Angie né. – Eu disse o cortando.

– Como você quer que eu olhe pra cara dela agora?

Eu ri. Ele parecia mesmo bem envergonhado.

– Federico com vergonha? Isso não é uma coisa que se vê todo dia.

– Ela já sabia de tudo?

Fiz que não com a cabeça.

– Tá piorando cada vez mais. – Ele disse colocando a mão na testa e me fazendo rir ainda mais.

– Vamos Federico! Vou ligar pra Naty.

– Tá bom, liga aí!

Liguei pra ela e combinamos tudo, em meia hora ela vinha me buscar na minha casa e a gente iria para uma festa.

– Certo, enquanto eu me arrumo você vai lá falar com a Angie. – Eu disse o empurrando para fora do meu quarto.

– Ludmila não faz isso! – Ele disse não deixando eu fechar a porta.

– Relaxa Federico, ela é um doce. Daqui a pouco eu vou lá com vocês eu disse fechando a porta e a trancando. Depois eu ri sozinha por um tempo, enquanto eu me arrumava.

Depois de mais ou menos vinte e cinco minutos eu desci, só troquei de roupa e me maquiei.

Ao entrar na sala me deparei com o Federico em um sofá e Angie em outro. Ela parecia tentar puxar assunto, mas Federico estava bem fechado.

– Oi. – Eu disse enquanto me sentava do lado do Federico.

– Você tá muito bonita. – O Federico disse.

– Ai que lindo! – Angie disse um pouco empolgada.

Federico corou na hora.

– O que vocês conversaram? – Perguntei.

– Ele me contou que vocês estão namorando agora né. Por que você não me disse nada antes? – Angie perguntou meio inconformada.

– É que... Eu não quero que todo mundo saiba entende?

– Ah sim! Não se preocupe!

Escutamos uma buzina e tivemos certeza que era a Naty e o Maxi.

– Angie, a gente vai sair hoje junto com a Naty e com o Maxi tá.

– Tudo bem. Não quero que passe da uma da manhã tudo bem?

– Tudo bem!

Abri a porta e entramos no carro do Maxi.

– Um novo casal? – Ele perguntou nos olhando pelo espelho e dando partida.

Eu e Federico nos entreolhamos e eu já sabia que não queria mais contar sobre nós para mais ninguém.

– Não Maxi. Ele é só meu amigo. – Eu disse e Naty me jogou um olhar de cumplicidade.

– O que ele fazia na sua casa então? – Ele perguntou malicioso.

Revirei os olhos e fui responder, mas Naty o fez antes.

– Deixa de ser idiota Maximiliano! Amigos frequentam a casa um dos outros!

– Bravinha hein, Naty! Gosto disso. – Ele disse piscando pra ela que corou na hora.

O resto do caminho até a festa eu passei quieta, já a Naty e o Maxi não paravam de conversar um minuto. A Naty olhava pra ele de um jeito diferente, eu nunca a vi assim. Ela era meio “disputada” na classe pelos garotos, mas não se importava muito com eles, só com o Maxi.

Já o Maxi estava dando mole pra ela, o que a deixava ainda mais feliz, empolgada e, por mais incrível que pareça, meio tímida.

Chegamos da festa que estava totalmente lotada. Era a segunda vez que eu ia a um lugar assim, então eu não estava acostumada ainda. Federico segurou minha mão de modo que o Maxi não percebesse e fomos para o outro lado da festa. Deixando a Naty e o Maxi sozinhos.

A festa estava ótima. Eu não vi muito a Naty, fiquei com o Fê a festa inteira. Até que vejo a Naty saindo da festa correndo, chorando muito e sem o Maxi. A Naty não era de chorar então fiquei preocupada.

– Federico eu...

– Eu também a vi saindo. Pode ir. – Ele disse me cortando.

Dei um beijo nele e saí atrás dela.

Notas finais
Gostaram? Detestaram? Comentem!!!