—Pode entrar. — Hermione estendeu a mão e segurou maçaneta, com um gesto rápido abriu, entrou e fechou a porta atrás de si. Harry estava sentado em sua cadeira olhando atentamente para as folhas em sua mão, mas pela maneira como os olhos dele permaneciam fixos no papel, ela percebeu que ele não estava realmente lendo o que deveria ler.

—É como voltar à escola. — ela murmurou antes de se sentar na cadeira à frente dele. — Há quanto tempo está enrolando para terminar isso?

—Tempo o suficiente para saber que você já havia passado pela minha porta três vezes nos últimos cinco minutos. — ele disse com aquele tom arrogante. Hermione de repente sentiu seu rosto corar, odiava ser tão ansiosa, mas não tinha como evitar. — Algum problema, Hermione?

—Não, apenas pensei em vir te ver. — ela deu de ombros da maneira mais normal possível, mas mesmo assim Harry semicerrou os olhos, encarando-a como se pudesse ver além dela.

—Apenas me ver?

—Sim. Não posso nem mais vir conversar um pouco com um velho amigo? Ou você não tem mais tempo pra mim?

—Eu sempre tenho tempo para você, Hermione. É você quem não tem tempo para mim.

Ela se afundou na cadeira ao ouvir aquela sentença, sua ansiedade se tornou uma tristeza ao lembrar das palavras de Rony. Hermione olhou para a aliança em seu dedo, um sinal de amor eterno e companheirismo, apoiar um ao outro e ajudar sempre que necessário, um símbolo que ela levava alegremente para onde quer que fosse, mas que agora parecia um lembrete de suas atitudes.

—Você sabia que Hugo está tentando atravessar paredes? — ela indagou lembrando de seu pequeno filho correndo pela casa.

—Rony me contou. Ele disse que Hugo está convencido que esse é o seu super poder. — Harry falou soltando uma leve risada, talvez ele tivesse presenciado um dos momentos de insanidade temporária do sobrinho.

—Eu não sabia disso, pelo menos não até ontem. Fiquei preocupada com ele, mas Rony alegou que ele já está fazendo isso há semanas.

—E você está chateada por ele não ter te contando isso?

Hermione ergueu a cabeça e encarou Harry, seu rosto era indecifrável, mas suas palavras eram calmas.

—Por que você acha que eu estou chateada?

—Porque eu te conheço há mais de vinte anos, Hermione, e eu sei quando algo te chateia, você coloca seu cabelo em um coque e olha para todos como se eles tivessem feito as piores travessuras do mundo.

Ela bufou e cruzou os braços, Harry soltou uma risada e deixou o rosto relaxar. Seu olhar gentil foi o suficiente para fazê-la falar.

—Rony disse que algumas vezes eu pareço não priorizar a minha família. Essa pequena novidade sobre Hugo me deixou mais certa de que eu sou uma péssima mãe, que eu não me importo com os meus filhos porque eu nem sei mais o que eles gostam de fazer. Rose saiu da aula de balé para fazer natação e eu só soube disso porque haverá uma competição na semana que vem e ela me contou. Você percebe o quão horrível eu sou? Eu priorizo tanto o meu trabalho que acabo deixando os meus filhos de lado, eu não sei mais cuidar deles. Eu sou uma péssima mãe.

Hermione piscou sentindo a ardência nos olhos que precedia as lágrimas. Harry continuou a encará-la por alguns segundos antes de dizer.

—Você está louca, Hermione? Você bebeu alguma coisa antes de vir aqui?

—Eu nunca bebo em serviço, Harry. Você sabe muito bem disso.

—Exatamente. Eu sei que você nunca beberia em serviço, assim como sei que você nunca deixaria seus filhos de lado. Você não é uma péssima mãe, Hermione. Você é uma das melhores mães que eu conheço, você dá frutas como sobremesa para as suas crianças. — Harry disse e ela riu. — Gina só dá frutas quando os coloca de castigo. E até eu sei o quanto isso é errado. Você é uma mãe maravilhosa e suas crianças têm sorte de terem você, principalmente Rony. Eu terei uma conversa com ele sobre o quão sortudo ele é de ter você como esposa e lembrá-lo, casualmente, que Krum se separou há seis meses.

—Harry.

—Está tudo bem, eu realmente quero fazer isso. Aquele idiota me venceu no xadrez e levou meu dinheiro, preciso recuperar um pouco da minha dignidade.

Hermione soltou uma risadinha e balançou a cabeça. Algumas vezes Harry e Rony podiam ser piores que suas crianças.

—Você acha que eu priorizo muito o meu trabalho?

—Não. Você só está fazendo o que todos deveríamos fazer, trabalhar direito. Você sempre foi assim, Hermione. Sempre seguiu as regras. Eu sei que Rony entende e as crianças também. — Harry disse e ela assentiu, mas mesmo assim o bichinho da culpa fez seu estômago revirar.

—Rony deixou de ser auror para ter mais tempo para as crianças Ele priorizou eles ao seu trabalho. — ela sussurrou enquanto mordiscar a ponta do dedão.

—Eu sempre o admirei por isso. Essa foi a melhor escolha para ele. Às vezes eu o invejo.

—Você não se sente irritado consigo mesmo por passar tão pouco tempo com as crianças?

—Sempre. Mas quando chego em casa tento aproveitar cada momento possível. Eles estão crescendo e eu não posso evitar isso. — Harry soltou um suspiro ao final da frase. — Kingsley me ofereceu o cargo de chefe dos aurores. — Hermione olhou surpresa para Harry. — Ele me propôs isso há alguns meses.

—E o que você falou?

—Eu disse que não. Por enquanto não. Eu estou bem onde estou. E nem adianta dizer que eu estou perdendo uma grande oportunidade. — ele disse antes que ela pudesse abrir a boca. — Eu fiz minha escolha, posso estar ocupado agora, com as missões e tudo mais, porém ainda consigo voltar a tempo para o jantar e consigo colocar meus filhos na cama. Se virasse chefe, meus horários seriam mais corridos e eu teria mais trabalho. Eu não preciso disso agora, tudo o que preciso é ficar mais tempo com a minha família.

Hermione sentiu seus ombros tombarem. Harry sempre havia sonhado em ter uma família que o amasse de verdade e agora ele tinha quatro lindos filhos e uma esposa amorosa, era claro que ele não trocaria isso por nada.

—Kingsley sugeriu que eu me candidatasse para futura ministra. — Hermione contou e Harry assentiu sem muita surpresa.

—Ele me falou que você seria uma ótima candidata.

—Mas eu não sei o que fazer, Harry. Eu não sei se me candidato ou não. Seria mais trabalho e assim eu ficaria mais longe das crianças. O que eu faço?

—Isso é uma decisão sua, Hermione. Somente você pode dizer se vai arriscar ou não.

—Sério que esse é o seu conselho? Eu venho aqui para pedir que você me ajude e a única coisa que você fala é que eu preciso fazer isso sozinha? — ela o encarou com irritação, mas Harry apenas riu.

—Noite da pizza, vocês irão? — ele indagou casualmente, ignorando o assunto que eles estavam discutindo. Hermione suspirou e se levantou.

—Nunca faltariamos. Te vejo mais tarde. — ela caminhou até a porta, mas parou quando Harry disse.

—Fale com Rony sobre isso. Ele sempre tem bons conselhos quando se trata de você.

Hermione assentiu novamente e saiu da sala.

●●

—Mãe! Mãe! — Hugo gritou enquanto se jogava em cima dela. Hermione deixou a bolsa cair no chão e abriu os braços para receber seu filho. — Nós vamos para a casa do tio Harry hoje, não vamos?

—Claro. É noite da pizza. — ela disse enquanto o arrastava em direção às escadas.

—Eu gosto quando o tio Harry cozinha. Ele é tão bom quanto a vovó e o papai. — Hugo falou enquanto saltava os degraus escada acima. Hermione pode ouvir a música tocando no quarto de Rose e as batidas suaves dos pés de Rony no quarto principal, barulhos tão familiares que eram seus calmantes naturais. Ela sorriu quando entrou no quarto, Hugo se jogou nas costas de Rony que vasculhava o armário, seu marido soltou uma risada animada enquanto prendia as mãos de Hugo e o girava pelo quarto antes de deixá-lo cair na cama.

—Que belo presente você me trouxe, pequeno gatinho? — Rony indagou a Hugo.

—É apenas a mamãe, papai. — Seu pequeno filho murmurou olhando com descrença para o pai. Hermione soltou uma risada enquanto caminhava até eles, ela se sentou na cama ao lado de Hugo.

—Mas sua mãe é um presente precioso. — Rony disse, lançando a ela aquele olhar que a fazia querer revirar os olhos e sorrir ao mesmo tempo.

—Hugo, porque você não vai dizer para Rose se arrumar para irmos a casa do tio Harry. — Hermione sugeriu passando a mão pelo cabelo castanho avermelhado de Hugo.

Hugo saltou animado da cama e passou correndo pela porta.

—Ei, como foi o trabalho? — Rony indagou passando o braço ao redor da cintura dela e a puxando para perto de si. Hermione deitou a cabeça contra o peitoral dele e soltou um suspiro cansado.

—Bem. — ela murmurou olhando para sua mão. Para sua aliança.

—Sobre hoje de manhã, Mione…

—Está tudo bem. Você estava certo. Algumas vezes eu realmente coloco meu trabalho à frente da minha família, você está certo de ficar irritado, as crianças estão certas de ficarem irritadas. Eu não sou uma boa mãe como deveria ser.

—Pelos céus, Hermione! Nunca mais diga isso, você é uma mãe maravilhosa. — Rony afirmou virando-a para que ficassem frente a frente. — Você só está fazendo seu trabalho da melhor maneira que sabe fazer, eu não deveria brigar com você sobre isso. Me desculpe por insinuar que você fosse ausente, eu fui um idiota. Eu estava irritado com a loja e descontei em você, não deveria ter feito isso.

—Rony, está tudo bem. — ela murmurou colocando a mão sobre o rosto dele. — Acho que podemos relevar isso já que nós dois estávamos errados nisso.

—Uau! Hermione Granger está voluntariamente afirmando que está errada, esse é um grande dia para a humanidade.

—Seu idiota. — ela murmurou antes de se inclinar e beija-lo suavemente nos lábios. — Tenho que te falar algo.

—Assunto sério?

—Um pouco. Kingsley sugeriu que eu me candidatasse para a posição de Ministro da magia.

—Isso não me surpreende. Ele sabe que você é a melhor. — Rony lhe deu um sorriso. — Você será a melhor Ministra da Magia que o mundo já viu.

—Eu não sei, Rony. Eu realmente não sei.

—Como assim não sabe? Esse sempre foi seu sonho, Mione. Ajudar os outros e agora terá o poder para isso.

—Desta parte eu sei, o problema é que eu não sei se quero isso agora. — Hermione suspirou e passou a mão pelo cabelo sentindo o nervosismo se agitar dentro de si. — Eu sinto que já estou perdendo muito da infância das crianças, se me candidatar será muito pior.

Rony acariciou o rosto dela, Hermione relaxou com o toque.

—Tire o final de semana para pensar, tenho certeza que até segunda você terá uma resposta para Kingsley. E seja qual for a sua decisão, eu te apoiarei. — Rony assegurou e ela sorriu, então colocou seus lábios sobre os dele em um beijo apaixonante.

Rony a envolveu pela cintura e a empurrou delicadamente contra a cama. Hermione se permitiu perder-se um pouco no momento, as mãos de Rony percorreram seu corpo e os lábios dele contra os seus.

—Argh! Procurem um quarto! — ela sentiu Rony se afastar assim que a voz enojada de sua filha chegou aos seus ouvidos. Ela se virou para Rose que estava parada na porta com a mão esquerda sobre os olhos e a direita sobre os olhos de Hugo.

—Nós estamos no nosso quarto, Rose. — ela disse calmamente, enquanto se sentava na cama.

—Então pelo menos fechem a porta. — Rose retrucou, sempre com as respostas na ponta da língua. — Vocês estão vestidos, pelo menos?

—Sim, Rosinha. Estamos completamente vestidos. — Rony assegurou e Rose hesitantemente retirou as mãos dos olhos.

—Graças a vocês sinto que estarei traumatizada pelo resto da vida. — Rose resmungou antes de caminhar até a cama e se sentar nela.

—Você está sendo exagerada, Rose. De novo. — Hugo disse olhando de soslaio para a irmã. Hermione reprimiu a risada ao perceber que sua filha estava ficando irritada com o irmão.

—Por que vocês não estão se arrumando para irmos a casa de Harry? — Rony indagou.

—Porque me arrumar agora se vamos chegar atrasados, como sempre. — Rose deu de ombros e Hermione franziu o nariz sabendo que era um ponto válido. Rony balançou a cabeça e olhou para ela como se dissesse "e ela é exatamente uma cópia sua".

●●

—E eu disse não, porque não fazia o menor sentido, mas ele insistiu e fez mesmo assim passando por cima de mim que sou seu chefe. — Bill resmungou enquanto aceitava mais do vinho que Gina oferecia.

—E o que aconteceu? — Angelina indagou. — Tudo deu errado?

—Não. — Bill revelou torcendo o nariz. — Foi a melhor ideia para lidar com isso e estávamos nesse problema há semanas.

Fleur riu do marido enquanto passava por eles em direção a sala. Hermione se voltou para Harry e Rony que ajudavam a Sra. Weasley com o jantar, o que deveria ser apenas um simples encontro entre eles quatro e as crianças, se tornou um grande jantar em família, o que não a surpreendeu completamente, ela era uma Weasley há tempo o suficiente para saber que eles eram colados um ao outro, como bandeirolas em uma corrente.

—Ei, veja o novo copo que Harry me deu. — Gina caminhou alegremente até onde ela estava, em uma das mãos ela tinha uma garrafa de vinho e na outra um copo de vidro com os dizeres "apenas um copo de vinho por dia". Hermione franziu a testa e observou com interesse quando Gina começou a despejar o vinho no copo, ela ficou realmente impressionada quando todo o conteúdo da garrafa, quase um litro, coube adequadamente no copo. — Eu amei isso.

—Não me surpreende. — Hermione riu da cara de felicidade de Gina enquanto a observava tomar seu vinho. Teria que lembrar de comprar mais bebida para sua amiga da próxima vez que se encontrassem.

—Freddy me mandou uma carta hoje de manhã, aparentemente ele e James estão em detenção. — Angelina disse e Hermione olhou surpresa para a cunhada.

—Mas eles acabaram de entrar.

—Eu sei!

—Oh, eu já esperava por isso. — Gina deu de ombros. — Sendo filhos de quem são, detenção é apenas um pequeno passo.

—Ei! — Harry resmungou de onde ele estava. — Eu nunca fiquei em detenção no primeiro ano.

—Tem certeza? Pois se me lembro bem, você e Hermione pegaram detenção no primeiro ano por estarem fora do salão comunal depois do horário. — Rony falou apontando a colher suja para o amigo.

Hermione gemeu ao lembrar daquele pequeno detalhe.

—Minha única detenção foi por causa de Hagrid. — ela resmungou antes de tomar mais vinho de sua taça.

—Hagrid?

—Norberto. — Harry disse se virando para Angelina. — Se McGonagall tivesse descoberto sobre Noberto, acho que teríamos algo pior que uma simples detenção. Talvez tivéssemos sido suspensos.

Hermione sentiu o sangue gelar apenas por vislumbrar um passado que nunca havia acontecido. Apenas a hipótese já lhe fazia tremer.

—Norberto? Quem é Norberto? — Bill indagou, curioso.

—Na verdade é Noberta. — Harry corrigiu e rapidamente explicou. — Era um dragão norueguês que Hagrid havia ganhado em um jogo de cartas.

—Hagrid cuidou dela por um tempo e então tive que pedir a Charlie para ir buscá-la e levá-la para um lugar seguro. — Rony deu de ombros.

—Por que essa é a primeira vez que eu ouço falar sobre este dragão? — a Sra. Weasley indagou olhando para o filho e o genro com repreensão. — Existe algo mais que eu precise saber sobre seus dias em Hogwarts?

Hermione abaixou os olhos sentindo que se olhasse para a matriarca da família acabaria abrindo a boca e revelando coisas que não deviam, como uso indevido de poção polissuco durante o segundo ano ou o roubo de cerveja amanteigada durante o terceiro.

Entretanto, antes que Rony ou Harry pudessem responder a questão, Lily Luna invadiu a cozinha seguida de Hugo e George.

—Papai! Papai!

—Qual o problema, Lily-lu? — Harry indagou. Lily-lu correu até o seu pai e puxou de dentro do bolso de sua jardineira um sapo, Hermione reprimiu a careta de nojo ao observar o animal gosmento na mão de sua sobrinha. — Lily, já disse que você não deve brincar com os sapos, devolva ele.

—Não acho que seja uma boa ideia. Só se você quiser ter um filho a menos. — George comentou sorrindo.

Hermione franziu a testa confusa, mas então com apenas uma olhada para o seu filho e sua sobrinha, ela soube exatamente o que havia acontecido.

—Albus? — Gina olhou para o sapo nas mãos da filha. Os olhos verdes piscaram para Gina em desespero.

—Ai meu deus! — Hermione colocou a mão sobre a boca sem saber se ria ou ficava preocupada.

—Você transformou Al em um sapo? — Harry indagou se inclinando para ficar na altura de Lily. — Como?

—Ele me irritou. — Lily sussurrou olhando para o sapo e o apertando entre seus dedos. O sapo, Al, coaxou irritado, parecendo resmungar com Lily. — Não é minha culpa, Al. Foi você quem me irritou.

—Me dê ele, Lily. — Gina pediu estendendo a mão, o sapinho pulou das mãos de Lily para as de Gina, parecendo realmente satisfeito por estar longe da Potter mais nova. — Logo você voltará ao normal, meu amor.

Gina deixou o sapo Al sobre a mesa e apontou a varinha para ele, com rápido aceno de sua varinha o sapo se transformou no jovem garoto Potter, cabelo escuro e olhos verdes como os de seu pai.

—Lily! — Albus gritou avançando sobre a irmã que saltou para o lado se escondendo atrás de Harry. George gargalhou alto levando todos os adultos juntos, Hermione observou seus sobrinhos correndo um atrás do outro e Hugo gritando para Lily se abaixar ou desviar. Gina e Harry tentavam impedir que seus filhos se matassem enquanto Rony apenas assistia a tudo com uma certa diversão, ela olhou ao redor observando sua família rir animada, era um típico jantar para eles, crianças gritando e adultos bebendo.

Hermione sorriu e pensou no que Harry havia dito algumas horas antes, aproveitar um pouco do que restava da infância de seus filhos. Ela não se arrependeu quando chegou ao Ministério na segunda-feira e anunciou a Kingsley sua decisão, uma decisão feita usando a cabeça e o coração.

—Não. Por enquanto não, eu estou bem onde estou.

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