Notas iniciais
História para o desafio do Nyah de 10 anosSe passa no presente 2015.Espero agradar!

Maio 2015

A vida é uma caixinha de surpresas, e a minha então sem palavras, minha vida sempre foi uma maluquice, também ser filha de uma modelo internacional e um pai cineasta conceituado, eu era completamente a princesinha do planeta.

Talvez minha beleza e carisma ajudassem, não é todo mundo que nasce com uma pele e face de boneca, pele branquinha, lindos e sedosos cabelos castanhos escuros e olhos no mais verde cor de jade, eu realmente sou perfeita, mas isso me trazia muitas falsas amigas, inimigas e amigas recalcadas, como se isso me afeta-se, o riso interno sempre me vem quando penso nisso, a minha única amiga de verdade eu consegui a afastar por coisas que acho melhor nem ao menos relembrar.

Em um flash vem-me e atina a lembrança que hoje tenho gravação do filme que estou produzindo baseado em parte de minha historia, porém ninguém sonhava que eu fiz certas coisas, jogo as cobertas de lado e rolo para e noto a ausência daquele infeliz do Marlon – e antes que sua mente viagem em ser meu homem, estão enganadas, pois ele é meu melhor amigo que não sabe ao certo qual sua opções sexual, meu retardado mais amado e querido – sorrio com isso e levanto, chega de enrolar por aqui.

Assim que saio do banho e ponho uma roupa simples para ir trabalhar ligo meu som que toca ainda Circus, porra essa é minha musica toda vez a cantarolo e danço me sentindo em um palco me mostrando para meu publico ensandecido, eu amo chamar atenção eu amo ser quem sou amo ser Nattasha Acker. Saio comendo uma maça e assim que chego a garagem poderia escolher qualquer um dos meus preciosos, mas resolvo que é dia de brilhar, então minha escolha não pode ser outra meu bibelô, meu xodó meu Mustang ultima geração vermelho.

Na rua os homens babam pelo carro e pela dona, obvio que não seria diferente, somos demais, o conjunto todo, as mulheres olhavam com desprezo e claro inveja, mas que peninha delas. Ainda bem que mamãe não está comigo porque sei que sempre que penso assim faço caretas e ela sempre as descobre e me repreende, nem ao menos parece que tenho vinte e cinco anos.

Assim que chego os que já são acostumados com meu estilo passam sem se importar e os que ainda assustam e ficam encarando, eita ibope que tenho.

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As gravações rolavam em plena tranquilidade todos colaboravam eu estava ficando doidinha da silva com tudo aquilo, eu queria um filme 100%, queria ganhar um Oscar, um não queria ganhar no mínimo uns quatro, então para isso tinha que me empenhar e muito e mais que isso tinha que ser mais chata que sempre, porém a novata tinha que me desafiar, tinha que ser ousada.

Ela queria inventar coisas sobre o roteiro, falas diferentes e aquilo nas gravações já estava me tirando do sério, não vou me queimar por uma babaquinha qualquer que acha que por ter sido uma muito cotada pode muita coisa, comigo não, meu espaço, minhas regras e minhas ordens.

– Corta. – berro e assusto a todos. – Alanis chega desta palhaçada, está me achando com cara de que? Bozo? Crusth o palhaço? Não sou, se te dei um maldito roteiro com cenas e falas são para você seguir este inferno. – já estou mega estressada com isso.

– E o que posso fazer se suas cenas e falas são uma droga? – ela olha-me alta me desafiando.

– Eu sou sua produtora e roteirista, então eu que mando nisso tá entendendo queridinha?

– Olha querida produtora e roteirista cuidado que eu sei que muito sobre você e acho que pode não ser muito legal. – seu tom frio e calculista me deixa 1/3 insegura, mas logo abato ele.

– Isso é alguma ameaça?

– Você que sabe como interpretar isso.

– Você vai terminar essa cena como está nas folhas que gastei horas fazendo e depois teremos uma boa conversa em particular. – respiro fundo e ordeno a retomada da cena.

Ela começa certo a cena e eu me iludo acreditando que a vadiazinha iria fazer tudo certo agora, porem na metade da gravação ela volta com sua imaginação fértil, e apesar de o modo dela agir e falar ser muito bom não posso admitir isso, ou todos acharam que as coisas são assim fáceis.

– Corta, pelo amor de Deus corta. Já chega Alanis, venha comigo. – levanto e aponto a saída onde ficavam os trailers.

Meus passos são duros e ouço-a atrás de mim e quando me viro para olhá-la aquele sorrisinho desafiador está desenhado em seu rosto, sinto vontade de bater nela até esse sorrisinho sair de sua cara deslavada, menina ordinária se com os outros ela conseguia o que queria com esse jeitinho comigo engana-se e redondamente engana-se. Quando chego ao meu trailer abro a porta e indico para ela entrar e quando ela passa por mim sua face toma um modo maldoso, demônio feminino ela.

Alanis entra e senta cheia de pose como se fosse a dona doo mundo em minha poltrona e isso me irrita ainda mais, sou a princesa desse lugar e ela vem querendo botar banca, ah amorzinho se acha que vai dar bem fazendo joguinhos de pressão está enganada, aqui eu que brinco com as pessoas, eu sou o general dessa situação e recuso alguém tentar roubar meu lugar.

– Alanis que tipo de brincadeira idiota é essa de querer mudar as cenas? Já temos uma semana de gravações e você está nesta gracinha, eu não admito alguém me desafiar, eu não admito não seguirem o que eu quero, e você já chegou ao limite, se você pensa que se eu for falar mais uma vez vou ser boazinha engana-se, pois se precisar falar de novo será para te dispensar e chamar outra atriz.

– Terminou o discurso? – ela cruza os braços e ri debochada.

– Você é muito corajosa garota.

– Não é questão de coragem “fofolete” é uma questão de eu fazer desse filme algo real. – aquele apelido, como ela sabe?

Era uma tarde de inverno e assim que saímos da escola meu motorista está nos esperando Juliane não queria aceitar ir para minha casa, pois seus pais diziam que se ela fosse para lá e sumisse algo jogariam a culpa nela por ser pobre, achava aquilo muito feio e ela era minha melhor amiga a queria perto de mim para brincarmos e conversarmos além de lições do colégio. Depois de muito insistir ela aceita, porém liga para mãe e diz que irá passa casa de Jussarah outra colega nossa fazer um trabalho, por mais que dona Judith tenha demorado a permitir ela acabou cedendo e disse que até 18:30hs queria ela em casa.

Passamos primeiro em um restaurante comprar comida, pois Aurora nossa cozinheira estava no hospital com a filha hospitalizada, chegamos na minha casa comemos e depois subimos para meu quarto, ficamos por horas brincando e conversando, era tão bom ter uma amiga, nunca experimentei isso e agora estou amando demais.

– Sabe Nath não temos apelidos fofos que só nós usamos uma com a outra. – ela brinca com uma longa mecha de seu cabelo.

– Como assim Jules? – viro de bruços na cama e a fito divertida.

– Ué todas melhores amigas tem apelidos que somente elas usam e acho que devemos fazer isso.

– Hum deixe-me ver é tipo eu te chamar de Sininho? – ela sorri divertida.

– Sim, mas porque sininho?

– Você parece uma fadinha, loura e fofa, como a sininho do Peter Pan.

– Gostei disso e você é minha fofolete, fofa, engraçada e parece as bonequinhas.

– Gostei disso.

– Eu também.

– Então a partir de hoje você é minha sininho e eu sua fofolete. – aperto seu nariz e ela ri.

– Como sabe esse apelido? – provavelmente estava transparente de susto.

– Eu já disse que sei muito sobre você Nattasha, sei muito que pode te derrubar desse trono, desse seu reinado perfeito e sei bem como tornar o filme ainda mais real, agora, por favor, sente-se temos que conversar não temos? – não faço questão de sentar e ela levanta-se alterada. – Sente-se droga! Você queria conversar então agora vamos conversar, tim tim por tim tim. – ela é rude e me puxa pelo braço na direção do sofá onde sento.

– Que tipo de brincadeira é essa?

– Brincadeira? Acho que só é brincadeira se você for à piada aqui!

– Como você sabe de coisas intimas minhas.

– Jura que você não se lembra de mim? – ela dramaticamente põe a mão no peito. – Isso me magoa muito.

– Quem é você?

– Ora, ora, ora pelo que vejo a brincadeira será mais legal do que pensei você e sua péssima lembrança, deveria estar muito chateada por não se lembrar de mim, mas já que é assim, vamos fazer um jogo da memoria.

– Você está me fazendo perder tempo, vamos voltar para o cenário e continuar a filmagem. – tento ser ríspida e ela gargalha.

– Amiga deixe disso, acho que há anos não batemos um papo, vamos por as fofocas em dia.

– Não te dei intimidades para isso.

– Como vai o Luke? – ela ignora e pergunta sobre alguém que ainda assombra minhas lembranças.

Estou prestes há completar 17 anos e sou mega apaixonada por Luke Gordon ele é lindo, brasileiro, moreno, olhos verdes e cabelos caramelo, o único problema que atrapalha meu caminho é a infeliz da namoradinha dele e minha arqui-inimiga Lara Johnson aquela falsa ruiva, e juro que a qualquer momento farei uma loucura.

Hoje realmente é um dia ruim, minha avó Madison está internada em estado gravíssimo e as coisas em casa estão um inferno, papai e mamãe brigam o dia todo e para piorar Jules tá viajando com uma tia, eu desejava apenas que meu dia começasse e terminasse em um segundo. Fui arrastando-me para escola, obvio que em muito eufemismo, eu estava divando como sempre apenas no interior mal, e assim que chego a galinácea da Johnson já vem me perturbar.

– Olha só se não é a virgemzinha da Nattasha. – ela diz para sua trupe de candangas e respiro a fim de ignorar. – Vejam só meninas a aspirante a Britney princesinha do pop está fugindo com medinho das nossas brincadeiras, é por isso que o Luke é meu.

Não aguento isso e parto para cima dela, o ódio fluía em meu corpo e estava cega não conseguia me conter não conseguia me parar, tudo o que eu queria era acabar com aquela vadia e toda a humilhação que ela vive a me fazer passar. Aquela fúria me custou muito e me arrependo disso.

– Lembrando-se do passado fofolete? – sua voz me traz a realidade.

Maldita!

– Só vou perguntar mais uma vez, como sabe sobre meu passado?

– Se adivinhar quem sou saberá!

– Odeio charadas.

– Eu sei bem por isso estou fazendo isso. E então como está o Luke? Ou a ultima vez que o viu foi quando ocorreu o incidente?

Depois do que fiz fiquei sob pena de serviços comunitários, e uma noite em que tudo estava indo bem, uma das ultimas algo que eu jamais esperei aconteceu.

Estava indo para casa andando, pois era perto e passado pouco menos da metade do caminho em um trecho mais escuro, Luke surge do nada, a principio ele foi super legal comigo, até que em frente a um beco escuro ele me puxou para lá e meu martírio e trauma por anos aconteceu, e para me defender o que me restou foi ataca-lo e acabei tornando aquilo fatal e só contei isso a uma pessoa.

– Não pode ser...

– Oh será que descobriu?

– Não pode ser...

Dei um jeito e fugi da cena para casa de Jules e contei tudo a ela, como o lugar era muito isolado, voltamos lá bem cedinho e ela me ajudou a esconder o corpo, porém aquilo acabou dando merda e para fugir daquilo joguei a culpa toda nela mais tarde e ali acabei com minha única amizade verdadeira.

– E então descobriu?

– Juliane?

– Achei que nunca ia me reconhecer fofolete, para quem me chamava de sua Sininho isso foi muito mal. – o sarcasmo me soca o estomago.

– O que você quer Juliane?

– O que eu quero Nattasha? Tenta forçar essa cabecinha oca e responde.

– Vingança?

– Não eu quero tricotar com você e tomar chocolate quente. – ela é irônica.

– Eu sinto muito Jules por tudo que fiz, não há nada que me arrependa mais hoje do que isso.

– Cala boca e nem venha com papinho de coitadinha eu te conheço muito bem Nattasha, passei anos presa por sua culpa e depois que sai passei a seguir milimétricamente seus passos.

– Mas como nunca notei?

– Eu fiz amizades baby e mudei de nome e estilo.

– Me desculpe Jules, por favor.

– Eu já não mandei você calar a boca Nattasha, agora é minha vez de contar minhas novidades enquanto passamos juntas minha melhor da melhor amiga.

– Pare com isso é doença.

– Doença foi o que você fez, agora quietinha que vou te contar as coisas.

– Por favor, sininho não faça nada idiota pela nossa amizade!

– Amizade? Que amizade? Acho que putas de rua são mais amigas do que você.

– Não é assim, se me deixar explicar...

– Explicar o que droga? Que para se livrar ele saiu como pobrezinho e eu como uma assassina? Minha família me renegou Nattasha por isso, pelo que você fez!

– Não era minha intenção.

– Pare de falsidade Nattasha, agora vou repetir pela ultima vez cala a boca e ouve. – ela vem ate mim e segura meu queixo com força. – Se tentar me interromper eu juro que não sei o quão ruim será.

– Você era boa, você é boa Jules.

– Xii já disse quieta e me escuta. – ela volta a sentar na poltrona e me olha fixamente nos olhos. – Bom você não sabe o quanto eu sofri, sofri e foi muito, primeiro começou na noite em que você chegou um caco em minha casa e eu como boa amiga que era cuidei de você, acalentei você, te protegi e ajudei, liguei na sua casa inventei uma mentira, tudo porque eu vi a dor estampada em seus olhos, naquela noite quis roubar todo seu sofrimento por te amar mais do que poderia, eu me sujei indo te ajudar a livrar-se do corpo daquele ogro, e mesmo assim no final você me jogou atrás das grades pra se livrar da culpa.

– Sinto muito. – tento falar e sinto sua mão atingir minha face.

– Eu disse só escutar... – ela não deixa a fúria esconder-se. – Eu te amava sua imbecil e lá dentro daquele lugar daquela penitenciaria fui deflorada por aquelas mulheres nojentas e criminosas de verdade, passei cada dia, cada agressão, cada abuso jurando que mataria aquele amor por você e iria me vingar, e ao final da pena conheci os gêmeos Marcos e Marcelo e eles me ajudaram a ir para outro país e a mudar o nome, e também Marcos se aproximou de você e se tornou seu melhor amigo, dessa maneira consegui saber tudo como ia sua vida e tudo que precisava para me vingar.

– O Marcos? – não acreditava nisso e ela gargalha.

– Eu disse que fiquei de olho em você e assim que tive minha primeira chance vim eu mesma completar minha vingança. Você não sabe o quanto te amei, e não só como amiga, eu a cada dia planejava em como me declarar.

– Você... – cara isso é muito pra mim e ela acena positivamente com a cabeça.

– Eu te amei, eu te via como uma bonequinha e tudo o que cuidei de você que seus machinhos te magoavam era por isso, mas você me machucou como troco e isso foi para mim a morte do amor, mas enganei-me aqui e agora ainda sinto esse amor. – ela vem se aproximando de mim.

– Mas você sabe que eu...

– Eu sei, mas isso não me impede de te amar.

Com isso ela chega próximo o suficiente de mim para tomar meus lábios, o que inicialmente me fez tentar me afastar, mas ela beijava-me afoita e voraz e acabei cedendo a ela, beijá-la era diferente do que já tinha passado seus lábios eram macios, doces e suaves e me senti amada por mais irônico que pareça como nunca me senti.

– Você desperdiçou isso, o meu amor, o amor que poderíamos ter!

– Ainda temos tempo para mudar isso Jules, é só você me perdoar.

– Não sou tão nobre assim Nattasha, eu queria mesmo te desculpar e viver o que fomos impedidas, mas não consigo. – ela suspira pesadamente e afaga minha face.

– Eu juro que nunca imaginei isso, mas podemos tentar agora, vamos fazer isso. – digo e ela sorri carinhosamente e se aproxima me dando um selinho.

– Você se arrepende de verdade?

– Sim me arrependo, desculpa por tudo que te fiz sofrer, me deixe te dar a felicidade?

Ela sorri e vem em minha direção me beijando novamente com devoção, estava completamente entregue, entretanto sinto uma picadinha em meu pescoço e um peso e sonolência tomar meu corpo, não sabia se aquilo era um tipo de sonífero ou um veneno, mas sabia que aquilo foi tudo planejado e eu caio como um patinho, para quem sempre foi muito inteligente cai na hora, mas não a culpo eu sempre fui a errada em tudo isso e seja lá o que ela fosse fazer comigo era merecido. A dormência vem me atingindo lentamente e a escuridão também, porem antes que eu apagasse ouço bem suas palavras sussurradas com dor.

– Você foi minha ruina Nattasha, agora eu serei sua ruina.

Sinto seu beijo leve em meus lábios e a escuridão toma meu corpo, perdi tudo, perdi um verdadeiro amor por nada!

Notas finais
E então gostaram?Quem quiser comentar e dizer como foi a percepção dessa minha experiencia maluca ficarei muito feliz!Beijinhos de Luz e Arco-Íris Arabella
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!