Im With You

1 The new awkward classmate


Notas iniciais
Minha primeira fic no Nyah. Jesus me ajude! Tem muita parte que eu odeio por demaissssss por não ter conseguido fazer o Josh direito e por simplesmente odiar, mas tem outras que eu amo ♥ Espero que gostem... rs
Devo adicionar que não estou 100% confiante com a história, mas sabe como é, eu muito raramente gosto do que eu escrevo. Só postei realmente porque minha amiga disse que estava muito bom e blá blá blá.

1º de setembro

“Tchau, Liz, tenha um bom dia na escola!”, gritou Emily da cozinha enquanto a filha agarrava sua mochila e saía. Assim que saiu pela porta, viu sua vizinha e melhor amiga Louise – a Lou –, que já lhe esperava para caminharem a quadra até o ponto mais perto onde o ônibus escolar passava.

“Bom dia”, disse Liz com um sorriso sonolento.

“Bom dia. Preparada pra mais um ano de tortura?” Liz não respondeu; as duas apenas riram e começaram a caminhada não tão longa.

Os mesmos rostos conhecidos estavam lá. E nenhum deles agradava muito Liz ou Lou; as duas, desde a sexta série, formavam a dupla imbatível e ninguém conseguia penetrar no grupinho minúsculo delas. Todos os outros eram apenas conhecidos para elas, nada mais nada menos.

Assim que o ônibus chegou, elas se apressaram e adentraram-no. Sentaram-se no mesmo banco de sempre, quase no meio do ônibus e do lado esquerdo. Liz no corredor e Lou na janela.

Na próxima parada os mesmos outros rostos conhecidos subiram para o ônibus. Mas na outra, a penúltima antes da escola, veio alguém diferente – um aluno novo.

Parecia da mesma idade das meninas, era relativamente alto, cabelos castanhos estranhíssimos, cortados bem curtos atrás, mas na frente faziam uma franja longa e também estranha, um nariz igualmente estranho e olhos castanhos profundos. Talvez a palavra para resumi-lo seja “estranho”, realmente, apesar de que ele não era feio. Liz percebeu isso tudo na hora; ela, quieta e tímida do jeito que sempre foi, era muito observadora. O menino sentou-se no banco ao lado delas, ao lado de um garotinho da quinta série, já que esse era um dos últimos lugares vagos.

Assim, o ônibus prosseguiu normalmente. E Liz parecia ser a única a notar o aluno novo. E ele parecia notar ela também. Olhava-a de canto de olho a intervalos irregulares, pois ele percebera o olhar dela quando ele entrou no ônibus. E Lou só foi perceber o garoto quando viu que Liz estava dando respostas curtas demais – não que ela fizesse monólogos toda vez, mas até ali ela só tinha respondido “sim”, “é?”, “legal”, etc. Ela olhou para o lado e o viu, então deu uma risada maliciosa para a amiga.

“Seja rápida antes que os abutres cheguem perto, querida”, falou.

“Quê?”, respondeu Liz, saindo de seu transe.

Lou apenas riu, enquanto o ônibus chegava à escola.

O primeiro horário era de Liz era Química e o de Lou era Inglês. Cada uma foi para sua sala, sabendo que no terceiro horário, Matemática, elas estariam juntas.

Liz sentou-se calmamente na sua carteira perto do fundo. Ela sentava lá não porque era bagunceira, ela era, na verdade, uma das maiores nerds do ano, mas sim porque era alta demais pra sentar na frente – e ela ainda se achava baixinha. Abriu seu caderno, pegou o livro e o estojo da mochila e esperou até que o sinal tocasse e o professor aparecesse, o que não demorou tanto.

“Bom dia, classe”, disse o Sr. Hill, um cara de meia idade que adorava Liz e que Liz adorava, pois ele era muito simpático e ela gostava de Química. “Temos um aluno novo, não é, Sr. Klinghoffer? Vamos, entre”.

Liz ergueu os olhos do caderno, onde estava rabiscando uma história, e viu o “estranho” do ônibus entrando na sala.

“Este é Josh Klinghoffer, ele será colega de vocês”, disse o Sr. Hill. “Vamos ver onde você pode sentar... ah, sim, atrás da Srta. Elizabeth”, ele insistia em chamá-la pelo primeiro nome, mas ela não se incomodava. Em seguida, apontou para Liz e o menino, que agora ela sabia se chamar Josh, caminhou até a classe atrás dela. Olhou-a e largou o que parecia ser um sorriso tímido, como Liz às vezes costumava largar.

“Então, classe, fizeram o dever de verão? Espero que sim”, disse o professor, enquanto caminhava pela turma. Parou em Liz e brincou, “Que vergonha, Srta. Elizabeth! A Srta. nunca faz os deveres! Hahahaha”. Era óbvio que era uma piada, até porque Liz também riu, mas alguém “de fora” vendo poderia até acreditar. Não foi o que aconteceu com Josh; no começo ele ficou espantado pelo Sr. Hill falar aquilo, mas então percebeu o tom de voz e entendeu a piada.

Quero dizer, ele entendeu que ela era uma nerd. Não que ele tivesse algo contra nerds, mas ele sempre os imaginou com roupas caretas, óculos fundo de garrafa e aparelho nos dentes. Liz usava roupas normais – nem muito produzidas e nem algo que parecia ser achado no lixão –, não usava óculos e tinha dentes bonitos. Nisso, Liz já começara a surpreendê-lo.

_

O segundo horário de Liz era Francês e passou rápido. Josh não estava nessa sala com ela.

Então veio o terceiro horário, Matemática, que Lou e Liz tinham juntas. Liz continuava mais quieta que o normal (o que era difícil). Não falou nada sobre o aluno novo para Lou, apesar de ter pensado no assunto. Preferiu ficar no seu canto, prestando atenção na aula.

O quarto período era Inglês e – adivinhe – Josh estava lá. E a Srta. Baker o mandou sentar – adivinhe de novo – do lado de Liz. Mais outro sorriso dele, nem tão tímido dessa vez. Liz sorriu de volta.

Depois do almoço, Liz tinha Física. Também gostava da matéria e do professor, o Sr. Davis. Ele era britânico e veio para os Estados Unidos pra estudar, era basicamente por isso que ela gostava dele. Como boa nerd, o Sr. Davis também gostava dela.

Ainda tinha um período na sala de estudos e Estudos Sociais, ambos com Lou. Se não fosse por ela, Liz não teria falado nem uma palavra sobre Josh.

“Então? Falou com esse Josh? Que aulas você tem com ele, hein? Meu quinto período é Francês e ele ‘tá na minha turma. Ele é muito estranho... Vocês têm muito em comum, hahahaha”

“Jesus, Lou, cale a boca. Mas, ok, eu tenho o primeiro período, Química, e o quarto, Inglês, com ele. E, por algum motivo sobrenatural, o Sr. Hill o colocou numa carteira atrás de mim e a Srta. Baker também o pôs do meu lado”, respondeu Liz, como se fosse o assunto mais chato do mundo. Na verdade, ela não queria falar muito sobre ele.

“Ah que fofo, são os céus trabalhando pra vocês ficarem juntos! Hahahaha”, Liz apenas rolou os olhos.

No ônibus, mais uma vez ele estava lá. As meninas sentaram-se em seu habitual lugar e Josh sentou-se um banco atrás delas. Sabendo que ele estava lá, Liz deu graças a Deus por Lou não ter continuado a falar dele. Ele desceu no mesmo ponto onde subira pela manhã e Liz observou-o pela janela. “Sim, ele é muito estranho. E eu também. Tenho que concordar que temos isso em comum.”, pensou.

__

Foi um primeiro dia estranho. De todo mundo que olhou pra Josh, ele sentiu que a única pessoa que olhou-o sem julgá-lo foi a menina do ônibus – Elizabeth, como soube depois.

Ele nunca foi de ter muitos amigos, e não se surpreendeu por não ter feito nenhum nesse primeiro dia de aulas. Ele sobreviveu, não sobreviveu? Então estava tudo bem.

Chegou em casa, não era longe do ponto de ônibus. Ainda bem, porque ele nem sabia onde era. A casa ainda estava toda desarrumada, com caixas por todo lado; não fazia nem duas semanas que eles tinham chegado. Ele era de L.A. e tinha vindo para Detroit por causa do trabalho do pai. Nunca gostou do calor mesmo, então foi uma troca bem-vinda.

Cumprimentou sua mãe e foi enfornar-se no quarto. Ligou o computador e entrou no Facebook.

Perguntava-se se deveria adicionar a garota. Ele tinha o nome – o Sr. Hills chamava-a de Elizabeth, esse deveria ser o nome, e a Srta. Baker chamava-a de Nancy, esse deveria ser o sobrenome. Digitou “Elizabeth Nancy” na barra de procura. Hesitou em pesquisar. Pesquisou.

“Elizabeth Nancy
Mora em Detroit
Nasceu em 13 de Janeiro”

Sem dúvidas era ela. Foi olhar seu perfil e...

“Elizabeth somente compartilha algumas informações publicamente. Se você conhece Elizabeth, adicione-a como amiga ou envie uma mensagem para ela.”

“Ok, ok, adiciono ou não?”, pensava em voz alta. Por fim, o botão “Adicionar aos amigos” foi clicado. Saiu do Facebook e foi fazer... porcaria nenhuma.

__

Liz chegou em casa e logo já foi para o computador. Entrou no Twitter e no Tumblr. Depois do que pareceram horas reblogando e vendo o que tinha de novo, entrou no Facebook. Havia uma nova solicitação de amizade.

“Josh Klinghoffer” era a única informação. Ela presumiu ser o aluno novo. Aceitou. Foi voltar a escrever o que rabiscou na aula. Quando não sabia mais o que escrever, entrou no Twitter mais uma vez.

“louvanharden Lou
@liznancyy E aí? Já falou com ele? Hahaha”

“liznancyy Liz
@louvanharden -.-‘ não. Mas entrei no Facebook e ele tinha me adicionado, hum”

Mal atualizou a página e lá estava:

“louvanharden Lou
@liznancyy OMG!! Ele quer seu corpo nu hahahahaha”

“liznancyy Liz
@louvanharden cala a boca, Lou! Aliás, me lembre de parar de falar essas piadinhas da internet pra você”

“louvanharden Lou
@liznancyy como quiser. Depois me convidem pro casório ♥ lol”

Achou melhor deixá-la falando sozinha.

__

No dia seguinte foi tudo a mesma coisa. As piadinhas de Lou sobre Liz e Josh continuavam. E Lou a fez perceber que não tinha ouvido-o falar até agora. Perguntou-se como seria a voz dele.

O mistério chegou ao fim na aula de Química.

Aparentemente, ele tinha dificuldade na matéria.

“Srta. Elizabeth, por favor, poderia ajudar o Sr. Klinghoffer?”

Assim ela o fez. Explicou toda a matéria e ele não disse uma palavra.

“Alguma dúvida?”

“Hum, não”. A voz dele era baixa e estranha, como já esperava. Liz teve que fazer um esforço pra ouvir direito (ela sempre dizia que era “meio surda”. Talvez fosse um pouco mesmo, nunca se sabe).

“Certeza?... Me chame se tiver, então”

“Sim...”. Liz por mais que tentasse não conseguiria citar o “caso Facebook”. Talvez ele nem tivesse visto que ela o aceitou.

Mas ele viu. Não muito depois de ela aceitá-lo. Então, aí sim, o “stalker” entrou em ação.

Oh, Oasis, Red Hot Chili Peppers, Beatles… legal. E ela gosta muito de livros, pelo jeito. Harry Potter... Olha, Pokémon! Sim, ela é bem nerd mesmo. Não que isso seja ruim... Por Deus, o quê eu ‘tô pensando?”.

O resto das aulas transcorreu como de costume. Mas na aula de Matemática, Lou falou algo, no mínimo, intrigante.

“Escuta, Liz”, disse, sussurrando para que o professor não ouvisse, “as pessoas viram que você adicionou esse Josh no Facebook e ‘tão falando coisas”

“Qu-... ‘tá, mas e daí?”

“Nada, só queria te avisar. Aliás, continuo dizendo pra tomar cuidado com os abutres. Ouvi a Kristin falando dele pro bando dela...”, Kristin Lloyd era a menina mais popular da escola. Burra que nem uma porta, tinha inveja de Liz e de Lou, apesar de não admitir. Procurava qualquer coisa pra encher o saco delas.

Liz engoliu em seco. Logo o sinal bateu – horário de Inglês. Com Josh. E com Kristin.

Arrastou-se até a sala da Srta. Baker, que estava quase vazia ainda. Logo Josh chega e faz menção de falar com Liz. Só que Kristin chegou antes.

Era visível que ele estava tentando bastante se livrar dela. Liz teve que segurar um riso. Quando ele finalmente conseguiu, a Srta. Baker já estava entrando na sala.

“Ei”, ela ouviu lá pelo meio da aula. Era Josh. “Vi que me aceitou no Facebook, heh, valeu”

“Oh, não é nada”

“Então... Oasis, huh?”

“Sim, sim... Você também gosta?”

“Claro! Qual seu álbum preferido?”, ele falava muito baixo, Liz tinha que se desdobrar em conseguir ouvi-lo e ver o que a professora estava fazendo.

“Não sei... provavelmente The Masterplan. Ou o Definitely Maybe. Ou sei lá, as músicas deles são muito fo-... digo legais”, Liz não achava bom falar palavrão para alguém que acabou de conhecer. Apesar de falar um a cada três frases, mais ou menos.

“São sim, eu adoro todos! Falemos a língua clara: as músicas deles realmente são fodas. Ou há algum problema pra você em falar isso?”, disse rindo.

“Ah claro que não, eu falo toda hora, só achei que não seria, hum, educado falar assim pra alguém que eu não quase não conheço... Entende?”

“É, entendo... E-”

“Sem querer ser rude, heh, acho melhor parar por aqui, a professora vai reclamar depois”.

“Hum, ok”.

Liz gostou dele, ele era legal. Não queria parar de falar, na verdade, mas a “nerdice” falou mais alto. Percebeu que Kristin não parava de olhar para os dois. Era assustador.

Quando o sinal tocou ele veio para sua volta e eles voltaram a falar. E no final Liz descobriu que o armário dele era bem perto do dela. Acabaram indo juntos para o refeitório. Lou viu e deu uma risada discreta. Não foi pra volta deles. Não queria atrapalhar o “casal”. E, sim, eles realmente acabaram almoçando juntos. Kristin ainda encarava os dois com aquele olhar assustador. Liz procurava Lou, mas esta parecia ter sumido da face da Terra. Ela estava mesmo é se escondendo para que ela não deixasse Josh. Se desse certo ela iria se gabar de cupido depois.

Falaram basicamente de música. Quando bateu o sinal, ela já sabia de cor tudo que ele gostava e sabia que ele tocava guitarra, também. Isso era muito legal, como Liz achava.

Encontrou Lou na sala de estudos e ela parecia estar radiante.

“Onde você estava, sua vadia?!”, elas sempre xingavam-se carinhosamente.

“Ora, não ia ficar segurando vela”

“Ai meu Deus, quantas vezes vou ter que falar que n-”

“Me poupe! Todo mundo viu vocês no horário de almoço. E fiquei sabendo da aula de Inglês também, ‘tá, hahahah”

“Sabendo o quê diabos da aula de Inglês, Louise?”, quando uma não chamava a outra pelo apelido o caso era sério. Ela já estava irritada com Lou pegando no pé dela.

“Não se faça de desentendida; eu sei que vocês conversaram lá também. E quando bateu o sinal. E nos armários. Love is in the-” começou a cantar, mas antes que pudesse terminar a frase, Liz deu-lhe um tapa no ombro que a fez parar. “Ok, ok, não precisa tanta violência...”

Depois, na hora de pegar o ônibus, Lou continuou insistindo para que ela sentasse com Josh. Liz estava a ponto de dar outro tapão nela.

No final, elas acabaram sentando juntas como sempre.

“Hey”, disse Josh com um sorriso, quando passou. Liz respondeu da mesma forma. Lou ia começar com as piadinhas, mas Liz deu-lhe um olhar fatal que a fez parar. Ele sentou-se no banco ao lado delas, da mesma forma que fez da primeira vez, no dia anterior. Puxou papo e os dois ficaram falando até ele descer.

Lou não se conteu, mesmo com Liz praticamente espancando-a durante o resto do trajeto do ônibus e até chegarem em casa. Lou falava que nunca vira Liz falar tanto com alguém que não fosse ela. E era verdade, no fim das contas.

Notas finais
Aquela parte do Josh chegando em casa: ODEIO MUITO. Me desculpem! (Até o final da história já falei 38758934759834 vezes "me desculpem", anotem LOL)
Eu não sei muito sobre escolas americanas nem sobre Detroit, e, apesar de ter tentado fazer o mais fiel possível, acho que não deu muito certo...
Não me deixem no vácuo e mandem review, por favor *carinha do gato do Shrek* kkkkk Comentários no tumblr também são bem vindos, certo kkkkkk
E aliás, me desculpem pelas notas enormes. Sempre tenho milhões de coisas pra falar hahaha
PS: Eu sou a Liz. Achei que deveriam saber hahahaha