Im Willing To Be On Your Side Forever.
3 I see u
Notas iniciais
bem, como notas quero dizer que quando eu acabei esse capitulo o Nicolas saiu do pc e so vai ler amanha ,falow ai infeliz. quero saber qual vai ser meu presente viu? .qqq
Ela estava lá deitada naquela cama de hospital, a pele pálida e esticada os cabelos sem vida, de um tom louro escuro mal penteados e esparramados pela cama, os olhos que brilhavam como duas estrelas estavam envolvidos por grandes olheiras roxas, os dedos sobre o lençol finos como galhos de arvores e unhas bem-tratadas com um anel, uma aliança. “quando se tornou assim? Será que tenho culpa de você estar assim?” pensou enquanto estava perdido olhando para aquela face, aquela que julgava ele, tinha uma coisa... Era como se a morte em pessoa estivesse ali entre eles.
- Sim é ele... Minha querida. Gosta? – Dominic falou como se estivesse se referindo a um presente e não há uma pessoa, ou como se aquilo que estivesse a sua frente tivesse sido feito apenas para agradá-la. De qualquer modo não parecia estar se referindo a um ser humano.
Aquela que estava deitada apenas fez um barulhinho de felicidade, parecia uma criancinha encarando aqueles olhos verdes de seu mais novo visitante... Nicolas... Precisou estar doente para vê-lo.
- Oh, nossa, há quanto tempo não nos vemos não? Lembrasse de mim não se lembra? Pois eu me lembro de você... De tudo. De tudo mesmo. – ela falou rápido o bastante que mal deu para respirar. Ele sorriu e não soube o que falar. Porque ele o tratava assim? Porque não havia feito como os demais? Aquela gentileza...
- Sim faz bastante tempo... na verdade eu não sabia que estava na polônia então...
- eu sabia que você estava. – ela interrompeu-o – Sei que trabalha no jornal, que é casado com uma vendedora que se chama Jessica Steves e tem uma linda filhinha de 6 anos.... Estou certa?
Ele fez que sim com a cabeça. Como ela sabia de tudo aquilo? O tinha observado todo esse tempo? O que mais sabia? Mas principalmente... Porque tinha feito aquilo?
- eu tenho dedicado todos os meus livros na esperança de que você lesse algum deles... você os leu? – sua voz já não estava mais fraca parecia ter despertado, parecia feliz como se a doença num passe de mágicas tivesse desaparecido.
- Não, eu não os li. – respondeu, foi verdadeiro. As duvidas não paravam de surgir na sua cabeça. Porque ela estava o seguindo? Porque estava tão feliz em vê-lo? Continuava ela a gostar dele tanto assim mesmo depois daquelas palavras? O que eu fiz?
Ela se encolheu um pouco dentro do cobertor, achava que ele tivesse visto... Todas aquelas dedicatórias com o mesmo nome, eram para a mesma pessoa. As historias que tinha escrito pensando nele... Parecia ter sido tudo inútil, ela era realmente uma boba, principalmente por acreditar que ele ainda sabia dela, acreditar que ele se importava com ela... Quando na verdade para ele, ela havia sumido como poeira sobre um tapete.
- Olhe só... O que quer mesmo aqui hein? Sua presença já foi incomoda por tempo demais! – Sarah falou dando de ombros e ajeitando a roupa como um tique nervoso
- Desculpe senhorita, mas acredito que assim como todos vocês fui convidado. – ele respondeu não olhando diretamente para Sarah, mas para aquela figura deitada sobre a cama, Manuelle, ela havia o convidado, ela...
- Se considera um convidado? Audacioso da sua parte... Não passa de uma mosca voando sobre a comida. – Andressa acrescentou se afastando para próximo de Sarah que lhe lançou um olhar cúmplice.
- Não estão sendo duras demais com ele? – Giovana falou um pouco relutante com uma das mãos na parte de trás da cabeça
- Duras? Com ele? Ele que está sendo duro, sempre foi, esse egoísta. Não é só porque veio visitá-la agora que seus pecados serão perdoados está me ouvindo? Está me ouvindo? – Sarah falou alto ate que ele virasse enfim seu olhar a ela, um olhar frio, como o de um serial killer num tribunal onde sabe que vai ser condenado. A indiferença.
Ele correu o olhar pela sala, tudo perfeitamente alinhado, tudo bonito, exceto pelas crianças que corriam por ali, perfeitos demônios que punham em risco o paraíso que aquilo devia ser. Resolveu não responder ao que lhe foi dirigido. Sabia que não tinha como lutar contra aquilo que agora caia sobre os seus ombros sabia que tinha culpa e falar algo seria apenas confirmar a sua culpa.
- Podem nos deixar sozinhos? Eu e Nicolas... Podem nos deixar sozinhos? – a mulherzinha que estava escondida debaixo dos lençóis falou o que fez todos naquela sala se entreolharem com expressões de espanto, é eles não esperavam por aquilo não mesmo, tampouco Nicolas que a fitou como se ela estivesse cometendo um crime e ele estivesse ali vendo com as mãos atadas sem nada poder dizer.
Obedientemente todos ali começaram a sair, um atrás do outro, Andressa foi a ultima que saiu chamando as crianças que faziam uma algazarra incrível e ai então o silencio. E agora naquela sala apenas dois estranhos se encarando com curiosidade.
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